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Enorme balão de oxigénio

por Pedro Silva, em 22.01.19

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imagem retirada de zerozero

 

Jogo interessante este que, tal como tinha previsto, acabou por ser um tremendo balão de oxigénio para a equipa portista que, para além disto, “tourou” com mestria o eterno rival da Luz. E quando falo aqui em mestria refiro-me, obviamente, à capacidade que a equipa de Sérgio Conceição teve de gerir o jogo. Este FC Porto soube quando e como recuar para, desta forma, acabar por fazer xeque-mate ao Benfica aquando do golo de Fernando Andrade (o terceiro dos azuis e brancos).

 

Efectivamente não há muito a dizer sobre um jogo-treino onde o que havia realmente a ganhar era a moral que se ganha ao vencer um eterno rival. Felizmente o vencedor acabou por ser o FC Porto numa partida que, aqui e acolá, foi algo equilibrada. E há que ser justo pois se Moussa Marega não tivesse marcado o segundo golo da partida logo a seguri ao empate, muto provavelmente as coisas não teriam corrido bem aos Dragões. Não que o SL Benfica tivesse mostrado um futebol atractivo para vencer o FC Porto (não há mudança de Treinador a meio da época que faça milagres), mas a ideia que tenho é de que a equipa de Sérgio Conceição apenas percebeu o que tinha de fazer – e como tinha de fazer – após o internacional maliano ter marcado o segundo golo do jogo na altura em que marcou.

 

Agora o meu desejo para a Final da competição mais aldrabada do nosso calendário competitivo é, tão-somente, que Sérgio Conceição não “coloque a carne toda no assador”. Há ainda muito campeonato para se disputar, uma meia-final a duas mãos da Taça de Portugal para se disputar e uma Liga dos Campeões para se tentar ir o mais longe possível. Fica o aviso… Agora que não se repita o cenário da época transacta.

 

Uma nota final sobre João Félix. Penso que se trata de um jogador muito jovem que parece ter muito talento. Como tal vamos dar tempo ao tempo em vez de andarmos a fazer do moço o próximo Renato Sanches. Deixem-no evoluir com calma e, sobretudo, muita responsabilidade.

 

MVP (Most Valuable Player): Óliver Torres. Se há jogo onde mais se necessitou de um médio organizador de jogo foi estre em que o pequeno internacional espanhol brilhou a bem brilhar. Excelente a pautar o jogo da equipa portista e - pasme-se! - excelente também na recuperação de bolas.

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 35´ para resolver a contenda a favor do Futebol Clube do Porto. Moussa Marega marcou este golo 4 minutos após a equipa ter conseguido empatar a partida e, desta forma, acabou com a força anímica que a equipa da luz tinha acabado de alcançar.

 

Arbitragem:  Arbitragem com uma primeira parte muito complicada, até mesmo com o auxílio do VAR. Nesse capítulo, benefício da dúvida para a equipa de Carlos Xistra, que não esteve tão coerente no aspeto disciplinar. Ainda assim, um trabalho razoável, atendendo à especificidade do jogo.  Análise e opinião de  Luís Rocha (jornalista do site zerozero).

 

Positivo: Capacidade de saber sofrer. Sempre o disse, e mantenho, uma equipa de futebol não é só bola para a frente e Fé em deus. Há que saber gerir momentos e, muitas vezes, saber sofrer para vencer. Neste aspecto hoje o FC Porto es5teve muito bem.

 

Negativo: Rui Costa. Todos temos excessos. Fica por perceber (ou não) a razão pela qual Rui Costa, dirigente do SL Benfica, se exalta ao ponto de se expulso quando a sua equipa defronta o FC Porto.

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publicado às 22:14


16!

por Pedro Silva, em 30.12.18

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imagem retirada de zerozero

 

Antes de ais quero dar os parabéns a Sérgio Conceição, equipa técnica, plantel e a todo actual staff do Futebol Clube do Porto. 16 vitórias seguidas, para além de ser um novo recorde, é um feito que merece todo o cabal desataque porque tal não está ao alcance de uma qualquer equipa. E mais especial tal feito é pelo simples, mas não menos importante, facto de o Dragão não poder gozar de um grande poder de escolha no que à formação do seu plantel diz respeito graças ao “aperto” financeiro a que foi submetido nos últimos tempos. Por tudo isto – e muito mais – parabéns Sérgio.

 

Quanto ao jogo em si, embora de interesse quase que residual, este revestia-se de alguma importância. Não pela competição em si que não tem interesse algum, mas sim porque poderia esta partida do Jamor poderia servir para nos dar uma ideia sobre que FC Porto vamos ter daqui para a frente. Convêm não esquecer que as famosas paragens do Natal não costumam ser muito benéficas para os azuis e brancos, pelo que hoje havia uma certa curiosidade (pelo menos da minha parte) sobre o que seriam os azuis e brancos capazes de fazer em campo.

 

Apesar de ser ter sofrido – mais uma vez – um golo madrugador e de somente ao minuto 20 se ter rematado à baliza da equipa adversária,  confesso que até que gostei do que vi. Isto porque vi um Futebol Clube do Porto “mandão” que quis – quase – sempre tomar as rédeas de uma partida em que foi claramente superior ao tal de ”Belenenses SAD”. Claro que pelo meio tivemos direito ao habitual “chutão para a frente” de que Sérgio Conceição tanto gosta (com Herrera a comandar o meio campo não seria de esperar outra coisa) e ao habitual desacerto defensivo dos portistas sempre que do outro lado do campo está uma equipa minimamente organizada, contudo a vontade de vencer que Sérgio Conceição demonstrou com as - acertadas - substituições face ao recuo da equipa de Silas e o bom futebol praticado pelos azuis e brancos a partir do minuto 20 fizeram com que acabasse por gostar do que vi em campo. Lamento é que o resultado final tenha sido tão escasso a favor de um FC Porto que não soube aproveitar a 100% o enorme caudal ofensivo que “apagou por completo” os “donos da casa”.

 

Agora só espero é que este treino mais competitivo tenha servido de alerta para o que aí vem na próxima Quinta na Vila das Aves. Já todos sabemos que o Desportivo local vai querer “agradar ao dono” pelo que vai dar tudo por tudo para que a Liga NOS “seja mais competitiva”. Um alerta para Sérgio Conceição que deve tentar acabar de vez com esta treta de se começar os jogos a perder.

 

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Este é o Alex que gosto de ver jogar. Exímio na marcação dos livres e um mestre na hora de assistir os companheiros para o golo. Foi dos melhores jogos que o vi fazer esta época. Em boa hora Alex Telles recuperou a sua boa forma. A ver vamos se a mantêm até aos momentos decisivos da temporada.

 

Chave do Jogo: As entradas de Tiquinho Soares e Hernâni. As entradas do brasileiro e do internacional português foram, claramente, os factores que fizeram com que a equipa do FC Porto tomasse conta em definitivo da partida que acabou por vencer.

 

Arbitragem: Manuel Oliveira teve uma arbitragem tranquila e geriu bem a partida.  Análise e opinião de  Hugo Filipe Martins (jornalista do site zerozero).

 

Positivo: As substituições de Sérgio. Já aqui o disse e volto a repetir que o factor positivo deste jogo foi a capacidade do treinador do FC Porto em perceber o que tinha de fazer e quando fazer para que hoje os Dragões vencessem um esforçado “Belenenses SAD”.

 

Negativo: Maxi Pereira. Confesso que não sei bem o que se passa com o internacional uruguaio. A idade pode explicar muita da sua falta de capacidade de estar a um bom nível, mas não explica tudo. Exige-se mais de Maxi.

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publicado às 20:23


A arrogância é um pecado caro

por Pedro Silva, em 18.04.18

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imagem retirada de zerozero

 

Pois é Sérgio. Isto de se ser arrogante bem que poderia ser um exclusivo de Jorge Jesus. Mas tu hoje tinhas que lhe seguir os ensinamentos e fazer por perder um jogo que esteve equilibrado até ao momento em que mandaste o Futebol clube do Porto defender um perigoso zero a zero… Será que eu posso saber o que te passou pela cabeça quando retiras de campo os dois únicos médios que, umas vezes bem e outras menos bem, faziam a ligação entre a defesa e o ataque azul e branco?

 

A arrogância é um pecado que se paga caro. Muito caro Sérgio! Esta tua “artimanha” de fazer entrar em campo Diego Reyes, entregando, desta forma, o meio campo ao Sporting CP foi de génio. A ideia e gesto de um génio arrogante que só porque no passado domingo venceu na Luz no minuto 90. É verdade que esta vitória foi muito saborosa para toda a nação portista, mas daí até poderes dar uma de “Mestre da Táctica” vai uma enorme distância. A distância de se perder a possibilidade de marcar presença na Final da segunda prova mais importante do nosso calendário competitivo!

 

Claro que agora quem te bajula «ad nauseam» mesmo sem ainda teres vencido seja o que for ao serviço do FC Porto, teres sido o autor da maior derrota caseira da história do clube nas competições europeias e de já teres sido eliminado por este mesmo Sporting Clube de Portugal na Taça da Liga e na Taça de Portugal irão dizer que no passa nada. Que está tudo bem pois o que interessa é o campeonato. Volta a meter a “argolada” que meteste hoje no Estádio José de Alvalade numa das quatro jornadas que restam para terminar o nosso campeonato e vais – mesmo - ver e sentir o quanto custa ser-se arrogante!

 

E mais não digo porque não vale a pena. A única coisa de positiva que se retira desta derrota é que a ridícula euforia que tomou conta de muitos portistas após a vitória do passado domingo vai diminuir de intensidade. Isto ainda não acabou. Quer-se queira ou não, “eles andam aí” pelo que se dispensa a arrogância de um certo “Sérgio” armado em “Mestre da Táctica”.

 

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. Pode até ter sido impressão minha, mas o Guarda-redes do Futebol Clube do Porto foi o único que tudo tentou fazer para tentar dar a volta à “arrogância sergiana” que em determinada altura tomou conta de toda a equipa portista. Por tudo isto, e muito mais, San Iker merecia muito mais do que ter sido “humilhado” na “lotaria das Grandes Penalidades”.

  

Chave do Jogo: Esta apareceu com a entrada de Diego Reyes em campo. Com a entrada do internacional mexicano a equipa portista perdeu toda e qualquer capacidade de organizar o seu jogo por forma a fazer frente ao previsível pressing final da equipa de Jorge Jesus.

 

Arbitragem:  Muito sereno. Jorge Sousa esteve muito bem do ponto de vista técnico e disciplinar. Houve alguns lances de dúvida, tanto na área leonina como na área portista, mas o árbitro da AF Porto esteve na análise. Nota positiva para o trabalho de Jorge Sousa.

 

Positivo: Bruno Fernandes. Cada vez mais admiro as enormes capacidades deste médio internacional português que se assemelha, cada vez mais, com o saudoso João Moutinho.

 

Negativo: Sérgio Conceição. E nem vale a pena repetir a razão de tal. Ou será que vale?

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publicado às 23:39


Em vantagem ao intervalo

por Pedro Silva, em 07.02.18

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imagem retirada de zerozero

 

Jogo muito agradável de se seguir entre aquelas que neste momento são as duas melhores do nosso campeonato. Alias, acredito que Futebol Clube do Porto e Sporting Clube de Portugal serão as duas melhores equipas da Liga NOS até ao final da presente temporada. Hoje tal ficou bem vincado dado que ambas brindaram os adeptos com um jogo muito bom. Acrescente-se que este foi um jogo que dizia respeito à primeira de duas mãos de uma das meias-finais da Taça de Portugal.

 

Num jogo equilibrado caberia a certos jogadores tentarem fazer pender a vitória para o lado da sua equipa. Do lado da equipa de Alvalade tivemos dois fantásticos atletas que tentaram fazer tal papel sem resultado prático no resultado final. Gélson Martins e Bruno Fernandes foram, de longe, os melhores da equipa de Jorge Jesus. Do lado dos azuis e brancos este papel coube a Sérgio Oliveira e foi precisamente do médio portista que veio a “chave” que abriu a porta da baliza leonina através de um cruzamento fantástico para a cabeça de Tiquinho Soares.

 

Em suma; este foi um jogo onde um Futebol Clube do Porto liderado por um fantástico Sérgio Oliveira - e uma certa sorte nos minutos finais – conseguiu, no global, ser ligeiramente superior a um Sporting Clube do Portugal que se deixou embalar pela história de ser uma equipa “à italiana”.

 

Nada está decidido. Ainda há uma importante deslocação ao Estádio de Alvalade para se saber, em definitivo, quem será o finalista da Taça de Portugal, e até finais de Abril muita coisa vai acontecer. Uma das coisa que espero que aconteça é por esta altura Sérgio Conceição já saber gerir melhor as substituições em jogos deste calibre. E espero também que a falta de concentração que a defesa portista evidenciou na recta final do jogo tenha desvanecido de vez.

 

MVP (Most Valuable Player): Sérgio Oliveira. O médio internacional português voltou a mostrar que está a atravessar um excelente momento de forma e que ganha com isto é Sérgio Conceição que vê neste a “pedra chave” que pareceu ter perdido com a lesão de Danilo Pereira. A vitória portista em pleno Estádio do Dragão “nasceu” dos pés de Sérgio Oliveira que fez um cruzamento com “régua e esquadro” para a cabeça de Soares. Sérgio Oliveira foi hoje o “patrão” que levou a equipa azul e branca à vitória sobre o rival de Lisboa.

 

Chave do Jogo: Inexistente. O jogo foi, quase sempre, muito equilibrado não obstante alguma ascendência portista. Nenhuma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a sua vitória fosse evidente e definitiva.

 

Arbitragem: Arbitragem defensiva, sem querer correr riscos e sem falhas de grande dimensão. Trabalho positivo de João Pinheiro e dos seus auxiliares.

 

Positivo: Jogar futebol e nada mais. Se retiramos de cena as palermices de Fábio Coentrão, eis que se pode dizer que hoje tivemos aquilo que todo e qualquer adepto de futebol gosta de ver: uma excelente partida de futebol.

 

Negativo: Fábio Coentrão. Jogou pouco e esteve sempre muito mais preocupado em arranjar confusão Será que Coentrão padece de algum complexo de inferioridade sempre que defronta do FC Porto?

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publicado às 22:36


Cair na C(h)ilada

por Pedro Silva, em 28.06.17

imgS620I199532T20170628215021.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

O que dizer sobre esta eliminação de Portugal frente ao Chile? Que o trabalho de casa deveria ter sido feito.

 

Eu, ao contrário da equipa técnica e jogadores portugueses, fiz o meu trabalho de casa e sabia de antemão o que valia este Chile. Falamos de uma equipa que é sul-americana mas que em campo não se comporta como uma equipa sul-americana. Este Chile de Pizzi (obra de Sampaoli) é uma equipa cínica que sabe gerir os vários momentos do jogo com uma perícia fenomenal. Este Chile joga com três centrais que até são algo baixos, mas estes tem um sentido de posicionamento fabuloso que anula por completo a linha avançada da equipa adversária. Alias, é muito por causa desta fabuloso sentido posicional que a equipa chilena consegue gerir todos os momentos do jogo e fazer o que quer do jogo. A equipa técnica portuguesa – tal como eu - teve duas edições seguidas da Copa América para poder retirar estas notas sobre o seu adversário das meias-finais da Taça das Confederações. Não o fizeram, apostaram na sorte das grandes penalidades e a nossa equipa acabou por ser eliminada por uma equipa que é especialista nas grandes penalidades. Portugal caiu numa C(h)ilada porque quis.

 

Agora não adianta andar por aí com a conversa do eu teria tirado o André Silva e eu não o teria retirado, etc. Fernando Santos foi muito pouco racional nas substituições é um facto, mas o pecado capital da nossa selecção foi o de ter achado que lhe bastaria levar o jogo até às grandes penalidades para o vencer não querendo, em muitos momentos, resolver a partida nos noventa e poucos minutos. E nem vale a pena dizer mais nada pois tal seria andar a especular sobre o passado, e o futuro não se constrói olhando (exclusivamente) para o passado. Venha daí o honroso 3.º lugar da Taça das Confederações para que este grupo de trabalho ganhe ânimo pois o apuramento para o Mundial do próximo ano está ainda longe de estar garantido.

 

MVP (Most Valuable Player): André Silva. De todos os sus colegas de selecção, André Silva terá sido aquele que se destacou um bocadinho do mediano. Lutador (como sempre), pecou apenas na finalização mas contra uma equipa como este Chile é compreensível que um jogador em formação como o André Silva tenha tido mais “baixos” do que “altos” durante o jogo.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

 

Arbitragem: Não se pode dizer que o árbitro e restantes auxiliares estiveram mal no jogo. A meu ver o Sr. Alireza Faghani e restante equipa procuraram sempre passar ao lado do jogo, mas bem que poderiam ter evitado alguma polémica se tivessem optado por recorrer ao tal de “vídeo-árbitro” em alguns lances.

 

Positivo: Inexistente.

 

Negativo: Fernando Santos. Em completo contraste com a partida anterior, o seleccionador nacional desta vez “mexeu” mal na equipa e terá sido muito por isto que Portugal acabou eliminado pelo chile nas meias-finais da Taça das Confederações.

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publicado às 22:32


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