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Vale o que vale...

por Pedro Silva, em 07.10.20

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imagem retirada de zerozero

Os jogos particulares (ou de preparação como muitos gostam de denominar), valem o que valem mas tem o condão de deixar uma ideia – mesmo que minimalista – do que poderá acontecer no jogo seguinte. E o jogo seguinte da nossa selecção não é contra uma equipa qualquer É com a França e em Paris! E recorde-se que na Liga das Nações somente os primeiros classificados passam à fase seguinte.

Dito de outra forma, a Espanha foi a Espanha desde que o jogo começou até terminar. Nada a dizer sobre o futebol bonito e organizado que a equipa de Nuestros Hermanos. Pecou somente no físico Estivessem bem fisicamente e não sei se os espanhóis teriam vencido com justiça e, quem sabe, até que com números bem “gordinhos”.

Já o nosso Portugal... Na primeira parte só não sofreu golo porque Rui Patrício não deixou e porque Rúben Semedo mostrou-nos a todos nõs porque razão Jorge Jesus insistiu tanto na sua contratação. Na segunda parte Fernando Santos “mexeu” na equipa, equilibrou o meio campo luso e as oportunidades começaram a aparecer. Isso somado ao baixar de ritmo da Espanha fruto da fase da época em que nos encontramos e ao facto de se tratar de um jogo de preparação, só não vencemos porque a “mira” de Cristiano e Renato Sanches estavam de tal forma afinadas que só viram a barra e trave da baliza de Kepa.

Esses jogos valem o que valem, mas tivesse Fernando Santos apostado num onze mais equilibrado a meio campo na primeira parte e não tivessse dado tanto tempo de jogo a um “nulíssimo” João Moutinho e se calhar as "arrancadas" vertiginosas de Renato Sanches teriam sido bem mais eficazes e Rúben Neves poderia ter feito bem mais no que à organização do nosso jogo ofensivo dizia respeito.

Vamos a ver o que vai acontecer no próximo Domingo. A França joga de uma forma completamente diferente da Espanha. Os franceses apostam muito mais no futebol directo e no físico, pelo que espero bem que o seleccionador nacional tenha tirado muitas e boas ilações sobre a forma como não deve iniciar o jogo do próximo fim de semana.

Melhor em Campo: Rúben Semedo

Pior em Campo: João Moutinho

Arbitragem: Positiva. Nada a apontar ao trabalho da equipa liderada pelo Sr. Paolo Valeri.

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publicado às 21:46


Triunfo da naturalidade

por Pedro Silva, em 14.10.18

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imagem retirada de zerozero

 

Efectivamente pouco mais me apraz dizer sobre esta vitória portuguesa em terras escocesas senão que foi a vitória da naturalidade. Isto muito por culpa, ora pois, da enorme discrepância em termos qualitativos entre a equipa nacional da Escócia e a nossa equipa. Esta Escócia nem parece uma equipa do século XXi, tal é o futebol primitivo que pratica… Trata-se de um futebol que assenta, quase que em exclusivo, no bola para a frente e toca a correr muito até à baliza adversária. Mau demais… Só mesmo a actual Alemanha para empatar a zero com esta equipa numa partida da Liga das Nações da UEFA.

 

E já agora, só mesmo a Rádio Antena 1 para num jogo da nossa selecção desatar a analisar o que espera o SL Benfica na próxima jornada da Liga dos Campeões dado que este vai defrontar o Ajax em Amesterdão. O que interessa tal para o caso? Nada. É a velha retórica dos não sei quantos milhões. Adiante.

 

Regresso ao jogo para dizer que é engraçado que quem se fartou de dizer na Praça Pública que era impossível promover-se a renovação da nossa Selecção esteja agora tão calado. Claro que podemos apontar aqui e acolá um outro erro à gestão de Fernando Santos (eu acho que este por vezes aposta em desmaia em que já deu provas de que não tem “estofo” para estar entre os melhores), mas a verdade seja dita que Fernando Santos tem mostrado por a+b que é possível renovar-se a Selecção mantendo o nível de exigência bem elevado. Hoje em Glasgow tivemos mais uma prova de tal embora Renato Sanches tenha voltado a mostrar – mais uma vez - que não está ali a fazer nada (tal como o médio Bruno Fernandes).

 

MVP (Most Valuable Player): Hélder Costa. O “desconhecido” extremo português mostrou que é possível ser-se maus uma opção válida para a Nossa equipa quando se tem um bom treinador no clube. Gostei muito de ver o Hélder em campo e do seu sentido de posicionamento, sentido este que lhe valeu um golo.

 

Chave do Jogo: O golo inaugural marcado por Hélder Costa. Até esta altura a equipa escocesa acreditava que podia “fazer a Vida negra” aos lusos não obstante o seu futebol primitivo e altamente previsível. Depois do golo sofrido não tiveram capacidade alguma para incomodar as redes portuguesas (a não ser no erro defensivo que lhes deu o golo da consolação).

 

Arbitragem:  Nada a relatar sobre a equipa de arbitragem. Jogo tranquilo e sem casos.

 

Positivo: Beto. “Velhos são os trapos” e o guardião Beto mostrou que tal provérbio é bem real. Excelente sempre que a equipa escocesa criou algum perigo na área portuguesa.

 

Negativo: Golo sofrido. A equipa britânica não joga nada, é um facto, mas não desperdiça uma oportunidade patética criada pelp adversário para marcar o seu golo.

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publicado às 20:05


Nada de choraminguices sff

por Pedro Silva, em 14.09.18

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imagem retirada de zerozero

 

Não me vou alongar muito na análise a este empate caseiro porque tal foi o resultado de um aborrecido e natural jogo treino - o primeiro de mais dois… -, contudo não alinho em tretas que Sérgio Conceição e o Departamento de Comunicação do Futebol Clube do Porto utilizam para justificar o injustificável.

 

A Taça da da Liga não tem relevância competitiva alguma. É algo feito porque sim e porque dá algum dinheiro extra aos ditos “três grandes” que só não entram directamente na Final Four porque parece mal. Os jogadores, por muito profissionais que sejam, sabem disto. Muitos dos atletas que Sérgio escolheu para o jogo treino de hoje estiveram recentemente ao serviço da selecção. Na próxima Terça-feira arranca a participação azul e branca em mais edição da UEFA Champions League num grupo que é muito equilibrado.

 

Por tudo isto, e mais alguma coisa, é normal que os jogadores azuis e brancos hoje não tivessem dado o máximo. Nem me pareceu que os do Desportivo de Chaves estivessem com muita vontade de jogar. Como tal, porquê carga de água se vem para a Praça Pública apontar o dedo ao famoso anti jogo do adversário e ao árbitro? Talvez porque se ache que o adepto de futebol “engole” toda e qualquer patranha. Outros há que se aproveitam do resultado de um jogo treino para dar a entender que está tudo muito mal no Dragão (refiro-me a uma “certa” Comunicação Social).

 

Claro que não vou aqui dizer que não se pode, - e devem – retirar ilações deste jogo. A principal que eu retiro é que se o FC Porto tivesse jogado como jogou a partir do minuto 60 teria vencido a partida. Até à entrada de Yacine Brahimi em campo os azuis e brancios andaram, nitidamente, a passear a boal em campo com o Chaves a ver. Pergunto: o que tem isto a ver com o anti jogo ou com o árbitro?

 

A outra importante ilação que retiro é que há jogadores no plantel portista que não aproveitam as oportunidades que lhes são dadas. E aqui falo, especialmente, de Jesús Corona que passou completamente ao lado da partida.

 

E a ilação mais importante que retiro – e sobre a qual já venho falando desde a vitória à tangente no Jamor diante do “Belenenses SAD” – é que este novo Futebol Clube do Porto de Sérgio conceição não consegue gerir uma vantagem no marcador. A “chegada” de Danilo Pereira poderá ser a solução deste problema, mas um jogador que esteve lesionado tanto tempo não recupera a sua boa forma rapidamente, pelo que não se entende a nulidade que tem sido o meio campo portista nos últimos tempos. A não ser que tal tenha a ver com o anti jogo ou com o árbitro.

 

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. O argelino não jogou de inicio, mas quando entrou em campo para substituir Corona, este “mexeu (e de que maneira!) com um jogo que parecia condenado ao aborrecimento. Merecia mais do que este empate a uma bola, mas o futebol é um desporto colectivo que deve se disputado desde o apito inicial do árbitro.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem:  Minutos finais quentes para Vítor Ferreira, que depois de não ter assinalado - mal - uma grande penalidade sobre Aboubakar acabou por invalidar - bem - o golo ao camaronês já nos descontos.

 

Positivo: Sérgio Conceição. Mexeu bem na equipa dado que esta parecia estar refém de um marasmo tal que o jogo culminaria num empate a zero. Escusava era de ter arriscado com Abounakar dado que o camaronês regressou lesionado dos trabalhos da sua selecção.

 

Negativo: Começar a jogar ao minuto 60. Mau demais para uma equipa como o FC Porto que diz querer vencer esta “competição”. Se quer ganhar, então tem de fazer por isto entrando em campo decidida a vencer desde o primeiro minuto.

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publicado às 23:55


Não foi mau nem foi bom

por Pedro Silva, em 06.09.18

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imagem retirada de zerozero

 

Não me vou alongar muito porque estes jogos de preparação dizem tudo e não dizem nada. Os atletas escolhidos pelos respectivos selecionadores optam por “tirar o pé” neste tipo de partidas e este Portugal x Croácia não foi execpção. E é natural que tal suceda dado que estamos numa fase inicial da época, as competições europeias de clubes estão aí à porta e a Liga das Nações só arranca para portugueses e croatas na próxima segunda-feira.

 

Contudo este foi um jogo que deu para se retirar algumas ilações.

 

A primeira ilação que retiro é que a nossa selecção continua a acusar sempre o mesmo problema nos golos sofridos. A defesa por si só não pode fazer tudo. É preciso que o meio campo recue para, desta forma, “tapar” os espaços que a nossa linha defensiva não consiga – naturalmente – tapar. Quando a equipa adversária ataca não o faz somente com os jogadores avançados… Os da sua linha média também o fazem. E em certos momentos até os da sua linha defensiva. Pelo que é normal que quando se defenda seja necessário faze-lo em bloco. Algo que me parece natural. Mas pelos vistos para Fernando Santos não o é porque já não é a primeira vez (e pelos vistos não será a última) que a equipa de Todos Nós sofre golos como o que sofreu hoje. Façam tal coisa diante da Itália e depois venham-me cá com o discurso moralista do costume de que jogamos mais do que eles, mas não fomos eficazes.

 

A segunda ilação que retiro é que Bruma não consegue mesmo aproveitar as oportunidades que têm sido dadas. Hoje não foi execpção. Trapalhão a todos os níveis e egoísta q.b. na hora de desmarcar um colega de equipa. Muitas vezes um simples tocar a bola para o lado é bem melhor do que andar a correr para cima dos adversários com a bola nos pés para depois a perder. Neste aspecto Rony Lopes, embora tendo jogado pouco, esteve bem melhor.

 

A terceira ilação é que se Fernando Santos não começar a escolher os seus eleitos em função do seu clube, Portugal tem ali um bom lote de jogadores que lhe podem garantir uma boa participação na Liga das Nações e um apuramento tranquilo para o próximo EURO. Vamos a ver como esta parte se vai desenrolar se bem que me parece importante não se insistir em casos perdidos como Gélson Martins e Renato Sanches (por exemplo).

 

MVP (Most Valuable Player): Rúben Dias. Ao contrário do habitual, Rúben esteve muito bem hoje. Sempre “muito certinho” no que ao desempenho do seu papel de defesa central. Para quem é muitas vezes acusado de ser um “brutamontes”, Rúben esteve muito bem. O melhor em campo na minha perspectiva.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem:  Javier Estrada decidiu bem sempre que foi chamado a intervir no encontro. Os amarelos que mostrou ao longo da partida foram perfeitamente justificados e, portanto, nota positiva para o árbitro espanhol.

 

Positivo: Sérgio Oliveira e Rony. Estiveram pouco tempo em campo, é um facto, mas o tempo que estiveram em campo foi o suficiente para vermos a equipa portuguesa a jogar - bem - melhor.

 

Negativo: Golo sofrido. Nunca é demais repetir que esta forma de se sofrer golos tem de ter um ponto final. No relvado uma equipa de futebol é composta por 11 jogadores onde todos defendem e atacam.

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publicado às 22:43


Faltou o “sal” numa boa partida de futebol

por Pedro Silva, em 28.07.18

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imagem retirada de zerozero

 

Estive hoje no Estádio do Dragão para ver, in loco, a apresentação do Futebol Clube do Porto aos sues associados e adeptos. Se estava à espera de ver uma boa partida de futebol? Não. Claro que não. Estamos na pré-época. O que eu não esperava era por esta altura ver uma equipa azul e branca com boas ideias de jogo. O problema da partida de hoje esteve, tão simplesmente, na forma - ainda - algo atabalhoada como se processa o futebol portista ao longo dos 90 e poucos minutos. Ainda há muito “repelão”, alguma bola infantilmente perdida e uma lentíssima movimentação entre linhas. A juntar a tudo tivemos aquele azar “NESiano” na hora de se rematar à baliza adversária, pois se não era o guarda-redes a fazer o impossível, eis que surgia o poste ou a aselhice dos atletas de azul e branco vestido impediram que hoje os Dragões tivessem alcançado uma justa vitória.

 

Não quero ser optimista (e muito menos pessimista). Estes jogos de preparação valem o que valem é verdade, mas tenho de ser honesto e confessar que gostei de algumas coisas que vi. Repito o que já aqui disse, as ideias desta época de Sérgio Conceição parecem estar lá e tudo indicia que vamos ter um Dragão bem mais racional na hora de “atacar” a baliza da equipa adversária. Resta é saber se esta forma de estar em campo será suficiente para se vencer novamente o nosso campeonato e, ao mesmo tempo, fazer melhor figura na Europa do futebol do que na época transacta.

 

De resto creio que é uma boa ideia a aposta num onze com um lateral mais ofensivo (Alex Telles) e um lateral menos ofensivo (Maxi Pereira). Tal permite á equipa posicionar-se com outra segurança em campo, fazendo da circulação da bola a sua maior arma. O problema está naquilo que já aqui falei: maior velocidade nas transposições entre linhas. Tal pode muito bem ser apenas um mal próprio da altura da época em que nos encontramos, mas se o Sérgio conseguir melhorar este aspecto, então penso que iremos ter um Dragão bem mais forte esta temporada. Pelo menos mais racional e equilibrado entre sectores.

 

Vamos a ver como isto irá correr no próximo jogo (já a “doer”!) diante do CD Aves. Estas primeiras partidas “a sério” Vão ser determinantes para toda a nova época. O que não invalida que não tenha gostado do que vi hoje.

 

E já agora, se este mesmo Newcastle United FC jogar desta forma na “sua” Premier League, o mais normal é este “levar” (e de que maneira!) dos seus adversários. Ou isto muda ou então não me acredito que consigam a tão desejada manutenção.

 

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Alvo de uma marcação homem a homem implacável, o internacional maliano destacou-se, essencialmente, pela sua enorme capacidade de trabalho. Capacidade que serviu para “fazer a cabeça em água” aos defensores da equipa inglesa que viram em Marega um perigo constante para a sua baliza enquanto este esteve em campo. Faltou-lhe o golo, mas hoje estava escrito que ninguém marcaria.

 

Chave do Jogo: Inexistente. O Newcastle United nunca mostrou ter capacidade para dominar o jogo e o FC Porto, por muito que tenha trabalhado para isto, não conseguiu verdadeiramente criar um lance que fizesse com que o desfecho final lhe fosse favorável.

 

Arbitragem: Arbitragem típica de jogo de pré temporada. 

 

Positivo: Felipe/Diogo Leite (mais uma vez!). Mais uma excelente prestação da dupla Felipe/Leite. Se a equipa britânica foi muitas vezes obrigada a lateralizar o seu futebol de ataque foi muito porque esta dupla lhe barrou sempre o caminho na zona central.

 

Negativo: Ausência de Oliver. O pequeno internacional espanhol não é um portento em termos fiscos, mas tem uma qualidade de passe e leitura de jogo acima da média. Merecia bem mais oportunidades de comandar o meio campo portista do que o Otávio e o Herrera.

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publicado às 23:35


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