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Império do Sol

por Pedro Silva, em 15.05.16

Imperio-do-Sol.jpg 

HistóriaGuerraDrama - (1987) "Empire of the Sun"

Realizador: Steven Spielberg 

Elenco: Christian Bale, John Malkovich, Miranda Richardson, Nigel Havers

 

Sinopse: A invasão japonesa de Xangai em 1941 muda para sempre a vida do jovem britânico Jim Graham, que então vivia com a família na capital chinesa. Apaixonado pela aviação e dono de uma imaginação fabulosa, Jim vê-se separado dos pais na evasão de Xangai e acaba por ser atirado para um campo de concentração japonês, onde terá de sobreviver o melhor que pode e onde deixará a inocência para trás.

 

Critica: Interessante sem no entanto ser sublime. Esta produção de Spielberg está bem produzida e bem penada mas está longe, muito longe, de encantar e de ficar na memória de que assiste ao filme. Isto porque existe um tremendo exagero nos diálogos e até se me pergunto se era mesmo necessário tanto discurso filosófico para nos mostrar a evolução a que a personagem principal vai sendo sujeita.

 

Efectivamente em termos de argumento este “Império do Sol” bem que poderia, e deveria, ser melhor. Muito melhor. Confesso que me custa um tudo ou nada a aceitar o que me foi sendo contado por Spielberg dado que tenho as minhas sinceras e manifestas dúvidas de que a sociedade Britânica da altura fosse do tipo “século XIX”, mas este é um pormenor que eu até que aceitava se a personagem principal não tivesse a obrigação de “falar pelos cotovelos” e muitas vezes com um “paleio” cujo sentido custa imenso a perceber. Fraquinho este argumento Steven. Muito fraquinho e demasiado confuso.

 

Relativamente ao elenco tenho de dizer que não estiveram nada mal. Tendo em consideração a história que o Realizador nos pretende contar tenho de dizer que os actores e actrizes estiveram à altura do filme. Não encantaram mas também não desiludiram. O normal em Spielberg que por norma exige sempre muito do seu elenco.

 

Por último cenários e banda sonora, dois dos elementos de excelência desta produção de Spielberg. São as únicas “pedras de toque” de uma produção de Steven Spielberg que desilude em muitos aspectos.

 

Em suma; trata-se de um filme muito satisfatório que tem a minha pequeníssima recomendação.

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publicado às 19:06


Terra Sangrenta

por Pedro Silva, em 11.09.14

Drama, Guerra (1984) - The Killing Fields

Realizador: Roland Joffé 

Elenco: Sam Waterston, Haing S. Ngor, John Malkovich, Julian Sands

 

Sinopse: Cambodja 1972, Sydney Schanberg é enviado como correspondente do New York Times, com o objectivo de cobrir o conflito entre os revolucionários e o governo, tendo como assistente e amigo o intérprete Cambodjano Dith Pran. A guerra entre os Khmer Rouge e as tropas governamentais de Lon Nol está no auge, e quando as forças revolucionárias tomam a Capital, Phnom Pehn a 17 de Abril de 1975, as suas vidas mudam para sempre. Nesse mesmo dia, Dith Pran salva a vida Schanberg e de outros jornalistas ao convencer os revolucionários que estes são neutrais, poupando-lhes a vida. O período que se segue é de um horror indescritível, de uma população de sete milhões em 1975, cerca de três milhões foram massacrados ou morreram à fome ou por doença.

 

Critica: Este é um bom exemplo de que como se faz uma biografia com sentido critico sem complicar o que não tem nada de complicado, sem ter de recorrer a guiões longos e a personagens irritantes.

 

Cinematograficamente falando este filme conseguiria um bom no sue tempo. Actualmente tem um satisfaz porque o nível de exigência aumentou bastante, mas não deixa de ser uma produção interessante e cativante.

 

Sem recorrer a grandes e chatos engenhos, Roland Joffé conta a história de um País através de uma visão critica sobre a forma como tudo sucedeu na altura. A tomada do Poder pelos Rebeldes, as Crianças Soldado, a fraqueza do Regime, a violência da Guerra, o fanatismo dos Khmer Rouge e tudo o mais que faz parte de uma página negra, muito negra, da história do Cambodja são relatados neste muito interessante filme.

 

Fica desta forma demonstrado que não é preciso ser-se um grande Realizador com bom nome na Praça para se fazer uma boa Biografia Histórica. As modernices e pieguices da era moderna do cinema acabaram com este estilo de fazer cinema, impondo-nos coisas como comédias chatas como tudo onde apenas um Actor brilha naturalmente.

 

p.s.: Podia aqui ter colocado a minha análise ao segundo debate televisivo Costa/Seguro, mas aquilo foi mais do mesmo. A única diferença é que desta vez António Costa resolveu “mexer-se” um pouco mais e José Seguro já não sabia onde se meter tendo de recorrer à habitual boçalidade dos Políticos modernos.

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publicado às 14:29


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