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Dominar, relaxar e ganhar

por Pedro Silva, em 24.06.17

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imagem retirada de zerozero

 

Dominar, relaxar e ganhar. É assim que se pode descrever a vitória de Portugal sobre a Nova Zelândia. É um facto que a FIFA procurou dar oportunidade a outras selecções quando retirou a Austrália da zona de qualificação da Oceânia, mas depois vemos aquilo que esta Nova Zelândia é capaz e rapidamente percebemos que a medida não terá sido assim muito feliz. E nem vale a relembrar a participação do Taiti na Taça das Confederações de há quatro anos…

 

Ora sendo a equipa neozelandesa um conjunto de “bons rapazes”, nãos erai de esperar outra coisa senão uma vitória portuguesa. Claro que a displicência poderia vir a fazer mossa (o México que o diga), mas para quem viu o jogo rapidamente percebeu que com maior ou menor dificuldade Portugal ia vencer o jogo. Faltava era saber por quanto.

 

Contudo podemos, e devemos, realçar a displicência e lentidão de processo demonstrado pelo onze escalado por Fernando Santos nos primeiros minutos do jogo. Perante uma equipa que quando confrontada com a técnica da nossa selecção recorria, vezes sem conta, à violência seria de esperar que Portugal tivesse já um score bem volumoso no final da primeira parte, mas tal não sucedeu porque numa primeira fase os lusos andaram “devagar, devagarinho” e Cristiano e/ou Quaresma que resolvessem. Foi nesta mesma fase que reparei (outra vez) que a construção de jogo não pode ser entregue a João Moutinho…Sempre que a bola chegava aos seus pés o jogo ofensivo de Portugal “empanava” quase que por completo. Não fosse Danilo Pereira o jogador que é e acredito que Portugal chegaria ao intervalo a vencer somente por uma bola a zero.

 

Tirando a fase inicial da partida onde o jogo português pareceu ter andado meio perdido, tudo o resto correu de feição a Fernando Santos que conseguiu conquistar mais um dia de descanso e renovar o físico dos seus comandados. Só é pena que Pepe tenha tido uma entrada estúpida que o impede de disputar a fase seguinte… Mas quando se fala de Pepe já todos sabemos o “que a casa gasta”.

 

Agora venha Alemanha ou Chile. E não me venham cá com tretas porque tanto uma equipa como a outra equipa são difíceis. Relembro que Portugal vai disputar a meia-final de uma prestigiada competição.

 

MVP (Most Valuable Player): Eliseu. O açoriano não começou muito bem o jogo (tal como toda equipa portuguesa), mas rapidamente procurou sair do “marasmo” acabando por realizar uma excelente exibição. Especialmente no ataque onde esteve sempre muito perigoso nos cruzamentos para a área neozelandesa.

 

Chave do Jogo: Apareceu somente no minuto 80´ do jogo para resolver o dito a favor de Portugal. Até esta altura em que André Silva marcou o terceiro golo, a partida esteve longe de ficar resolvida. Não que a Nova Zelândia representasse um perigo real para os portugueses, mas sim porque um golo neozelandês poderia muito bem enervar uma equipa portuguesa que em muitos momentos do jogo revelou algumas dificuldades em impor o seu futebol.

 

Arbitragem: Não se pode dizer que o árbitro e restantes auxiliares estiveram mal no jogo. A meu ver o Sr. Mark Geiger e restante equipa procuraram sempre passar ao lado do jogo, mas se tivessem começado a sancionar mais cedo a excessiva dureza neozelandesa não teria vindo mal ao mundo.

 

Positivo: Fernando Santos (mais uma vez). O seleccionador nacional promoveu algumas alterações no onze inicial (especialmente em sectores chave) e deu-se bem com tais “mexidas”. Refrescou a equipa e ganhou o grupo. Muito bem Mister!

 

Negativo: A insensatez de Pepe. Já todos conhecemos Pepe, mas estando o jogo como esteva (decidido) era escusado o central ter feito o que fez para ver o cartão amarelo. Fica de fora das meias-finais e vai obrigar a que a dupla de centrai tenha de ser refeita.

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publicado às 20:00


Se era para a festa

por Pedro Silva, em 01.09.16

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magem  de zerozero

 

Que dizer de uma partida onde se sabia à partida que o grande objectivo do adversário era o não sofrer muitos golos? Pouco. Nada mesmo, a não ser que imperou a normalidade. Isto porque a selecção de futebol de Gibraltar - a mais recente invenção da UEFA e FIFA - é uma equipa habituada a levar “pancada” de todos pelo que ante o Campeão Europeu o seu objectivo foi alcançado: sofrer somente um golo na primeira parte.

 

E é precisamente nesta primeira parte que reside o problema. Ou melhor, um dos problemas porque ainda estou para perceber como é que a nossa equipa “afinou” a estratégia para o jogo com a Suíça (este bem a sério dado que conta para o apuramento para o Mundial) diante de tão fraco grupo de futebolistas. Se a ideia era a de brindar a malta da Invicta com uma tremenda festa mais valia terem-se ficado pela entrega das medalhas na Câmara Municipal do Porto. A primeira parte desta partida é bem elucidativa da grandiosa preparação que Portugal fez para o jogo da próxima Terça… Joguem assim diante os Suíços!

 

A justificação que tem sido utilizada pelos mídia portugueses para justificar tão vergonhosa prestação na primeira parte não justifica tudo. Bem vistas as coisas até parece uma desculpa esfarrapada dado que a Equipa de Todos Nós já disputou jogos bem mais difíceis sem Cristiano Ronaldo e com sistemas de jogo diferentes do 4x4x2 e venceu. Por isto não me venham cá com esta treta que isto “não cola”. Atleta que jogue pela Selecção nacional portuguesa tem de dar o litro seja contra Gibraltar, Alemanha ou Baguim do Monte!

 

Vamos a ver o que vai acontecer diante da Suíça. Se a coisa correr mal (espero bem que não) já há justificação para o facto.

 

Chave do Jogo: A mudança ao intervalo de sistema permitiu uma segunda parte muito agradável e permitiu golos. Portugal passou do 4x3x3 para o 4x4x2 que utilizou no Campeonato da Europa. Opinião de Igor Gonçalves (Jornalista do zerozero) que subscrevo por completo.

 

Arbitragem: Tal como o jogo. Normal e tranquila. O Sr. Erez Papir e a sal equipa tudo fizeram para que ninguém desse por elas, sinal de que desempenharam bem o seu papel de equipa de arbitragem.

 

Positivo: Nani fez dois golos e, só por isso, já merce destaque. Ainda assim, o extremo do Valência esteve bem na partida, especialmente a jogar perto de André Silva, no 4x4x2 da segunda parte.  Opinião de Igor Gonçalves (Jornalista do zerozero) que, mais uma vez, subscrevo por completo.

 

Negativo: Talvez deslumbrados com tanta facilidade, a equipa lusa perdeu-se em demasiadas fintas e cruzamentos sem nexo para a área. Só foi feito um golo e, em 4x3x3, notou-se que a equipa estava com pouco critério nos lances ofensivos. Opinião de Igor Gonçalves (Jornalista do zerozero) que, mais uma vez, subscrevo por completo.

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publicado às 23:43


Digam lá mal do Cristiano

por Pedro Silva, em 06.07.16

imgS620I177583T20160706220405.jpg 

imagem de zerozero

 

12 anos. Foram precisos 12 anos e um Líder de nome Cristiano Ronaldo para que a nossa Selecção marcasse - novamente – presença numa final de um Europeu de Selecções. A equipa que todos criticam por ser realista e jogar o futebol que sabe (a chave do sucesso desta equipa) está na final do Euro de França. Melhor só mesmo ganhar o “caneco” e tal é bem possível e Portugal já mostrou, por mais do que uma vez neste EURO, que tem capacidade para ganhar.

 

Quanto ao jogo ante o País de Gales a primeira coisa que me saltou à vista foi a calma que a Equipa de Todos Nós transmite. Desde o jogo com a Croácia que me sento diante da televisão e vejo o jogo com muita calma, sinal de que quem está no campo sabe muito bem o que fazer, como o fazer e quando fazer. Portugal é uma equipa em crescendo e, sobretudo, muito unida e voluntariosa em todos os aspectos do jogo.

 

Nos primeiros 45m nem Gales nem Portugal entraram fortes na partida. O que é natural dado que falamos de uma meia-final de um Europeu se bem que Portugal poderia ter evitado uma pequena “tremideira” na fase inicial da partida.

 

O jogo foi-se desenrolando, Portugal começou a impor o seu jogo devagar (devagarinho) até que o equilíbrio passou a ser a nota dominante. Era preciso vir ao de cima aquilo que sempre tenho aqui falado quando analiso os jogos da nossa Selecção: o rasgo individual. O dito apareceu na segunda parte oriundo de um belo lance de cabeça do Melhor Jogador do Mundo (Cristiano Ronaldo). A partir daí só deu Portugal e Gales “perdeu a cabeça” (a exibição do seu Guarda-redes foi disto um bom exemplo). A vitória Lusa acabou por ser perfeitamente justificada e natural.

 

O último degrau desta longa caminhada até Paris já está ultrapassado. Agora resta entrar no Olimpo dos Campeões e Portugal – apesar de ser um pequeno País - tem tudo para abrir de par em par a porta deste Olimpo. Mas atenção. Cuidado com deslumbramento. Seja a França ou a Alemanha na Final o jogo é para se ganhar mas é sempre mais importante – muito mais importante – que o grupo de trabalho da equipa das Quinas mantenha os pés bem assentes no chão e consiga dar tudo por tudo na concretização de um sonho que já tem 12 longos anos.

 

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 50, altura em que João Mário marcou o canto que foi aproveitado por Cristiano Ronaldo para marcar o golo inaugural da partida. A partir deste momento o País de Gales viu a sua estratégia ruir por completo e nunca mais se encontrou durante o resto do jogo.

 

Positivo. Cristiano Ronaldo. Um líder no verdadeiro sentido do termo. Ronaldo “carregou a equipa às cotas”. Uma postura que é para se manter no próximo Domingo porque a Final é para se ganhar.

 

Negativo: A “tremideira” inicial. Portugal mostrou algumas dificuldades no período inicial do jogo e tal ante uma equipa mais cínica (como a Alemanha) pode vir a ser a “morte do artista”.

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publicado às 22:26


As melhoras que se exigiam

por Pedro Silva, em 29.03.16

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Imagem de zerozero


É muito por causa destas coisas que me agrada ver Fernando Santos como Selecionador nacional. Com ele as coisas mudam quando tem de mudar. Se ante a Bulgária foi notória uma clara falta de vontade de certos Atletas e adaptações que não correram bem, ante a Bélgica a coisa bem diferente. E diferente para melhor porque houve empenho da parte de todos e não se inventou em nenhuma posição.

 

Efectivamente com um defesa lateral direito no verdadeiro sentido do termo (Cédric) e Danilo no meio campo Portugal entrou muito melhor do que na passada Sexta-feira. Portugal deixou que os Belgas tivessem a ideia de que controlavam a partida para depois poder sair em rápidos contra ataques pelas alas onde Cédric e Raphael Guerreiro estiveram sempre muito bem. Danilo “ia limpando” o meio campo dando, desta forma, uma grande tranquilidade ao meio campo Luso permitindo que João Mário e André Gomes pudessem explanar o seu futebol. Quem viu João Mário ante a Bulgária e quem o viu hoje ante a Bélgica… Realmente isto de ter Danilo no meio campo é outra coisa! Espero bem que Danilo faça parte dos eleitos de Fernando Santos quando este tiver de elaborar a lista dos 23 para o EURO, mas tudo vai depender de como estará o Jogador nesta altura e de como estarão João Moutinho e Tiago.

 

Ainda sobre o meio campo gostaria de deixar aqui uma pequena nota sobre William Carvalho. Fernando Santos tem experimentado colocar o Jogador na posição de Danilo Pereira mas pessoalmente não me parece que esta seja, por agora, uma boa aposta. William esta a realizar uma época um pouco mais abaixo daquilo a que nos habitou – nestes dois jogos de preparação não vi o William a fazer metade daquilo que Danilo fez - pelo que, a continuar assim e caso não existam alternativas na hora da decisão, não creio que seja má ideia olhar para William mais como se de um 8 se trate em vez de um 6.

 

O outro sinal claro que houve uma melhoria do jogo da Bulgária para este está no golo sofrido por Patrício. Ante os Búlgaros a defesa Portuguesas “meteu água” da cabeça aos pés. Hoje ante os Belgas o único erro defensivo dos Lusos deu em golo dos Belgas. Uma postura a manter no Europeu de França se Portugal quiser ser um dos candidatos á vitória final. E já que falo aqui na defesa, penso que seria de bom-tom que Rui Patrício não se adiantasse muito da baliza dado que foram algumas as vezes em que os Belgas tentaram rematar de longe e em muitas delas quase tinham sucesso.

 

Quanto ao araque ficou demonstrado que contra equipas mais fortes não se coloca a questão do ponta de lança-Isto porque Portugal joga mais retraído e necessita de ter na linha da frente Jogadores como Cristiano Ronaldo e Nani que fazem da velocidade a sua maior arma. O problema é quando a nossa Selecção tem de jogar contra equipas teoricamente mais fracas onde é necessário um, ou vários, Jogadores que consigam jogar de costas para a baliza adversária… E não contem com Éder para isto! Relembro que na fase de grupos Portugal vai ter de medir forças com Selecções modestas. Uma “malapata” que Fernando Santos pode muito bem colmatar com a chamada de Hugo Vieira e/ou Bruno Moreira.

 

Em jeito de conclusão e de análise global a esta dupla jornada de preparação da equipa de Todos Nós tenho que dizer que o saldo final acabou por ser positivo. Houve uma clara evolução de uma partida para a outra e espero que na hora da verdade seja possível criar-se um grupo unido, forte e, sobretudo, psicologicamente e fisicamente bem preparado para o EURO.

 

Chave do Jogo: A dita apareceu ao minuto 20´ do jogo. Altura em que Nani marcou o golo inaugural da partida após uma jogada fantástica de Cédric pela faixa direita. A partir daí os índices de confiança Lusos subiram em flecha e aos poucos a equipa Portuguesa passou a controlar, quase por completo, os destinos da partida.

 

Positivo: Humildade. É sempre bom quando reconhecemos os nossos erros pois só desta forma podemos melhorar onde temos de melhorar. A nossa Selecção fez isto mesmo e espero que tal postura seja para manter pois é desta mentalidade que se fazem os Campeões.

 

Negativo. Éder. O suposto ponta de lança não sabe segurar uma bola, não sabe tabelar com os colegas, não sabe cabecear, não sabe dominar uma bola, não sabe fazer um passe, em suma, Éder não tem qualidade para estar na Selecção nacional. E tal foi bem visível na partida de hoje.

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publicado às 23:15


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