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2 pontos que “foram ao ar”

por Pedro Silva, em 30.01.18

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imagem  retirada de zerozero

 

Pode haver quem discorde (e está no seu direito), mas eu sou da opinião de que hoje o Futebol Clube do Porto “atirou 2 pontos ao ar” na sua vista a Moreira de Cônegos para disputar com a equipa local mais uma jornada da Liga NOS. E, na minha opinião, tal aconteceu por duas razões completamente distintas. Uma é a culpa própria e outra os “factores estranhos”. E não, uma não terá tido mais peso do que a outra neste empate com sabor a derrota. Cada coisa no seu lugar.

 

Comecemos então pela culpa dos Dragões neste “tropeção” minhoto. Sérgio Conceição (SC) sabia muito bem que ia enfrentar uma equipa “pequenina” em todos os aspectos. SC sabia perfeitamente que o Moreirense FC ia jogar atrás da linha da bola. SC sabia muito bem que a equipa dos Cônegos ia usar e abusar do pontapé para a frente para que os dois tipos musculados e com alguma técnica que estavam na frente mantivessem a bola o mais longe possível do meio campo da sua equipa.

 

SC sabia disto tudo e mais alguma coisa. Na jornada anterior o “filme” foi idêntico (a única diferença foi o golo afortunado de Marga marcado na fase inicial da partida). Exigia-se, portanto, que a equipa de SC tivesse aprendido a lição. Mas não o fez e, mais uma vez, vimos a equipa portista a desperdiçar uma primeira parte onde se limitou a andar a passear a bola de um lado para o outro num ritmo lento. Tivesse entrado em campo da mesma forma que entrou na segunda parte deste jogo de Moreira de Cônegos e SC teria tido a oportunidade de “rodar” os seus jogadores. E já que falo aqui em rotação do plantel, é deveras preocupante que nesta fase do campeonato já haja tanta gente fatigada… Nada que me admire dado que nestas coisas SC é muito parecido com Jorge Jesus.

 

A juntar a tudo isto tivemos as substituições de SC. Mesmo algo degastado Aboubakar é um jogador que joga muito bem de costas para a baliza (tem físico para tal). Soares e Aboubakar na frente com Marega e Brahimi nas faixas teriam sido uma boa aposta. Mas SC pareceu estar mais interessado em mostrar a todos que os reforços de inverno são muito bons. Como se um reforço de inverno tivesse o condão de “chegar, ver e vencer”.

 

Chegados aqui há que dar conta do tal segundo factor que contribuiu para este empate forasteiro dos azuis e brancos.

 

Que eu saiba, quando um guarda-redes sai mal a um cruzamento e abalroa um jogador na grande área o árbitro deve marcar a falta e punir a equipa do guarda-redes com a marcação de uma grande penalidade. Hoje um tal de Jhonatan Luiz do Moreirense fez tal coisa sobre Felipe na segunda parte do jogo sem que o árbitro Luís Ferreira tivesse seguido o devido e adequado procedimento disciplinar. Até que aceito a tese de que o árbitro e os seus assistentes não tenham visto o lance, mas o tal de Vídeo Árbitro (VAR) viu de certeza e nada fez. Já o fora de jogo (mal assinalado) nos minutos finais da partida que invalidou o golo portista, Luís Ferreira & companhia a(VAR)iada não teve dificuldade alguma em ver.

 

E já agora, as simulações dos atletas têm como punição a exibição do devido cartão amarelo. Pelo menos é o que está escrito no Regulamento de Competição. Contudo em Portugal vigora a jurisprudência arbitral de que tal não se aplica aos adversários do Futebol Clube do Porto.

 

Por tudo o que aqui expus, espero sinceramente que SC tenha aprendido de vez a lição. Lição esta que não terá forçosamente de ser aplicada na jornada seguinte dado que não me parece que o Braga venha ao Dragão jogar “à equipa pequenina” (embora o seja na verdade).

 

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. De todos os jogadores deste FC Porto, Brahimi foi o mais inconformado com o resultado. O argelino deu tudo o que tinha em campo para que o empate não tivesse “aguentado” até ao fim. Apenas se critica alguns excessos nas fintas quando por vezes um simples toque de bola para o lado resolveriam o problema.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas cosnegu9oram criar um lance que fizesse pender o desfecho da partida para o seu lado.

 

Arbitragem: Luís Ferreira teve uma péssima arbitragem com erros e graves que influenciaram o resultado final. Ficou por marcar uma grande penalidade a favor do FC Porto no lance de Felipe na área do Moreirense e Waris estava totalmente em jogo. O golo que poderia ter ditado a vitória do FC Porto foi mal anulado.

 

Positivo: Brahimi à Brahimi (outra vez). Hoje o argelino mostrou aquilo que é capaz de fazer. É verdade que esteve longe de ser brilhante, mas Brahimi correu, fintou, driblou e criou imensas oportunidades de golo.

 

Negativo: Sérgio Conceição. Insistiu no erro e pagou um preço elevado pela sua teimosia. Para mais os reforços de inverno devem entrar progressivamente na equipa Sérgio.

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publicado às 23:55

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imagem retirada de zerozero

 

Começo pelo que já muita gente (benfiquista entenda-se) tem apelidado de “polémica”. Primeiro, a grande penalidade a favor do Futebol Clube do Porto é clara. Só não aceita tal quem acha que o Jonas a fazer fitas na grande área é grande penalidade clara. Segundo, Yordan Osorio é bem expulso dado que foram três (3) as vezes em que Osorio carregou os jogadores do FC Porto. Por isto ponto final e - citando a malta da Luz - “joguem á bola!”

 

Quanto ao jogo jogado, Nuno Espirito Santo (NES) apostou na rotação da sua equipa. Um risco é um facto, mas há que ter em atenção que na próxima semana há que medir forças com uma arrogante Juventus e que muitos dos habituais titulares dos azuis e brancos terão de estar na máxima força nesta partida. Até aqui tudo bem. O que não me agradou de todo foi o facto de NES ter cedido à vontade do “Povão” dado que durante a 1.ª parte este colocou a sua equipa a jogar um futebol pausado (parado em muitos momentos) e de passe curto. Resultado? Futebol lateralizado, lento e previsível que “batia” num enorme “muro” Beirão. Para mais a defesa portista teve sempre alguma dificuldade em lidar com a velocidade do único avançado do CD Tondela. Não tivesse o central Osorio cometido falta para grande penalidade e mais tarde sido expulso e não me admirava nada que o empate a zero fosse uma realidade ao intervalo.

 

Na segunda parte o Tondela do "benfiquista aziado" Pepa foi corajoso e procurou responder à desvantagem. Já NES percebeu que não ia muito longe com a sua táctica do passe curto e apostou naquilo que o “povão” não gosta. E a verdade seja dita que o dito “chutão para a frente” resultou na perfeição. Tiquinho Soares que o diga. Após o grande golo de Rúben Neves veio tranquilidade que permitiu a desejada rotação de alguns dos jogadores azuis e brancos. Isto acompanhado, pois claro, de um natural recuo de toda a equipa do Tondela dado que as boas defesas de Cláudio Ramos começavam a ser manifestamente insuficientes para fazer face ao FC Porto da 2.ª parte.

 

Daí até ao final da partida foi um avolumar de oportunidades falhadas e de jogadas pouco conseguidas por parte do Futebol Clube do Porto até ter surgido a excelente jogada colectiva que resultou no golo de Diogo Jota.

 

Portanto, num jogo que o Futebol Clube do Porto acabou por tornar tranquilo há que retirar duas importantes conclusões:

 

- NES sabe o que faz. Erra como qualquer outro, mas pode-se dizer que o FC Porto tem (finalmente) um Treinador.

 

- E Rúben Neves não é - nem nunca será - um médio da posição 6. Rúben está mais formatado para jogar na posição 8 dado que tem uma capacidade fantástica de passe e um remate muito bom. Tal ficou (mais uma vez) demonstrado na partida de hoje.

 

MVP (Most Valuable Player): André André. Num jogo onde o colectivo acabou por ter mais destaque do que o individual, André André deu tudo o que tinha em prol do colectivo. Ao médio portista coube a árdua tarefa de recuperação de bolas e construção de jogo e André André procurou responder ao que lhe foi exigido com muito esforço e espirito de sacrifício.

 

Chave do Jogo: Apareceu mesmo no arranque da segunda parte do jogo para resolver a contenda a favor dos dragões. O CD Tondela procurou subir no terreno e tal revelou-se fatal dado que Rúben Neves aproveitou para marcar o segundo golo (e que golo) da noite. A partir deste momento o Tondela nunca mais se encontrou e o FC Porto passou a controlar os acontecimentos da partida.

 

Arbitragem: A forma como tudo começou deu a entender que Luís Ferreira ia seguir o “guião” habitual, mas felizmente o tempo demonstrou que esta leitura estava errada. Bem na marcação da grande penalidade a favor dos azuis e brancos e bem na expulsão do jogador dos beirões. No global Luís Ferreira e a sua equipa realizaram uma arbitragem que pecou por alguma falta de autoridade dado que muitas foram as ocasiões em que os atletas do Tondela usaram e abusaram das faltas grosseiras. Arbitragem positiva sem no entanto ter sido brilhante.

 

Positivo: Nuno Espírito Santo (NES). Apostou num onze que privilegiou a poupança de alguns dos seus melhores atletas e soube emendar o erro a tempo de vencer por goleada. Venceu o jogo, lidera a Liga NOS e reforçou a confiança do seu plantel.

 

Negativo: Miguel Layún. Mais uma vez o mexicano não soube aproveitar a oportunidade que lhe foi dada. Mal a atacar e péssimo a cruzar. Layún foi dos piores em campo num jogo tranquilo. Dias melhores virão, mas Layún tem de trabalhar muito mais para isto.

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