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Donald “campônio” Trump

por Pedro Silva, em 05.06.17

PS_donaldcamponiotrump_destaque.jpg 

Pessoalmente queria abordar outra temática, mas as palermices insensatas de Donald Trump colocam o Mundo – ainda mais - entre a espada e a parede em como tal, é deveras impossível não se opinar sobre Donald Trump, o campônio.

 

Efectivamente Donald Trump é um campônio do século XIX. Trump é, sem sombra de qualquer dúvida, a encarnação em pleno século XXI do típico campónio norte-americano que iniciou e patrocinou a Guerra Civil norte-americana (Guerra da Secessão) que durou quatro longos e penosos anos. E tal como os campônios da altura, Donald Trump acha-se um ser absoluto que pode fazer o que quer porque simplesmente a sua verdade interessa e ponto final.

 

Donald Trump acha-se um negociador fora de série. Só desta forma se percebe os moldes da sua digressão pelo médio oriente, a forma arrogante como desafia a europa e o “rasgar” abrupto do Acordo de Paris por parte dos Estados Unidos da América.

                      

Obviamente que esta forma “bronca” de estar por parte do mais alto representante dos Estados Unidos vai ter repercussões negativas para os próprios “States” (e não só). Isto porque armar - ainda mais - a Arábia Saudita e fazer o impossível para provocar a Palestina não contribui, de forma alguma, para a pacificação de uma das zonas mais conflituosas do Mundo. O mesmo tipo de lógica se aplica, na perfeição, ao que se está a passar na península da Coreia e arredores.

 

Já quanto ao fazer do Acordo de Paris uma simples folha de papel que se rasga porque a América está primeiro é, basicamente, o mesmo que entregar a liderança mundial ao maior rival económico dos Estados Unidos. E já agora, pouca gente fala nisto mas a República Popular da China é “somente” a maior credora dos Estados Unidos da América. Mas tudo bem. A China pode “liderar” o Mundo à vontade pois o que interessa é “America first” e o resto é música!

 

Donald Trump como bom campônio que é procura demonstrar a tudo e todos que é o “dono disto tudo”. Para tal nada como vir para a europa exigir dos seus aliados o pagamento das dívidas relativas à NATO e, inclusive, maltratar tudo e todos só para poder ficar “bem na fotografia”.

 

Obviamente que Donald Trump tem de criticar abertamente e sem filtros a cidade de Londres por esta ser uma cidade multicultural, tolerante e aberta ao Mundo do qual faz parte. Os campônios norte-americanos do século XIX também achavam que todos os indivíduos de raça negra eram seres inferiores e foi por isto que tudo fizeram para mergulhar os “States” na sangrenta Guerra Civil de que já aqui falei.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (05/06/2017)

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publicado às 16:00

Omagem crónica RS.jpg 

in·de·pen·den·te 

  1. Que ou o que goza de independência.
  2. [Política]  Que ou quem não está filiado num partido político (ex.: deputados independentes; foram eleitos vários independentes).
  3. Que revela independência ou amor pela independência. = LIVRE ≠ DEPENDENTE
  4. Que tem autonomia. = AUTÓNOMO ≠ DEPENDENTE, SUBORDINADO
  5. Que não depende de um poder ou de uma autoridade exterior.
  6. Que exerce uma profissão por conta própria (ex.: trabalhador independente). ≠ DEPENDENT
  7. Que não tem um vínculo a uma grande editora ou produtora e tem geralmente características menos comerciais (ex.: editora independente; músico independente; realizador independente).

 

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 

 

Rui Moreira - actual Presidente da Câmara Municipal do Porto e candidato anunciado às próximas eleições autárquicas - tem-se escudado no termo “independente” na sua recente querela política. Não é uma estratégia nova dado que o autarca sempre que pretende firmar uma sua posição política perante a oposição e sociedade portuense recorre, inúmeras vezes, ao dito “independente”.

 

Mas será que podemos considerar Rui Moreira um independente no verdadeiro sentido do termo? Ou melhor; será que em política podemos ser verdadeiramente independentes? A meu ver não. Passo a explicar.

 

Em política é praticamente impossível ser-se independente no verdadeiro sentido do termo. Isto porque fazer política obriga a ter que angariar consensos para se obter o apoio de que se necessita para se candidatar e ser eleito para um determinado cargo.

 

Ora para se angariar estes consensos temos de negociar e tomar posições comuns em determinadas matérias que podem dizer mais ou menos respeito às organizações partidárias. Dito de uma outra forma; ninguém consegue estar no mundo da política de uma forma completamente isolada. Bem vistas as coisas, os chamados “independentes” da política tem sempre o apoio do partido político A, B ou C. Rui Moreira não foi - e pelos vistos não será – uma execpção à regra.

 

Não se percebe, portanto, que Rui Moreira utilize o termo “independente” como se de uma espada sagrada – estilo Excalibur - se trate para atacar os partidos políticos quando na verdade este é obrigado a fazer de conta (para o bem e para o mal) que é independente.

 

Nada me convence de que o actual autarca da sempre leal e mui nobre invicta cidade do Porto não tenha obtido da parte do CDS-PP e do PS os apoios de que necessita para se candidatar e governar a cidade sem que para tal tenha dado algumas garantias e contrapartidas a estes dois partidos políticos.

 

Repito, a política resume-se, tão simplesmente, à necessidade de se gerar consensos e tal impossibilita a que os políticos possam ser independentes ao ponto de não terem de prestar contas a ninguém. Rui Moreira não é, nem será nunca, a execpção à regra.

 

Artigo publicado a 24/10/2017 no site Repórter Sombra

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publicado às 16:21


Marcelo vai de mota

por Pedro Silva, em 15.12.15

Crónica Repórter Sombra imagem.jpg 

1 - Virada a página no que à questão Governo diz respeito - cabendo agora a António Costa governar e demonstrar o porque de a História lhe ter depositado uma enorme e perigosa confiança – eis que o País Político volte toda a sua atenção para as Presidenciais.

 

E é natural que o faça pois se há alguém que os Portugueses estão fartos de aturar é Cavaco Silva. Cavaco ficará na história como o pior Presidente da República da história Democrática do nosso país…E acreditem que já tivemos Presidentes a roçar o medíocre. Já Aníbal Cavaco Silva bateu todo e qualquer recorde no que à mediocridade política diz respeito. Tal personagem não deixará saudades a quase ninguém. Os únicos que sentirão a sua falta serão os Direitolas da PàF (Coligação PSD/CDS), mas voltarei a este assunto mais lá para a frente.

 

Ora bem, olhando então de vez para o actual panorama temos então que Marcelo Rebelo de Sousa vai de mota, Sampaio da Nóvoa de triciclo, Maria de Belém de carroça carregada de caruncho, Maris Matias de carrinho de latão e Edgar Silva não se sabe bem como vai dado que ninguém conhece o individuo.

 

E escrevo o que escrevo em cima não porque as sondagens assim o digam mas porque é preciso ter-se uma leitura muito tendenciosa para se ver as coisas de outra forma. Senão vejamos; Marcelo Rebelo de Sousa pode ser aquele tipo de político que diz uma cosia numa semana e na outra já diz outra completamente diferente mas a verdade é que este vai conquistando cada vez mais adeptos com o seu discurso calmo, apaziguador e neutral (daí a Direitola não gostar dele “nem a tiro”).

 

2 - Já os restantes candidatos à Presidência da República ou foram irremediavelmente atirados ao insucesso ou estão somente a fazer figura de corpo presente (numa de fazer o frete ao seu eleitorado).

 

Sampaio da Nóvoa seria o candidato ideal da actual Esquerda unida, mas não o é porque o Partido Socialista não quer que assim seja e como não quer é, por demais evidente, que Sampaio da Nóvia esteja condenado ao fracasso.

 

E no mais do que provável fracasso de Sampaio da Nóvoa que entra em cena a candidatura de Maria de Belém. Esta candidatura é o símbolo máximo da podridão que grassa nas fileiras do PS que obrigou a que António Costa optasse pela livre vontade de cada um em vez do apoio incondicional de todo o Partido a um único candidato e onde encaixaria, na perfeição, Sampaio da Nóvoa.

 

Maria de Belém, política de profissão, não tem carisma algum, não tem programa, não tem ideias, não tem discurso, etc.. Em suma a Sra. não tem nada de nada a não ser o apoio de uma ala do Partido Socialista que comunga da tradicional e bacoca ideia de que o candidato Presidencial ter de ser alguém com mais tempo de militância no Partido… Depois ficam muito admirados quando nas eleições presidenciais são “cilindrados” por cadáveres políticos como Cavaco Silva (por exemplo).

 

Já a candidatura Marisa Matias a Belém é o expoente do ridículo… Então o Bloco de Esquerda diz ser o Partido “anti tachos” e vai escolher como candidata á Presidência da República alguém que já tinha sido eleita Eurodeputada nas últimas eleições europeias? Então como fica o eleitorado Bloquista que votou em Marisa Matias (cabeça de lista para o Parlamento Europeu)? É assim que o Bloco pretende demonstrar a todos nós a sua diferença para as outras carrancudas e ortodoxas máquinas partidárias? Vai longe vai…

 

Por último Edgar Silva é aquilo que podemos chamar de “anão aos saltos atrás de um balcão”. Com tanta gente de renome no Partido Comunista Português e o Comité Central teve a brilhante ideia de ir buscar um indivíduo que em tempos andou à “turra e à massa com Alberto João Jardim… Mas é assim que o PCP se faz notar a nível nacional. E pelos vistos gosta de ser aquilo que é: um Partido de alguns para alguns.

 

3 - Uma nota final sobre o recente crescimento da extrema-direita em França. Há dias ouvi uma entrevista na Antena 1 em que era perguntado a um emigrante Português que vive em França o porque de apoiar Marine Le Pen da Frente Nacional.

 

Sabem o que respondeu o Homenzinho? Que apoia Le Pen porque esta é contra os imigrantes… do Leste.

 

Vale a pena fazer mais algum comentário?

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 16:39


Momento Mafalda (33)

por Pedro Silva, em 11.05.15

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publicado às 23:40


Momento Mafalda (30)

por Pedro Silva, em 20.04.15

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publicado às 19:39


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