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Era escusado

por Pedro Silva, em 11.10.18

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imagem retirada de zerozero

 

Vitória lusa em território polaco faz com que a qualificação para a fase a eliminar da Liga das Nações (UEFA Nations League) seja uma realidade com o acréscimo de que a qualificação para o próximo Europeu está, também ela, quase que garantida. Este é um dos aspectos positivos que retiro da partida que se realizou em solo polaco (mais concretamente no Stadion Slaski).

 

Para mais tenho de deixar aqui bem claro que gostei mesmo muito da reacção da nossa equipa quando se encontrou em desvantagem no marcador. Liderada por um fantástico Bernardo Silva (que enorme jogador!) na faixa direita, a nossa selecção foi para cima da equipa da casa e impôs o seu futebol. A ajudar ao caso esteve um cada vez mais “matador” André Silva (os “ares” de Espanha estão-lhe a fazer bem) e a Deusa da Fortuna que protegeu os nossos audazes rapazes aquando da marcação do segundo golo luso.

 

O problema esteve – lamentavelmente, digo eu – quando Portugal estava a vencer por 3 a 1 e Fernando Santos resolveu apostar no flop mais mediático de sempre da história do nosso futebol. Diante de uma equipa que por opção e forma natural de estar (digo eu) aposta num meio campo bem povoado e nas transições rápidas, colocar em campo um jogador que não sabe o que é vir atrás recuperar uma bola é o mesmo que dar o flanco ao adversário numa batalha decisiva. Renato Sanches é um jogador sobrevalorizado que tem como principal vantagem o facto de ser Senhor de um físico e técnica que lhe permite arrancar em força com a bola nos pés… O problema é que do “outro lado da barricada” estava uma equipa que em termos de físico e técnica não fica atrás do Renato… Daí que este tenha acabado por ser um “estorvo” e uma menos valia de um meio campo português que pretendia, naturalmente, controlar o meio campo dado que a vantagem de dois golos a isto lhe permitia. Felizmente Fernando Santos não é nenhum tolo nestas coisas do futebol e com a entrada de Danilo Pereira em campo este “emendou a mão” dado que Portugal conseguiu controlar o meio campo e colocar um ponto final nas perigosíssimas transições rápidas da equipa polaca.

 

Mas atenção. A aposta fora de tempo em Renato Sanches não justifica, de forma alguma, o tremendo erro da defesa portuguesa no segundo golo polaco… Está bem que muitos dos que jogaram hoje são atletas jovens que ainda tem muito para aprender, mas fossem outras as circunstâncias e lá se ia a margem de erro porque “são jovens”.

 

Em suma; missão cumprida, mas era escusado ter-se passado por aquela recta final da partida. Que sirva de lição para o que aí vem.

 

MVP (Most Valuable Player): Bernardo Silva. Nunca me canso de ver este atleta a jogar. Classe, técnica, remate fantástico, físico invejável e uma calma olímpica em qualquer situação de jogo. Este foi o Bernardo que tive o prazer de ver a jogar na Polónia com a camisola da nossa selecção, Marcou um “golaço” e fez a assistência que permitiu a André Silva empatar o jogo. Decididamente o MVP deste jogo sem sombra de qualquer dúvida.

 

Chave do Jogo: A entrada de Danilo Pereira. A entrada do internacional português fez com que a equipa de Todos Nós voltasse a tomar o pulso a uma partida cujo controle tinha perdido, acabando, desta forma, com a “fúria” de uma equipa polaca que acreditava piamente num empate a três golos.

 

Arbitragem:  Del Cerro Grande começou muito bem, deixando jogar, sem muitas paragens, mas acaba por deixar muitas dúvidas num lance que poderia ter saído muito caro a Portugal. Por altura do segundo golo da Polónia, fica a ideia de que o lance é antecedido de uma bola fora. A equipa de arbitragem assim não entendeu e deixou seguir até ao golo.

 

Positivo: André Silva. E havia quem há uns tempos apontasse o seu injusto dedo acusador ao “matador” de Portugal. O jovem ponta de lança português continua a “dar cartas” em campo e a calar muita gente.

 

Negativo: Fernando Santos. A “tara” de Fernando Santos pelo Renato Flop Sanches ia custando uma vitória portuguesa em solo polaco. Nunca vou perceber a adoração do Mister por um atleta que só tem trancinhas para exibir.

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publicado às 22:11


De empate em empate

por Pedro Silva, em 30.06.16

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imagem de zerozero

 

E pronto. Mais uma vez Portugal marcará presença numa meia-final de um Europeu. Não deixa de ser irónico que o faça tendo vencido somente um único jogo (no prolongamento), sinal de que a nossa Selecção evoluiu.

 

Quanto ao jogo de hoje o que dizer? Que era escusado ter-se chegado às grandes penalidades. È verdade que a Polónia mostrou um futebol mais dinâmico, elaborado e até mesmo mais racional que o de Portugal, mas a verdade é que goram muitos os momentos em que a nossa selecção poderia ter colocado um fim nesta partida durante os 90 e poucos minutos. Portugal entrou mal em campo, sofreu um golo ridículo, demorou a reorganizar-se mas lá chegou ao empate quando os jogadores lusos conseguiram perceber (de uma vez por todas) o que tinha de fazer em campo. Acho que já vai sendo tempo de a equipa de Todos Nós perceber de uma vez por todas que se quer jogar em posse então os jogadores tem de se mexer porque as linhas de passe não se criam sozinhas.

 

Grande primeira parte de Renato Sanches. O miúdo “abriu o livro” na primeira parte do jogo, jogou, fez jogar e marcou um grande golo (o do empate). Na segunda parte perdeu um pouco da sua qualidade e os polacos começaram a aproveitar-se do facto de o Renato ser ainda muito “novinho” e não saber que tem também de vir atrás defender. Não creio que tenha sido o melhor em campo (Pepe merece bem mais esta consagração) mas por mim não tiraria nunca mais o Renato do onze inicial (salvo se este não estiver nas sua melhor condição física).

 

Uma última palavra para Rui Patrício. Tenho sido um forte crítico na selecção nacional mas há que dizer que o jogador polaco não falhou a grande penalidade. Rui Patrício é que a defendeu. Enorme Patrício! Redimiu-se dos valentes “frangos” que já deu ao serviço da equipa das quinas.

 

E já agora queria deixar aqui mais um apontamento. Há para aí muito Portista que tem um ódio visceral á nossa selecção. Fernando Madureira (mais conhecido pro “Macaco”), líder da Claque Portista Super Dragões tem marcado presença regular em TODOS os jogos da nossa selecção com a camisola das Quinas vestida. É caso para se dizer: tenham tino pá!

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 33´ deste jogo. Foi nesta altura que Renato Sanches marcou o golo do empate após Portugal ter começado a perceber como tinha de estar em campo. A partir deste momento Portugal teve o jogo na mão e só não venceu a partida porque foi perdulário em certos lances diante da baliza polaca.

 

Positivo: Fernando Santos, Cédric e Pepe. Fernando Santos soube acalmar e reorganizar a equipa quando este mais precisou de orientação, Cédric porque mostrou ter uma capacidade mental extraordinária que lhe possibilitou dar a volta a um péssimo momento e Pepe porque – mais uma vez – fez um jogo de outra galáxia.

 

Negativo: Já aqui o disse repito, equipa que quer jogar em posse não pode ficar estática a olhar para a bola. Quando se passa a “redondinha” deve-se correr para um local diferente e não ficar a “admirar” o adversário. A melhorar Portugal.

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publicado às 22:58


Vitória moral e nada mais

por Pedro Silva, em 25.03.16

imgS620I172183T20160325222816.jpg 

Imagem de zerozero

 

Jogos de preparação são jogos de preparação é um facto, mas não é por serem jogos deste cariz que se justifica o facto de alguns Atletas entrarem em campo com a plena convicção de que não tem de dar o máximo. Pelo contrário! Se há coisa para a qual este tipo de jogos serve é para se melhorar o que tem de ser melhorado e se ninguém der o seu melhor como poderá a nossa Selecção estar no seu melhor quando chegarem os jogos a sério?

 

Ao contrário dos comentadores de Rádio e TV eu tenho uma visão diferente sobre o que se passou em Leiria. Para os comentadores Portugal teve uma “vitória moral” pois na opinião destes a Equipa de Todos Nós jogou bem mas teve o azar de não ter conseguido meter a bola dentro da baliza Búlgara. Ora eu - que não tenho a camisola de nenhum Clube vestida quando acompanho a nossa Selecção - digo com convicção que Portugal não venceu hoje porque alguns Atletas não quiseram dar o seu melhor. Adrien Silva, William Carvalho, João Mário, Pepe e Rafa simplesmente não estiveram em campo e foi muito por sua culpa que Portugal andou o jogo quase todo a correr atrás do prejuízo.

 

A juntar a isto tivemos uma equipa que não pressionou, nunca, o portador da bola (tal foi notório no ridículo golo sofrido), o meio campo só produziu alguma coisa após a entrada de Danilo na segunda metade da segunda parte da partida e a nível ofensivo Portugal apenas conheceu um flanco: o esquerdo! Ora tal maneira de estar perante um adversário fraco que marcou cedo no jogo só poderia terminar em derrota.

 

Outro ponto que os comentadores parecem não ter ainda reparado é o facto de neste momento Portugal não ter um defesa lateral direito. João Pereira não joga no Sporting CP, Nélson Semedo está ainda a recuperar a sua forma e não me parece que Vieirinha seja uma solução viável para se disputar um EURO. Um problema que me parece muito mais grave que a “lenga lenga” da falta de ponta de lança (já há anos que jogamos sem ponta de lança e alcançamos as meias finais dos Europeus).

 

Fernando Santos tem ainda muito trabalho pela frente. Obviamente que é bom que os problemas surjam todos agora, mas se Portugal jogar assim ante a Bélgica na próxima Terça-feira vai ser o bom e bonito vai…

 

Chave do Jogo: Surgiu ao 19´ do jogo. Altura em que a Bulgária inaugurou o marcador. A partir desta altura Portugal “descarrilou por completo” e nunca mais se encontrou.

 

Positivo: Eliseu. Bem sei que há muita gente que não gosta do Açoriano que, a meu ver, desempenhou muito bem o seu papel de defesa lateral esquerdo da Selecção nacional. Foi dos que mais “remou contra a maré” quando as contas de Portugal se complicaram.

 

Negativo. Comunicação Social. Já o disse e repito, a Selecção nacional é de todos e não somente deste ou daquele Clube. É verdade que Renato Sanches é um Jogador de qualidade mas daí a se fazer dele o “Messias” do nosso futebol vai uma grande distância. A nossa Comunicação Social cria, desta forma, uma pressão desnecessária sobre um Jogador que está ainda em fase de crescimento e os adeptos iludidos são cruéis quando as coisas não correm bem para um Jogador.

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publicado às 23:55


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