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SMS da semana

por Pedro Silva, em 24.01.21

Certa vez li por aí algures uma história que era mais ou menos assim...

Um dia um ancião viu a Morte a caminhar para a sua Aldeia. Estupefacto perante a ousadia do caminhante, este, sem receio e num tom autoritário, questiona a Morte sobre o que ia esta fazer à sua pacata e sossegada Aldeia.

A Morte, num tom calmo e respeitoso,  respondeu o seguinte: "Venho para levar 1.000 dos teus."

Perante tal resposta, o ancião nada disse e a Morte seguiu o seu caminho. 

Algum tempo depois na mesma estrada onde se deu tão curioso encontro, o ancião repara que a vir embora com a Morte vinham 4.000 dos seus...

O velho de idade avançada que mal se segurava na sua bengala, lança um olhar fulminante à Morte e num tom de zanga e de profundo desagrado diz: "Então não me tinhas dito que ias levar mil dos meus? Levas contigo 4.000 dos meus!"

Ao que a Morte, novamente num tom calmo e respeitoso, respondeu: "1.000 são meus. Os outros 3.000 morreram de medo."

Não sei se "contei" bem a história, mas acho que fiz o que podia para dar a perceber que da maneira como uma certa facção da nossa Sociedade está a querer forçar a gestão da crise pandémica (não falo aqui dos que não cumprem as regras da DGS e afins porque com esta gente eu não perco tempo), o mais provável é morrermos todos da cura e não da Covid.

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publicado às 23:55


SMS da semana

por Pedro Silva, em 01.01.21

SMS da semana.png

Notícia publicada a 31/12/2020 no site do jornal Expresso. Quem quiser pode ler aqui.

Confesso que não dá para entender tal coisa.

Confinamento eterno, máscaras à força na via pública e transportes públicos, recolher obrigatório, policiamento nas ruas das cidades, vilas, aldeias e nas entradas e saídas das mesmas, comércio fechado às 13H, restauração, hotelaria, aviação e afins de rastos, etc.

Esforços e mais esforços de todos em nome de uma guerra que se tem de vencer e a 31 de Dezembro de 2020 somos brindados com a notícia de - mais - um surto de covid-19 num Lar (este na cidade da Guarda).

A 15 de Agosto de 2020 Ana Mendes Godinho, Sra. ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, proferiu as seguintes declarações sobre o trabalho que o seu ministério tem estado a desenvolver no que aos surtos de covid nos Lares dizem respeito:

"tem estado, desde o início da pandemia, a acompanhar a situação nos lares, e tem desenvolvido mecanismos que, por um lado, permitam antecipar surtos e dotar estas instituições dos meios necessários e, por outro, no acompanhamento de todos os surtos e na resolução de problemas concretos na sequência do surgimento destes"

in: Diário de Notícias

Ora voltando à notícia do "recorte" em cima, eis que se lê o seguinte:

Anselmo Sousa referiu que o surto no Lar Joaquim Nunes Saraiva -- Fase 1, da Santa Casa da Misericórdia de Mêda foi detetado após, no sábado, alguns utentes terem apresentado sintomas de infeção por covid-19.

Ou seja; o surto foi detectado a 26 de Dezembro de 2020.

Sobre o assunto em apreço, disse ainda o Sr. Anselmo Sousa o seguinte:

"Não é fácil a nível de recursos humanos. Já solicitámos as Brigadas de Intervenção Rápida da Segurança Social"

Face a tudo isto, pergunto:

Andamos todos a fazer um esforço tremendo e a colocar todo um país de rastos a todos níveis para quê?

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publicado às 23:55


O Estado Social e os Impostos (I)

por Pedro Silva, em 06.02.19

"O Estado Social e os Impostos são a “arma de arremesso” preferida dos defensores da ideologia neo liberal. Os defensores desta linha de pensamento ignoram (ou fazem por ignorar) aquilo a História do Velho Continente. Se há coisa que o século XX nos demonstrou, especialmente no pós 2.ª Guerra Mundial é que o Estado Social é fundamental para a manutenção de um clima de Paz e segurança numa Europa já bastante fustigada por variadíssimos conflitos bélicos e questões regionais que estão ainda por resolver.

 

Em suma, a questão é antiga, mas é um facto que o Estado Social tem de existir. E este apenas existe porque a suporta-lo está a necessidade de Paz e Coesão Social de que falei anteriormente. Mas a criação e manutenção do Estado Social no Velho Continente implica, acima de tudo, que exista uma base financeira. Base que é gerada pelos impostos e taxas que o Estado cobra. Dito de uma forma mais simplista, não há Estado Social sem impostos. Pelo menos na Europa. Já no “Novo Mundo” e Oriente a conversa é outra dado que falamos de sociedades com ritos, história e formas de estar completamente distintas das sociedades europeias."

 

(...)

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Leia o artigo na íntegra no blog Rasurando

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publicado às 10:27


E fazer-se alguma coisa?

por Pedro Silva, em 06.08.18

imagem crónica RS.jpg 

Um artigo publicado pela revista Science lança novas luzes sobre o fim da civilização maia, há cerca de mil anos. O estudo de sedimentos do lago Chichancanab, localizado no Iucatão (México), permitiu verificar que entre os anos 800 e 1000 houve profundas alterações climáticas que se refletiram numa diminuição drástica da precipitação. De acordo com os cientistas, “a seca extrema e prolongada acabou por ditar o abandono da região pelas populações, a que se seguiu o declínio e a falência das estruturas sociais que sustentavam o modo de vida da civilização maia”.

 

Dei com esta pequena curiosidade na «newsletter» Dragões Diário do passado dia 4 de Agosto do corrente ano cível. Um curiosidade que me faz apelar, mais uma vez, à nossa classe política para que se faça uma tremenda pressão sobre a economia, sociedade portuguesa, europeia e mundial para que isto das alterações climáticas não acabem por nos ditar o mesmo triste e enfadonho destino da famosa civilização maia.

 

Já sei que por esta altura os habituais cépticos estão abanar a cabeça em profunda reprovação pelo que já aqui expus até ao momento. Mas tenham, lá calma. Já vos mostro onde é que as vossas teorias são como um pequeno furo de um barco em alto mar.

 

É verdade que o nosso planeta se altera ao longo dos tempos. Já tivemos enormes períodos de frio, outros de intenso calor e ainda outros em que as monções eram frequentes um pouco por todos os continentes. É normal que tal seja assim dado que a Terra é um ser vivo em constante mutação. O problema do nosso tempo é que estas mesmas mutações estão, cada vez mais, a suceder num espaço de tempo cada vez mais reduzido. Para além de que a sua imprevisibilidade é, devido à tal questão da rapidez, um factor crescente e que coloca os países num estado de alerta permanente.

 

Ora esta tal rapidez das alterações climáticas tem um tremendo impacto na forma como a humanidade se relaciona. As migrações /algo que recentemente tem dado tantos problemas ao Velho Continente) vão ser cada vez mais frequentes dado que pelo “andar da carruagem” vai ser manifestamente impossível ao Ser Humano habitar em alguns locais do nosso planeta. Isto para não falar nas variadíssimas alterações que a agricultura mundial irá sofrer e a sempre penosa e muito delicada questão da gestão da água potável.

 

Colocando as coisas de uma forma bem mais simplistas e recorrendo, mais uma vez, ao exemplo da civilização maia, se tivermos uma classe política portuguesa, europeia e mundial que vá atrás do discurso de superioridade dos cépticos que se recusam a aceitar que as alterações climáticas são um tremendo problema, a probabilidade de a Humanidade - tal como a conhecemos - vir a colapsar é enorme. Alguma coisa deve ser feita. E deve ser feita enquanto é tempo e enquanto as populações tem ainda bem vivas na sua memória os efeitos da recente onda de calor que “varreu” a Europa nas últimas semanas.

 

E já agora, bem sei que ainda é cedo para se retirar alguma conclusão, mas depois do que aconteceu no ano passado com incêndios a devastarem uma boa parte do nosso território nacional, a ceifar Vidas e a causar enormes transtornos a todo um país, como é que é possível que estejamos todos a viver o mesmo pesadelo só que desta vez mais a sul (Serra do Monchique, Algarve)?

 

Tanta propaganda com a prevenção, tanta coisa com multas pesadas aos proprietários que não limpassem os seus terrenos a tempo e horas, tanta gente especializada no terreno a patrulhar tudo e mais alguma cosia e voltamos ao mesmo?

 

E sabem porquê razão voltamos ao mesmo?

 

Porque desde Setembro do ano passado até Julho deste ano - mais coisa, menos coisa - tivemos o Estado português a “chagar” o pessoal todo com a sua propaganda e no terreno tudo ficou na mesma. As estradas municipais continuam a ser o local com mais combustível para os incêndios florestais e os comportamentos de risco das populações do interior mantêm-se porque nada se fez no verdadeiro sentido do termo para que as coisas mudem.

 

Só mesmo um ceguinho é que não poderia ver que o terror de Monchique ia ser uma realidade mais onda de calor, menos onda de calor… Tal só não aconteceu novamente na zona centro de Portugal porque o que havia para arder já ardeu…

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (06/08/2018)

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publicado às 21:30


Mentirosa tradição

por Pedro Silva, em 07.08.17

imagem crónica RS.jpg 

Todos os verões acontece a mesma coisa. Ou melhor, todos os verões menos o de 2017 dado que neste verão o canal público de televisão (RTP) que é indirectamente financiado por todos nós decidiu que não irá transmitir mais nenhuma tourada para além das que já se encontram incorporadas na sua grelha de programação.

 

Ora este pequeno gesto da RTP pode ser o primeiro passo para o fim de um negócio. Sim, leu bem. Negócio. As touradas em Portugal e Espanha não passam de negócios disfarçados de tradição. E as touradas não são um negócio qualquer. São um negócio que financia famílias inteiras. Famílias que preservam uma espécie de status social absolutista onde os “nobres” exibem o seu poder diante do Povo que, por sua vez, os agracia com palmas e eterna admiração. Trata-se, sem sombra de qualquer dúvida, de uma forma de estar completamente ultrapassada mas que se tem mantido até aos nossos dias porque, repito, as touradas são um negócio disfarçado de tradição. E como qualquer negócio lucrativo que se preze, este também consegue manter o poder político debaixo da sua alçada senão de outra forma esta tradição já teria tido um fim há muito tempo.

 

Não entendo qual é a piada de ver um animal a morrer lentamente de asfixia com uma espada cravada nos seus pulmões. E muito menos percebo a graça de ver um tipo a levar uma marrada de frente de um touro que entretanto já viu o seu lombo ser espetado não sei quantas vezes por um “nobre” cavaleiro. Respeito quem goste de ver tal coisa, mas custa-me perceber a graça deste triste cenário. Especialmente sabendo que hoje em dia os animais deixaram de ser vistos pela Lei como coisas. E se os animais deixaram de ser coisas, então estes não podem ser vítimas de maus tratos e torturas. Nem nos matadouros os ditos animais para abate passam por um terço das provações que passam os touros nas touradas.

 

Ora face aio que expus até aqui, é muito fácil perceber que isto das touradas não é uma tradição como muitos – erradamente – dizem ser. É antes um negócio que serve somente para manter a riqueza de certas personagens da nossa sociedade que se recusam a viver segundo as regras das sociedades ocidentais do século XXI.

 

A RTP deu um pequeno grande passo no combate a este negócio que beneficia alguns à custa de muitos. Cabe agora ao poder político (Governo e Autarquias Locais) fazer o mesmo. Portugal e os portugueses agradecem pois ninguém gosta de dar uma de civilizado e ao mesmo tempo promover comportamentos dignos da Santa Inquisição. Já há muito que a Terra deixou de ser plana. Evoluamos.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (07/08/2017)

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publicado às 21:30


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