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Festa incompleta, mas... invictos!

por Pedro Silva, em 20.11.18

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Era uma noite de festa, sem pressão por aí além, e Portugal fez o mínimo para assegurar o estatuto de única equipa invicta no primeiro escalão da Liga das Nações. As muitas mudanças no onze não impediram um arranque de jogo com vários pontos positivos e com um golo justificado, mas a Polónia cresceu e salvou o empate de penálti, ameaçando ainda a vitória com Portugal reduzido a dez jogadores. Não foi com exatidão a festa que se queria, mas haverá nova oportunidade daqui a pouco mais de meio ano. Até já, Guimarães, estes rapazes voltam em breve para lutar pelo troféu.

 

Sistema igual, caras diferentes

 

Algumas das mudanças foram forçadas - Mário Rui, Rúben Neves e Bernardo Silva estavam fora das contas -, outras deveram-se ao contexto do jogo, que nada alteraria na classificação. Beto foi para a baliza, Kévin Rodrigues assumiu a lateral-esquerda, Pepe voltou ao seu lugar, Danilo e Renato Sanches juntaram-se a William, Guerreiro e Rafa assumiram as alas.

 

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As dinâmicas de meio-campo, desde logo, eram distintas, com confiança na capacidade de explosão de Renato Sanches que durante tanto tempo num passado mais ou menos recente andou adormecida. Parece estar mesmo de volta e muito facilitou a tarefa de subir no terreno desde cedo, com o 8 português a ter uma função na equipa que não se tem visto e que traz algumas (boas) memórias de França.

 

Foi dele a primeira ameaça no D. Afonso Henriques. Danilo entregou a bola e Renato fletiu para o centro antes de rematar contra Rafa. Aproximávamo-nos dos dez minutos, tínhamos o primeiro aviso de um lado e o primeiro susto do outro, com Beto a comprometer mas Portugal a salvar-se a custo. As rédeas eram portuguesas, o domínio da posse de bola também e apesar de Dragowski ter conseguido ameaçar Beto - grande defesa do guardião - não houve grande surpresa por o primeiro golo ser português, mesmo perante aparente dificuldade em fazer a bola chegar a zonas de finalização.

 

Não dava de bola corrida, foi de bola parada, com Renato Sanches a assumir a cobrança de um canto e a dar à bola um efeito exemplar que permitiu a André Silva desviar no alinhamento do primeiro poste, com um desvio que seria sempre difícil para Szczesny travar. Também de bola parada, a Polónia ameaçou ainda no primeiro tempo o empate, mas a trave da baliza de Beto negou o golo a Kedziora antes de o próprio guardião português voltar a destacar-se perante a ameaça de Frankowski.

 

Castigo a dobrar

 

A equipa polaca, já despromovida à Liga B, tinha ainda um objetivo a não ignorar: caso não perdesse, garantiria o estatuto de cabeça-de-série no próximo apuramento para o Europeu. Sem demonstrar mais talento do que Portugal - longe disso, até porque não havia Lewandowski - a Polónia parecia pelo menos demonstrar mais vontade no arranque do segundo tempo e depois de ameaças de Grosicki e Frankowski soube aproveitar um erro crasso português.

 

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Um mau atraso de William Carvalho permitiu a Milik isolar-se e Danilo Pereira, em posição de desespero, travou o avançado polaco em falta. Vermelho direto mostrado pelo árbitro, que entendeu que o jogador seguia isolado para finalizar, e o penálti bem convertido por Milik, que até teve de o bater duas vezes por o árbitro ter anulado o primeiro remate.

 

A Polónia manteve a onda de crescimento para lá do golo, procurou aproveitar a vantagem numérica e aproximou-se do 1x2, mas Beto conseguiu pelo menos segurar o empate que permite a Portugal terminar a fase de grupos sem qualquer derrota

 

Artigo publicado no site zerozero

 

NOTA: Peço desculpa por não ter publicado a habitual analise dos jogos da nossa selecção, mas um dia algo trabalhoso onde foi preciso andar de um lado para o outro e o facto só ter visto a segunda parte do jogo em questão impede-me de fazer aquilo que sempre gostei de fazer que é partilhar a minha opinião com todos vós. Grato pela vossa preciosa atenção.

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publicado às 22:37


Viva Portogallo!!!

por Pedro Silva, em 17.11.18

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imagem retirada de zerozero

 

O título que serve de mote a esta crónica não é inocente (confesso). O dito está escrito em italiano porque face ao que vi hoje fiquei na dúvida sobre quem era a selecção italiana e quem era a selecção portuguesa. Espacialmente na primeira parte da partida, altura em que os italianos “carregaram” sobre a nossa equipa. Nem parecia a famosa «Squadra Azzurra» cujo futebol cínico, paciente e eficiente (quase que científico) marcou o futebol mundial em tantas e tantas finais de Europeus e Mundiais de selecções. Já Portugal - se retiramos desta equação o futebol trapalhão desta mesma primeira parte – parecia esta tal Itália “cientifica e racional” que encantou, conquistou e dominou o mundo do futebol.

 

Mas desengane-se quem achar que com o exposto no primeiro parágrafo estou a criticar a prestação da nossa selecção em solo italiano. É antes, tão-somente, o realçar de um facto que não deixa de ser estranho não obstante a situação de ambas as equipas no grupo da UEFA Nations League. Contudo tal não me impede de achar que Portugal poderia – e deveria – ter tido outro tipo de postura em campo (especialmente na primeira parte) porque, por norma, quem joga para o “pontinho” arrisca-se a perder. A verdade é que mesmo a jogar mal Portugal até que poderia ter vencido o jogo. Especialmente após a entrada de João Mário em campo. È verdade que foi “sol de pouca dura” dado que a selecção transalpina acabou por saber “encaixar” a entrada do médio português no seu ainda muito frágil e ténue sistema de três centrais. Até William Carvalho (o “pastelão” de sempre) teve uma soberana ocasião de golo… E tudo isto graças à entrada de João Mário em campo.

 

A realidade das realidades que ninguém pode contornar é que a nossa equipa está na “Final Four” da Liga das Nações da UEFA e, com isto, tem “um pé” no próximo Europeu de selecções. Um feito para uma equipa que está, aos poucos, a procurar (de uma forma racional) rejuvenescer e mostrar que é possível ter-se uma equipa competente e capaz sem contar com os serviços de Cristiano Ronaldo. E ainda bem que assim o é pois isto das dependências não é algo que no futebol dos tempos modernos seja saudável.

 

Siga para o jogo treino com a Polónia.

 

MVP (Most Valuable Player): João Mário. Não jogou de início mas quando entrou em campo acabou por “dar um murro no marasmo” em que se encontrava o jogo de Portugal. Conseguiu baralhar a linha defensiva italiana e teve, inclusive, uma excelente oportunidade para marcar o holo que bem poderia ter sido o golo da vitória lusa em Milão.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas em campo foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem:  Arbitragem com alguns erros pontuais, mas globalmente bem, e sem ceder à forte pressão vinda das bancadas. Nota positiva.

 

Positivo: Apuramento de Portugal. Penso que de um jogo em que uma equipa procurou quase sempre não jogar no risco e outra tudo fazer para vencer mesmo que “à balda”, o melhor que podemos retirar é mesmo o apuramento de Portugal para a fase seguinte da prova.

 

Negativo: Bruma. Falamos de um jogador que tem um talento natural fantástico mas uma tremenda incapacidade de passar a bola no tempo certo. Tanta trapalhada fez Bruma quando muitas vezes lhe bastaria tocar a bola para o companheiro do lado para que jogada prosseguisse com sucesso.

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publicado às 21:53


Era escusado

por Pedro Silva, em 11.10.18

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imagem retirada de zerozero

 

Vitória lusa em território polaco faz com que a qualificação para a fase a eliminar da Liga das Nações (UEFA Nations League) seja uma realidade com o acréscimo de que a qualificação para o próximo Europeu está, também ela, quase que garantida. Este é um dos aspectos positivos que retiro da partida que se realizou em solo polaco (mais concretamente no Stadion Slaski).

 

Para mais tenho de deixar aqui bem claro que gostei mesmo muito da reacção da nossa equipa quando se encontrou em desvantagem no marcador. Liderada por um fantástico Bernardo Silva (que enorme jogador!) na faixa direita, a nossa selecção foi para cima da equipa da casa e impôs o seu futebol. A ajudar ao caso esteve um cada vez mais “matador” André Silva (os “ares” de Espanha estão-lhe a fazer bem) e a Deusa da Fortuna que protegeu os nossos audazes rapazes aquando da marcação do segundo golo luso.

 

O problema esteve – lamentavelmente, digo eu – quando Portugal estava a vencer por 3 a 1 e Fernando Santos resolveu apostar no flop mais mediático de sempre da história do nosso futebol. Diante de uma equipa que por opção e forma natural de estar (digo eu) aposta num meio campo bem povoado e nas transições rápidas, colocar em campo um jogador que não sabe o que é vir atrás recuperar uma bola é o mesmo que dar o flanco ao adversário numa batalha decisiva. Renato Sanches é um jogador sobrevalorizado que tem como principal vantagem o facto de ser Senhor de um físico e técnica que lhe permite arrancar em força com a bola nos pés… O problema é que do “outro lado da barricada” estava uma equipa que em termos de físico e técnica não fica atrás do Renato… Daí que este tenha acabado por ser um “estorvo” e uma menos valia de um meio campo português que pretendia, naturalmente, controlar o meio campo dado que a vantagem de dois golos a isto lhe permitia. Felizmente Fernando Santos não é nenhum tolo nestas coisas do futebol e com a entrada de Danilo Pereira em campo este “emendou a mão” dado que Portugal conseguiu controlar o meio campo e colocar um ponto final nas perigosíssimas transições rápidas da equipa polaca.

 

Mas atenção. A aposta fora de tempo em Renato Sanches não justifica, de forma alguma, o tremendo erro da defesa portuguesa no segundo golo polaco… Está bem que muitos dos que jogaram hoje são atletas jovens que ainda tem muito para aprender, mas fossem outras as circunstâncias e lá se ia a margem de erro porque “são jovens”.

 

Em suma; missão cumprida, mas era escusado ter-se passado por aquela recta final da partida. Que sirva de lição para o que aí vem.

 

MVP (Most Valuable Player): Bernardo Silva. Nunca me canso de ver este atleta a jogar. Classe, técnica, remate fantástico, físico invejável e uma calma olímpica em qualquer situação de jogo. Este foi o Bernardo que tive o prazer de ver a jogar na Polónia com a camisola da nossa selecção, Marcou um “golaço” e fez a assistência que permitiu a André Silva empatar o jogo. Decididamente o MVP deste jogo sem sombra de qualquer dúvida.

 

Chave do Jogo: A entrada de Danilo Pereira. A entrada do internacional português fez com que a equipa de Todos Nós voltasse a tomar o pulso a uma partida cujo controle tinha perdido, acabando, desta forma, com a “fúria” de uma equipa polaca que acreditava piamente num empate a três golos.

 

Arbitragem:  Del Cerro Grande começou muito bem, deixando jogar, sem muitas paragens, mas acaba por deixar muitas dúvidas num lance que poderia ter saído muito caro a Portugal. Por altura do segundo golo da Polónia, fica a ideia de que o lance é antecedido de uma bola fora. A equipa de arbitragem assim não entendeu e deixou seguir até ao golo.

 

Positivo: André Silva. E havia quem há uns tempos apontasse o seu injusto dedo acusador ao “matador” de Portugal. O jovem ponta de lança português continua a “dar cartas” em campo e a calar muita gente.

 

Negativo: Fernando Santos. A “tara” de Fernando Santos pelo Renato Flop Sanches ia custando uma vitória portuguesa em solo polaco. Nunca vou perceber a adoração do Mister por um atleta que só tem trancinhas para exibir.

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publicado às 22:11


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