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Quem anda à chuva molha-se

por Pedro Silva, em 25.11.17

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imagem retirada de zerozero

 

Já diz o povo que quem anda à chuva molha-se, e foi exactamente isto que aconteceu a este Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição na Vila das Aves. O empate dos Dragões diante da equipa de Lito Vidigal tem muito de culpa própria não obstante a arbitragem de Rui Costa ter sido – também ela – o seu enorme peso no resultado final da partida.

 

Acredito plenamente que Sérgio Conceição tenha optado pelo melhor onze possível para esta deslocação à Vila das Aves para defrontar o Desportivo local. Contudo o Mister cometeu o erro crasso de ter subestimado o seu adve4rsário. Durante esta semana que está mesmo a terminar muitos foram os sinais de que esta jornada da Liga NOS ia ser complicada para as aspirações azuis e brancas. O clássico esta aí à porta e havia que “esconder” a vergonha que foi a participação europeia do SL Benfica. Tal explica, e muito, o “fabuloso” empenho do Desportivo das Aves diante dos portistas. Convêm não esquecer que hoje o Aves é uma equipa composta por muitos atletas emprestados pelo Benfica. E existem, inclusive, antigas glórias do Benfica a jogar no tal Desportivo. Sérgio Conceição sabia muito bem de tudo isto. Assim como também sabia que o campo do Desportivo das Aves é pequeno, factor que Lito Vidigal iria utilizar para retirar muito da velocidade com que a equipa azul e branca costuma jogar nas competições nacionais.

 

Foram erros de atenção que a constante bajulação ao trabalho de Sérgio fizeram com que este se esquecesse de que o Vídeo Árbitro (VAR) só funciona a favor do Benfica e Sporting. Só assim se explica que a flagrante Grande Penalidade cometida na 2.ª parte sobre Danilo Pereira não tenha sido assinalada por Rui Costa e VAR. Mas apesar de tudo, tal é manifestamente pouco para justificar os disparates de Jesús Coriona que fizeram com que este fosse expulso. E também não explicam as substituições que Sérgio Conceição fez dado que o problema do FC Porto não esteve – nunca – na frente de ataque, mas sim na falta de um elemento no meio campo que fizesse a ligação entre a defesa e o ataque. Nem o golo portista marcado contra a corrente do jogo fez com que o Técnico dos Azuis e Brancos percebesse o óbvio.

 

Agora de nada serve “chorar sobre o leite derramado”. Há que frisar bem a “inclinada” arbitragem de Rui Costa e a estranha (ou não) ausência do VAR (terá avariado outra vez?), mas não se pode colocar de lado as asneiras que a equipa portista cometeu. Sérgio Conceição reconheceu isto mesmo no final do jogo e eu acredito que na próxima Sexta vamos todos festejar um bom resultado diante do Benfica.

 

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Este é o Brahimi que gosto de ver jogar. Deu sempre tudo o que tinha para dar em prol da equipa e colocou a sua técnica ao serviço do colectivo. Brahimi foi sempre uma dor de cabeça para a defesa avense. O argelino merecia outro resultado que não o empate.

 
Chave do Jogo: A expulsão de Jesús Corona. É verdade que o FC Porto estava a ter dificuldades em impor o seu futebol e que o Aves até que perdia injustamente, mas a expulsão de Corona terá impedido Sérgio Conceição de ter procedido às correcções que a sua equipa tanto necessitava. O empate a uma bola tem, aí, uma boa parte da sua justificação.

 

Arbitragem: A equipa liderada por Rui Costa esteve correcta durante grande parte do encontro, nomeadamente na expulsão de Jesús Corona. No entanto, ficou por assinalar um penálti sobre Danilo Pereira perto do final. Má arbitragem com influência no resultado final da partida. Fica por explicar a ausência do VAR no já aqui referido lance de Grande Penalidade sobre Danilo.

 

Positivo: José Sá. Hoje o guardião português mostrou – mais uma vez - a razão da inabalável confiança de Sérgio Conceição. Excelente em todos os momentos em que teve de se aplicar a fundo. Foi muito por causa de Sá que o empate se manteve até ao fim.

 

Negativo: Jesús Corona. O internacional mexicano já sabe o que a “casa gasta” pelo que escusava de se ter feito expulsar. Foi uma baixa neste jogo e será uma tremenda baixa para o jogo de Sexta-feira diante do Benfica. Inaceitável!

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publicado às 23:55


Há jogos assim (outra vez)

por Pedro Silva, em 23.04.17

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imagem retirada de zeriozero

 

Este é, sem sombra de qualquer dívida, o tipo de jogo que mais me custa analisar. Isto porque á saída do Estádio do Dragão a minha ideia era a de que o Futebol Clube do Porto não jogou mal. A equipa portista fez tudo o que podia para ficar com os três pontos da vitória, mas o azar, o nervosismo, a pressão de ter de vencer e a falta de opções de um plantel (ainda) desequilibrado ditaram o enganador empate a zero bolas diante de uma equipa do Feirense que realizou o “jogo da sua vida”. O que não deixa de ser incompreensível dado que a equipa de Santa Maria da Feira já há muito que assegurou a manutenção. Para mais isto de ter jogadores formados no SL Benfica a marcar golos na sua própria baliza quando a ideia é a de se fazer o mesmo que hoje no Dragão não é para todos.

 

Num parágrafo resumi todo o jogo que vi in loco no Dragão, Obviamente que agora os mestres da táctica e os supra sumos do FM – vulgos treinadores de sofá/pipoqueiros - virão a terreiro exigir a cabeça de Nuno Espirito Santo (NES). Isto porque NES não tentou de tudo para vencer este Feirense. O Futebol Clube do Porto nem sequer “massacrou” por completo o CD Feirense na segunda parte. Nem sequer ficaram por marcar duas grandes penalidades a favor do FC Porto na segunda parte do jogo. Nada disto. NES é a única e exclusiva razão de todos os males do actual FC Porto.

 

E nem vou aqui fazer referência à “manobra” que tramou Yacine Brahimi, Nem vou voltar a “bater na mesma tecla” de que o actual plantel dos azuis e brancos é, na prática, curto em termos de opções.

 

Isto ainda não acabou. Bem sei que os dois próximos jogos vão ser muito complicados, mas esta equipa do FC Porto de NES já mostrou que merece ser campeã. Falta-lhe é ter aquela sorte que outros têm tido, arbitragens isentas e um grupo de dirigentes que estejam verdadeiramente interessados em justificar o elevado salário (mais extras) que auferem mensalmente.

 

MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. O médio recuperador de bolas do Futebol Clube do Porto levou a cabo uma exibição fantástica. Excelente na recuperação de toda e qualquer bola e excelente no apoio ao jogo ofensivo dos dragões. Danilo foi, sem sombra de dúvida, o MVP desta partida.

 

Chave do Jogo: Inexistente- Não obstante os portistas terem feito tudo o que deveriam ter feito para vencer este jogo, por manifesta falta de sorte e de capacidade, estes não conseguiram criar um lance que fizesse com que a sorte do jogo pendesse para o seu lado. O mesmo se pode dizer do CD Feirense que ainda tentou num lance ou outro que a sorte lhe sorrisse na baliza de Iker.

 

Arbitragem: Na segunda parte ficou por marcar um penalti claríssimo a favor do FC Porto por empurrão a Octavio na área do Feirense. Rui Costa estava perto do lance. Mais tarde não vê um puxão claro da camisola do Marcano na área da equipa visitante.  Para além disto, Rui Costa pactuou com o “anti jogo” da equipa da Feira. Péssima arbitragem com influência directa no resultado final.

 

Positivo: A vontade de vencer deste Futebol Clube do Porto. Só é pena que esta mesma vontade nãos e tenha manifestado em outros jogos anteriores, 

 

Negativo: “A malta do assobio”. Não é com insultos, assobios e teorias tácticas que vão fazer com que a bola entre na baliza da equipa adversária.

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Dicas para Ciclistas Urbanos: Trajectos

por Pedro Silva, em 06.02.15

Hoje vou falar-vos de um importante aspecto que qualquer Ciclista Urbano deve ter em conta para que a sua viagem pela cidade seja o mais segura possível.

 

A escolha de um trajecto é de uma importância atroz. Se calhar pouca gente pensa assim, mas se nos lembramos que a bicicleta se move com a força das nossas pernas rapidamente percebemos porquê razão o trajecto é algo que tem de ser pensado antes de se iniciar um qualquer passeio de “Bicla” pela Cidade. Por muito que não queiramos a Bicicleta não é um carro. Não podemos passar por todo e qualquer sítio de Bicicleta. Existirão locais onde pedalar é um desafio que nem Rui Costa, Campeão do Mundo de Ciclismo, consegue andar.

 

Então que fazer antes de pedalar?

 

Muito simples: elaborar um trajecto. E um que não tenha passagens impossíveis. Se podermos evitar zonas muito congestionadas, subidas ingremes, ruas de uma faixa só e rotundas é excelente. Isto porque vamos conseguir ir da casa de partida ao nosso destino em segurança e com o menor constrangimento possível.

 

O Ciclista Urbano inteligente é aquele que estuda todas as possibilidades antes de se fazer à estrada. Por exemplo; é uma atitude sensata aproveitar uma rua que tenha uma descida seguida de uma subida, pois o balanço da descida irá ajudar a que se faça a subida com menos esforço e desta forma perturba-se o menos possível o trafego.

 

Nesta coisa de andar de Bicicleta na Cidade a sensatez é algo que deve estar sempre presente. Se porventura não houver nenhum trajecto alternativo sem ser aquele que nos leve a uma rua com uma grande intensidade de trânsito ou a uma subida muito inclinada (por exemplo), o melhor que temos a fazer é sair da Bicicleta, subir ao passeio e fazer o que nos falta do percurso a pé com a nossa miga de duas rodas ao lado. Afinal de conta não vale a pena fazer do passeio de Bicicleta uma Competição.

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