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E discutir o essencial?

por Pedro Silva, em 02.07.18

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Confesso que compreendo perfeitamente a tremenda antipatia (vamos colocar a questão nestes termos mais “simpáticos”) que o Mundo tem para com Donald Trump. Efectivamente a atitude arrogante, belicista, irracional, tresloucada e autoritária - tão do agrado do cidadão norte-americano e do emigrante português radicado nos USA! – faz com que o europeu (especialmente este e só este) tenha uma certa raiva para com Trump. Daí que seja perfeitamente natural o recente regozijo de muitos quando um Chefe de Estado (no caso Marcelo Rebelo de Sousa) de um pequeno país europeu chega à Casa Branca e dá uma de grande líder perante Trump- Especialmente se tivermos em linha de conta que tanto Merkel como Macron foram, há não muito tempo, publicamente menosprezados (e muito mal tratados) pela Administração Trump.

 

O problema é que tudo isto é muito giro, mas está longe (muito longe) de ser o essencial. Dito de outra forma para que todos me percebam, as recentes cenas tristes do Sr. Presidente Marcelo na Casa Branca podem ter sido motivo de satisfação para quem se contenta com a temática “enche chouriço” muito própria da dita “imprensa cor-de-rosa”. A mim, espectador e eleitor muito mais exigente do que a crassa maioria dos portugueses, para além de me ter parecido que Donald Trump estava nitidamente a gozar com o nosso Chefe de Estado (algo que vindo de Trump não é para admirar) ficou a nítida e amarga sensação de que Marcelo aproveitou uma cimeira para nada de relevante para ambos os Estados se discutir.

 

Tendo em consideração o que veio a público, nada se discutiu na dita Cimeira. Neste momento em cima da mesa da chamada geopolítica estão interesses comuns a Portugal e Estados Unidos da América que importam clarificar em vez de se ver quem é o “Professor e o Bronco”. Um destes interesses até que é bem conhecido de todos nós. Refiro-me à questão da Base das Lajes cujo futuro permanece ainda muito incerto. Refiro-me, também, à posição dos USA perante a NATO e à nova Ordem Mundial que a guerra na Síria está, aos poucos, a modificar radicalmente. Estes temas, entre muitos outros do foro comercial (e não só), é que deveriam ter sido alvo de debate de uma forte e acérrima defesa dos interesses de Portugal e da Europa por parte do Presidente Marcelo. Só que em vez disto tivemos uma espécie de competição de virar microfones in loco em que (segundo os festejos de muito boa gente) Marcelo parece ter dado uma tremenda “tareia” pública a Trump.

 

E para terminar, volto a perguntar: E discutir o essencial?

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (02/07/2018)

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publicado às 21:30


Da auspiciosa vitória Europeia

por Pedro Silva, em 20.07.15

Já no seu tempo Adolf Hitler dizia que o problema da Europa eram os Judeus. Daí à “Solução Final” foi um saltinho de pardal e não faltou quem alinhasse neste pensamento e fizesse desta “Solução” a única saída para o problema. Foi este o papel de Joseph Goebbels e, pelos vistos, é também este o papel de Michael no que ao problema da Zona euro diz respeito.

 

É que muitas crónicas volvidas e muitas trocas de opiniões com quem defende esta forma de agir da Europa dos Credores e dos Devedores ainda não consegui perceber porquê razão somente a solução do Sr. Wolfgang Schäuble é a única e genuína para a resolução do problema. Porquê carga de água tem a austeridade de ser uma necessidade?

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Excerto do meu último artigo de opinião publicado no Repórter Sombra

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publicado às 16:12


Ainda a Europa dos nossos dias

por Pedro Silva, em 12.07.15

Temos Juncker, presidente da Comissão Europeia, que enquanto primeiro-ministro do Luxemburgo assinou acordos secretos de fuga fiscal com todas as multinacionais. Temos a senhora Lagarde, que em França perdoou as dívidas fiscais a Bernard Tapie, talvez o maior trânsfuga a norte dos Pirenéus. Temos o ministro Schäuble, cabecilha do mega-escândalo do financiamento ilegal da CDU alemã. Temos o espanhol Rajoy, que durante anos recebeu todos os meses milhares de euros numa caixa de sapatos. Temos o Coelho Imperfeito, em Portugal, que optava deliberadamente por não pagar a Segurança Social porque “não sabia”. E agora temos um Jeroen Dijsselbloem (em linguagem fonética, lê-se Jeroen Dijsselbloem...) que inventou um mestrado em Economia e Negócios na Universidade de Cork na Irlanda quando afinal só lá andou uns meses a estudar a Indústria dos Lacticínios e não terminou nada, nem sequer há mestrado sobre esse assunto, ai que o leite já se entornou.

 

Bem-vindo ao clube dos cumpridores das regras europeias, senhor Jeroen Dijsselbloem (lerJeroen Dijsselbloem)!

 

Uma das características mais notáveis do senhor é pertencer nominalmente ao grupo socialista europeu e, ao mesmo tempo, achar que os mercados e os governos não têm nada de ideológico quando optam pela destruição do Estado social, pelo esmagamento dos mais pobres e pela privatização total de sectores estratégicos. O sistema da União Europeia, no fundo, limita-se a admitir que nada pode mudar na economia e que os governos só têm de cumprir o que pedem os mercados. Nem que implique afundar povos na miséria e no desemprego para pagar dívidas impagáveis (mais tarde ou mais cedo se reconhecerá a verdade, mas o mais tarde possível, chiu até lá). Jurar que uma opção destas não é ideológica é revelar-se a si próprio um empedernido ideólogo.

 

Pergunta Varoufakis no seu livro: “Angela Merkel tem um botão vermelho e outro amarelo. Um termina a crise. Em qual dos dois carrega?” Responde Varoufakis: “Mesmo que a chanceler quisesse optar pelo botão vermelho, ficaria aterrorizada com a reacção do eleitorado alemão caso o fizesse.”

 

Excertos da Crónica de Rui Cardoso Martins publicada hoje no site do Jornal Público que ajuda a perceber o porquê de a nossa Europa estar no estado em que está.

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publicado às 21:04


A Europa a ver-se grega e não só

por Pedro Silva, em 07.01.15

2015 não é um ano qualquer. Não é um ano qualquer para a União Europeia porque é um ano de eleições em Países intervencionados (Portugal, Grécia e Espanha) e em Países onde a facção anti Europa/EURO/Imigração está a ganhar muita força (Inglaterra e Grécia).

 

Os Gregos desenvolveram-se durante anos a fio exclusivamente à custa dos Fundos Europeus. Fundos que surgiram sempre em troca do encerramento de todos os seus sectores de produção em nome de uma Economia Europeia comum. O “buraco negro” em que os Gregos se meteram foi criado pela mesma Europa que agora lhes exige o pagamento do devido. Uma contradição que dá força a Partidos Populistas como o tal de Syriza que, pelos vistos, vai fazer da Grécia a Argentina do Velho Continente.

 

Já os Súbditos de Sua Majestade a Rainha de Inglaterra, que quase nunca se consideraram Europeus no verdadeiro sentido do termo a não ser nos tempos em que lhes deu aquele jeito, estão fartos de ver os seus impostos encaminhados para uma Europa que insiste numa não solução de nome Zona EURO. Uma solução irrevogável segundo Bruxelas, assim como poderá vir a ser irrevogável o adeus do Reino Unido a esta Europa de irrevogáveis… E acredite-se que bem mal passará a Economia Europeia sem Londres & Companhia!

 

Realmente esta Europa está a ver-se grega e não será a solução mágica da Sra. Merkel a resolver a questão. Alias, é muito por culpa das soluções mágicas desta Sra. que a Alemanha se prepara para reviver a trágica noite das facas longas, se bem que desta vez os alvos não são os do costume.

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publicado às 12:44

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Admito que pretendia passar ao lado desta questão. Não que a mesma não seja pertinente, mas sim porque quase 90% do que a Sra. Merkel diz ou é asneira ou é disparate. Isto tudo porque a Sra. não sabe levar a cabo uma pequena pesquisa antes de fazer afirmações públicas sobre os Estados-membros da União Europeia, nomeadamente sobre os do Sul da Europa.

 

A verdade seja dita que não é isto que me move na escrita deste texto. O assunto sobre o qual pretendo debruçar está antes relacionado com os argumentos que certas pessoas cá do burgo utilizam para dar razão à Sra. em questão. E fazem-no de uma forma pouco, ou nada, esclarecedora, redutora e, pior que tudo, maldosamente selecionada.

 

Ora, dizem os defensores deste pensamento da Chanceler que em Portugal existem cursos sem saída profissional, que muitas Universidades aceitam qualquer aluno desde que este pague as propinas/taxas de admissão, que temos Universidades Privadas a mais e, a cereja no topo do bolo, que se aposta pouco ou nada no Ensino Tecnológico.

 

Pessoalmente não discordo de certos argumentos. Não o posso fazer quando vejo determinadas Licenciaturas, promovidas essencialmente pelas Faculdades Privadas, que não tem o devido e natural “escoamento” no Mercado de Trabalho. Assim a título de exemplo lembro-me do Curso de Relações Públicas Internacionais que todos os anos forma desempregados de longa duração. Neste aspecto exigia-se, a meu ver, uma maior regulação da parte do Estado.

 

Não posso é concordar quando os defensores da ideia de que temos licenciados a mais afirmam convictamente que temos de apostar forte no Ensino Profissional em detrimento do Ensino Superior.

 

E discordo essencialmente porque este Ensino também padece do mesmo mal que o Ensino Superior; ou seja, o Ensino Profissional em Portugal também forma Técnicos para o desemprego de longa duração. Quem não conhece Electricistas, Canalizadores, Trolhas, Mecânicos e outros tantos que estão no desemprego ou em trabalhos precários? Sim, o mercado de trabalho em Portugal está reduzido a pó e afecta toda a gente não obstante o seu nível de escolaridade.

 

Ainda se Portugal fosse um País senhor de uma indústria forte e altamente enraizada que necessitasse de Técnicos qualificados, tal como sucede na Alemanha por exemplo, eu ainda daria alguma razão à Sra. Merkel e a quem defende cá pelo Burgo a sua tese dos Licenciados a mais, mas a realidade é outra.

 

Tudo isto é mais um sinal de que os Políticos que têm o poder de decisão e de influência da União Europeia desconhecem completamente a realidade dos Estados-membros. E pelos vistos cá por Portugal existe muita gente a viver numa realidade imaginária senão de outra forma não embarcariam neste disparate dos Licenciados a mais/Técnicos a menos.

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publicado às 11:37


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