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Banco público com tiques de privado

por Pedro Silva, em 05.02.18

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Antes de mais queria somente deixar uma pequena nota prévia para que se evitem as habituais dificuldades de interpretação que fazem com que quem me lê procure desviar para questões que em nada tem a ver com o exposto. Que fique desde já devidamente esclarecido que não sou acionista da Caixa Geral de Depósitos (CGD). O que não invalida que não possa ter uma opinião sobre o actual estado de coisas tendo por base o recente rumo que a referida instituição bancária resolveu seguir. Esclarecimento feito. Vamos então ao que interessa.

 

A actual administração da CGD tem procurado tomar um conjunto de medidas que, segundo esta mesma Administração, tem como principal e único objectivo o cumprimento do programa de assistência financeira de Bruxelas. As medidas, impopulares diga-se desde já, tem passado essencialmente pelo lado da clientela. Falamos, portanto, de aumento nas comissões bancárias, fecho de balcões, cobrança de serviços prestados no balcão, etc.

 

Ora quem olha para tais medidas e para as que a Administração da CGD diz querer tomar num futuro próximo relativamente aos sues trabalhadores, a ideia que se fica é a de que hoje em dia temos um Banco Público com tiques de privado. Pode até parecer estanho aquilo que escrevi, mas a verdade é que hoje em dia a Caixa Geral de Depósitos comporta-se exactamente da mesma forma que os Bancos privados. Especialmente na forma como pretende recuperar a sua saúde financeira, forma esta que é o manual seguido pela banca privada quando se encontra na mesma situação.

 

Ora face a isto e à forma como tudo se tem processado e parece que se processará no futuro, fica a pergunta: vale mesmo a pena a Caixa Geral de Depósitos continuar a ser um Banco do Estado?

 

Se a resposta for afirmativa, então o Estado português tem a cabal obrigação de intervir e não de fazer de conta que não é nada com ele. Se a ideia é a de que a CGD é um Banco público, então António Costa, actual Primeiro-Ministro de Portugal, não pode de forma alguma dizer publicamente que o Estado não interfere nas decisões do Conselho de Administração do dito Banco. Se é para se seguir esta postura, então que a CGD deixe - em definitivo - de ser um problema do exclusivo do Estado para passar a ser um problema exclusivo de quem resolver adquirir as suas acções.

 

Espanha com tiques franquistas?

 

Entretanto na nossa vizinha Espanha prossegue a dramática problemática da Catalunha.

 

Agora temos Mariano Rajoy e a sua equipa ministerial a teimar não aceitar o resultado das eleições gerais que decorreram na Catalunha no passado mês de Dezembro.

 

Que eu saiba um país dito democrático aceita os resultados eleitorais quer os candidatos sejam ou não do agrado de quem está no poder. Fica mal a Rajoy e à sua equipa de ditadores seguir uma postura semelhante à dos tempos idos do sanguinário assassino General Franco.

 

A questão de que os candidatos à presidência da região catalã se encontram presos ou exilados no estrangeiro deveria ter sido colocada e devidamente analisada por quem de direito aquando da convocação do acto eleitoral. Fazer tal depois de se saber o resultado das eleições e de que a candidata do agrado de Madrid não conseguiu reunir os devidos apoios para formar governo é um tique que remete a Espanha para uma altura da qual a maioria da sua população não se orgulha.

 

Por perceber fica, também, o silêncio de toda a Comunidade Internacional.

 

Já da parte de sua Majestade, Filipe VI, o Rei de Espanha, ficamos todos a saber que se deve cumprir sempre a Constituição. Mesmo que esta force Sua Majestade a abdicar do trono e a ter de se exilar num país estrangeiro.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (05/02/2018)

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publicado às 21:30


Manchar a política

por Pedro Silva, em 28.08.17

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O problema da política dos nossos tempos reside, essencialmente, no facto de determinadas personagens insistirem em servir-se da dita para serem notícia. E não o são pelos melhores motivos. Pedro Passos Coelho e Assunção Cristas têm sido o exemplo recente e mais evidente de tal nosso pequeno país, mas lá por fora também há quem faça este triste papel. Mariano Rajoy é, somente, o exemplo mais recente do sujo aproveitamento da política para se fazer notar dos demais.

 

Confesso que não sou apoiante da causa catalã. E não o sou porque no meu entender a Catalunha enquanto país soberano não se cinge a uma determinada zona da cidade de Barcelona. E muito menos tal se resume a uma certa cidade da região administrativa espanhola que dá pelo nome de Catalunha. Mas daí até se aproveitar um cobarde e desprezível ataque terrorista levado a cabo gente que se está a marimbar para a Catalunha para um combate político vai uma enorme distância. E esta enorme distância tem um nome: sensatez.

 

Mas sensatez é algo que – claramente - Mariano Rajoy já demonstrou no passado não ter senão este não se teria recandidatado após ser do conhecimento público o envolvimento deste no caso de corrupção que recentemente abalou o seu partido. E todos sabemos a forma pouco ortodoxa como este conseguiu formar o seu actual Governo dado que não foi assim há muito tempo o famoso golpe palaciano no PSOE que permite a Rajoy governar. Agora o que este escusava era de ter descido tão baixo. Isto porque falamos de um triste acontecimento que feriu e matou pessoas das mais variadas nacionalidades. E a culpa (a ser possível determinar-se tal) é de toda a Espanha e não somente de uma sua região administrativa.

 

Não estou com tudo o que escrevi até agora a desculpabilizar, ou até mesmo a defender, a actuação do actual líder da região Administrativa da Catalunha no que a uma possível independência da dita diz respeito. Muito pelo contrário! Eu até que tenho sido um dos fortes críticos da sua actuação dado que me parece que Carlos Puigdemont padece do mesmo mal que o seu colega de protagonismo Mariano Rajoy. Isto porque, repito, o acto terrorista em Barcelona e a forma como este se desenrolou é culpa de todos e não somente deste ou daquele, mas é-me de todo impossível não criticar a forma vergonhosa como o actual Primeiro-ministro de Espanha se serve de uma tragédia para se auto promover.

 

Meus Srs. e minhas Sras. que fazem da política a sua profissão, vamos parar de manchar a política?

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (28/08/2017)

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publicado às 21:30


Normalidade na anormalidade

por Pedro Silva, em 26.10.15

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1 - Tal como tinha aqui dito, por mais do que uma vez, a Esquerda Portuguesa entendeu-se na perfeição e temos agora um Partido Socialista (PS) pronto para governar com o apoio parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) e Coligação Democrática Unitária CDU - entenda-se aqui PCP e Verdes - restando somente saber os termos do acordo que será assinado muito em breve por PS, BE e CDU.

 

É, portanto, facto consumado que a Esquerda Portuguesa apresentou a Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa (PR) uma solução de Governo que oferece mais garantias de estabilidade a médio e longo prazo do que a solução de Governo que a Coligação de Direita Portugal à Frente (PàF) - entenda-se aqui PSD e CDS -, dito de outra forma temos que uma Coligação de Esquerda (PS/BE/CDU) apresentou ao Sr. Presidente da República planos de um Governo para os 4 anos de uma Legislatura e a Coligação de Direita apresentou à mesma entidades uma solução de Governo para durar 1 ano, 1 ano e meio no máximo.

 

2 - Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa, tinha perfeita consciência do que acabei de descrever no ponto anterior pois ouviu todos os Partidos com assento parlamentar antes de nomear Pedro Passos Coelho, Líder da PàF, Primeiro-ministro de Portugal (PM). E neste ponto estamos todos de acordo em como não ocorreu nenhuma anormalidade pois é perfeitamente legítimo ao PR indigitar para PM o Líder do Partido mais votado nas últimas eleições. Para mais tal possibilidade está prevista na Constituição da República Portuguesa (CRP).

 

Agora o que o PR não pode é dar a entender aos Portugueses que só irá aceitar nomear o Primeiro-ministro que seja do seu agrado. Por muito que Cavaco Silva não goste este não tem o direito e legitimidade legal para apelar à revolta dentro do PS e muitos menos este tem poderes para proibir o BE e a CDU de participarem num Governo de Esquerda. Cavaco tem a obrigação de defender, respeitar e aplicar todos os preceitos constitucionais da nossa CRP.

 

Ora isto para reiterar mais uma vez aquilo que já tenho aqui dito: a solução mais lógica para a actual crise política reside na criação de um Governo de Esquerda liderado pelo PS apoiado pelo BE e CDU. Não há grande volta a dar até porque o “raspanete” que Cavaco Silva deu aos Partidos de Esquerda (PS, BE e CDU) no seu último discurso vai ter o efeito contrário do pretendido por este. Ou seja; se no PS existiam vozes contra uma Coligação com o BE e CDU estas vão deixar de existir e o mesmo irá suceder no BE e CDU que tudo irão fazer para que o já aqui falado acordo seja firmado o mais rapidamente possível.

 

Para os mais distraídos fica aqui uma pequena ressalva; a PàF será Governo por 10 dias porque este é o prazo legal que esta tem para apresentar o seu Governo e Programa à Assembleia da República (AR) após o seu Líder ter sido indigitado como Primeiro-ministro pelo Presidente da República. E é certo e sabido que a Coligação de Esquerda vai apresentar várias moções de rejeição do Governo PàF, moções que serão aprovadas dado que a Coligação de Esquerda tem a maioria absoluta na AR (a título de exemplo veja-se “tareia” que a Coligação de Direita levou na eleição de Ferros Rodrigues como Presidente da Assembleia da República).

 

E já que falamos aqui da eleição de Ferro Rodrigues gostaria somente de dizer que não sou grande apoiante de Ferro, nunca vi neste um político com grandes capacidades mas sim mais um produto do aparelho do Partido, contudo acho que é extremamente difícil alguém fazer pior do que o que fez Assunção Esteves. E digo isto sem rodeios pois Assunção esteves nunca esteve à altura do cargo que desempenhou ao longo dos últimos 4 anos e inclusive foram demasiadas as polémicas que esta protagonizou na AR.

 

3 - Chegados aqui há que perceber porquê razão isto está como está.

 

O argumento que tem sido veiculado e repetido até à exaustão pela Direita e Comunicação Social a ela afecta é de que a Esquerda é irresponsável e que não estão a ser respeitadas as expectativas dos eleitores que participaram no último acto eleitoral. Duas enormes falácias que não se tornarão verdade mesmo que repetidas muitas vezes.

 

Isto porque irresponsável foi a Direita que nos últimos 4 anos de governação desrespeitou, insultou e tentou (e tenta) instrumentalizar a Oposição. Não houve um único Diploma Legislativo da Oposição que não tivesse sido chumbado por toda a Direita que estava em maioria absoluta na última legislatura. Não houve nunca diálogo com as forças da Oposição e quando havia algo de parecido com isto era para a Direita se apoiar no PS em questões sensíveis onde esta não queria ficar “mal na fotografia”. E já diz o Povo que “quem semeia ventos, colhe tempestades”…

 

E já que falamos de irresponsáveis, irresponsável tem sido também o Partido Popular Europeu (PPE), Partido que congrega todos os Partidos Europeus de Direita porque Portugal está longe de se parecer em momento algum com a Grécia. Isto porque Portugal não está sob um terceiro resgaste imposto pelo PPE e patrocinado pela Nova Democracia, Partido da Direita Grega que enquanto esteve no Poder em Atenas agravou, e de que maneira, a débil situação económico-financeira da Grécia. O medo da mudança e de que lhe retirem o cadeirão não dá o direito aos elementos do PPE de dizer disparates e barbaridades sem nexo e sentido algum. E já agora no que à questão do “extremismo” diz respeito eu gostava que o Sr. Presidente do PPE me expliquem como é que tolera a presença do “Ditador” Viktor Orbán (palavras de Jean-Claude Juncker) no seu Partido.

 

Já relativamente à questão das expectativas do eleitorado há que dizer que a Direita Portuguesa pensa que somos todos burros. Em parte até que tem a sua razão porque, como já aqui o disse, em Portugal há muita falta de cultura democrática dado que muita gente vota não nos programas dos Partidos mas sim no seu Clube e depois vêm para a Redes Sociais dizer os mesmos disparates que a Direita tem dito nos últimos tempos.

 

Podem dar as piruetas que quiserem dar mas durante a Campanha Eleitoral António Costa (Líder do PS), Catarina Martins (Líder do BE) e Jerónimo de Sousa (Líder da CDU) sempre disseram, e por mais do que uma vez, que não apoiariam de forma alguma um Governo PàF e que tudo fariam para que este não conseguisse formar Governo. Inclusive Catarina Martins disse publicamente, e também por mais do que uma vez, que o BE estava disponível para criar uma Coligação com o PS. Ora mesmo sabendo de tudo isto o Povo Português foi às urnas e não deu maioria absoluta à PàF.

 

Agora expliquem-me como é que perante tal cenário houve, até à data, algum desrespeito das expectativas do eleitorado por parte de PS, BE e CDU.

 

4 - Por último gostaria de deixar aqui uma breve nota sobre o que se está passar em Angola com o activista  Luaty Beirão.

 

Não vou, nem quero, comentar processos judiciais em curso porque neste tipo de situações só sabemos uma parte da história e não a versão completa da mesma, contudo sei muito bem como funciona a oligarquia Angolana e a forma como esta trata quem está contra ela pelo que entendo, embora não apoie, quem se encontra do lado da luta de Luaty.

 

Agora não posso deixar de fazer notar que todo a pressão que anónimos, Amnistia Internacional e BE têm estado a fazer sobre Portugal para que se faça algo a nível diplomático é um esforço inglório. Isto porque é bom recordar que Rui Machete, Ministro dos Negócios Estrangeiros, já cometeu a proeza de dirigir um pedido de desculpas público a Angola na altura em que altos dirigentes Angolanos estavam a ser investigados por suposta lavagem de dinheiro. E acho que nem vale a pena relembrar a figura ridícula que Portugal fez aquando da entrada da Guine Equatorial na CPLP, entrada esta patrocinada e imposta por Angola e Brasil.

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 19:25

A frase que lemos em cima é da autoria da autora do Blog araparigadoautocarro. Esta pertinente e importantíssima observação da nossa amiga foi escrita como comentário a este texto que escrevi sobre as eleições Gregas.

 

Aproveitando a deixa vou aqui tecer algumas considerações sobre o que tem sido dito e escrito nos últimos tempos sobre o novo Governo Grego.

 

1 – É uma vergonha a forma como o Primeiro-ministro de Portugal reagiu, e reage, ao novo Governo Grego. Ideologias à parte o respeito entre os Chefes de Estado é algo que se deve manter a todo o custo numa Europa unida como é o caso da União Europeia da qual Portugal faz parte. Mas isto vindo de um Chefe de um Governo que não sabe governar sem provocar conflitos e destruir não é de admirar. O que me admira é a nossa Comunicação Social e seus Comentadores terem quase que passado ao lado deste pormenor. Tais “seres” são sempre muito ávidos na crítica à oposição e tem feito o possível e o impossível para ridicularizar o Executivos de Alexis Tsipras, mas quando é para demonstrar à Opinião Pública o tipo de gente que nos governa remetem-se ao politicamente correcto;

 

2 – Patética é também a posição de Passos Coelho sob a possibilidade da Grécia vir a renegociar a sua dívida. Isto porque renegociar a dívida não é sinónimo de perdão mas sim de se encontrar formas de a pagar sem ter de destruir o País. Para mais a dívida pública Portuguesa não tem parado de aumentar desde que o programa da Troika começou a ser aplicado no nosso País, e como tal não me admira que mais cedo ou mais tarde sejamos nós a pedir uma renegociação da dívida;

 

3 - A Austeridade é uma estratégia que já deu provas mais do que suficientes de que não funciona na Grécia e em outros Países na mesma situação. É inconcebível que um Estado não possa garantir aos seus Cidadãos acesso ao Serviço Nacional de Saúde (na Grécia quem estiver desempregado por mais de 6 meses perde o acesso ao SNS), assim como não se percebe porquê razão o Estado não pode proteger os seus Cidadãos da pobreza em nome do cumprimentos de défices irracionais e de dívidas sem fim. Nem o modelo Norte-americano funciona desta forma tão radical. Criar pobres é o mesmo que jogar na roleta russa;

 

 4 – Só quem tiver umas palas muito grandes e serradura no lugar de miolos não percebe o porquê da aproximação dos Gregos aos Russos. Os Gregos estão fartos de viver sob o comando de uma Europa que os tem massacrado a todos os níveis e que os apelida de corruptos, preguiçosos e outras coisas do género. Como tal é perfeitamente natural que estes busquem alternativas que os ajudem a sair do pesadelo que a Europa criou. Se a ajuda estiver do lado Russo qual o mal? Se a Europa liderada pala Alemanha deixar de ser a burra teimosa que está a ser de certeza qua a Grécia se demarca da Rússia, até porque o bom senso na Europa tem um simbolo €;

 

5 - Sempre que se referem ao Syriza fazem-no salientando que se trata de um Partido Extremista. Contudo há uns dias para cá quem eu tenho visto a tomar posições extremistas não é Alexis e a sua equipa mas sim a Alemanha e o FMI. Inclusive este último recusou-se a enviar os seus Técnicos para a Grécia sob o pretexto de que não seriam recebidos. Contudo ainda recentemente o Executivo Grego afirmou, e por mais do que uma vez, que está disponível para negociar e ouvir todas as partes na busca da resolução do seu problema sob a condição de se por um fim à austeridade. Afinal quem é o radical no final de contas?

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publicado às 23:55


Uma Europa muito perto do abismo

por Pedro Silva, em 26.01.15

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Tenho lido e ouvido manifestações de contentamento e de descontentamento acerca da vitória do Syriza nas legislativas Gregas. Natural e elucidativo de que a Europa felizmente vive e cultiva uma Sociedade livre e opinativa. Agora o que não me parece natural, e muito menos salutar é o tomar posição por um dos lados e fazer deste uma barricada onde se ignoram factos.

 

O actual Primeiro-ministro Grego Alexis Tsipras é anti austeridade. Por consequência anti EURO porque a zona EURO vive à custa da austeridade. Este é um facto.

 

Outro facto é que para poder formar Governo e ter a maioria absoluta no parlamento Grego, Tsipras fez uma coligação com o Partido Gregos Independentes que é também anti austeridade/EURO.

 

É também um facto que renegociação da dívida não é sinónimo de perdão da dívida. A renegociação da dívida pública Grega pode muito bem passar pelo alargamento dos prazos de pagamento dos juros aos Investidores ou por uma maior repartição dos valores a pagar aos investidores. Tem sido esta a tese do Syriza e só não vê tal quem maldosa e propositadamente não quer.

 

Um último facto deveras importante. Ser-se anti austeridade/EURO não é defender a saída da Grécia da Zona EURO e da União Europeia. É antes procurar uma alternativa a uma fórmula que apenas tem devastado os Países onde tem sido aplicada e que tem destruído todo o projecto de construção Europeia. Este é um facto que certos fanáticos ultra liberais do círculo Germânico tem alguma dificuldade em aceitar.

 

E é neste último facto que devemos assentar o nosso pensamento.

 

Isto porque a Grécia é hoje em dia um País que paga ordenados pouco acima dos 350€ à generalidade da População- E tal é assim porquê a Troika assim o impôs em nome do cumprimento dos programas de assistência financeira. Não é de se admirar que a corrupção seja o maior flagelo dos Gregos e que Partidos como o Syriza alcancem o Poder de uma forma categórica. Assim como não espantará ninguém que a maioria dos Gregos diga que já não tem nada a perder e que deposita toda a sua última esperança de voltar a ter uma Vida digna num Partido da Esquerda Radical.

 

A vitória de Alexis Tsipras é, sem sombra de dúvida alguma, a última hipótese que a Europa tem de se salvar a ela própria do abismo que criou.

 

Repito, na Grécia já há gente a mais que não tem nada a perder… E existe por lá um Partido neo nazi que tem vindo a ganhar força política… Demasiada força política!

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publicado às 18:08


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