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Voltamos ao mesmo

por Pedro Silva, em 15.06.18

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imagem retirada de zerozero

 

Foi melhor o resultado do que a exibição. Não fosse o melhor Jogador do Mundo e alguma sorte à mistura e tenho as minhas sinceras e manifestas dúvidas de que a nossa equipa teria conseguido impor um empate a esta Espanha. Uma Espanha que, pasme-se, é a mesma de sempre. Daí não se perceber muito bem a forma algo ridícula como a linha defensiva lusa (e não só) actuou hoje.

 

Confesso que me enervei a ver a partida. Coisa rara, diga-se de passagem, dado que para mim o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes da Vida. E enervei-me porque após a nossa selecção se ter colocado em vantagem era óbvio (tão óbvio!) que não se podia entrar no jogo do dar bola e espaço à selecção de «Nuestros Hermanos». Especialmente se se tiver em linha de conta que esta mesma Espanha tem na sua natureza futebolística a posse de bola. E muito especialmente porque todos nós que temos um mínimo de conhecimento de futebol sabemos que Diego Costa é aquele tipo de avançado que sozinho consegue colocar em risco toda uma linha defensiva…

 

No plano das substituições Fernando Santos até que esteve bem. Falhou na preparação da equipa pelas razões que aqui evidenciei, mas acabou pro fazer a devida correcção a tempo. O empate a três bolas passou muito pelas entradas de João Mário e Ricardo Quaresma. Depois Cristiano Ronaldo fez o resto, mas sou da opinião que caso estes dois jogadores tivessem jogado de início a Espanha não teria conseguido fazer o que fez com tanta facilidade.

 

Em suma; voltamos ao mesmo. Ou seja, voltamos à fórmula do último Europeu que acabou com Portugal a sagra-se campeão. Pessoalmente não gosto desta coisa do apelo à sorte e a todos os Santinhos e mais alguns dado que prefiro que Portugal melhore a bem melhorar pois o adversário seguinte (Marrocos) está longe de ser uma equipa fácil, mas…

 

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. 3 golos (hat-trick num Mundial!). Um de Penálti, outro fruto de um tremendo “frango” de De Gea e um outro que foi um autêntico “míssil à CR7”. Impossível é não se atribuir o título de MVP deste jogo ao Melhor Jogador do Mundo!

 

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 88´, altura em que Cristiano Ronaldo marcou um golo do outro universo. Até aí a selecção espanhola sentia que tinha o jogo controlado, mas esta acusou o golo português e nos momentos finais até que poderia ter perdido o jogo se bem que este momento determinou, quase que em definitivo, o empate deste grande duelo ibérico.

 

Arbitragem:  Arbitragem algo irregular de Rocchi em Sochi. O árbitro italiano não vislumbrou uma carga de Diego Costa sobre Pepe, sendo que a ausência de participação do VAR também não ajudou. Antes, o juiz parece ter acertado no lance da grande penalidade sobre Cristiano Ronaldo. 

 

Positivo: As entradas de João Mário e Ricardo Quaresma. O excelente trabalho de Cristiano Ronaldo teve estes dois “alicerces” de peso que possibilitaram o empate que mantêm Portugal na corrida para o apuramento para a fase seguinte do Mundial.

 

Negativo: A linha defensiva portuguesa. Mau. Muito mau para uma equipa que diz quere4r ser candidata à vitória final no Mundial. Melhor preparação exige-se já para o jogo seguinte que será diante de uma equipa que tem muita qualidade e uma vontade imensa de dar tudo por tudo.

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publicado às 22:19


Atirando lenha para a fogueira

por Pedro Silva, em 19.03.18

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Nunca me pareceu que um possível regresso ao clima de Guerra Fria possa beneficiar a Europa. Especialmente nos tempos que correm em que do outro lado do atlântico temos uma personagem a liderar os Estados Unidos da América que já mostrou, por mais do que uma vez, que não fará da Europa o seu aliado mas sim o seu inimigo mortal numa espécie de guerra comercial que tem de combatida e vencida pelos norte-americanos a todo o custo. Para mais a União Europeia atravessa aquele que pode (já) ser considerado o pior período da União, fruto de uma política cega de austeridade que culminou numa vaga imensa de populismo em muitos dos países da União que tem agora de lidar com uma tremenda barafunda interna no que à formação dos seus Governos diz respeito.

 

É no cenário descrito no parágrafo anterior que surge o ataque britânico de Theresa May à Rússia de Putin. Um tremendo “tiro no pé” por parte de uma governante que já percebeu que a história do Brexit vai correr mal. E vai-lhe correr mal porque não se pode querer sair da União e continuar dentro desta. Daí a necessidade que a Sra. Primeira-ministra britânica tem de criar aquilo que me apetece apelidar de fait divers para totós.

 

Mas atenção. Antes que surjam por cá as interpretações à diagonal das virgens púdicas do costume, eu até que concordo que a Rússia de Putin tenha de ser confrontada e até mesmo pressionada em certos dossiers. Mas tal não deve ser feito da forma que May e o seu Executivo pretendem fazer. Isto de se atirar alegações e acusações para o ar na esperança de ver “quem está comigo” já não funciona. É uma técnica que teve um ponto final após o bluff que levou à invasão unilateral do Iraque há uns anos atrás por parte de ingleses e norte-americanos. Para mais Theresa May bem que pode “esperar sentada” pelo apoio da América de Trump nesta sua demanda contra a Rússia.

 

O que May fez ao lançar a ofensiva na Guerra Fria que está a travar com Putin foi, tão simplesmente, consolidar ainda mais o poder de Vladimir na Rússia e demonstrar, mais uma vez, que não tem a mi9nima capacidade de manter a ordem no seu país. País que continua exposto a ataques terroristas que se realizam com uma facilidade tal que assusta o mais descansado cidadão. Já a Rússia fica mesmo muito preocupada com o anunciado boicote diplomático inglês ao Mundial de futebol que se vai realizar no próximo Verão.

 

Não é a atirar lenha para a fogueira que se apaga o fogo Theresa. Primeiro que tudo há que ver quem está disposto a alinhar na Guerra Fria contra um país que está, aos poucos, a tomar a posição de líder mundial (com a China à espreita). E não Theresa, não é por amares a barracada com a Rússia em torno de um assunto sério que todos nós, europeus e britânicos, nos vamos esquecer da trapalhada que está ser a tua negociação do Brexit.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra

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publicado às 21:30


Assobiar para o lado

por Pedro Silva, em 11.12.17

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Confesso que podia seguir a onda mediática e opinar sobre as recentes “trumpalhadas”, mas não o vou fazer. E não o vou fazer porque não pretendo, de forma alguma, entrar no jogo de Trump, jogo este que consiste, tão simplesmente, no desvio das atenções do essencial.

 

E o que é essencial neste momento na política interna dos Estados Unidos da América? A resposta é simples: investigação às alegadas intromissões russas na eleição de Donandl Trump. Tal explica, e muito, a recente balbúrdia que Trump patrocinou no Médio Oriente. E confesso que me custa muito aceitar esta teoria de que Vladimir Putin tem muito a ganhar com Donald Trump no poder. E custa-me aceitar tal porque é um facto que a crassa maioria dos norte-americanos se identifica com Donald Trump e apoia todas as suas maluqueiras. Mas vamos deixar este assunto para outras núpcias. Concentremo-nos em algo que, a meu ver, é fundamental e que tem sido alvo de pouca ou nenhuma discussão no seio da nossa sociedade.

 

Pode parecer paradoxal, mas nos tempos modernos em que vivemos ainda há violência no futebol português. Violência protagonizada pelos adeptos que tem tido como alvo preferencial as equipas de arbitragem.

 

Tal não se deve, na sua totalidade, a uma questão de cultura. E muito menos podemos dizer que os principais responsáveis são os agentes do nosso futebol. Quem tem a fatia maior do bolo da responsabilidade é o nosso Governo que tem a obrigação de manter a Paz Social no desporto mas não o faz atribuindo as responsabilidades aos Clubes como estes fossem os coordenadores das Forças da Ordem (Policia) e os Legisladores por excelência.

 

Questiono vezes sem conta para que serve o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ). Tal Instituto existe para organizar eventos onde os membros deste (ou de qualquer outro) Governo marcam presença para “ficar bem na fotografia”?

 

No site do IPDJ podemos ler que uma das suas “missões” é a da “preservação da ética no desporto”. Se é mesmo assim, então onde esteve (ou estará) o IPDJ no sucedido em Coimbra e Aveiro há coisa de duas semanas (salvo erro)? Que se propõe o IPDJ a fazer na questão das claques ilegais do Sport Lisboa e Benfica? Que tem o IPDJ a dizer (ou a propor fazer) relativamente à problemática dos “casuals” (Hooligans) que esta época desportiva tem espalhado pós e após os jogos do SL Benfica?

 

A ideia que os sucessivos Governos e o IPDJ passam é que no mundo do futebol vale tudo. E o problema é que esta ideia vai continuar a vingar e fazer jurisprudência até ao dia em que no nosso futebol sê dê uma tragédia com as mesmas proporções das de Pedrógão Grande. É que ao que parece duas mortes nos estádios de futebol, uma quantidade assinalável de feridos e um punhado de agressões a diversos agentes desportivos (especialmente a equipas de arbitragem) não serão - ainda - suficientes para que quem nos governa assobie para o lado.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (11/12/2017)

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publicado às 12:00

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imagem retirada de zerozero

 

Quem viu esta partida diante da Suíça (como eu) com toda a certeza que fica feliz pelo apuramento directo para o Mundial de futebol que se vai realizar no próximo ano na Rússia, mas há que ser sincero e dizer que esta vitória lusa diante de uma equipa helvética muito competitiva ficou a dever-se a um “pequeno grande milagre” da parte de “Todos os Santinhos e mais alguns”. Especialmente se tivermos em linha de conta a péssima primeira parte que Portugal realizou. Até parecia que os nossos jogadores não sabiam fazer outra coisa senão cruzar bolas para as mãos do guarda-redes suíço. Por acaso até que foi num deste cruzamentos à sorte que o defesa suíço Johan Djorou meteu a bola na sua própria baliza após uma carambola com Sommer (um excelente GR, diga-se de passagem). Confesso que fiquei com a sensação de que Sommer deveria ter abordado o lance de outra forma (os melhores também erram), mas os “Santinhos” estiveram do lado de Portugal neste lance. E ainda bem que assim o foi, pois este golo português abalou a equipa suíça e permitiu a Portugal apresentar um futebol muito melhor na segunda parte.

 

Futebol é isto mesmo. Por vezes lá surge aquilo que muitos apelidam de “estrelinha de campeão” e se ganha um jogo complicado. Portugal, actual campeão europeu de selecções – teve hoje direito a esta ”estrelinha” e lá levou de vencida uma Suíça que se preparava para fazer o mesmo que fez aquando do primeiro jogo com Portugal na fase de qualificação para i Mundial (fase esta que acabou de terminar).

 

É um facto, a Suíça não mereceu – de todo – perder no Estádio da Luz e confesso que se Portugal for jogar assim para o Mundial as coisas podem não correr lá muito bem. A ver vamos, mas nada justifica a imensa euforia de certos adeptos e comentadores que estão a fazer de Fernando Santos uma espécie de “super-hiper-mega” Treinador. O Homem nem no onze inicial e substituições acertou. Então hoje que era necessário um médio recuperador de bolas que ajudasse William Carvalho a organizar o jogo ofensivo de Portugal, Danilo fica no banco e só entra nos minutos finais para segurar a vitória? E porque não ter-se apostado na velocidade de Gélson e na técnica/experiência de Quaresma diante de uma Suíça que não precisava senão de um empate para se qualificar directamente para o Mundial?

 

Mas lá está, hoje os “Santinhos todos” estiveram com as nossas cores e lá se conseguiu um apuramento que (salvo erro da minha parte) terá sido dos mais difíceis da história da nossa Selecção. Agora vamos aguardar pelo que vai acontecer até Maio de 2018. Que não surjam lesões graves e que os jogadores chave do unido grupo de Fernando Santos estejam em boa forma quando a bola começar a rolar nas terras russas. Até lá, façam o favor de não alimentar ilusões estúpidas.

 

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem avançado terá sido o “menos mau” de um grupo de jogadores que hoje estava muito desinspirado e demasiado nervoso. André Silva foi o marcador do golo que “carimbou em definitivo o passaporte” de Portugal para a Rússia, e tal acaba por ser um feito histórico dado que o “miúdo” marcou golos a todos os adversários de Portugal na fase de qualificação.

 
Chave do Jogo: Surgiu no minuto 41´, altura em que o defesa suíço Johan Djorou introduziu a bola na baliza da sua equipa. A partir deste momento a Suíça perdeu o controlo do jogo e permitiu que Portugal vencesse a partida com relativa tranquilidade.

 

Arbitragem: Dois lances muito duvidosos de análise de Cünet Çakir. Aos 37 minutos, o árbitro turco deixou passar em claro uma mão na bola de Ricardo Rodríguez, após remate de Cristiano Ronaldo, e, aos 52, não admoestou Lichtsteiner na sequência de um pisão do lateral suíço em André Silva. Má arbitragem que, felizmente, não teve influência no resultado final.


Positivo: Apuramento. No final de contas o que se pode realçar pela positiva é, tão-somente, o apuramento directo de Portugal para o Mundial. Tal é um feito tendo em consideração o forte (e justificado) mano a mano com os suíços.

 

Negativo: Mediatismos. O que raio me interessa a mim, enquanto amante do futebol, que a cantora norte-americana Madonna tenha estado a ver o jogo no Estádio da Luz? Somente a velha parolice portuguesa (RTP) pode ver em tal motivo de tanto destaque.

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publicado às 23:55


Mais problemas que soluções

por Pedro Silva, em 07.10.17

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imagem retirada de zerozero

 

Se há ilação que podemos – e devemos – retirar da vitória portuguesa em Andorra é que existem mais problemas do que soluções sempre que a nossa selecção tem de defrontar uma equipa que seja um pouco “fora do normal”. Isto porque a primeira parte da nossa selecção foi constrangedora e, sobretudo, preocupante. E tal sucedeu muito por culpa de Fernando Santos.

 

Obviamente que haverá quem vá olhar para o resultado final de 2 a 0 a favor de Portugal e dizer que tudo acabou bem e o resto é paisagem, mas convêm ter em linha de conta que até ao momento os suíços não perderam um único jogo da fase de qualificação para o Mundial da Rússia. Acrescente-se que estes dependem, única e exclusivamente, só deles para o apuramento directo. Dito de outra forma, se Fernando Santos e equipa não tiverem retirado as devidas e necessárias ilações desta partida de Andorra, bastará à Suíça forçar um empate na próxima terça-feira em Lisboa e esta apura-se directamente para o Mundial. Um sério aviso para Portugal dado que os helvéticos defendem bem melhor do que os andorrenhos.

 

Obviamente que na próxima terça não se vai colocar o problema das reduzidas dimensões do campo e do – naturalmente – irregular piso sintético. Mas sabendo de tal, quem mandou a Fernando Santos apostar num onze de “velocistas” e tecnicistas? Ricardo Quaresma e Gelson Martins nas alas atacantes de Portugal são sinónimo de velocidade e muita técnica, mas isto num campo pequenino e irregular como o de Andorra vale zero. Foi muito por isto que na primeira parte a nossa equipa não fez nada mais senão ir trocando a bola de lado para a lado num ritmo que alternou entre o devagar, devagarinho. Escusado será dizer que o defesa Nélson Semedo sofreu do mesmo mal dos seus colegas de ataque não obstante este ter-se esforçado.

 

No meio campo luso ficou por perceber a aposta em Danilo Pereira… Andorra foi uma selecção que nos jogos que realizou até ao momento tinha apresentado (alguma) ideia atacante que justificasse a aposta num médio cuja especialidade não é a organização de jogo mas sim a recuperação de bola?

 

Felizmente temos ao nosso dispor o Melhor Jogador do Mundo, e foi mioto por causa dele que a Equipa de Todos Nós saiu de Andorra com os três pontos na bagagem. Agora faço sinceros votos de que para além dos 3 pontos a nossa equipa tenha também trazido a evidência de que contra a Suíça vai ser preciso fazer muito mais do que aquilo que vimos hoje.

 

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. O melhor Jogador do Mundo entrou somente na segunda parte do jogo, mas foi ele o “catalisador” que despertou a equipa lusa e a conduziu à vitória num campo tremendamente difícil pelas suas dimensões e piso irregular.

 
Chave do Jogo: Apareceu no início da segunda parte da partida. A entrada de Cristiano Ronaldo em campo foi, sem sombra de qualquer dúvida, o factor que fez com que a vitória pendesse para Portugal.

 

Arbitragem: Trabalho positivo este que o Sr. Miroslav Zelinka e restante equipa levaram a cabo. Nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem.


Positivo: Emigrantes portugueses. Mais parecia que Portugal estava a jogar em casa, tal era o entusiástico e tremendo apoio da comunidade portuguesa residente em Andorra. Parabéns emigrantes!

 

Negativo: João Mário. João Mário não acertou uma durante todo o tempo que esteve em campo. Lento e previsível em todos os aspectos. Os ares de Itália parecem estar a fazer mal ao talentoso médio.

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publicado às 23:55



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