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Dragão com dupla faceta

por Pedro Silva, em 23.07.16

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imagem de zerozero

 

A primeira ilação que retiro da vitória do Futebol Clube do Porto ante o Stichting Betaald Voetbal Vitesse é – basicamente – a mesma que retirei da derrota passada quinta-feira: há ainda muito para melhorar. Muito em espacial na linha defensiva onde a ingenuidade e um Iker Casillas reformado que acha muito mais importante fazer a siesta do que sair às bolas nos cruzamentos para a sua área (entre outros disparates).

 

O Futebol Clube do Porto entrou mal no jogo. Lento, previsível e muito perdulário na sua defesa. Um problema que vem marcando presença nos jogos de preparação que me parece que só terá fim caso os Dragões encontrem no mercado centrais que saibam quando e como devem pressionar os seus adversários e – mais importante – que os médios também tem de fazer o seu papel na pressão ao adversário. O golo inaugural dos holandeses foi disto um bom exemplo.

 

Ainda sobre o golo sofrido há que dizer que foi de um disparate sem fim. Não foi um erro clamoroso de Iker mas bem que andou lá perto dado que o Guardião espanhol parece estar mesmo mais interessado em gozar a sua “reforma dourada” do que em fazer o seu trabalho. Um GR que se preze não se coloca sempre uns quantos passos à frente da linha de golo para que o adversário aproveite para rematar de longe. A continuar assim acho que José Sá merece ser o dono da baliza Portista.

 

Entre sustos e mais sutos que o poste foi resolvendo (Casillas sempre na sua siesta pois claro), só na segunda parte os Dragões começaram, a mostrar serviço. Para tal foi necessária a entrada de Bueno (grande exibição), João Teixeira (mais uma vez muito bem), Octávio (muitas linhas de passe este moço consegue criar) e André Silva que esteve – mais uma vez - muito bem não obstante ter jogado um pouco “encostado” à faixa direita do ataque Portista. Não deixou por isto de ser natural a “reviravolta” Portista não obstante os “calafrios” na defesa terem continuado a marcar presença até ao momento em que os jogadores do Vitesse começaram a acusar uma certa fadiga.

 

Em jeito de conclusão; é sempre bom ganhar. A equipa de Nuno Espírito Santo está a melhorar mas ainda tem muitas “arestas por limar”. A começar pela segurança defensiva que é praticamente inexistente, passando pela insistência em se “afunilar” todo o jogo ofensivo terminando na falta de ritmo nos contra ataques dado que ninguém acompanha o ponta de lança (ou outro qualquer) quando este opta por seguir com a bola em velocidade até ao meio campo adversário.

 

Chave do Jogo: Mais uma vez subscrevo aquilo que o jornalista do zerozero que passo a citar; “Entrada de Bueno, na segunda parte, mudou o jogo do FC Porto. Não que o espanhol tenha deslumbrado, mas a equipa passou a jogar com mais homens perto da área adversária.”

 

Positivo. João Teixeira, Bueno, Octávio e André Silva. Mais uma vez João Teixeira, Octávio e André silva mostraram serviço e que tem vontade de ajudar o FC Porto. Bieno acabou também por ser uma agradável surpresa e a “reviravolta” aconteceu muito por sua culpa.

 

Negativo. Iker Casillas & Companhia. Se Casillas quer gozar umas férias que o vá faze na MLS onde as “reformas” são ainda mais “douradas”. Também já vai sendo hora de se melhorar os processos defensivos.

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publicado às 22:28


Tarantino não te reformes pá!

por Pedro Silva, em 13.11.14

Quentin_Taratino.jpg 

Esta semana fui apanhado de surpresa com a notícia de que Quentin Tarantino planeia retirar-se do cinema depois de concretizar o seu décimo filme.

 

Notícia trágica. O mundo do cinema nunca mais vai ser o mesmo com a retirada deste Génio da Sétima Arte. Tarantino como actor não foi grande coisa, mas como realizador mostrou ser dono de um talento impressionante tendo realizado filmes que entraram para história. Quem não adora o Pulp Fiction? Jackie Brown? Sacanas sem Lei (o meu preferido)? Kill Bill 1 e 2?

 

Quentin Tarantino podia ser um mal-amado em Hollywood, mas ele foi o único cineasta que colocou a nu a palhaçada corrupta que são os Óscares e criou uma forma única de fazer cinema que ainda ninguém superou ou sequer ousou igualar.

 

A sua última produção, Django Libertado, trouxe-nos de volta as emoções dos Westerns. E há quanto tempo ninguém trazia até aos tempos modernos um Western em condições que se consiga assistir sem que se saiba o seu final mal se comece a ver o filme. Mais um dos grandes feitos de Tarantino que a Academia dos bacocos de LA resolveu desvalorizar.

 

Espero sinceramente que Tarantino reconsidere esta sua retirada do Mundo do Cinema. È verdade que este Mundo não o merece nem ao seu Génio, mas para os cinéfilos Quentin Tarantino é muito mais que um simples realizador. É um Deus do cinema que conseguiu colocar a indústria do cinema acima do lodo em que está a mergulhar aos poucos.

 

Se houver por aí alguém que duvide da qualidade de Tarantino, que veja o seu historial enquanto realizador e depois diga alguma coisa. E a dizer de certeza que será para partilhar esta minha mágoa pela sua reforma antecipada.

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publicado às 16:52

Não tenho por hábito seguir o programa da RTP. Quando o faço é porque está em cima da mesa um tema que me interessa bastante ou que me possa afectar de uma forma directa ou indirecta.

 

Como tal  não podia de forma alguma passar ao lado do assunto do Prós e Contras que se centrou na Reforma da Justiça. Evidentemente que o tema em si não foi dissecado, analisado, esmiuçado e devidamente debatido pelos intervenientes do dito programa. Isto porque quem estava contra tinha mil e umas razões válidas para apresentar, e quem estava a favor da forma como a Reforma foi feita não soube apresentar um único argumento.

 

E é bom salientar que não estou aqui a falar da Reforma da Justiça, mas sim da forma como a Reforma está a ser levada a cabo.

 

Ora, ao ver o tal de "debate" fiquei com a clara ideia, se calhar errada, de que tanto o Governo como os Magistrados estão completamente a favor da forma atabalhoada, ridícula e nada profissional como o actual Executivo levou a cabo a dita Reforma. O que não deixa de ser algo de perplexo, dado que ainda há não muito tempo a Sra. Ministra da Justiça dirigiu ao País um pedido de desculpas público pela forma como tem sido conduzido este processo.

 

Para mais é de risota, com todo o devido respeito pelo Sr. Secretário de Estado da Justiça, que um elemento do Governo não saiba dizer publicamente onde estão os Processos que deveriam estar no portal CITIUS. Assim como é anedótico este mesmo Sr. dizer em directo que a partir da meia-noite os Processos iriam aparecer no dito sistema e no minuto seguinte ser confrontado por uma Advogada que se encontrava na Plateia que deu conhecimento de que os Processos que tinha consultado de tarde já não se encontrarem disponíveis no CITIUS. Mas ridículo, no verdadeiro sentido da palavra, é o Sr. Secretário de Estado vir dizer que os Contentores onde decorrem Audiências não são Contentores mas sim Pré fabricados como se a diferença entre ambos fosse muito grande.

 

O Prós e Contras em si é um desastre natural. Sempre foi e das poucas vezes que o vou vendo cada vez mais se acentua esta minha ideia sobre o dito, mas o “debate” sobre a Reforma da Justiça deu para perceber que a maioria dos Portugueses elegeu um conjunto de pessoas que se não é irresponsável é, sem sombra de dúvida, cobarde e pouco ou nada lúcida sobre o actual estado das coisas.

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publicado às 11:48


Eis o porquê…

por Pedro Silva, em 08.09.14

Como é que se branqueia o novo mapa judiciário? É simples. Já explico.

 

Em primeiro lugar, é urgente inserir o novo mapa judiciário (que a humilde MJ diz ter posto em prática ao fim de 200 anos) na retirada do Estado, da soberania, do interior, das regiões com pouca gente, gente envelhecida, gente que não vale a pena, gente que custa dinheiro.

 

Na visão que esquece a essência das funções do Estado, essa que não tolera a discriminação de populações no acesso a postos de correios, a serviços de finanças ou ao seu tribunal, aqui, sem dúvida, custe o que custar, surge o discurso opaco de exemplos de tribunais onde se fazia "pouco".

 

O novo mapa judiciário é mais um ataque ao estado social, é economicista, ofensivo e desistente e a sua implementação tem sido um desastre, como se vê. A deslocação dos processos dará lugar, um dia, à deslocação insana de cidadãos para um tribunal posto a uma distância que descarrega nele e não no Estado o custo desta trapalhada.

 

Reformar o Estado tem sido colocar tribunais em contentores ao mesmo tempo que o CITIUS esteve sem funcionar uma semana por decisão do Ministério da Justiça. Já alguém se perguntou o que aconteceria se o portal das finanças encerrasse por uma semana?

 

Como é que se tapa este assunto desagradável para a reformadora prometida há duzentos anos? Lança-se o assunto da "base de dados dos pedófilos acessíveis aos pais".

 

Não é a primeira vez. É a segunda. A primeira foi precisamente quando a MJ foi contestada aquando do anúncio do mapa judiciário. Tema explosivo largado sem pormenores, bom para artigos de opinião, para debates, para entrevistas e, lá atrás, mudo, fica o novo mapa judiciário.

 

Crónica de opinião da autoria de Isabel Moreira

 

Agora já percebem porquê razão passei completamente ao lado do tema da Lista Pública dos Pedófilos. Tema por si só tão ridículo que nem merece esta simples frase que acabei de escrever.

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publicado às 22:09


Isto só cá pelo Burgo

por Pedro Silva, em 04.09.14

Esta semana que está quase a entrar no seu final tem sido um inferno para os Agentes da Justiça. A Reforma do Mapa Judiciário trouxe consigo não só tremendas complicações para a Populaça que agora tem de fazer magia para poder estar a tempo e horas onde a Justiça a solicitar e por arrasto criou uma tremenda confusão no Portal CITIUS.

 

Para o comum dos mortais tal não será nada de mais quando comparado com o estratagema que tem de montar para poder ir a Juízo numa das Super Comarcas entretanto criadas. Mas já para os Advogados/Solicitadores/Agentes de Execução/Oficiais de Justiça/Magistrados a coisa é bem diferente para pior.

 

Isto porque o actual Ministério da Justiça, não há muito tempo, decidiu acabar com a entrega de Peças Processuais em papel. Dito de outra forma, para que todos percebam; uma acção judicial só dá entrada num Tribunal por via electrónica (CITIUS) seja ela qual for. A ideia era a de desentupir os Tribunais das montanhas de papel que estes são obrigados a acumular ao longo dos anos. Boa iniciativa e peca por ter vindo tão tarde.

 

Ora sabendo o sector e respectiva Tutela que mais cedo ou mais tarde se iria levar a cabo a criação, desse por onde desse, de um novo Mapa Judiciário, teria sido normal que se tivesse acautelado tudo e todos para que quando o dito mapa entrasse em funcionamento houvesse o menor transtorno possível.

 

Mas estamos em Portugal e faz parte da tradição seguir a Bíblia do “tudo em cima do joelho”. E o que está a acontecer? Temos Advogados/Solicitadores que querem consultar Processos e intentar Acções que não o podem fazer porque o CITIUS dá erro minuto sim, minuto sim. Os Agentes de Execução estão parados porque os Processos não foram ainda distribuídos pelas novas Comarcas sendo que do mesmo mal padecem os Magistrados. E para piorar o cenário o Código do Processo Civil, entretanto revisto à força pelo Ministério da Justiça e imposto a todos quer estivessem preparados ou não, prevê prazos que tem de ser cumpridos sob pena dos Processos prescreverem ou de o Cidadão ficar sem o direito de defender os seus direitos/interesses em Juízo. Pior fica todo este folclore quando se traz aqui à baila que os Tribunais cujo encerramento estava previsto se recusavam há seis meses a aceitar novos Processos e a realizar novas Diligências.

 

Como vemos a situação é grave para não dizer gravíssima. Exigiam-se respostas rápidas e eficazes a um problema criado pela incompetência e teimosia de muitos. Mas não é isto que temos visto. O que vamos vendo é um sacudir a água do capote. O Ministério da Justiça diz que a culpa é do Instituto de Gestão Financeira e de Equipamentos da Justiça, este por seu turno afirma que não tem culpa nenhuma no cartório e que os culpados são os Oficiais de Justiça. Os Oficiais dizem não ter culpa no que está suceder e refutam as acusações dizendo que a culpa é do Ministério. Já a Ordem dos Advogados não tem feito mais nada senão contestar tudo e mais alguma coisa. O resto do pessoal está calado a ver o que isto dá na esperança de que esta barafunda termine em breve. Resumido e concluindo, isto está uma autêntica selva onde ninguém se entende mas ninguém tem culpa de tal facto. Efectivamente isto só cá pelo Burgo.

 

p.s.: Ouvi ontem a Sra. Ministra da Justiça defender a Lista Pública dos Pedófilos dado que hoje em dia qualquer um tem acesso à morada de uma pessoa através da net. Declaração infeliz mas por aqui se percebe por que razão a Justiça está no estado em que está.

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publicado às 15:26


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