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Foi você que pediu um apuramento?

por Pedro Silva, em 06.11.18

oitavos-ainda-nao-sao-realidade-mas-parecem-destin 

imagem retirada de zerozero

 

Efectivamente o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição está em alta. E logo numa das fases de maior importância da época. Os Dragões lideram a Liga NOS e tem o assunto Champions quase que arrumado sendo que na próxima jornada, em pleno Estádio do Dragão, podem garantir a passagem à fase seguinte e podem ainda vencer o grupo. Melhor situação do que esta é impossível.

 

Antes de irmos ao jogo de hoje gostaria somente de dizer que para mim o que fez com que a realidade europeia do FC Porto mudasse de uma época para a outra reside, tão simplesmente, no facto de Sérgio conceição ter percebido que no campeonato tem de jogar de uma determinada forma e na Liga dos Campeões tem de jogar de outra forma. Esta época temos um FC Porto ofensivo, agressivo e muitas vezes quase que irracionalmente virado para a frente num claro 4x4x2 na Liga portuguesa e na europa do futebol temos um FC Porto mais cerebral, mais pausado, capaz de sofrer quando é preciso num 4x3x3 onde as transições rápidas são o “pão nosso de cada dia”. Embora eu goste muito mais da “fórmula” Champions, tenho de reconhecer que é muito por causa desta forma de gestão da equipa – e alguma sorte! – que por esta altura tudo parece correr de feição aos azuis e brancos.

 

Entrando agora no jogo que se disputou no Estádio do Dragão, achp que ficou demonstrado – mais uma vez – qie este grupo da Champions é tudo menos fácil. Isto porque o 4 a 1 a favor dos portistas é enganador. Não que durante os 90 e poucos minutos de um enorme dilúvio o FC Porto não tenha mostrado ser superior (em muitos aspectos) a um FK Lokomotiv que não procurou – nunca – abdicar da sua ideia de jogo que consistia, basicamente, no resguardar-se na defesa e sair em velocidade para o ataque. É muito por aí que se explica a vitória “gorda” dos azuis e brancos. No não saber abdicar de uma forma de jogar que em certos momentos obrigou o FC Porto a ter saber “sofrer”. O resto foi eficácia e aquela sorte dado que foram ainda algumas as oportunidades que a equipa moscovita teve de empatar a partida quando perdia por duas bolas a uma.

 

Ainda sobre o jogo gostaria, tão somente, de realçar que sou da opinião de que Sérgio Conceição deveria ter sido mais lesto a “mexer na equipa” quando na segunda parte o Lokomotiv se aproveitou de algum “desleixo” e “desnorte” dos Dragões que estavam em campo. Tardou em fazer tal e sofreu um golo. Felizmente os danos ficaram-se só por aí…

 

O que interessa é que agora o Futebol Clube do Porto venceu e está a um ponto do apuramento para a fase seguinte da prova milionária com o acréscimo de que pode vir a vencer o grupo. Para tal necessita de empatar em casa na próxima jornada diante do Schalke 04 para garantir o apuramento ou de vencer a equipa germânica para garantir o apuramento e a vitória no grupo a uma jornada do fim da fase de grupos da UEFA Champions League.

 

MVP (Most Valuable Player): Héctor Herrera. Estive para atribuir esta distinção a Moussa Marega por tudo o que este fez durante os 90 e alguns minutos da partida, mas tenho de nomear Herrera para o MVP desta partida pois este fez um excelente jogo em todos os aspectos para um jogador quem está com limitações físicas.

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 67´, altura em que Jesús Corona teve um lance de génio que lhe permitiu marcar o terceiro golo portista e, desta forma, quebrar por completo todo o ímpeto da equipa russa que entretanto tinha reduzido o marcador para 2 a 1.

 

Arbitragem:  Bom critério nos lances capitais do jogo, talvez algum exagero no âmbito disciplinar. No geral, prestação competente.

 

Positivo: Moussa Marega. Está de volta o Marega que foi responsável por muitas vitórias portistas na época anterior. Uma assistência, um golo e uma capacidade fantástica de no final do jogo de continuar a correr como se tivesse sido dado o apito inicial.

 

Negativo: Substituições tardias. A equipa portista entrou mal na segunda parte e permitiu uma maior pressão do Lokomotiv. Depois de os russos terem marcado exigia-se uma mais rápida intervenção de Sérgio Conceição para se evitar mais danos. Felizmente nada de muito mau aconteceu até Corona ter marcado o terceiro golo.

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publicado às 22:19


«Les Misérables»

por Pedro Silva, em 18.09.18

marega-i-inventou-i-um-pontinho.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Quem olhar para o título deste texto pode ficar com a ideia de que estou aqui a falar da fantástica obra literária do escritor francês Victor Hugo, publicada a 3 de abril de 1862. Sirvo-me de tão prestigiado e conhecido título para aqui descrever a forma como os portistas em geral - alguns comentadores - reagiram com descanso e alguma normalidade ao empate a uma bola que o Futebol Clube do Porto alcançou na Alemanha. Do outro “lado da barricada” esteve, tão simplesmente, uma equipa que dá pelo nome de Schalke 04… Uma equipa composta por uma crassa maioria de “ilustres desconhecidos” que se limitou, praticamente, a fazer marcação cerrada ao portador da bola na vã esperança de que uma jogada fortuita redundasse em golo…

 

Claro que se pode dizer que um empate fora na Fase de Grupos da UEFA Champions League não é um mau resultado. E não o é de facto, mas quem viu o jogo como eu vi não pode, de forma alguma, ficar satisfeito e sossegado com o futebol praticado pelos comandados de Sérgio Conceição. Começam a ser muitos – demasiados até! – os jogos em que os Dragões “adormecem” durante a primeira parte para na segunda serem surpreendidos por um lance fortuito que os coloca em desvantagem…

 

O problema, a meu ver, passa muito pelo facto de a equipa azul e branca insistir em que cada um tem de resolver a sua parte por si. Sucede porém que o futebol é um desporto colectivo e nem sempre Brahimi (ou outro qualquer) está para aí virado ou tem a sorte de a coisa lhe sair bem na hora de passar a bola ou de rematar à baliza adversária… Se um colega está “tapado” por três adversários o mais sensato - digo eu – será que os seus outros colegas de equipa se aproximem para que se criem linhas de passe. O ficar a ver no que aquilo vai dar não resulta… E já vai sendo mais do que hora de Sérgio Conceição dizer tal aos seus comandados em vez de andar aos berros o jogo todo.

 

Vamos a ver como vai isto desenrolar. No fim-de-semana os Dragões tem uma sempre complicada deslocação a Setúbal. A jogar assim não sei não…

 

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Hoje foi difícil escolher o MVP da equipa portista (sinal do quão bem jogaram), contudo vou atribuir este título a Marega. Não pelo que fez no global mas por ter sido ele o autor do lance que culminou no empate portista quando a derrota parecia ser o mais provável.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem:  Parece ludibriado por Marega, que a um ligeiríssimo toque, aproveita para a queda que deu no segundo penálti do jogo. O primeiro, que Telles desperdiçou, é bem assinalado. Os alemães protestaram muito e assobiaram o árbitro no fim, mas, tirando o erro capital no lance do empate, decidiu maioritariamente bem.

 

Positivo: Ambiente nas bancadas. Grandioso ambiente este que se viu no famoso Veltins-Arena. Efectivamente o publico germânico é muito diferente para melhor no que ao futebol diz respeito.

 

Negativo: Héctor Herrera. O internacional mexicano só teve duas velocidades em campo: devagar e devagarinho. E isto foi aplicado a tudo o que gazia em campo. Mau demais…

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publicado às 23:11


Notas soltas sobre o Schalke 04 x FC Porto

por Pedro Silva, em 27.07.15

Desta vez irei somente partilhar algumas notas de realce sobre este último jogo de preparação do FC Porto. Isto porque, embora tenha assistido ao jogo do princípio ao fim, corro o sério risco de parecer um disco riscado e voltar a expor o que já aqui expus num texto anterior dado que os problemas se mantêm (vá se lá saber porquê).

 

Baliza: Neste sector confirma-se o que tinha pensando ainda antes da pré época arrancar. Iker Casillas é muito bom entre os postes e uma desgraça com s bola nos pés e a sair da baliza nos lances aéreos. Aspectos que devem ser melhorado com urgência dado que tudo indicia que Iker vá ser o dono da baliza Portista por Decreto. Por seu turno Helton mostrou uma muito maior segurança na baliza, o que tranquilizou a equipa na segunda parte e permitiu que esta subisse no terreno com maior à vontade;

 

Defesa: Marcano continua a calar muito boa gente e a dar sinais de que será o “patrão” que a defesa Azul e Branca tem procurado com uma candeia na mão nas últimas duas Temporadas. Muito seguro e concentrado. A ver vamos se O espanhol consegue apresentar este nível exibicional nos jogos a sério. O mesmo se pode dizer de Alex Sandro. Por sei turno Ricardo Pereira deu mostras de que não será uma boa opção como defesa lateral direito e Maxi demonstrou que tem ainda muito para aprender.

 

Meio campo: Tem muito potencial mas é notório que não sabe o que tem de fazer em campo. André André e Danilo Pereira trouxeram consigo um pouco da qualidade que se exige a um meio campo como o do FC Porto. Por seu turno Evandro e Sérgio Oliveira desiludiram dado que estiveram muito abaixo do exigido. Há que continuar a trabalhar, e com muita insistência, este sector do campo. E é bom que se faça tal com rapidez pois o jogo oficial contra o Guimarães está cada vez mais perto.

 

Ataque: É-me muito complicado tecer uma opinião sobre o que se passou neste sector do relvado. Isto porque a bola quase nunca chegou em condições aos avançados. Ora Brahimi insistia nas suas jogadas individuais, ora Aboubakar e Varela tinham de vir ao meio campo buscar jogo. As entradas de Tello e Bueno não mudaram muito este triste figurino. Bueno bem que tentou (e levou porrada q.b. por causa de tal), mas um Homem só não pode fazer tudo.

 

Sistema de jogo: Embora a transmissão televisiva não deixasse tirar grandes ilações, acho que os Portistas apostaram somente no seu habitual 4x3x3. Só que fizeram-no recorrendo à estapafúrdia e já por mim imensas vezes criticada posse pela posse. Uma equipa como o Futebol Clube do Porto não pode, nem deve, passar o jogo todo a trocar a bola por todo o campo e tentar entrar com ela pela baliza adversária adentro. Não dá, ponto! Será bom que se abandone tal maneira de estar no futebol dado que tal não nos leva a mais lado nenhum senão à satisfação efémera de que se teve uma grande percentagem de posse de bola. Também acho incompreensível que todas as jogadas ofensivas do FC Porto tenham obrigatoriamente de começar na defesa e passar por todos os elementos da dita. E também não percebo a razão de se lateralizar o jogo com passes longos se não existe velocidade de execução nos lances.

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publicado às 23:14


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