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A morsa do marceneiro

por Pedro Silva, em 13.11.17

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Já há muito que venho criticando o actual estado de coisas na União Europeia. Não a União Europeia em si mesmo. Nada de confundir termos e de seguir frases feitas do estilo “ai e a tal és de esquerda e cospes no prato que te deu de comer”. Não sou de esquerda, nem de direita e muito menos do centro. Sou antes um cidadão como outro qualquer que viu todo um esplendoroso projecto europeu a desmoronar-se lentamente como um conjunto de dominós após a entrada em vigor – à força, pois claro - do famigerado Tratado de Lisboa.

 

A ideia de se ter aprovado, repito, à força a entrada em vigor do Tratado de Lisboa tinha em vista a criação de uma espécie de “Estados Unidos da Europa”. Só que esta ideia morreu à nascença por causa do “esfomeado” alargamento a leste que foi promovido, essencialmente, pela Alemanha e seus parceiros económicos e pela não adesão de Estados-membros da dita “elite do Norte” à zona euro.

 

Ora tendo-se falhado o forçado Tratado de Lisboa, o mais sensato seria a classe política europeia ter-se dado um passo atrás para dar dois em frente, mas falar-se em sensatez na actual Europa é o mesmo que falar de petróleo na costa alentejana. Isto porque o Tratado de Lisboa criou o eixo franco-germânico que não quer abdicar do poder que tem em prol da construção europeia. O resultado de tudo isto é aquilo que vemos hoje em dia: uma Europa partida em dois blocos (Norte e Sul) cujos Estados-membros, por força de uma tempestade perfeita (crise financeira, guerra na Síria e Brexit), são obrigados a extremar posições.

 

Obviamente que os países do bloco do Sul como Portugal sofrem com tal. Isto porque estes enveredaram – por vontade própria - por um projecto que lhe retirou soberania, capacidade industrial e agrícola em detrimento de algo que apenas tem servido os interesses do bloco do Norte. Para mais estes mesmos países do Sul são submetidos à morsa que o marceneiro do Norte “aperta” cada vez mais pois a manutenção do actual estado de coisas assim o exige.

 

Claro que podemos, e devemos, ser honestos com nós próprios e dizer que Portugal, Itália, Espanha, Grécia e outros tem muita culpa em todo este tremendo e triste cartório. Estes países tinham a obrigação de, no seu devido tempo e lugar, terem-se impedido de fazer parte de algo para o qual sabiam que não tinham capacidade, mas foram atrás de uma espécie de sonho que ao comum dos cidadãos custa entender.

 

Pelo menos a mim custa-me perceber que Portugal tenha entrado na zona euro sabendo não ter condições para cumprir à risca a inflexível doutrina ultra neo liberal do Norte. Isto porque é muito fácil mandar-se fazer quando se tem capacidade para tal. Já quando não se tem, inventa-se e é muito por causa disto que temos o nosso Estado a falhar cada vez mais em áreas tão vitais como a prevenção dos incêndios, saúde, etc. E isto é ainda o início…

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (13/11/2017)

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publicado às 12:00


Norte vs Sul

por Pedro Silva, em 15.02.16

Imagem Crónica RS.jpg 

1 – Começo, desde já, por dizer que estou inteiramente do lado do actual Presidente da Câmara Municipal do Porto. E faço-o não por ser Portuense nem pro achar que faça sentido algum a Guerra Norte/Sul mas sim porque Rui Moreira tem toda a razão naquilo que tem dito publicamente sobre a TAP. E, ressalve-se, que já não é o primeiro Autarca da cidade do Porto a ter de tomar tais posições na Praça Pública porque esta posição agressiva para com o Porto, o Norte e Portugal da parte Administração da Companhia Área Portuguesa já tem décadas. Desde que Fernando Pinto foi nomeado por Jorge Coelho, antigo Ministro da Administração Interna de António Guterres (salvo erro), Administrador da Companhia que a TAP tem tido esta triste e pecaminosa postura para com todos nós.

 

 E sim. A postura recente da TAP para com o Aeroporto Francisco Sá Carneiro afecta-nos a todos de Norte a Sul. Isto porque não faz sentido absolutamente nenhum que quem tenha a sua sede empresarial em Viana do Castelo, Coimbra, Beja ou Faro tenha de entrar e sair de Portugal pelo Aeroporto da Portela (Lisboa). O mesmo tipo de raciocínio se aplica ao turismo. Tal coisa não faz sentido absolutamente nenhum dado que só terá um único efeito negativo: afastar o investimento de Portugal e concentrar numa única região do nosso País tudo e mais alguma coisa!

 

2 – Rui Moreira tem feito passar a ideia de que a TAP está atentar suprimir o Aeroporto do Porto para que desta forma se force a construção de uma terceira travessia sobre o rio Tejo, se construa um novo Aeroporto em Lisboa e o TGV. E se a lógica de Rui Moreira fizer algum sentido e não tiver sido desmentida por ninguém, então temos aqui uma Guerra. Uma Guerra que Lisboa começou sem necessidade alguma.

 

Ora vejamos. Portugal Continental tem 3 portas áreas. São elas: Porto, Lisboa e Faro. Em todas elas existem acessos e infra estruturas que permitem a deslocações por todo o País. Como tal faz mais sentido que Portugal invista na melhoria das suas três portas áreas em vez de o fazer somente numa. Contudo tem vindo a público que o Governo de António Costa vai continuar a bater-se pela ampliação do Aeroporto de Lisboa...

 

Ou seja; Lisboa está mesmo a ”comprar” uma Guerra que não tem sentido nenhum!

 

3 – Atenção que eu não sou contra a construção de uma terceira travessia sobre o Tejo. E muito menos me oponho à chegada do TGV ao nosso País. Pelo contrário!

 

Se é realmente necessário construir uma outra ponte que ligue as duas margens da Capital, então que se faça. Mas, repito, somente se tal for mesmo necessário!

 

Quanto ao TGV sou da opinião que este já cá deveria estar há muito. Mas não a qualquer preço. Primeiro que tudo há que renovar toda a nossa linha ferroviária que continua a ser exclusiva. E só depois é que se passa à implementação do TGV na zona de Portugal onde a sua construção faça mais sentido.

 

Passo a explicar; Portugal e Espanha têm um sistema ferroviário que utiliza as construções Franquistas e Salazaristas: a Linha Ibérica. Ligeiramente mais larga do que a que é utilizada na Europa Central, esta obriga a que as mercadorias que venham de Portugal e Espanha tenham de ser recolocadas num outro comboio na fronteira com França. Tal operação acarreta custos que aumentam o preço do produto final. O mesmo problema se coloca ao contrário (com os produtos que venham da Europa Central para a Península Ibérica).

 

Ora obviamente que faxe a esta situação a construção de um TGV que ligue directamente a Península Ibérica à restante Europa é uma excelente ideia que baixará custos e preços dos produtos. Contudo há que ser racional na sua construção, pois se seguirmos a ideia que está em cima da mesa que passa pela construção de um TGV em solo Luso que terá o percurso mais longo irá fazer com que os custos de exportação/importação de produtos sejam ainda mais elevado do que a manutenção do sistema actual. O que faz mais sentido é construir a linha do TGV mais ou menos no centro de Portugal e reforçar as ferrovias existentes para que se possa fazer a ligação desta ao restante País.

 

Custa assim tanto chegar a esta conclusão? Pelos vistos para os nossos Governantes cista e de que maneira! E pelos vistos o problema é crónico e contagioso pois passa de Governo para Governo.

 

4 – Uma última e breve nota.

 

Vejo muita gente a criticar o Executivo de António Costa por causa da reposição das 35H semanais na Função Pública. Ora eu gostava de perguntar a esta gente o que acha do facto de os Bancários terem, há anos a fio, uma jornada semanal de trabalho de…35H!

 

Não acham tal uma injustiça para com os Trabalhadores de outros sectores privados ou o vosso mal está somente na Função Pública?

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 18:00


Terras que visitei (Ayamonte)

por Pedro Silva, em 21.08.13

Ayamonte (em português Aiamonte) é um município raiano da Espanha na província de Huelva, comunidade autónoma da Andaluzia, de área 142 km² com população de 19380 habitantes (2007) e densidade populacional de 136,48 hab./km².

 

O município de Ayamonte localiza-se junto à foz do rio Guadiana, a leste dos concelhos portugueses de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

 

Entre as festividades de Ayamonte destacam-se as celebrações da Semana Santa e, na primeira semana de Setembro, as tradicionais Fiestas de las Angústias em honra de Nossa Senhora das Angústias, às quais acorrem todos os ayamontinos assim como muitos portugueses. As mesmas festas são acompanhadas pela Banda Ciudad de Ayamonte em conjunto com a banda portuguesa da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, da freguesia do Samouco.

 

Fonte: wikipédia

 

Calor, simpatia, limpeza e organização. È assim que descrevo esta pacata mas muito engraçada cidade espanhola. Vale a pena visitar com calma e se puderem aconselho a que façam a travessia do Guadiana por ferry dado que apesar de curta é sempre uma viagem barata e engraçada.

 

No maior parque da cidade existe um pequeno Jardim Zoológico. O que não deixa de ser pitoresco e diferente.

 

O único defeito de Ayamonte é a “pasmaceira” que marca a cidade durante todo o dia. Praticamente nada se passa e nada se faz, mas também com 40 graus à sombra é natural que assim seja.

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