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Faça-se o resto

por Pedro Silva, em 08.05.17

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Começo o artigo de hoje com uma breve nota sobre a recente polémica que se gerou na cidade Invicta por causa da recente ruptura entre Rui Moreira e o Partido Socialista. Faço tal para dizer tão simplesmente que o actual Presidente da autarquia portuense fez bem ao ter colocado um ponto final a uma relação que o tornava ainda menos independente do que aquilo que este pensa ser.

 

Contudo se a razão de tal foi a tal frase de Ana Catarina Mendes que tanta tinta tem feito correr na nossa Comunicação Social, então a razão é manifestamente ridícula. E é ridícula pois há 4 anos atrás Paulo Portas, na altura ainda líder do CDS que apoiou a candidatura de Rui Moreira à liderança da Câmara Municipal do Porto, disse exactamente o mesmo após a vitória de Moreira sem da parte deste ter havido reacção alguma.

 

Mas não é este o ponto que gostaria de fazer ressalvar nesta já longa nota.

 

Tal como disse anteriormente, a rejeição do apoio Socialista faz de Rui Moreira um candidato um pouco mais independente. Mas este está ainda longe de ser o independente que este e os seus apoiantes pensam ser. Rui Moreira e o seu movimento só poderão ser considerados independentes quando estiverem completamente livres de qualquer pressão. Mesmo das “levezinhas” que parecem agradar ao núcleo duro de Moreira e apoiantes.

 

Fica então aqui o repto para que Rui Moreira, o seu movimento e apoiantes façam com o ainda actual apoio do CDS às próximas autárquicas o mesmo que fizeram com o apoio do PS. Isto porque se não o fizerem arriscam-se a que Assunção Cristas venha para a Praça Pública dizer o mesmo que disse Ana Catarina Mendes caso Rui Moreira seja reeleito Presidente ad Câmara Municipal do Porto.

 

Para mais é algo de complexo perceber como pode alguém que tanto critica – com e sem razão – os partidos políticos receber os seus apoios para um determinado acto eleitoral. Um verdadeiro case study como dizem os Norte-americanos.

 

E para evitar a patetice habitual sempre que opino sobre esta temática, queria somente dizer que um movimento de cidadãos que acolha pessoas que tenham uma qualquer filiação partidária é um movimento independente no verdadeiro sentido do termo.

 

Já um movimento de cidadãos que aceite apoios directa e/ou indirectamente, “leves” e/ou “pesados” da parte de partidos políticos não é um movimento independente.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (08/05/2017)

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publicado às 16:00


Escolher o mal menor

por Pedro Silva, em 02.05.17

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A primeira volta das eleições presidenciais em França ditou que Marine Le Pen e Emmanuel Macron disputem entre si a segunda volta das aqui referidas eleições. A primeira ilação a retirar é que vença quem vencer, a França ficará mal entregue e a União Europeia muito mais próxima do colapso. Não é nada complicado perceber a razão de tal dado que basta olhar para o que propõem ambos os candidatos aos eleitores franceses. Le Pen é uma alucinada que parece viver nos anos 30 do século passado. Macron é, sem sombra de qualquer dúvida, o continuar de uma política interna e externa que está aos poucos a destruir o projecto europeu.

 

Muito boa gente manifestou a sua satisfação por uma personagem como Macron ter passado à segunda volta das presidenciais em França. Esquece-se tal gente - talvez por distração – que o eleitorado que votou em Le Pen já não suporta mais o modelo de europa que Macron pretende manter. E convêm dizer que este eleitorado é o “eleitorado jovem” que, mais cedo ou mais tarde, irá suceder ao eleitorado que depositou o seu voto em Macron. Dito de outra forma; a tão desejada eleição de Macron irá contribuir para que mais cedo ou mais tarde a extrema-direita alcance o poder em França com as nefastas consequências que todos conhecemos.

 

Tudo isto dá que pensar. Assim como dá que pensar a clara ingerência do Governo português nas eleições. Isto, a não ser que o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, ache que todos os outros Estados-membros da União Europeia possam tecer comentários positivos ou negativos sobre as futuras eleições portuguesas.

 

O que também dá que pensar é a extrema importância que a Comunicação Social tem dado aos tais de “mercados”. Quer dizer; é assim tão importante a forma como um conjunto de especuladores que só tem em vista o lucro sempre que se realiza um acto eleitoral num país da União Europeia? Desde quando é que os “mercados” podem ingerir na Democracia? Desde quando é que os “mercados” tem legitimidade para pressionar os cidadãos para que o resultado de uma determinada eleição seja do seu agrado?

 

Queria terminar deixando uma nota final em jeito de esclarecimento dirigida ao comentador político António Lobo Xavier e a quem concorda com esta sua mentira. Partidos anti europa são aqueles que pensam, agem e falam como a Frente Nacional da Sra. Le Pen (por exemplo). Partidos que não pactuam com o actual estado de coisas na União Europeia e que dizem ser vital alterar o Tratado Orçamental e adaptar o Tratado de Lisboa à nova realidade não são anti europa. São antes mais europeístas do que aqueles que andam por todo o lado a dizer que o são. Ser-se europeísta no verdadeiro sentido do termo é preocupar-se com o actual estado de coisas e procurar alternativas a tal. E já agora, o actual estado de coisas foi criado e fomentado pelos tais partidos que se dizem europeístas.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (02/05/2017)

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publicado às 16:00


Uma Direita com lata

por Pedro Silva, em 19.09.16

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Ponto prévio; para que servem os impostos? Para duas coisas muito importantes nas sociedades contemporâneas. O primeiro grande objectivo dos impostos é o de criar financiamento para que o Estado possa servir, da melhor maneira possível, os seus cidadãos. O segundo grande objectivo dos ditos é o de criar justiça social dado que o Mundo em que vivemos, onde o Capitalismo selvagem é Rei e Senhor, é pródigo na criação de desigualdades sociais que podem provocar graves convulsões sociais (como exemplo veja-se o que sucedeu antes da a 2.ª Guerra Mundial).

 

Obviamente que o que foi por mim descrito no pronto prévio só funciona em alguns países. Noutros, por força das mentalidades e percurso histórico, as coisas não se desenrolam desta forma. Muitas vezes os impostos – sejam eles directos ou indirectos – são “armas” que são utilizados pelos partidos que se encontram no poder para modelarem a sociedade do seu país à sua maneira.

 

Em Portugal nos últimos quatros anos a Direita serviu-se desta “arma” para impor aos portugueses uma nova forma de estar, forma de estar esta que consistiu não no equilíbrio das contas públicas nem na melhora da prestação dos serviços prestados pelo Estado mas sim na criação de um tremendo fosso entre os ricos e os pobres. E justiça lhe seja feita! O Governo de PSD/CDS – liderado por Passos Coelho e no qual Assunção Cristas foi Ministra – conseguiu aquilo que nem os sucessivos Governos de Cavaco Silva e Durão Barroso/Santana Lopes conseguiram. Nunca Portugal teve tantos ricos. E tudo isto graças a uma política fiscal que praticamente isentou as grandes fortunas do pagamento de impostos vs política fiscal intensamente agressiva sobre a Classe Média/Pobres. Toda esta operação teve um nome pomposo e uma desculpa esfarrapada que durante muito tempo “colou”. Falo, obviamente, da “austeridade” e do “foi a Troika que mandou”.

 

Com a recente mudança de Governo por via das eleições legislativas, eis que temos no nosso horizonte mais próximo uma política fiscal que visa alcançar um dos grandes objectivos dos impostos: o da justiça social. Isto porque tudo parece indiciar que o Executivo de António Costa pretende alargar a dita “austeridade” a todos os sectores da nossa Sociedade. Dito de outra forma; para o actual Governo quem tiver mais rendimentos vai passar a pagar mais impostos, possibilitando assim que quem tenha menos rendimentos pague menos impostos.

 

Ora perante tamanha evidência como reage a Direita (entenda PSD e CDS)? Aumento brutal de impostos! Dizem ambos. Descodificando tal afirmação, para a Direita justiça social é sinónimo de aumento brutal de impostos.

 

Para mais é preciso ter-se uma tremenda lata para se vir para a Praça Pública falar em “aumento brutal de impostos” quando durante os últimos quatro anos quem “massacrou” uma grande maioria de portugueses com impostos, taxas e “taxinhas” foram PSD e CDS.

 

p.s. O outro grande objectivo dos impostos (equilíbrio das contas públicas e melhoria da eficácia dos serviços públicos) poderia funcionar - em Portugal e não só - caso o Mundo não estivesse hoje envolto num Capitalismo selvagem onde só interessa fazer dinheiro seja a que custo for. Para mais a Europa está teimosamente “presa” a um caduco e desfasado Tratado Orçamental que a impede de ser o Estado Social que diz ser.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (19/09/2016)

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publicado às 17:10


Sobre as Juventudes Partidárias

por Pedro Silva, em 28.03.15

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Tive a oportunidade de ter feito parte de duas Juventudes Partidárias. Quais foram não interessa porque não vou aqui debater em qual das duas tive uma melhor experiência, mas sim procurar reflectir sobre o quão positivas estas podem ser para a nossa Sociedade.

 

Numa Sociedade onde os Cidadãos cada vez menos se interessam pelo País cabe às Juventudes Partidárias a dura tarefa de contornar esta espiral de desinteresse.

 

O problema é que estas Organizações já há muito que foram tomadas de assalto por indivíduos de ambos os sexos que procuram fazer da Política a sua carreira profissional alimentando a Corrupção porque tal faz parte da sua profissão. São por norma pessoas com formação superior mas que nunca souberam o que é o mundo do trabalho dado que andaram, e andam, sempre próximas do Poder e dele vivem e sobrevivem como parasitas que se tornam cada vez mais gananciosos à medida que o tempo passa. Paulo Portas, José Sócrates, Miguel Relvas, Carlos Moedas e Passos Coelho são alguns bons exemplos deste tipo de indivíduos. Para além do problema dos “papa tachos” que nunca fizeram nada na Vida senão Política, eis que temos os fanáticos que fazem da sua militância uma espécie de Clubismo e tudo o que o Líder diz e faz, por muito disparatado que possa ser, é para se vangloriar e quem não alinhar na dança é atirado borda fora.

 

O Bloco de Esquerda optou por não ter Juventude Partidária porque, como disse atrás, estas já não são bem vistas pela Sociedade, mas não creio que a solução passe por tal radicalismo. E também não é pelo facto de o Bloco não ter uma Juventude Partidária que faz dele um Partido credível aos olhos da maioria dos Portugueses. Os últimos resultados eleitorais falam por si.

 

O que as Juventudes Partidárias precisam é de ser mais pro activas, terra a terra e mostrar interesse e vontade de intervir verdadeiramente na Sociedade mostrando que estão atentas, do lado dos Cidadãos e que trabalham sempre em prol do bem-estar deste último. Esta atitude da JSD (Juventude Social Democrata), embora sendo de um Partido que não me identifico nem nunca me identificarei, é de louvar e parece-me ser algo bem-intencionada se bem que tem por detrás uma clara intenção política. O problema é que isto será, quase de certeza, sol de pouca dura…

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publicado às 23:55

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Antes de mais deixo aqui um pequeno, mas muito importante, ponto prévio: não sou Unionista nem Separatista. Sou da opinião de que qualquer problema, seja ele qual for, deve ser analisado no seu todo e não somente na parte que dá mais jeito como faz muito boa gente cá pelo burgo Lusitano. Posto isto, entremos então na questão de facto.

 

Na Região Administrativa Espanhola de nome Catalunha realizou-se uma sondagem que questionou os locais se querem ou não que a sua Região se torne Independente. Segundo notícias e dados fornecidos por quem levou a cabo a dita sondagem, o sim terá vencido com uma larga margem.

 

Ora, sem querer entrar na questão jurídica da coisa porque a ilegalidade do caso é por demais evidente, deixo aqui a pergunta: Por acaso os Separatistas Portugueses que simpatizam com a Independência da Catalunha e que “soltaram foguetes” de contentamento com a dita sondagem sabem o que é a Catalunha?

 

A meu ver não! Estes acham que a Catalunha é somente a Região Administrativa Espanhola que tem este nome e nada mais. Desconhecem qual a verdadeira bandeira da Catalunha e confundem-na facilmente com a Estelada (diga-se desde já que existem muitas variantes da Estelada, o que aumenta ainda mais a confusão).

 

A Catalunha no verdadeiro sentido do termo, segundo a sua história, não começa e acaba na Região Espanhola que tem este nome. A Catalunha é composta por território das Regiões Espanholas da Catalunha, Valência, Aragão, Ilhas Baleares, Regiões Administrativas da França, Itália e o Micro Estado Andorra.

 

Agora pergunto: As populações da Regiões/Micro Estado que citei atrás foram escrutinadas nesta tal de sondagem para se poder falar em Catalunha Independente? Não, obviamente que não!

 

Então porquê carga de água os Independentistas, e quem simpatiza com a sua causa em Portugal, berram a plenos pulmões por vitória na sondagem de 9 de Novembro de 2014? Como se pode falar de independência da Catalunha se apenas uma parte do seu vasto território foi ouvido sobre este tema?

 

Isto tudo tem um nome: Politiquice. Basta ver as reacções que os Partidos e Instituições Politicas tiveram na Região Administrativa Espanhola Catalunha para que facilmente se perceba que o que está em cima da mesa não é a Independência mas sim uma corrida desenfreada áquilo que popularmente se designa por “tacho”.

 

Quanto aos que cá por Portugal defendem tal coisa, estes só podem padecer de um grave e sério problema: desonestidade intelectual.

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publicado às 12:18


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