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Momento Mafalda (218)

por Pedro Silva, em 19.11.18

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publicado às 22:38


A Agente Vermelha

por Pedro Silva, em 01.06.18

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"Red Sparrow"

DramaMistérioThriller - (2018)

Realizador: Francis Lawrence

Elenco: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts

 

Sinopse: Dominika Egorova é muitas coisas: Uma filha dedicada e determinada a proteger sua mãe a todo custo; Uma bailarina excecional cuja competitividade forçou o seu corpo e mente até ao limite; Uma especialista em sedução e combate. Quando ela sofre uma lesão que põe fim à sua carreira, Dominika e sua mãe enfrentam um futuro sombrio e incerto.

 

Critica: Confesso que sou o primeiro a desconfiar de uma produção cinematográfica altamente publicitada. E, mais uma vez, comprova-se esta minha desconfiança pois este “A Agente Vermelha” de Francis Lawrence é um fiasco. Trata-se de um filme com bastante potencial, mas as ideias pré concebidas são de tal ordem que este acaba por ser uma banalidade. No fundo, “A Agente Vermelha” acaba por ser algo que feito para alimentar as mentes mais fraquitas dos USA.. Existem séries (The Americans por exemplo) que exploram muito melhor e mais eficazmente a ideia base desta pobre produção cinematográfica de Francis Lawrence.

 

A trama que serve de base ao argumento deste “A Agente Vermelha” até que é interessante. Tal como a sua reviravolta final. Mas o “miolo” (que é como quem diz, o “grosso” da história) é, na sua crassa maioria, preconceituoso, desrespeitoso para com a capacidade intelectual do espectador e enfadonhamente chato (para não dizer que padece de uma falta de originalidade atroz). Esta coisa de que os Norte-americanos sãos uns Anjinhos e os Russos uns Demónios “já não cola”. Pelo menos para quem tem dois dedos de testa e sabe separar o trigo do joio. Temos então que o argumento de “A Agente Vermelha” tem uma boa base de trabalho, recorre á fundamentação histórica mas no essencial este transforma-se rapidamente numa história da carochinha. Pior do que isto só mesmo os “mega chatos” argumentos dos filmes do James Bond.

 

O elenco não está muito melhor do que o argumento. Confesso que gosto de ver Jennifer Lawrence a trabalhar, mas não vou dizer que a actriz esteve bem no desempenho do seu papel. A culpa não é sua. É antes de quem a mandou fazer a figura que faz durante o filme. A ideia com que fiquei é que o realizador Francis Lawrence apostou em grande na aparência da protagonista principal do que naquilo que é a razão de ser do cinema. Tal explica os momentos em que vemos Jennifer a murmurar qualquer coisa para quem está contracenar com ela no grande ecrã. E tal também explica, com certeza, a pobreza franciscana do restante elenco. Mau. Muito mau mesmo!

 

Os cenários e a banda sonora costumam “salvar a honra do Convento”, mas não neste “A Agente Vermelha”. Cenários mal filmados e pouco – ou nada! – diversificados. Muita confusão entre momentos, o que dificulta (ainda mais) a compreensão de uma história que é complexa no pior sentido. E nem vou aqui fazer referência ao exagero das cenas com pica luz… E dar pela Banda Sonora é que é uma tarefa, digamos, complicada.

 

Em suma; até que gostaria de recomendar este “A Agente Vermelha” por causa da sua excelente base histórica, mas não o posso fazer. Jennifer Lawrence merecia mais. Muito mais do que algo altamente publicitado que passa a imagem de algo que não é.

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publicado às 18:19


Atomic Blonde - Agente Especial

por Pedro Silva, em 05.11.17

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"Atomic Blonde"

AcçãoMistérioThriller - (2017)

Realizador: David Leitch

Elenco: Charlize Theron, James McAvoy, Sofia Boutella

 

Sinopse: O comunismo está em colapso e em breve o Muro de Berlim irá abaixo com ele. Duas semanas antes, um oficial MI6 disfarçado, foi morto em Berlim e estava carregado de informações de uma fonte no Oriente, uma lista que supostamente contém o nome de cada agente de espionagem que trabalha em Berlim. Agora uma espia experiente sem vínculos pré-existentes em Berlim, foi enviada para este barril de pólvora de agitação social, contra-espionagem, deserções e assassinatos secretos.

 

Critica: Este é daquele tipo de filme que tem tudo para ser muito bom mas que peca por faz da sua essência a violência, violência esta que em muitas cenas é levada ao extremo. Em certos momentos chega mesmo a roçar o ridículo. David Leitch tentou seguir o estilo do “The Departed” de Martin Scorsese, mas este falha redondamente nesta sua intenção. É uma pena pois este “Atomic Blonde - Agente Especial” tem tudo para ser um filme bastante agradável de se ver.

 

Dizer-se que este filme tem um argumento é uma pura anedota. Este tem um bom pano de fundo e um enredo fantástico, mas argumento é coisa que não tem de certeza. Só assim se percebe que Charlize Theron passe 95% do filme a levar ou á pancadaria com alguém. Em certos momentos isto até que aborrece. É isto e a tresloucada quantidade de tabaco que as personagens fumam como se nos anos 80 fosse tudo louco por nicotina.

 

No elenco o meu destaque vai inteirinho para o trabalho fantástico de James McAvoy. O actor faz algo de extraordinário neste filme que é colocar o espectador contra a sua personagem. E o objectivo até que é este. Já Charlize Theron mostrou ter um jeitinho bestial para andar à porrada. Isto se tiver sido Charlize Theron a protagonizar todas as cenas do “Atomic Blonde - Agente Especial”. Sofia Boutella até que se safou bem se bem que quase não apareceu a não ser em determinadas “cenas”.

 

Os cenários não estão grande coisa. Bem sei que a ideia é a de mostrar a Berlim do leste dos anos 80 completamente em ruínas, mas existem certos limites para o exagero. Nem tudo era a selva urbana que o filme nos quer fazer crer que era. Para além de que David Leitch poderia – e deveria – ter variado um pouco mais os cenários dado que a determinada altura ficamos com a sensação de que tudo se passa no mesmo local.

 

A única coisa que se pode apelidar de muito razoável é mesmo a Banda Sonora. E mesmo assim é preciso um certo esforço para darmos por ela.

 

Concluindo; “Atomic Blonde - Agente Especial” é um filme que tem potencial mas que está arruinado pelo excesso de violência. Contudo recomendo a que o vejam e façam o vosso próprio juízo.

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publicado às 23:55


Caderno da Morte

por Pedro Silva, em 02.09.17

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"Death Note"

FantasiaTerrorMistério - (2017)

Realizador: Adam Wingard

Elenco: Nat Wolff, Willem Dafoe, Keith Stanfield

 

Sinopse: Light Turner encontra um bloco de notas sobrenatural e usa-o para matar, atraindo assim a atenção de um detetive, de um demónio e de uma colega da sua turma.

 

Critica: Interessante sem no entanto ser brilhante. Para mais estou em crer que para se apreciar estre “Death Note” versão norte-americana é estritamente necessário que se tenha visto o anime do dito que serve de base a esta produção de Adam Wingard.

 

Adam Wingard criou um filme ao qual lhe vão seguir umas quantas sequelas. Isto porque o Realizador optou por contar a história base do “Death Note” versão anime a uma velocidade atroz. Dito de outra forma; o argumento deste “Caderno da Morte” até que está interessante, cativante e - aqui e acolá – muito bem produzido, contudo este parece estar um tudo ou nada incompleto. Espacialmente na forma como tudo termina pois este vai ter uma série de sequelas que se não forem produzidas (não o serão seguramente) acabarão por estragar o que a saga “Death Note” tem de bom.

 

Relativamente ao elenco, confesso que não fiquei assim muito impressionado com o trabalho no geral de todos os intervenientes. Como conhecedor do anime “Death Note” fiquei um tudo ou nada desiludido com as perfomances de Nat Wolff e Keith Stanfield. Ao primeiro falta-lhe aquele “brilhozinho” que caracteriza o vilão da história e ao outro o seu pecado foi o de ter exagerado na interpretação da sua personagem. Tal terá sucedido por força das instruções do Realizador? Não sei, mas se o foi então bem que Adam Wingard poderia ter sido por outras instruções bem melhores tendo em consideração a base de trabalho que tinha em cima da sua mesa.

 

Nos efeitos especiais a minha crítica vai para o subaproveitamento de uma personagem que tem – e terá sempre – um papel fundamental na história do “Death Note” (seja qual for a sua versão). Pela sua importância na história, Ryuk merecia um papel de destaque muito maior do que aquele que vemos nesta versão do “Death Note”. Vejam o anime e ficarão a perceber porquê razão afirmo tal coisa.

 

A banda sonora também podia - e deveria - estar bem melhor. Filme que quase não tem banda sonora é uma seca. Não fosse o argumento ser razoavelmente bom…

 

Concluindo; “Caderno da Morte” de Adam Wingard tem a minha recomendação não obstante alguns “equívocos” que lhe retiram a boa qualidade que poderia ter.

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publicado às 23:55


The Hateful Eight

por Pedro Silva, em 03.01.16

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ComédiaDramaMistério (2015) – “The Hateful Eight”

Realizador: Quentin Tarantino

Elenco:  Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Kurt Russell

 

Sinopse: Inspirado nos clássicos do gênero Sete Homens e um Destino (1960) e Os Doze Condenados (1967), o faroeste traz a história de uma diligência contendo vários passageiros, que são impedidos de continuar viagem por causa de uma nevasca. Logo, eles são vítimas de um ataque de caçadores de recompensas e outros criminosos.

 

Critica: Na Vida existem duas coisas inevitabilidades. Uma é que da morte ninguém escapa e a outra é que um filme de Quentin Tarantino é sempre um filme de excelência. Este The Hateful Eight é somente a confirmação (como se fosse preciso) do que escrevi atrás.

 

Tarantino é um génio do cinema que Hollywood resolveu desprezar por inveja. Os “donos do cinema” preferem uma nova geração de Realizadores que nem um filma decente sabem realizar a dar valor a um veterano que quando se retirar do mundo do cinema irá deixar a> Sétima Arte órfã para todo o sempre.

 

The Hateful Eight regressa aos bons tempos de Tarantino. Um filme contado por episódios onde o interesse no sucedido vai subindo gradualmente até atingir o seu pico máximo no final da história que Quentin nos conta com uma destreza e mestria impressionante. Ver este The Hateful Eight é como ir a um Restaurante Michelin.

 

Em termos de argumento esta produção de Tarantino está simplesmente genial. Como já aqui disse, a história desenrola-se calmamente e nenhum pormenor fica de fora. Tudo é apresentado no seu devido tempo e local. Uma excelente forma esta de fazer cinema! A história é complexa mas muito, mesmo muito, interessante e a forma como termina é do melhor que já vi em cinema.

 

Qyuanto ao elenco tenho de dizer que é do melhor que já vi. Quentin Tarantino é conhecido por trabalhar com os melhores e por exigir destes somente o melhor e nada mais. O resultado é um punhado de interpretações que fazem corar quem já venceu a tal de “estatueta de ouro”. Em suma todo o elenco tem um desempenho simplesmente perfeito.

 

Por últimos os cenários e banda sonora. O primeiro é escasso mas o tipo de história que nos é contada não precisa de variar muito em termos de cenário dado que o argumento e elenco fazem o favor de o tornar apetecível e muito apropriado para as circunstâncias. Quanto à banda sonora, esta está simplesmente divinal (assim como tudo o resto neste The Hateful Eight do Mestre Tarantino).

 

Em suma, trata-se de um filme que recomendo vivamente a que vejam.

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