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Os empatas

por Pedro Silva, em 10.09.14

Com toda a certeza que muita da gente que por aqui passa já percebeu que pouca, ou até mesmo nenhuma, importância dou à Política nacional. E não o faço porque no geral são sempre as mesmas figuras com os mesmos discursos vazios, bacocos, desinteressantes e, pior que tudo, populistas.

 

É com este estado de espírito que tenho olhado para as Primárias do Partido Socialista. Para mais sempre que vejo intervenções públicas de António Costa e de José Seguro a ladainha é sempre a mesma: ataques pessoais e as promessas da praxe. Não é de estranhar, portanto, que o debate de ontem na TVI me tenha passado ao lado. Contudo, uma pessoa amiga que é militante do PSD e por quem tenho uma alta consideração lançou-me o desafio de ver o debate e eis que recorri às modernices de hoje em dia, recuei a programação no tempo e assisti ao dito.

 

E que vi eu? A habitual politiquice do costume levada a cabo por duas personagens que pela sua experiência já deveriam saber que a malta já está farta disto. António José Seguro começou ao ataque, tendo escolhido a via da “calimerice” deixando a entender que o outro António é um traidor que lhe quer cobardemente roubar o lugar à força, por seu turno Costa quando questionado sobre o que pretende fazer para o futuro limitou-se a nada dizer. A cereja no topo do bolo foram as promessas populistas de José Seguro que pelos vistos vai seguir a mesma estratégia de Passos Coelho, estratégia que lhe valeu um lugar na Cadeira do Poder há três anos atrás.

 

Ora, após ter visto o tal debate que de debate não teve nada, fiquei com a clara sensação de que perante o tremendo deserto de ideias, propostas e argumentação de ambos que o dito tinha terminado com um empate técnico. Mas pelo que vou lendo na Opinião Pública a coisa não é bem assim. Segundo muitos as propostas populistas de Seguro, a falta delas da parte de Costa e o seu assalto oportuno ao Poder Socialista fizeram com que o actual Líder dos Socialistas tenha vencido o dito debate.

 

O que me leva a concluir que efectivamente o Povo Português gosta, se não adora, dar uma de ignorante e pouco exigente com a sua classe política. Classe que está cada vez pior em vez de melhorar com o tempo diga-se de passagem. Depois ainda há quem fique muito admirado e revoltado com a popularidade de uma certa personagem de nome Marinho Pinto.

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publicado às 12:40


Cheira a terra queimada

por Pedro Silva, em 28.03.14

Na Segunda Guerra Mundial quando as tropas nazis do Ocidente da Europa foram obrigadas a recuar por força e graça dos Aliados, estes tomaram uma atitude radical que marcou pela negativa os Países Baixos. Os nazis eram apologistas da velha máxima de que se não há para mim também não há para ninguém e antes da retirada bombardeavam com uma violência atroz as cidades que ocuparam.

 

A este tipo de estratégia vingativa chama-se política da terra queimada. Ora esta história da terra queimada também se usa na política dos nossos dias.

 

Os cortes permanentes na despesa do Estado, o nunca mais voltarmos ao que eramos dantes, da reforma forçada da Segurança Social, da reforma do Estado, do aumento de impostos que é para se manter dê por onde der e outras tretas tais são reflexos de um Governo que já percebeu que vai ter de dar o sue lugar a António José Seguro e seus pares.

 

Só os papagaios que são associados do Clube PSD/CDS é que se fartam de berrar em tudo quanto é sítio que é tudo por obra e graça da famigerada Troika e que tudo tem de ser assim para o bem de todos nós, dado que no passado vivemos sempre numa riqueza fictícia (mesmo quando os Governos anteriores eram da mesma cor política e se meteram a contruis estádios e a comprar submarinos).

 

A armadilha está pronta e dê por onde der a vingança vai ser servida num prato frio. Já estou a imaginar o sucessor de passos Coelho na Bancada Parlamentar do Partido Social Democrata (na do CDS vai lá estar Paulo Portas porque lata o Homem tem que chegue) a tecer um vasto rol de críticas ao Sr. Ministro José Seguro porque este teve forçosamente de seguir determinadas políticas que jurou a +és juntos que nunca seguiria.

 

Sinceramente já estou farto deste jogo do gato e do rato. O cheiro a terra queimada já incomoda e depois da palhaçada de governação que estamos a aturar seria de bom-tom que as coisas mudassem para melhor, mas pedir seriedade ao Mundo Político Português é o mesmo que pedir aos Porcos que voem.

 

p.s. Para que não hajam aqui confusões, eu não estou a apelidar o PSD/CDS de nazis. Este tipo de gentinha mora lá para a Ucrânia e Câmaras Municipais de França. Cá pelo burgo, felizmente, ainda vão sendo uma microscópica minoria.

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publicado às 18:54


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