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Calimerices no feminino

por Pedro Silva, em 12.12.16

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Estamos no século XXI. A Humanidade evoluiu e muitos dos preconceitos do passado estão “enterrados” ou vigoram somente em certos pontos remotos onde persistem por razões territoriais e culturais. Contudo o nosso século tem ainda uma enorme cruz sobre as suas costas e, da maneira como tudo se tem desenrolado, dificilmente se vai livrar dela nos próximos tempos.

 

Falo aqui da questão da desigualdade em função do género. No século XX as mulheres travaram uma árdua batalha para verem os seus direitos devidamente reconhecidos por sociedades que sempre as viram como meros objectos decorativos ou como seres de parca inteligência que só tinham uma função: velar pela família. Felizmente esta triste – e hedionda – forma de estar foi-se apagando da nossa cultura ocidental. Mas as mulheres podem ter ganho muitas batalhas, mas a guerra não. Existem ainda muitos sectores da nossa sociedade onde as desigualdades - em função do género - se mantêm. Um destes sectores é a política onde a predominância do masculino sobre o feminino é uma triste e enfadonha evidência.

 

Ora tal faz-me levantar aqui uma questão: Porquê razões as mulheres não conseguem impor-se no mundo da política?

 

O problema é deveras complexo porque a política é somente uma das múltiplas fracções daquilo que apelidamos de sociedade, contudo parece-me que a solução do dito não passa (de forma alguma) pela insistência e persistência na “calimerice” que a mulher moderna resolve seguir e aplicar como se de uma espécie de solução infalível se trate.

 

Isto de se vir para Praça Pública defender uma intransigente aplicação forçada de quotas na política e de se vir sempre justificar um – ou vários - mau desempenho de uma mulher na política com a desigualdade que existe neste sector não é, de forma alguma, a solução da problemática.

 

O que a mulher moderna necessita de fazer para se afirmar de vez na política (e na sociedade em geral) é de colocar as suas representantes mais competentes nos lugares de poder e não de pactuar com as regras do jogo que fazem com que olhemos para as mulheres na política “como mais um”. Dito de outra forma e exemplificando; não é a apostar em figuras como Angela Merkel, Marine Le Pen, Ewa Kopacz, Assunção Cristas, Hillary Clinton, Marisa Matias, Park Geun-hye, Assunção Esteves, Kristalina Georgieva, Maria de Belém, Maria Luís Albuquerque, etc. que a mulher dos nossos dias vai conseguir combater e aniquilar a maldita desigualdade que assola a nossa moderna vivência.

 

Deixem, então, de seguir a receita da “calemirice” que apenas vai servindo os interesses da desigualdade que dizem querer combater.

 

Olhem para os ainda pequenos mas enormes exemplos que vão surgindo na política portuguesa. Tentem aprender e amplificar aquilo que Catarina Martins, Mariana Mortágua, Joana Mortágua, Isabel Moreira (entre outras) fazem para se impor na nossa ainda machista política. Dito de outra forma, não custa às mulheres do mundo moderno darem o lugar de destaque/poder a quem tem realmente capacidade para tal em detrimento do “tem de ser porque somos uma pobres coitadinhas”.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (12/12/2016)

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publicado às 16:32


Guerra dos Sexos

por Pedro Silva, em 17.01.14

Hoje em dia começa a ser raríssimo o lugar de comando Político, Administrativo, Judicial, Estadual, etc. que não seja já ocupado por uma Mulher. E quando olhamos para a Política vemos que as Mulheres têm conquistado cada vez mais lugares de destaque.

 

Tal facto é de se louvar porque todo o Ser Humano tem capacidades e qualidades que não são limitadas em razão do seu sexo.

 

Contudo estas conquistas do sexo feminino estão inevitavelmente e levar-nos para uma realidade que penso que ainda ninguém ousou analisar.

 

A história recente tem-nos mostrado que as Mulheres conseguem ser tão más quantos os Homens e que os Homens são tão bons quanto as Mulheres. Vejamos dois exemplos bem conhecidos de todos nós:

 

- Angela Merkel é uma figura poderosa que a nível externo tem feito mais inimigos que amigos mas que é idolatrada na sua Alemanha. Um pouco à semelhança do que sucedeu com o histórico Chanceler Helmut School;

 

- Yulia Tymoshenko foi a primeira Mulher Ucraniana a ser eleita 1ª Ministra do seu País e mais tarde acabou por ser condenada e presa por ter cedido ao jogo político de Moscovo (foi formalmente acusada de corrupção e tal veio a provar-se em Tribunal). Viktor Ianukovich, actual Presidente da Ucrânia, é agora acusado pelo seu Povo de proteger o 1º Ministro Mykola Azarov que parece ter feito a mesma coisa que Tymoshenko.

 

Mas esta sucinta análise também tem o seu lado negativo dado que acaba por deitar completamente por terra o mito de que as Mulheres são mais fraternais, competentes e compreensivas que os Homens.

 

Pode parecer um disparate, mas este é um assunto que dá que pensar. E pensar é coisa que a Sociedade Contemporânea não tem feito muito nos últimos tempos.

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publicado às 14:00


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