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Vencer primeiro e convencer depois

por Pedro Silva, em 24.10.18

moscovo-sempre-um-destino-de-eleicao.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Vencer primeiro e convencer depois. Esta parece ser mesmo a ideia chave do técnico Sérgio Conceição para esta época. Confesso que até que sou apologista desta forma de estar no futebol pois, para mim, a conquista dos três pontos é muito mais importante do que a preocupação de se proporcionar um bom espectáculo a quem segue a partida.

 

Contudo existem limites. Limites razoáveis tais como (por exemplo) o saber-se controlar o jogo para se evitar que mesmo com menos um elemento em campo a equipa adversária consiga criar lances de real perigo para a baliza de Casillas. Este tal limite razoável de se controlar a posse da bola – e por conseguinte o jogo – também podia, e deveria na minha opinião, ser aplicado por este Futebol Clube do Porto desde o minuto inicial de cada jogo… Com tal podia (talvez) evitar-se as situações de grande calafrio com as quais Iker lidou hoje com uma mestria exemplar. Tal fica ainda mais difícil de se entender se tivermos em linha de conta que hoje os Dragões tiveram Óliver Torres em campo, pelo que não se percebe (pelo menos eu não percebo) a tremenda dificuldade que os azuis e brancos tem de controlar um jogo em que o adversário é de qualidade inferior. Um problema que tem sido recorrente esta temporada, diga-se de passagem. Somente no terceiro golo portista é que vi futebol no verdadeiro sentido do termo. Os outros dois golos foram, quando muito, fruto de erros da equipa moscovita que os atletas do FC Porto souberam - e bem - aproveitar.

 

Apesar de as razões - válidas - de queixa serem uma realidade, a verdade é que o Futebol Clube do Porto venceu hoje o Lokomotiv fora de portas e está com “um pé” na fase seguinte da UEFA Champions League e ainda tem fortes possibilidades de vir a vencer o grupo. Por isto espero que esta táctica do “tudo para a frente em busca do golo e o resto que se lixe” continue a colher os seus frutos até o apuramento portista para a fase seguinte da prova milionária ser uma realidade…

 

MVP (Most Valuable Player): Héctor Herrera. Confesso que me foi difícil encontrar o MVP portista deste jogo porque a equipa “brilhou” mais como um colectivo que foi fazendo o possível por vencer, mas o golo que Herrera marcou aliado a uma exibição q.b. no que ao capítulo do passe diz respeito fez com que lhe atribuísse este título.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse em definitivo para o seu lado.

 

Arbitragem:  Arbitragem segura de Bobby Madden, que foi firme e correto ao assinalar os penáltis e ao expulsar Kverkvelia.

 

Positivo: Iker Casillas. Defendeu com grande mestria uma grande penalidade e esteve sempre bem nas situações de maior perigo para a baliza portista.

 

Negativo: “Para a frente e o resto que se lixe”. Esta filosofia de jogo de Sérgio Conceição só serve para criar dificuldades onde elas não existem.

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publicado às 23:21


Curiosidades do Futebol: PFC CSKA Moscovo

por Pedro Silva, em 14.08.14

O CSKA é um dos clubes mais conhecidos e vitoriosos da Rússia. A equipa de Moscou venceu sete Campeonatos da antiga União Soviética e, desde o fim do Regime Comunista, três Campeonatos Russos. A sua maior glória internacional foi a conquista em 2004/05 da Taça UEFA, actual Liga Europa, vencendo na Final o Sporting Clube de Portugal por 3 a 1, tornando-se desta forma o primeiro Clube Russo a ganhar um Título Europeu.

 

O nascimento

 

O CSKA foi fundado no dia 13 de Junho de 1901. A sigla CSKA significa Clube Central dos Desportos do Exército de Moscovo.

O clube Moscovita venceu deC campeonatos Nacionais, somando-se os triunfos obtidos na antiga União Soviética e actual Federação Rússa. O seu último Título foi conquistado em 2006.

 

A instituição começou por ser um Clube de Esqui, fundado por um grupo de entusiastas dos Desportos de Inverno.

 

O CSKA, como se chama o Clube há 21 anos, já teve seis nomes diferentes ao longo da sua história. Fundado como a Sociedade dos Amigos do Esqui, em 1928, mais tarde passou a chamar-se Clube Desportivo do Gabinete Central do Exército Vermelho. Vinte e três anos mais tarde, eis que muda novamente de nome. A partir de então, a equipa passou a ser conhecida como Clube Desportivo do Gabinete Central do Exército Soviético. Em 1957, mais uma alteração no nome e surgiu o Clube Desportivo Central do Ministério da Defesa. Entre 1960 e 1988, a Agremiação, adquiriu a sua denominação actual: Clube Desportivo Central do Exército.

 

O crescimento

 

O período mais vitorioso da história do CSKA ocorreu entre os anos de 1946 e 1951, quando o Clube foi cinco vezes seguidas Campeão do Campeonato Soviético e três vezes vencedor da Taça da União Soviética. O jogador que esteve presente na maior parte dessas conquistas foi Grigory Fedotov. O atacante disputou 155 partidas e marcou 126 golos. Até hoje, ele é o maior artilheiro do Clube.

 

Nos anos seguintes, o Clube teve dificuldades para repetir o mesmo sucesso. Apenas em 1970 os adeptos do CSKA voltaram a comemorar a conquista de um Campeonato. Na altura a equipa era liderada pelo filho de Fedotov, que não era apenas o ídolo doa adeptos do CSKA, dado que este também se tornou o recordista de presenças no tradicional Clube de Moscovo. Vladimir vestiu a camisola do CSKA por 15 Temporadas, disputando 381 partidas antes de acabar a sua carreira em 1975.

 

No novo milênio, o Clube está a conseguir resgatar os seus tempos de glória do passado. A melhor Temporada foi certamente a de 2004/05. Além de ter conquistado o Título Nacional e a Taça da Rússia, a equipa Moscovita também levou para casa a Taça UEFA. Para que a época tivesse sido perfeita faltou apenas vencer a Supertaça Europeia, na altura arrecada pelo Campeão Europeu Liverpool.

 

O estádio

 

O Estádio Luzhniki, também conhecido como a "Grande Arena", foi construído em 1956. Com capacidade para 84.745 espectadores, o estádio pertence ao Torpedo de Moscovo e é a maior arena do País. Durante as Olimpíadas de 1980, o Complexo Desportivo chegou a ter capacidade para 103 mil pessoas. Entre 1995 e 1997, o estádio foi reformado e o número de lugares reduzido. É um dos poucos grandes estádios Europeus que possui relva artificial.

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publicado às 18:02


Curiosidades do Futebol: Dínamo de Moscovo FC

por Pedro Silva, em 07.08.14

Começou por se chamar Morozovski, mas foi como a equipa do temível KGB que construiu a sua fama: o Dinamo de Moscovo, berço do Aranha negra, o mítico Yashine, um guarda redes que mudou a vida nas balizas, símbolo supremo de um Clube onde também figuram, a letras de ouro, nomes como Kartsev, Beskov, Bobrov, Smichastni, Komitch e Pilguj, entre outros..

 

Fundado em 1923

Onde joga: Dinamo Stadium

Campeão Soviético: 1936 (Primavera), 1937, 1940, 1945, 1949, 1954, 1955, 1957, 1959, 1963, 1976 (Primavera).

Taça da URSS: 1937, 1953, 1967, 1970, 1977 e 1984

Taça da Rússia: 1995

 

Em 1887, dois irmãos Ingleses, de apelido Charnock, introduziram o futebol na Rússia, por entre os empregados de uma fábrica de algodão por eles dirigida, em Orehovo-Zuyevo.

 

Até ao eclodir da Revolução de 1917, o futebol foi ganhando adeptos entre as fábricas têxteis, na região da grande Moscovo, dirigidas, sobretudo, por Ingleses e Alemães. Existem, no entanto, registos que provam presenças futebolísticas em outras partes do território, como na região do Caúcaso, a sul, onde, para se defender os poços de petróleo das invasões Japonesas, se concentravam grandes legiões do exército Russo, cujos militares muitas vezes se divertiam aos pontapés a um objecto esférico, em jogos regidos por regras pouco definidas, mas que segundo gravuras da época, eram dirigidas por superiores hierárquicos, montados a cavalo.

 

Entre 1900 e 1910, começaram a disputar-se as competições moscovitas de foot-ball. O povo aderiu em massa…

 

Após a Revolução, fundada a URSS, muitos clubes começaram a nascer pela região de Moscovo. A maioria deles ainda existe hoje, mas surge aos nossos dias, com nomes totalmente distintos, que reflectem, afinal, as mudanças sócio-politicas que moldaram a sociedade Russa e por extensão, os seus Clubes de futebol.

 

Um deles, no inicio, era o Morozovsti, vencedor de sucessivos Campeonatos Moscovitas. Após a Revolução, foi, primeiro, apropriado pelos Sindicato dos Operários Electricistas e, depois, em 1923, pelo Ministério do Interior, Sede da temida Policia KGB, ganhando o nome que perdurou através dos tempos: Dínamo de Moscovo FC. O seu fundador foi o chefe Felix Dzerzhinsky.

 

Ler mais aqui.

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publicado às 21:21


Falemos da Ucrânia

por Pedro Silva, em 02.12.13

Pouco mais se tem falado da Ucrânia senão que nos últimos dias tem existido manifestações violentas um pouco por todo o País com especial foco na capital Kiev. O motivo é simples: os Ucranianos querem uma maior aproximação ao espaço Europeu em detrimento das boas relações com Moscovo.

 

Os mais desatentos dirão que a este Povo do Leste apenas lhe interessa os fundos comunitários que darão o empurrão final para que a Ucrânia saia do marasmo em que está “atolada” há muitos anos, mas a coisa não é bem assim. Assim como não é estranho o silêncio das Instituições Europeias sobre os mais recentes acontecimentos nas terras de Chernobyl. Vamos por partes.

 

A Ucrânia foi sempre vista pelos Russos como uma colónia onde habita a mão-de-obra que faz os trabalhos que mais ninguém quer fazer. Os Russos sempre acharam que os Ucranianos são um Povo de preguiçosos. Estas teses foram um dos Mandamentos da antiga União Soviética que recorria aos Ucranianos para todo o tipo de trabalho sujo. Por exemplo; quando Estaline teve a brilhante ideia de invadir a Finlândia por uma questão de defesa (?), o contingente de soldados Soviéticos era composto quase na totalidade por Ucranianos, soldados estes que foram massacrados na gélida Finlândia. Escusado será dizer o que Estaline fez na Ucrânia durante a 2.º Guerra Mundial… E depois ainda tivemos Chernobyl.

 

Em resumo, a Ucrânia tem razões históricas mais que suficientes para voltar costas a Moscovo e afrontar a Rússia com uma aproximação ao Ocidente.

 

Contudo o Ocidente aqui representado pela União Europeia também não parece muito interessado em anexar mais um membro ao seu Clube. Isto porque a Ucrânia não é a Croácia, Bulgária, Roménia, Eslovénia, Eslováquia e Republica Checa. A Ucrânia tem tudo para poder ser uma das maiores potências Europeias e Mundiais sem ter de pedir licença a ninguém dado que recursos naturais não lhe faltam e extensão territorial também não.

 

A Sra. D. Europa (entenda-se Alemanha) não tem nenhum interesse em que venha agora a Ucrânia fazer-lhe sombra. Para mais com toda a certeza que a Alemanha não vai montar as suas fábricas de automóveis e de medicamentos a baixo custo em solo Ucraniano porque por lá a mão-de-obra é altamente qualificada. Convêm recordar que uma das melhores Universidades de Física Nuclear está sediada na Ucrânia.

 

Naturalmente que eu sou a favor de que a vontade do Povo se sobreponha à vontade dos Governantes. Se os Ucranianos querem que o seu País celebre um acordo comercial com Bruxelas e não com Moscovo, então que se celebre o dito acordo mas convêm não esquecer que cá pela Europa a “patroa” não está muito interessada no assunto. Resta-lhes Moscovo, mas depois é o que se vê…

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publicado às 16:28


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