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SMS da semana

por Pedro Silva, em 22.11.20

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Retirado daqui

Se o dito jovem não tinha nada que bater em ninguém e, muito menos, recusar-se a cumprir a Lei sem justificação para tal - recordo que o diploma que dita o uso obrigatório de máscaras na via pública contempla excepções à obrigatoriedade do uso da dita cuja - já os Srs. Agentes da autoridade não deviam circular "à civil" nos transportes públicos e, ao mesmo tempo, fazer o seu trabalho de vigilância e aplicação da Lei.

Defender a saúde pública é prioridade e responsabilidade de todos nos. Facto! Mas deixemos de lado os "tiques pidescos" do passado. Portugal está - ainda - longe de ser a China.

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publicado às 23:29


Burro velho (quase) não aprende línguas

por Pedro Silva, em 17.11.20

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imagem retirada de zerozero

Há um ditado português que diz o seguinte: “Burro velho não aprende línguas”. Ora depois da “suada” vitória portuguesa em solo croata o que me apraz dizer é que burro velho (quase) não aprende línguas. E isso porque há o errar e o errar porque não se dá ao trabalho de querer melhorar o erro.

Dito de outra forma; Portugal perdeu na Luz diante de uma França que, diga-se desde já, é uma equipa forte mas ficou patente uma certa falta de vontade de meter o pé por parte dos escolhidos de Fernando Santos e hoje, diante uma Croácia que é mais fraca do que a França mas que quase empatava um jogo onde – creio eu - ficou bem patente uma falta de vontade de “dar o litro e meter o pé”… Até o primeiro golo sofrido pela nossa equipa foi quase que uma “cópia a papel químico” do sofrido no passado Sábado diante da equipa gaulesa que ditou a eliminação de Portugal da Liga das Nações (UEFA Natios League).

E assim não pode ser. E não pode ser jogadores e seleccionador! Isto de Fernando Santos chegar a meio do jogo e mudar a equipa quase toda não é bom sinal. Devemos e podemos apontar o dedo aos atletas que em vez de fazerem por nos mostrar as razões pelas quais defendem as cores do nosso país ao mais alto nível no mundo da bola, mas não devemos nem podemos ficar pela rama. Há que ir à raiz do problema ea meu ver das duas, uma; ou Fernando Santos não consegue passar a mensagem aos seus convocados e tal poderá indiciar um fim de ciclo com o que mau e bom tal possa ter para a equipa de todos nós, ou então o título de campeão europeu, o empate a zero em França que tanto nos orgulhou e a conquista da última edição da Liga das Nações fez com que os atletas lusos se achem um conjunto de “prima donas” que só se esforçam quando querem e, de preferência, nos clubes que lhes pagam os chorudos ordenados.

Claro que tudo isto não pode (nem deve) ser visto e reflectido sem se olhar para o adversário que hoje jogou na sua casa. A selecção croata não é uma equipa massim tão fraca como muito boa gente pensa e diz. É uma equipa que está nitidamente em fase de renovação dado que  jogadores como Modric, Kovacic e outros “ics” de enorme qualidade ou estão para se retirar ou já deixaram de lado a sempre pesada camisola da selecção nacional. Para mais, bastou um meio campo com Modric e Kovacic para, mesmo com dez jogadores em campo, ter dado ikjenso que fazer a Portugal. Classe, qualidade de passe, físico e muita vontade de dar tudo pelo seu país fizeram, fazem e farão da Croácia uma selecção de tremendo respeito embora esteja quase sempre na segunda linha do futebol europeu e mundial…. Não foi por mera sorte que os croatas são, somente, os vice campeões do Mundo (apenas a França(!) os derrotou na Final).

Mas pronto. Que essa fase e esses dois jogos que tantos amargos de boca sirvam, acima de tudo, para que a partir de Março do próximo ano Portugal volte a mostrar a razão pela qual é o campeão europeu. Há um apuramento para um Mundial e um Europeu para sdisputar.. Não vá alguém estar esquecido de tal lá na cidade do futebol.

Melhor em Campo: Rúben Dias. Marcou dois golos e pouco mais. Foi o “menos mau” de uma equipa portuguesa que venceu muito porque um defesa central bisou na partida e porque o guardião croata se lembrou de fazer aquilo que popularmente se designa de “frango”.

Pior em Campo: Portugal. Eu podia aqui dizer que é estranho (ou não) um jogador de nome Pepe fazer tanta falta a essa equipa,. Especialmente sabendo eu que o atkleta já tem 37 anos de idade! Mas não vou – somente – por aí pois estou em crer qu emebora vencedor Portugal esteve mal em todos os aspectos.

Arbitragem: Erro evidente ao validar o segundo golo de Portugal, que teve com o braço de Diogo Jota antes da finalização de Félix. De resto, boa gestão no capítulo disciplinar, nomeadamente na expulsão.

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publicado às 21:48


Do confinamento de ideías

por Pedro Silva, em 14.11.20

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imagem retirada de zerozero

Terminou a caminhada na Liga das Nações. A Ida à Croácia na próxima Terça-feira servirá, tão somente, para se ”rodar” jogadores, melhorar rotinas e perceber quem irá descer de divisão (se Croácia ou Suécia). Que ilações tirar desta derrota caseira diante da França?

Primeiro que tudo, ao invés de encolhermos os ombros porque do outro lado estava a selecção francesa e entrar no discurso pessimista do costume há que olhar para dentro e perceber o que correu mal. Relembro que lá mais para o verão do próximo ano Portugal vai ter de medir forças com a França e desta vez será só um jogo e logo na Fase de Grupos do Europeu.

Sendo assim, o que falhou hoje foi o facto de a nossa equipa ter deixado que essa França de ataque móvel, meio campo sólido e defesa competente pudesse jogar à vontade. Há que dizer que Portugal deu uma parte e mais alguns minutos de vantagem aos franceses que fizeram o que muito bem lhes apeteceu. Era uma questão de tempo até a equipa de Didier Deschamps chegar ao golo… E assim foi embora pois tivessem feito um bocadinho de pressão e quase que de certeza que a França não teria marcado o golo que acabou por ser o da vitória.

Fernando Santos disse (e muito bem) na conferência de imprensa que na primeira parte Portugal “pôs-se a jeito” e realmente assim foi. Tal como foi o facto de que o nosso seleccionador não conseguiu dar a volta a um adversário que foi subestimado. Para mais, com Diogo Jota na fase em que está na sua carreira não percebi (nem percebo) muito bem porque razão João Félix joga de inicio. Portugal melhorou muito o seu jogo quando Jota e Moutinho entraram em campo e, inclusive, até que criamos oportunidades de golo e obrigamos a França a recuar quase até à sua baliza e a “suar” para manter a vantagem no marcador. Repito, não percebo a insistência em Félix quando se tem um Diogo Jota em forma e “a dar cartas” em Inglaterra onde não jogam equipas do estilo Cádiz e outras tais no primeiro escalão do futebol.

Para além de tudo isto, Raphael Guerreiro voltou a mostrar que não está numa boa fase tendo demonstrado dificuldades imensas quando chamado a defender e William Carvalho teve um jogo muito fraquinho. Na minha opinião, a derrota da nossa equipa passou muito por aí pois a maior diferença do jogo de hoje para o de Paris é que nesta altura num meio campo português com Danilo e Wiliiam a França não conseguiu, de forma alguma, explanar o seu futebol e daí o empate e uam exibição que nos encheu de alguma satisfação. E aqui neste aspecto cito novamente Fernando Santos: “É futebol”.

Mas o resto não é futebol, é cisma do seleccionador nacional e estatuto promovido pela nossa Comunicação Social em torno de um jogador como Félix que tem a sua qualidade mas que tem ainda muito para aprender. Em época de confinamento forçado ao fim de semana, também houve confinamento de ideias numa partida de futebol que se disputou num Sábado.

Contudo agora não há volta a dar. O que está feito, feito está. Agora há que ir à Croácia vencer, motivar os jogadores, acalmar os adeptos e prosseguir o caminho. Há um Europeu para disputar e um apuramento para o Mundial para ser alcançado. Acabou a UEFA Nations League (Liga das Nações) mas fica o estatuto de cabeça de série para o sorteio da fase de apuramento para o Mundial do Qatar e a lição de que lá para o verão não há que facilitar diante da França.

Melhor em Campo: João Moutinho. Entrou em campo para o lugar de William Carvalho e foi o “clique” que essa equipa necessitava para tentar vencer o jogo. Moutinho pegou num meio campo meio que apático, conseguiu aumentar o ritmo do jogo português e trouxe alguam ordem aos ataque que começou a dar mostras daquilo que realmente é capaz.

Pior em Campo: William Carvalho. Não querendo encontrar “bodes expiatórios” para a derrota de hoje, creio que William esteve muito mal e terá sido muito pela sua má forma de hoje que Portugal perdeu. Desconcentrado na hora do passe, mal no posicionamento e péssimo na altura de fazer frente a um meio campo francês que tem muita qualidade.

Arbitragem: Não creio que tenha sido pelo trabalho de Tobias Stieler o responsável pela derrota de Portugal. É verdade que podemos dizer que existem muitas dúvidas num lance em que Trincão cai na área francesa, mas não podemos afirmar com certeza que foi grande penalidade. Em suma, boa arbitragem do árbitro alemão e seus assistentes.

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publicado às 21:49


SMS da semana

por Pedro Silva, em 12.11.20

Costa sobre a covid-19: "Perante a vontade de haver incumprimento a regra é: tudo fechado"

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Ó Costa isso de querer sacudir a água do capote...

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publicado às 22:10


De trambolhão em trambolhão

por Pedro Silva, em 10.11.20

imagem crónica RS.jpg

Muito raramente me debruço e reflicto sobre a política em Portugal. Não gosto de o fazer porque as mentes por cá são tal e qual aquelas velhas máquinas a carvão do século XIX. O pensamento crítico e saudável em Portugal /especialmente na política) demora muito a reagir. E quando reage já é tarde demais. Em Portugal, talvez por uma questão cultural, é muito mais fácil seguir a linha de pensamento dominante (ao estilo bisonte) ao invés de se olhar para o que está realmente mal em vez de se discutir o fútil e se alinhar nis discursos fáceis e falaciosos que ditam Leis nas chamadas redes sociais.

Contudo o actual momento que todos estamos a viver exige uma reflexão. Já não digo chamada de atenção, pois já há muito que venho dizendo aqui e acolá que isso ia acabar assim e - surpresa ou não – “a procissão ainda vai no adro”.

Em pleno verão, à beira mal plantado com o seu guarda-sol a saborear um rico dia de sol e calor ninguém com poderes de comando no nosso Portugal (mesmo os eleitos democraticamente) tiveram “dois dedos de testa” e meia dúzia de sensatez para preparar o que estamos a passar.

Nada disto. Essa coisa das mortes, das decisões atabalhoadas tomadas em cima dos joelhos, do desespero face ao número crescente de infectados com Covid-19, da ruptura dos serviços de urgência médica e outras coisas tais eram (e pelos vistos continuam a ser) um exclusivo do dito “Terceiro Mundo” e “cowboyadas” made in Donald Trump. Por altura do verão, por cá estava tudo na Paz do Senhor, o turismo era outra vez a “galinha dos ovos de ouro”, havia que respeitar as vontades de quem tem Fé e vontade de ir em peregrinação a Fátima e a Festas ditas vulgos Comícios partidários e, inclusive, a Fórmula 1 estava de volta a Portugal para também ajudar a “alavancar a dita galinha”.

Portanto, nesta altura só mesmo os tolinhos e os chatos do costume que só “falam, falam, e falam, mas não dizem nada de jeito” é que vinham chamando à atenção de que o perigo de uma segunda vaga de Covid-19 poderia ser uma realidade. O mesmo tipo de lógica se aplicava, sem apelo nem agravo, ás desgraçadas e desgraçados que ousavam chamar à atenção para a exploração barata, mafiosa e recorrente nos Lares de Idosos que exploravam (e exploram) utentes em troca de condições de Vida miseráveis e onde não era surpresa nenhuma a pandemia ser Rainha e Senhora. A mesma chapada levaram, levam e levarão todos aqueles e aquelas que dizem que os Hospitais públicos, completamente descontextualizados da realidade actual, tem falta de pessoal e de meios. E aí de quem ousasse chamar à atenção para locais de trabalho onde a higiene é uma miragem e os distanciamento social uma espécie de “palavrão malcriadão”.

A verdade oficial, essa que tem de ser repetida por tudo e por todos, é que ninguém estava à espera que a segunda vaga da doença viesse tão cedo.

Os disparates ditos pela Sra. Directora da Direcção Geral de Saúde (vulga DGS), a falta de estratégia nacional para se fazer face à pandemia, os surtos de Covid nas escolas públicas que há décadas tem uma falta gritante de meios e de pessoal, a política da máscara na rua e nos espaços fechados por si só que cria uma falsa sensação de segurança, o recolher obrigatório nocturno e nos próximos dois fim de semanas quando os maiores focos de Covid se encontram nos ambientes familiares, as multidões forçadas nos transportes públicos que são escassos para dar uma resposta segura e eficaz ao número de utentes, a recente declaração de estado de emergência que “atropela” a nossa Constituição porque tudo indicia que não vai ter fim à vista (entre outras coisas) e por aí adiante fazem parte de um dictat que até aqui era apelidado de “negacionista”.

Agora já está tudo a mudar para o “a culpa é tua”…. Amanhã já será outra coisa e assim vai de trambolhão em trambolhão até ao trambolhão final.

Agora já todos percebem porquê razão eu prefiro mil vezes reflectir e opinar sobre política internacional?

E já agora. Está tudo muito feliz com a derrota de Donald Trump mas esquecem-se que o dito “trumpismo” não se vai pagar com a saída de Trump da Casa Branca. E esperem para ver o que o “moderado” Joe Biden vai fazer… Coisa boa não vai ser até porque já dizia um amigo meu quando se deu o pontapé de saía das eleições norte americanas: “vai começar a escolha entre um homem mau e outro menos mau. Tragam as pipocas”.

Artigo publicado no sitee Repórter Sombra (10/11/2020)

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publicado às 21:30


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