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Este discurso do Sr. Guy Verhofstadt, Eurodeputado Belga, foi dirigido a Alexis Tsipras, Primeiro-ministro Grego, e teve como pano de fundo a crise Grega que todos conhecemos.

 

O dito discurso (ou intervenção) tem sido altamente divulgado nas redes sociais e blogosfera pelos anti Syriza e pelos que acham que a Grécia é o problema e não parte deste. Não vou aqui opinar sobre esta questão pois esta será alvo da minha devida dissertação no Repórter Sombra na próxima Segunda-feira às 11H.

 

Agora o que eu pretendo aqui fazer é perguntar onde estava o Sr. Guy Verhofstadt, e demais entusiastas do seu pensamento, quando a França disse publicamente que não ia cumprir com os requisitos do Tratado Orçamental.

 

E também gostava mesmo muito de saber o que pensa o nosso amigo Belga e seus apoiantes do facto de a Itália ter já dito que rejeita receber “lições” sobre o seu orçamento.

 

Já dizia Gandhi:frase-o-fraco-nunca-perdoa-o-perdao-e-a-caracteris

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publicado às 17:17

A frase que lemos em cima é da autoria da autora do Blog araparigadoautocarro. Esta pertinente e importantíssima observação da nossa amiga foi escrita como comentário a este texto que escrevi sobre as eleições Gregas.

 

Aproveitando a deixa vou aqui tecer algumas considerações sobre o que tem sido dito e escrito nos últimos tempos sobre o novo Governo Grego.

 

1 – É uma vergonha a forma como o Primeiro-ministro de Portugal reagiu, e reage, ao novo Governo Grego. Ideologias à parte o respeito entre os Chefes de Estado é algo que se deve manter a todo o custo numa Europa unida como é o caso da União Europeia da qual Portugal faz parte. Mas isto vindo de um Chefe de um Governo que não sabe governar sem provocar conflitos e destruir não é de admirar. O que me admira é a nossa Comunicação Social e seus Comentadores terem quase que passado ao lado deste pormenor. Tais “seres” são sempre muito ávidos na crítica à oposição e tem feito o possível e o impossível para ridicularizar o Executivos de Alexis Tsipras, mas quando é para demonstrar à Opinião Pública o tipo de gente que nos governa remetem-se ao politicamente correcto;

 

2 – Patética é também a posição de Passos Coelho sob a possibilidade da Grécia vir a renegociar a sua dívida. Isto porque renegociar a dívida não é sinónimo de perdão mas sim de se encontrar formas de a pagar sem ter de destruir o País. Para mais a dívida pública Portuguesa não tem parado de aumentar desde que o programa da Troika começou a ser aplicado no nosso País, e como tal não me admira que mais cedo ou mais tarde sejamos nós a pedir uma renegociação da dívida;

 

3 - A Austeridade é uma estratégia que já deu provas mais do que suficientes de que não funciona na Grécia e em outros Países na mesma situação. É inconcebível que um Estado não possa garantir aos seus Cidadãos acesso ao Serviço Nacional de Saúde (na Grécia quem estiver desempregado por mais de 6 meses perde o acesso ao SNS), assim como não se percebe porquê razão o Estado não pode proteger os seus Cidadãos da pobreza em nome do cumprimentos de défices irracionais e de dívidas sem fim. Nem o modelo Norte-americano funciona desta forma tão radical. Criar pobres é o mesmo que jogar na roleta russa;

 

 4 – Só quem tiver umas palas muito grandes e serradura no lugar de miolos não percebe o porquê da aproximação dos Gregos aos Russos. Os Gregos estão fartos de viver sob o comando de uma Europa que os tem massacrado a todos os níveis e que os apelida de corruptos, preguiçosos e outras coisas do género. Como tal é perfeitamente natural que estes busquem alternativas que os ajudem a sair do pesadelo que a Europa criou. Se a ajuda estiver do lado Russo qual o mal? Se a Europa liderada pala Alemanha deixar de ser a burra teimosa que está a ser de certeza qua a Grécia se demarca da Rússia, até porque o bom senso na Europa tem um simbolo €;

 

5 - Sempre que se referem ao Syriza fazem-no salientando que se trata de um Partido Extremista. Contudo há uns dias para cá quem eu tenho visto a tomar posições extremistas não é Alexis e a sua equipa mas sim a Alemanha e o FMI. Inclusive este último recusou-se a enviar os seus Técnicos para a Grécia sob o pretexto de que não seriam recebidos. Contudo ainda recentemente o Executivo Grego afirmou, e por mais do que uma vez, que está disponível para negociar e ouvir todas as partes na busca da resolução do seu problema sob a condição de se por um fim à austeridade. Afinal quem é o radical no final de contas?

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publicado às 23:55


Uma Europa muito perto do abismo

por Pedro Silva, em 26.01.15

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Tenho lido e ouvido manifestações de contentamento e de descontentamento acerca da vitória do Syriza nas legislativas Gregas. Natural e elucidativo de que a Europa felizmente vive e cultiva uma Sociedade livre e opinativa. Agora o que não me parece natural, e muito menos salutar é o tomar posição por um dos lados e fazer deste uma barricada onde se ignoram factos.

 

O actual Primeiro-ministro Grego Alexis Tsipras é anti austeridade. Por consequência anti EURO porque a zona EURO vive à custa da austeridade. Este é um facto.

 

Outro facto é que para poder formar Governo e ter a maioria absoluta no parlamento Grego, Tsipras fez uma coligação com o Partido Gregos Independentes que é também anti austeridade/EURO.

 

É também um facto que renegociação da dívida não é sinónimo de perdão da dívida. A renegociação da dívida pública Grega pode muito bem passar pelo alargamento dos prazos de pagamento dos juros aos Investidores ou por uma maior repartição dos valores a pagar aos investidores. Tem sido esta a tese do Syriza e só não vê tal quem maldosa e propositadamente não quer.

 

Um último facto deveras importante. Ser-se anti austeridade/EURO não é defender a saída da Grécia da Zona EURO e da União Europeia. É antes procurar uma alternativa a uma fórmula que apenas tem devastado os Países onde tem sido aplicada e que tem destruído todo o projecto de construção Europeia. Este é um facto que certos fanáticos ultra liberais do círculo Germânico tem alguma dificuldade em aceitar.

 

E é neste último facto que devemos assentar o nosso pensamento.

 

Isto porque a Grécia é hoje em dia um País que paga ordenados pouco acima dos 350€ à generalidade da População- E tal é assim porquê a Troika assim o impôs em nome do cumprimento dos programas de assistência financeira. Não é de se admirar que a corrupção seja o maior flagelo dos Gregos e que Partidos como o Syriza alcancem o Poder de uma forma categórica. Assim como não espantará ninguém que a maioria dos Gregos diga que já não tem nada a perder e que deposita toda a sua última esperança de voltar a ter uma Vida digna num Partido da Esquerda Radical.

 

A vitória de Alexis Tsipras é, sem sombra de dúvida alguma, a última hipótese que a Europa tem de se salvar a ela própria do abismo que criou.

 

Repito, na Grécia já há gente a mais que não tem nada a perder… E existe por lá um Partido neo nazi que tem vindo a ganhar força política… Demasiada força política!

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publicado às 18:08


A Europa a ver-se grega e não só

por Pedro Silva, em 07.01.15

2015 não é um ano qualquer. Não é um ano qualquer para a União Europeia porque é um ano de eleições em Países intervencionados (Portugal, Grécia e Espanha) e em Países onde a facção anti Europa/EURO/Imigração está a ganhar muita força (Inglaterra e Grécia).

 

Os Gregos desenvolveram-se durante anos a fio exclusivamente à custa dos Fundos Europeus. Fundos que surgiram sempre em troca do encerramento de todos os seus sectores de produção em nome de uma Economia Europeia comum. O “buraco negro” em que os Gregos se meteram foi criado pela mesma Europa que agora lhes exige o pagamento do devido. Uma contradição que dá força a Partidos Populistas como o tal de Syriza que, pelos vistos, vai fazer da Grécia a Argentina do Velho Continente.

 

Já os Súbditos de Sua Majestade a Rainha de Inglaterra, que quase nunca se consideraram Europeus no verdadeiro sentido do termo a não ser nos tempos em que lhes deu aquele jeito, estão fartos de ver os seus impostos encaminhados para uma Europa que insiste numa não solução de nome Zona EURO. Uma solução irrevogável segundo Bruxelas, assim como poderá vir a ser irrevogável o adeus do Reino Unido a esta Europa de irrevogáveis… E acredite-se que bem mal passará a Economia Europeia sem Londres & Companhia!

 

Realmente esta Europa está a ver-se grega e não será a solução mágica da Sra. Merkel a resolver a questão. Alias, é muito por culpa das soluções mágicas desta Sra. que a Alemanha se prepara para reviver a trágica noite das facas longas, se bem que desta vez os alvos não são os do costume.

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publicado às 12:44


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