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Avante! O resto é paisagem

por Pedro Silva, em 01.09.20

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Já aqui o disse por mais do que uma vez, mas creio não ser demais repetir. Tenho pouca – nenhuma até – paciência para opinar, ouvir e, inclusive, procurar entender a politiquice do nosso pequeno burgo que dá pelo nome de Portugal. Especialmente quando temos outros assuntos, esses bem mais graves como a rebaldaria e exploração sem vergonha nos Lares em Portugal que a crise provocada pela Covid-19 acabou, mesmo que indirectamente, por expor.

Olhando lá para fora, no Médio Oriente a Turquia de Erdogan faz tábua rasa da aliança que dá corpo e forma à NATO em nome da expansão bélica turca. A Grécia, inimiga de estimação da Turquia, é o principal alvo dos turcos. Nem a França, símbolo da União Europeia, consegue intimidar a conquista de recursos naturais (entenda-se gás natural) um governante que se eternizou no Poder com omq87al o Ocidente pactua e tolera.

Mas há mais.

No Velho Continente cada vez mais dominado e aterrorizado pelo avanço de movimentos extremistas onde o apelo ao racismo e intolerância tem tido como resposta a intolerância e violência, continua o jogo de forças cokm a Federação Russa.

Tal mais não é do que uma tentativa quase que desesperada dos cada vez mais autoritários e autocráticos polacos e húngaros de se vingarem dos tempos de terror da “Cortina de Ferro”. Democracia é coisa que fica em segundo plano para estes dois dos maiores representantes do avanço da extrema-direita em solo europeu. Nem o facto de o respeito e manutenção da Democracia e a necessária separação de poderes ser condição fundamental para se permanecer na União Europeia e, dessa forma, poder continuar a usufruir dos sempre apetecíveis fundos comunitários. Importante mesmo é deitar por terra uma Bielorrússia que autoritária ou não, mantêm a paz na Europa.

Ma lá está, Problema mesmo é essa coisa do “Avante!”. É sobre isso que a nossa classe política, vulgos analistas, comentadores e pensadores políticos se devem debruçar. Rui Rio, presidente do Partido Social Democrata (PSD) tinha de arranjar algo que mantivesse o pessoal entretido e a lés do avanço eleitoral do partido de André Ventura que, com o seu discurso errático e xenófobo, lá vai puxando a brasa à sua sardinah que é como quem diz, a ganhar cada vez mais força e credibilidade junto de um eleitorado farto (para não dizer fartinho) da politização de não assuntos como esta coisa do “Avante!”.

Para que conste, não vá aparecer por aí o vazio discurso da praxis, não sou simpatizante com a dita festa do “Avante!”.

Primeiro porque isto dos festivais de Verão nunca me disseram nada e muito menos me dizem, disseram ou dirão festas de partidos que mais parecem concentrações de focas amestradas que batem palmas em troca de um qualquer peixe ou peixinho.

Segundo, estou longe de perceber a razão de uma festa como o “Avante!” (que celebra a ideologia comunista e o ser-se comunista) ser o expoente máximo do capitalismo selvático que essa mesma ideologia comunista tanto critica e repudia violentamente.

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publicado às 21:30


Recauchutagem do sistema

por Pedro Silva, em 20.05.20

imagem crónica RS.gif

Tempos de crise aguda como a que vivemos exigem, sem sombra de qualquer dúvida, respostas agudas da parte de quem nos governa. Tal é válido internamente como externamente ou não fosse a economia Mundial um tremendo dominó que tanto pode ser um paraíso como um inferno dependendo da forma como cai – ou não – a primeira peça..

Contudo num Mundo com tantas diferenças as respostas à crise provocada pela Covid-19 tem sido, também elas, muito diferentes entre si.

Alguns líderes mundiais (felizmente poucos) optam pela teimosia latente, formas de enriquecimento à custa de placebos que as farmacêuticas tem ás paletes nos seus armazéns, apelos ao fregreso a ditaduras militares, actos de violência e desrespeito para com os órgão de comunicação social que se recusam a dar tempo de antena aos seus disparates públicos, e por aí adiante.

Outros líderes mundiais, mais concretamente os europeus, optaram numa primeira fase por um confinamento mais ou menos rigoroso (cada país teve o seu “inferno”, pelo que a resposta ao mesmo variou) e agora que a pandemia parece estar a estabilizar optam por uma espécie de recauchutagem do sistema. Países há que abrem a sua economia - uns mais lentamente e outros de forma mais célere - para que tudo volte não ao normal de antigamente mas sim ao novo normal.

E é, a meu ver, que na nossa Europa existe um problema. Sendo a União Europeia um espaço comum, de economia comum e. em certos e muitos pontos, de finanças comuns, creio que deveria existir uma estratégia comum de reabertura da economia europeia (mesmo que a Covid-19 tenha afectado mais ou menos certso Estados-membros). Não falo aqui numa reabertura unânime pois tal em Democracia é quase impossível… Recordo que a União Europeia tem 28 Estados-membros (o Reino Unido ainda não saiu oficialmente da União), pelo que é de todo impossível que haja uma concordância plena entre todos.

È que estou em crer que esta recauchutagem do sistema – forçada em muitos países – nosm primeiros tempos até que pode disfarçar e dar a sensação de que tudo está bem que vamos ficar bem, mas a economia é travessa tal como a sua “amiga” diplomacia. São muitos e variados os imprevistos que forçam uma viragem rápida do rumo dos acontecimentos. Tal já aconteceu no passado e não estou em crer que no presente e futuro tal não venha a suceder.

É neste cenário que olho com uma certa preocupação para o que está a acontecer na Europa.

França e Alemanha anunciaram publicamente um programa de apoios a fundo perdido a todos os Estados-membros.

Nada que já não tenha sido falado anteriormente com a Holanda a fazer finca pé com a sua tese de que este programa deverá ser de empréstimos com juros baixos e não a fundo perdido. Na altura os holandeses acabaram por ver metade ads saus pretensões atendidas pois nem França nem Alemanha tinham grande interesse num tal programa ou não estivessem ambos (especialmente a França) a braços com um crescente caso de cidadãos infectados com a Covid-19.

Mas agora que a temática está de novo em cima da mesa europeia, desta vez com o papel de mau da fita a ser interpretado pela Áustria,  quem me garante a mim e qualquer português (aka cidadão europeu) que alemães e franceses não acabarão por ver nas pretensões austríacas uma forma de fazer valer a sua posição de potências dominantes na Europa impondo, para tal, a austeridade que o nosso Primeiro-ministro diz repudiar veemente?

Artigo publicado no site Repórter Sombra

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publicado às 21:30


Os três patetas

por Pedro Silva, em 27.03.20
Os três patetas (da direita para a esquerda na foto: Alemanha, Áustria e Holanda) que vão destruir um projecto europeu que durante décadas manteve a paz no Velho Continente.

the-three-stooges.jpg

E tudo isto em nome das ideias pré concebidas.

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publicado às 22:41

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Está feito. Portugal e o seu Governo mostram ao Mundo que diplomacia à bruta é que está a dar. O simples - e nada discreto – facto de ser Donald Trump e o seu grupo de «cowboys» a liderar esta forma arrogante, belicista, colonialista e interesseira de estar relativamente ao crescente problema político da Venezuela é, tão-somente, um pequeníssimo “pormenor” que não interessa para absolutamente nada. Assim também não interessa absolutamente nada o facto de nesta problemática a União Europeia ter demonstrado - outra vez! - que em termos de Diplomacia internacional esta não passa de um gigante de cartão que ao mais pequeno respingo de água desaparece.

 

Há um ponto que deve ser colocado em cima da mesa. A Venezuela tem, neste momento, vários problemas. Tem um tremendo problema democrático dado que um grupo de personagens se apossou de uma ideologia para se eternizar no Poder. Tem um tremendo problema económico-financeiro porque quando esta mesma Venezuela começou a ser um incómodo para os “patrões” do óleo negro, este reagiram da pior forma possível aumentado em massa a quantidade de crude produzido para, desta forma, arrasarem com a crescente concorrência deste país sul-americana. A Venezuela tem um tremendo problema social porque os contantes bloqueios económicos que os países do Ocidente (os tais defensores da Diplomacia à bruta) lhe impuseram impedem, a todo o custo, que matérias-primas e outros bens de primeira necessidade entrem no país.

 

A verdade é que no actual estado de coisas a Venezuela é um problema. Um problema que caminha, quer se goste ou não, a passos largos para uma solução violenta. São cada vez mais e constantes as notícias que nos chegam que dão conta do extremar de posições… E com toda a certeza que não faltará quem venha a lucrar com tal ou não fosse a indústria do armamento algo de muito lucrativo.

 

Tudo isto para aqui criticar a posição portuguesa em torno deste perigoso problema. A política do “encosto” no grande líder americano quando tal dá aquele jeito não é solução para ninguém. Especialmente quando quem, como Portugal, no passado não ligou patavina a regimes ou a líderes tresloucados na hora de fazer o tal «negócio patriótico». Acredito que tenha muito por causa de tal que muitos dos países europeus ficaram de fora da tão propalada e recentemente extinta posição conjunta dos Estados-membros da União Europeia relativamente à questão venezuelana.

 

A Venezuela necessita, urgentemente, de ajuda internacional para que a transição democrática seja uma realidade. Não é com esta “política do encosto quando este dá jeito” que lá vamos. Tal serve, essencialmente, para quem como Nicolás Maduro faça de tudo para continuar no Poder mesmo que tal implique envolver o seu país num tremendo banho de sangue.

 

Como português gostaria de não ter nas minhas mãos sangue dos civis da Venezuela. Contudo ao que parece o actual Governo e Presidente da República dos “afectos” não estão assim tão incomodados com tal. E tudo isto porque dá jeito “encostar-se” ao «big boss».

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (05/02/2019)

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publicado às 21:30


Já não basta a Síria?

por Pedro Silva, em 31.01.19

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Tal como receava, a Venezuela caminha a passos largos para ser a reedição do sucedido na América Latina nos, não muitos distantes, anos do século XX. A Guerra Fria foi propicia na proliferação de conflitos armados e no aparecimento de regimes ditatoriais que se apoiavam, de uma forma directa ou indirecta, na ideologia de cada uma das Grandes Potências que quase conduziram um Mundo bipolarizado à sua destruição. Passados estes anos todos o cenário repete-se quando tudo parecia fazer crer que as forças extremistas estavam, aos poucos, a perder força e em total descrédito na América Latina.

 

Com a ingerência dos Estados Unidos da América na questão venezuelana (ingerência esta que nada tem de humanitária e muito menos de democrática) seguida, mesmo que de forma algo tímida pela União Europeia, seguiu-se a esperada resposta do bloco Rússia/China que apoiam militar e financeiramente o regime de Nicólas Maduro. O normal dado que já todos sabemos – ou pelo menos já deveríamos saber – como se “joga” o xadrez da geopolítica.

 

Tudo isto é, a meu ver, uma situação desnecessária que , mais cedo do que tarde, irá culminar numa escalada de violência numa zona do globo onde a Paz foi recentemente alcançada. A Colômbia, país que faz fronteira com a Venezuela, viveu durante décadas um conflito armado violento e complexo com as Forças Revolucionárias. Tratou-se de um conflito que tinha questões sociais inerentes tal como o tráfico de droga onde os Estados Unidos da América intervieram, de forma directa e/ou indirecta, contribuindo, desta forma, para que este mesmo conflito se arrastasse no tempo com o pesado encargo que tal teve em Vidas Humanas (e não só).

 

Face a tal e ao que a história recente já nos mostrou, já não chega e basta a tremenda trapalhada que está a viver na Síria?

 

Por falar em trapalhadas…

 

Theresa May continua a sua demanda em busca do Santo Graal que conduza o Reino Unido ao tão desejado paraíso liberal onde os britânicos (ou será que são antes ingleses?) ditam o destino da ilha em que vivem.

 

Sinceramente não estava à espera de uma trapalhada tão grande como a que o Parlamento inglês criou recentemente. E logo tal oriundo de um local que até ao dia de ontem primava oela intransigência da parte do Partido Conservador porque não havia nenhuma alternativa viável ao acordo negociado com a União Europeia…

 

O que eu também não estava à espera era que no «Labour» um grupo Deputados colocasse Corbyn em xeque ao ameaçar com demissão caso o Reino Unido deixe a União Europeia sem acordo…

 

Já diz Obelix – famosa personagem da banda desenhada – que, passo a citar, “os romanos são loucos”. Meu caro Obelix, eu diria antes que loucos são os Bretões. A prova está à vista de todos!

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (30/01/2019)

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publicado às 17:36


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