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Vamos a ver…

por Pedro Silva, em 07.08.19

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imagem retirada de zerozero

Eis que começou a época oficial do Futebol Clube do Porto. E começou da mesma forma que a anterior. Dito de forma a que todos me entendam; a época arranca com uma equipa azul e branca a dar tudo por tudo num jogo que terá ainda uma segunda parte para se disputar. Dizer-se que neste momento os comandados de Sérgio Conceição estão, tão-somente, a venceu ao intervalo não é exagero. Face a tal parece-me importante que se mantenham os pés bem assentes no chão. E acredito que Sérgio Conceição e plantel façam de tudo para que a realidade impere diante da natural euforia de muitos adeptos e simpatizantes dos Dragões que foram “brindados” com uma pré-temporada que roçou o ridículo no que ao futebol jogado diz respeito.

Agora existem dois pontos que me parecem pert5inentes.

O primeiro prende-se com a enorme carga física com que a equipa portista abordou esta partida. Por um lado não podemos, de forma alguma, acusar a dita de não ter dado tudo por tudo pela vitória, mas por outro é sempre um tremendo risco exigir-se tanto dos atletas. Especialmente se tivermos em linha de conta que o adversário, mesmo que inferior em termos teóricos e práticos como é o caso deste FK Krasnodar, pode ter a sorte de marcar um golo “sem saber ler, nem escrever” (como quase sucedeu hoje) e depois não há físico que chegue para dar volta a um mau resultado. Isto para não falar aqui, da possível, quebra física que acontece lá para os meados de Janeiro. Um “mal” que – espero – que esta temporada Sérgio Conceição consiga resolver (eu acredito que sim, mas vamos a ver).

O segundo ponto está relacionado, em grande parte, com a tremenda quantidade de falhanços diante da baliza – hoje – russa. Pode até ter sido circunstancial, mas quem cria tantas oportunidades de golo e na mas concretiza em golo +pode bem acabar mal. Especialmente se tiverem em linha de conta o que expus no parágrafo anterior. Apesar de tudo estamos ainda numa fase muito prematura da temporada, pelo que se compreende que ainda exista alguma falta de ritmo e de entrosamento, mas é sempre importante evitar-se o mas. Especialmente quando se tem de montar uma equipa com a época a dar o pontapé de saída.

De resto, não querendo adiantar muito mais porque ainda estamos na fase em que estamos, confesso que gostei do equilíbrio juventude/veterania do onze que Sérgio Conceição escolheu para este jogo. Agora vamos a ver se a Romário Baró (e outros como ele que estão no plantel) não lhe acontece o mesmo que o Diogo Leite… Há que ter em linha de conta que falamos de um jogador jovem que parece ser talentoso, pelo que terá de ter o seu espaço para evoluir e quem o auxilie neste processo… Factos que não me parecem ser os pontos fortes de Sérgio Conceição.

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publicado às 22:48


Já não basta a Síria?

por Pedro Silva, em 31.01.19

imagem crónica RS.jpg

Tal como receava, a Venezuela caminha a passos largos para ser a reedição do sucedido na América Latina nos, não muitos distantes, anos do século XX. A Guerra Fria foi propicia na proliferação de conflitos armados e no aparecimento de regimes ditatoriais que se apoiavam, de uma forma directa ou indirecta, na ideologia de cada uma das Grandes Potências que quase conduziram um Mundo bipolarizado à sua destruição. Passados estes anos todos o cenário repete-se quando tudo parecia fazer crer que as forças extremistas estavam, aos poucos, a perder força e em total descrédito na América Latina.

 

Com a ingerência dos Estados Unidos da América na questão venezuelana (ingerência esta que nada tem de humanitária e muito menos de democrática) seguida, mesmo que de forma algo tímida pela União Europeia, seguiu-se a esperada resposta do bloco Rússia/China que apoiam militar e financeiramente o regime de Nicólas Maduro. O normal dado que já todos sabemos – ou pelo menos já deveríamos saber – como se “joga” o xadrez da geopolítica.

 

Tudo isto é, a meu ver, uma situação desnecessária que , mais cedo do que tarde, irá culminar numa escalada de violência numa zona do globo onde a Paz foi recentemente alcançada. A Colômbia, país que faz fronteira com a Venezuela, viveu durante décadas um conflito armado violento e complexo com as Forças Revolucionárias. Tratou-se de um conflito que tinha questões sociais inerentes tal como o tráfico de droga onde os Estados Unidos da América intervieram, de forma directa e/ou indirecta, contribuindo, desta forma, para que este mesmo conflito se arrastasse no tempo com o pesado encargo que tal teve em Vidas Humanas (e não só).

 

Face a tal e ao que a história recente já nos mostrou, já não chega e basta a tremenda trapalhada que está a viver na Síria?

 

Por falar em trapalhadas…

 

Theresa May continua a sua demanda em busca do Santo Graal que conduza o Reino Unido ao tão desejado paraíso liberal onde os britânicos (ou será que são antes ingleses?) ditam o destino da ilha em que vivem.

 

Sinceramente não estava à espera de uma trapalhada tão grande como a que o Parlamento inglês criou recentemente. E logo tal oriundo de um local que até ao dia de ontem primava oela intransigência da parte do Partido Conservador porque não havia nenhuma alternativa viável ao acordo negociado com a União Europeia…

 

O que eu também não estava à espera era que no «Labour» um grupo Deputados colocasse Corbyn em xeque ao ameaçar com demissão caso o Reino Unido deixe a União Europeia sem acordo…

 

Já diz Obelix – famosa personagem da banda desenhada – que, passo a citar, “os romanos são loucos”. Meu caro Obelix, eu diria antes que loucos são os Bretões. A prova está à vista de todos!

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (30/01/2019)

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publicado às 17:36


A NATO e o «american idiot»

por Pedro Silva, em 18.07.18

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Começo por dizer que não sou grande entusiasta da Aliança Militar Transatlântica comumente conhecida entre nós por NATO. E não o sou porque desde a queda da União Soviética que tal organização tem servido, quase que exclusivamente, para afiançar e apoiar ataques unilaterais a Estado Soberanos ou para alimentar uma guerra fictícia com a Federação Russa- Guerra esta que acaba, invariavelmente, mal para os povos europeus.

 

Contudo, olhando para o passado histórico do Velho Continente e o papel decisivo que as duas intervenções militares dos Estados Unidos da América tiveram no desfecho das duas grandes guerras, sou forçado a admitir que a NATO é fundamental para a manutenção da Paz na Europa. Especialmente se tivermos em linha de conta que esta cooperação internacional obriga a que norte-americanos e europeus trabalhem em conjunto para a prossecução do grande objectivo que é a manutenção da Paz no Velho Continente. Dito de uma forma mais simplista; enquanto europeus e americanos andarem “entretidos” a movimentar as suas tropas em conjunto, os europeus não lutam entre si como já aconteceu no passado. Claro que tal não paga o que de mau a NATO e a que aqui fiz referência, mas a verdade é que a NATO tem sido u das maiores razões pela qual a Paz se mantem na Europa.

 

Obviamente que para uma personalidade como Donald Trump que, para todos os efeitos, é a personificação da expressa e conhecida vontade americana do quero, posso e mando tal forma de olhar para a NATO é errada. Claro que podemos sempre dizer que os esforços militares e financeiros dos parceiros europeus poderia, e deveria, ser maior mas temos de ter em consideração que nem todos os países europeus gozam da impunidade norte-americana que permite aos “States” endividar-se sem fim e “empurrar a dívida com a barriga”. E não deixa de ser caricato que a Administração Trump exige aos europeus o pagamento do esforço militar da NATO e esta seja, ao mesmo tempo, a maior devedora da ONU.

 

Termino com uma pequena, mas concreta, analise ao recente périplo europeu de Trump.

 

Estavam à espera de quê? Que Donald não fosse o habitual «american idiot» que é sempre que pode dar uma de Grande Líder Mundial? Especialmente quando falamos de eventos públicos onde o que não faltam são microfones e câmaras de televisão?

 

Efectivamente fica cada vez menos esperançado nos líderes da actual Europa. Para além de andarem mais tempo a lutar contra si mesmo e a promover, mesmo que involuntariamente, soluções e posições que os degastam interna e externamente, e ainda perdem tempo com as palhaçadas made in Trump? Pior! Ainda tentam que Donald Trump seja uma pessoa sensata e razoável?

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (17/007/2018)

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publicado às 20:47


Voltamos ao mesmo

por Pedro Silva, em 15.06.18

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imagem retirada de zerozero

 

Foi melhor o resultado do que a exibição. Não fosse o melhor Jogador do Mundo e alguma sorte à mistura e tenho as minhas sinceras e manifestas dúvidas de que a nossa equipa teria conseguido impor um empate a esta Espanha. Uma Espanha que, pasme-se, é a mesma de sempre. Daí não se perceber muito bem a forma algo ridícula como a linha defensiva lusa (e não só) actuou hoje.

 

Confesso que me enervei a ver a partida. Coisa rara, diga-se de passagem, dado que para mim o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes da Vida. E enervei-me porque após a nossa selecção se ter colocado em vantagem era óbvio (tão óbvio!) que não se podia entrar no jogo do dar bola e espaço à selecção de «Nuestros Hermanos». Especialmente se se tiver em linha de conta que esta mesma Espanha tem na sua natureza futebolística a posse de bola. E muito especialmente porque todos nós que temos um mínimo de conhecimento de futebol sabemos que Diego Costa é aquele tipo de avançado que sozinho consegue colocar em risco toda uma linha defensiva…

 

No plano das substituições Fernando Santos até que esteve bem. Falhou na preparação da equipa pelas razões que aqui evidenciei, mas acabou pro fazer a devida correcção a tempo. O empate a três bolas passou muito pelas entradas de João Mário e Ricardo Quaresma. Depois Cristiano Ronaldo fez o resto, mas sou da opinião que caso estes dois jogadores tivessem jogado de início a Espanha não teria conseguido fazer o que fez com tanta facilidade.

 

Em suma; voltamos ao mesmo. Ou seja, voltamos à fórmula do último Europeu que acabou com Portugal a sagra-se campeão. Pessoalmente não gosto desta coisa do apelo à sorte e a todos os Santinhos e mais alguns dado que prefiro que Portugal melhore a bem melhorar pois o adversário seguinte (Marrocos) está longe de ser uma equipa fácil, mas…

 

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. 3 golos (hat-trick num Mundial!). Um de Penálti, outro fruto de um tremendo “frango” de De Gea e um outro que foi um autêntico “míssil à CR7”. Impossível é não se atribuir o título de MVP deste jogo ao Melhor Jogador do Mundo!

 

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 88´, altura em que Cristiano Ronaldo marcou um golo do outro universo. Até aí a selecção espanhola sentia que tinha o jogo controlado, mas esta acusou o golo português e nos momentos finais até que poderia ter perdido o jogo se bem que este momento determinou, quase que em definitivo, o empate deste grande duelo ibérico.

 

Arbitragem:  Arbitragem algo irregular de Rocchi em Sochi. O árbitro italiano não vislumbrou uma carga de Diego Costa sobre Pepe, sendo que a ausência de participação do VAR também não ajudou. Antes, o juiz parece ter acertado no lance da grande penalidade sobre Cristiano Ronaldo. 

 

Positivo: As entradas de João Mário e Ricardo Quaresma. O excelente trabalho de Cristiano Ronaldo teve estes dois “alicerces” de peso que possibilitaram o empate que mantêm Portugal na corrida para o apuramento para a fase seguinte do Mundial.

 

Negativo: A linha defensiva portuguesa. Mau. Muito mau para uma equipa que diz quere4r ser candidata à vitória final no Mundial. Melhor preparação exige-se já para o jogo seguinte que será diante de uma equipa que tem muita qualidade e uma vontade imensa de dar tudo por tudo.

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publicado às 22:19


Atirando lenha para a fogueira

por Pedro Silva, em 19.03.18

imagem crónica RS.jpg 

Nunca me pareceu que um possível regresso ao clima de Guerra Fria possa beneficiar a Europa. Especialmente nos tempos que correm em que do outro lado do atlântico temos uma personagem a liderar os Estados Unidos da América que já mostrou, por mais do que uma vez, que não fará da Europa o seu aliado mas sim o seu inimigo mortal numa espécie de guerra comercial que tem de combatida e vencida pelos norte-americanos a todo o custo. Para mais a União Europeia atravessa aquele que pode (já) ser considerado o pior período da União, fruto de uma política cega de austeridade que culminou numa vaga imensa de populismo em muitos dos países da União que tem agora de lidar com uma tremenda barafunda interna no que à formação dos seus Governos diz respeito.

 

É no cenário descrito no parágrafo anterior que surge o ataque britânico de Theresa May à Rússia de Putin. Um tremendo “tiro no pé” por parte de uma governante que já percebeu que a história do Brexit vai correr mal. E vai-lhe correr mal porque não se pode querer sair da União e continuar dentro desta. Daí a necessidade que a Sra. Primeira-ministra britânica tem de criar aquilo que me apetece apelidar de fait divers para totós.

 

Mas atenção. Antes que surjam por cá as interpretações à diagonal das virgens púdicas do costume, eu até que concordo que a Rússia de Putin tenha de ser confrontada e até mesmo pressionada em certos dossiers. Mas tal não deve ser feito da forma que May e o seu Executivo pretendem fazer. Isto de se atirar alegações e acusações para o ar na esperança de ver “quem está comigo” já não funciona. É uma técnica que teve um ponto final após o bluff que levou à invasão unilateral do Iraque há uns anos atrás por parte de ingleses e norte-americanos. Para mais Theresa May bem que pode “esperar sentada” pelo apoio da América de Trump nesta sua demanda contra a Rússia.

 

O que May fez ao lançar a ofensiva na Guerra Fria que está a travar com Putin foi, tão simplesmente, consolidar ainda mais o poder de Vladimir na Rússia e demonstrar, mais uma vez, que não tem a mi9nima capacidade de manter a ordem no seu país. País que continua exposto a ataques terroristas que se realizam com uma facilidade tal que assusta o mais descansado cidadão. Já a Rússia fica mesmo muito preocupada com o anunciado boicote diplomático inglês ao Mundial de futebol que se vai realizar no próximo Verão.

 

Não é a atirar lenha para a fogueira que se apaga o fogo Theresa. Primeiro que tudo há que ver quem está disposto a alinhar na Guerra Fria contra um país que está, aos poucos, a tomar a posição de líder mundial (com a China à espreita). E não Theresa, não é por amares a barracada com a Rússia em torno de um assunto sério que todos nós, europeus e britânicos, nos vamos esquecer da trapalhada que está ser a tua negociação do Brexit.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra

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publicado às 21:30


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