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It

por Pedro Silva, em 12.01.18

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"It"

AventuraDramaTerror - (2017)

Realizador: Andy Muschietti

Elenco: Jaeden Lieberher, Bill Skarsgård, Jeremy Ray Taylor

 

Sinopse: Quando as crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, no Maine, as crianças do bairro unem-se para atacar Pennywise, um palhaço malvado, cuja história de assassinato e violência remonta há séculos.

 

Critica: Pelos vistos Hollywood agora é isto; muito marketing e qualidade zero. Confesso que parti para este tal de “It” com as expectativas elevadas (tal foi a publicidade que lhe fizeram), mas esta minha aposta revelou ser infeliz. Muito infeliz. Andy Muschietti preocupou-se mais em passar a constante e pachorrenta mensagem de que virão aí mais “It” num futuro que espero que não seja próximo do que em criar algo que honrasse as famosas American Horror Stories.

 

O problema deste novo “It” reside, essencialmente, no seu argumento. Pobre, pobrezinho e cheio de clichés à moda dos States. Tenho para mim que argumento de filme de terror tem de ter conteúdo e, sobretudo, fazer sentido. Fazer de tudo para deixar o espectador cheio de interrogações depois de ver o dito filme não é bom. Tal retira muito do interesse da tão anunciada sequela.

 

No elenco reside um dos factores positivos de “It”. Claro que se pode dizer que o Realizador se limitou a pedir aos miúdos para serem eles mesmos, mas não terá sido nada fácil a interpretação dos papéis que couberam a cada um dos elementos do elenco. Isto porque a época em que tudo decorre é completamente diferente da actual.

 

O outro ponto - quase - positivo de “It” são os seus cenários que foram extraordinariamente bem filmados. E fico-me pelo quase porque mais lá para o fim existem demasiadas cenas escuras. Tudo o que é demais é erro e retira interesse ao espectador. Já os efeitos especiais estão engraçados mas bem que poderiam estar melhor qualquer coisinha.

 

Em suma; não recomendo esta nova versão de “It”. Hollywood que deixe o marketing de lado e volte a apostar no que de melhor tem dentro de si. Não é assim tão complicado.

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publicado às 23:55


Caderno da Morte

por Pedro Silva, em 02.09.17

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"Death Note"

FantasiaTerrorMistério - (2017)

Realizador: Adam Wingard

Elenco: Nat Wolff, Willem Dafoe, Keith Stanfield

 

Sinopse: Light Turner encontra um bloco de notas sobrenatural e usa-o para matar, atraindo assim a atenção de um detetive, de um demónio e de uma colega da sua turma.

 

Critica: Interessante sem no entanto ser brilhante. Para mais estou em crer que para se apreciar estre “Death Note” versão norte-americana é estritamente necessário que se tenha visto o anime do dito que serve de base a esta produção de Adam Wingard.

 

Adam Wingard criou um filme ao qual lhe vão seguir umas quantas sequelas. Isto porque o Realizador optou por contar a história base do “Death Note” versão anime a uma velocidade atroz. Dito de outra forma; o argumento deste “Caderno da Morte” até que está interessante, cativante e - aqui e acolá – muito bem produzido, contudo este parece estar um tudo ou nada incompleto. Espacialmente na forma como tudo termina pois este vai ter uma série de sequelas que se não forem produzidas (não o serão seguramente) acabarão por estragar o que a saga “Death Note” tem de bom.

 

Relativamente ao elenco, confesso que não fiquei assim muito impressionado com o trabalho no geral de todos os intervenientes. Como conhecedor do anime “Death Note” fiquei um tudo ou nada desiludido com as perfomances de Nat Wolff e Keith Stanfield. Ao primeiro falta-lhe aquele “brilhozinho” que caracteriza o vilão da história e ao outro o seu pecado foi o de ter exagerado na interpretação da sua personagem. Tal terá sucedido por força das instruções do Realizador? Não sei, mas se o foi então bem que Adam Wingard poderia ter sido por outras instruções bem melhores tendo em consideração a base de trabalho que tinha em cima da sua mesa.

 

Nos efeitos especiais a minha crítica vai para o subaproveitamento de uma personagem que tem – e terá sempre – um papel fundamental na história do “Death Note” (seja qual for a sua versão). Pela sua importância na história, Ryuk merecia um papel de destaque muito maior do que aquele que vemos nesta versão do “Death Note”. Vejam o anime e ficarão a perceber porquê razão afirmo tal coisa.

 

A banda sonora também podia - e deveria - estar bem melhor. Filme que quase não tem banda sonora é uma seca. Não fosse o argumento ser razoavelmente bom…

 

Concluindo; “Caderno da Morte” de Adam Wingard tem a minha recomendação não obstante alguns “equívocos” que lhe retiram a boa qualidade que poderia ter.

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publicado às 23:55


Alien: Covenant

por Pedro Silva, em 06.08.17

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"Alien: Covenant"

TerrorFicção CientíficaThriller - (2017)

Realizador: Ridley Scott

Elenco: Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup

 

Sinopse: A tripulação da nave Covenant, com destino a um planeta remoto do outro lado da galáxia, descobre o que acredita ser um paraíso desconhecido, mas é na realidade um estranho e perigoso mundo. Quando descobrem uma ameaça além da sua imaginação, eles tentam uma angustiante fuga.

 

Critica: Confesso que já tinha saudades de ver um filme do Alien bem produzido. "Alien: Covenant" pode não estar excelente, mas é seguramente um bom filme que fará o gosto de qualquer fã da saga Alien. O único grande problema (fatal) é que existem muitas e muitas cenas parecidas com o que já vimos em outros filmes do Aliens.

 

Confesso que gostei mesmo muito do argumento desta produção de Ridley Scott. È um facto que contêm muitas coisas parecidas com o que já vimos em outros filmes da saga, mas a forma como o Realizador explorou o pequeno vazio da história Alien é, no mínimo, brilhante. A forma como tudo termina é simplesmente fantástica. Efectivamente uma saga tão famosa como ma do Alien merecia acabar em glória e a verdade seja dita que Ridley Scott conseguiu realizou tal proeza com um brilhantismo fabuloso.

 

No elenco tenho a obrigação de fazer um enorme destaque ao trabalho de Michael Fassbender. O actor levou a cabo um trabalho extraordinário. Um “papelaço” que contrasta com a mediana prestação dois seus colegas de trabalho. O que é natural pois ao contrário do habitual o denominado “mau da fita” exigia um trabalho fora de série da parte de quem o interpretou, ou não fosse este "Alien: Covenant" o capítulo final que explica tudo o resto.

 

Os cenários e banda sonora é que poderiam ter sido um tudo ou nada mais explorados. Compreendo que o objectivo final do filme obrigasse a uma curta exploração dos cenários, mas se Ridley Scott tivesse sido um pouco mais ousado não se teria perdido nada. Já a banda sonora deveria estar um tudo ou nada melhor. Uma nota final para os efeitos especiais que são muito bons.

 

Concluindo; "Alien: Covenant" tem a minha recomendação não obstante algumas “lacunas”.

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publicado às 18:28


AVP2: Aliens vs. Predador 2

por Pedro Silva, em 25.06.17

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AcçãoTerrorFicção Científica - (2007) "Aliens vs Predator: Requiem"

Realizador: Colin Strause, Greg Strause

Elenco: Reiko Aylesworth, Steven Pasquale, Shareeka Epps

 

Sinopse: Gunnison, uma pequena cidade localizada nas montanhas da área central do Colorado. Uma nave dos predatores aterrisa no local, mas os aliens que estavam escondidos nela conseguem matar a todos, com exceção de um. Para sobreviver ele precisará destruir todos os aliens remanescentes. Mas em meio a esta guerra há os humanos, residentes da pequena Gunnison, que assistem a esta batalha como vítimas e espectadores.

 

Critica: Há filmes que tem um argumento fantástico e que embora sendo uma sequela, tem tudo para serem excelentes pois não desvirtuam em nada a história que lhes deu origem. Contudo por uma razão meramente economicista (presumo), pecam num importante aspecto: filmagem. Por causa disto perdem todo e qualquer tipo de interesse sendo, inclusive, um suplicio vê-los até ao fim.

 

AVP2: Aliens vs. Predador 2 de Colin Strause e Greg Strause tem um bom argumento. Não está excelente porque a sua história é algo de previsível e não foge muito ao estilo apocalíptico norte-americano de baixa qualidade, mas o facto de os realizadores terem procurado dar seguimento ao filme que deu origem a este AVP2: Aliens vs. Predador 2 faz com que o argumento tenha de ser considerado como, repito, bom. Podia era estar algo melhorado dado que a partir de determinada altura já todos percebemos como vai acabar. A apresentação das personagens também deixa muito a desejar, dado que se fica desde logo a saber qual vais ser o seu destino. O habitual nos filmes apocalípticos norte-americanos de baixa qualidade.

 

O elenco é muito fraquinho. Segue o guião típico dos filmes apocalípticos norte-americanos de baixa qualidade. Neste AVP2: Aliens vs. Predador 2 temos uma série de caras bonitas a contracenar com alguns “mastodontes” alienígenas. Um tremendo retrocesso quando comparado com o primeiro desta saga que (felizmente) é curta.

 

E agora entramos na parte que fere de morte esta produção cinematográfica. Eu bem que gostaria de dizer alguma coisa sobre os cenários e efeitos especiais, mas é-me de todo impossível fazer tal coisa dado que a dupla de Realizadores se esqueceu - presumo - de pagar a conta da luz. O filme começa escuro, mais tarde clareia um pouco para depois entrar numa espécie de noite ab eternum onde vamos tendo a sorte de só conseguir ver (e mal) as caras dos protagonistas. Tudo o resto são sombras e banda sonora. Mai demais…

 

Em suma, AVP2: Aliens vs. Predador 2 tem a minha recomendação para os fãs da curta saga. Para quem não o for aconselho a que veja o primeiro e fique por aí dado que não vale a pena o esforço.

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publicado às 23:24


Underworld: O Despertar

por Pedro Silva, em 22.04.17

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FantasiaTerror, Acção - (2012) "Underworld: Awakening"

Realizador: Måns Mårlind, Björn Stein

Elenco: Kate Beckinsale, Stephen Rea, Michael Ealy, Theo James

 

Sinopse: Quando as forças humanas descobrem a existência dos clãs dos Vampiros e dos Lycans, inicia-se uma guerra para erradicar ambas as espécies. A guerreira vampira Selene lidera a batalha contra a humanidade.

 

Critica: Um dos grandes problemas das sequelas (senão mesmo o maior) é que a partir de determinada altura surge a necessidade de se reinventara história porque a original já se esgotou. Basicamente é isto que sucede neste Underworld: O Despertar de Måns Mårlind e Björn Stein. A introdução de um novo elemento na história e o repentino aumento de importância da humanidade são disto bons exemplos. Não que o filme não seja interessante, mas penso que era desnecessário tal manobra até porque a saga termina de uma forma que quase que ignora o que se passou neste Underworld: O Despertar.

 

Já aqui o disse e repito, o filme está interessante. Isto porque o seu argumento está bom para o tipo de cinema que se nos é apresentado. Só não percebi muito bem a “viragem” que nos é apresentada. Não estamos perante um corte radical com o passado, mas acredito que não era necessário algo de tão original dado que a história de base ainda tinha muito que se aproveitasse.

 

Quanto ao elenco tenho de dizer que não fiquei desagradado com o desempenho do mesmo. Mas também não fiquei impressionado com o que vi. Este tipo de filmes não exige muito do elenco em termos de representação e é muito neste sentido que afirmo que Kate Beckinsale se destaca (pela positiva) dos demais. De resto nada de especial. O normal para um filme onde o tiroteio, perseguição, explosões e demais efeitos especiais se impõem a tudo resto.

 

Já quanto à banda sonora, bem que esta poderia estar bem melhor. Um filme sem banda sonora é um tudo ou nada aborrecido e este Underworld: O Despertar bem que poderia ter investido um pouco mais neste pequeno, mas importante, aspecto. Já os efeitos especiais estão excelentes.

 

Em suma, Underworld: O Despertar é um filme que recomendo embora este seja um claro sinal de que a saga Underworld esteja a perder alguma qualidade.

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publicado às 23:55


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