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Viva Portogallo!!!

por Pedro Silva, em 17.11.18

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imagem retirada de zerozero

 

O título que serve de mote a esta crónica não é inocente (confesso). O dito está escrito em italiano porque face ao que vi hoje fiquei na dúvida sobre quem era a selecção italiana e quem era a selecção portuguesa. Espacialmente na primeira parte da partida, altura em que os italianos “carregaram” sobre a nossa equipa. Nem parecia a famosa «Squadra Azzurra» cujo futebol cínico, paciente e eficiente (quase que científico) marcou o futebol mundial em tantas e tantas finais de Europeus e Mundiais de selecções. Já Portugal - se retiramos desta equação o futebol trapalhão desta mesma primeira parte – parecia esta tal Itália “cientifica e racional” que encantou, conquistou e dominou o mundo do futebol.

 

Mas desengane-se quem achar que com o exposto no primeiro parágrafo estou a criticar a prestação da nossa selecção em solo italiano. É antes, tão-somente, o realçar de um facto que não deixa de ser estranho não obstante a situação de ambas as equipas no grupo da UEFA Nations League. Contudo tal não me impede de achar que Portugal poderia – e deveria – ter tido outro tipo de postura em campo (especialmente na primeira parte) porque, por norma, quem joga para o “pontinho” arrisca-se a perder. A verdade é que mesmo a jogar mal Portugal até que poderia ter vencido o jogo. Especialmente após a entrada de João Mário em campo. È verdade que foi “sol de pouca dura” dado que a selecção transalpina acabou por saber “encaixar” a entrada do médio português no seu ainda muito frágil e ténue sistema de três centrais. Até William Carvalho (o “pastelão” de sempre) teve uma soberana ocasião de golo… E tudo isto graças à entrada de João Mário em campo.

 

A realidade das realidades que ninguém pode contornar é que a nossa equipa está na “Final Four” da Liga das Nações da UEFA e, com isto, tem “um pé” no próximo Europeu de selecções. Um feito para uma equipa que está, aos poucos, a procurar (de uma forma racional) rejuvenescer e mostrar que é possível ter-se uma equipa competente e capaz sem contar com os serviços de Cristiano Ronaldo. E ainda bem que assim o é pois isto das dependências não é algo que no futebol dos tempos modernos seja saudável.

 

Siga para o jogo treino com a Polónia.

 

MVP (Most Valuable Player): João Mário. Não jogou de início mas quando entrou em campo acabou por “dar um murro no marasmo” em que se encontrava o jogo de Portugal. Conseguiu baralhar a linha defensiva italiana e teve, inclusive, uma excelente oportunidade para marcar o holo que bem poderia ter sido o golo da vitória lusa em Milão.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas em campo foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem:  Arbitragem com alguns erros pontuais, mas globalmente bem, e sem ceder à forte pressão vinda das bancadas. Nota positiva.

 

Positivo: Apuramento de Portugal. Penso que de um jogo em que uma equipa procurou quase sempre não jogar no risco e outra tudo fazer para vencer mesmo que “à balda”, o melhor que podemos retirar é mesmo o apuramento de Portugal para a fase seguinte da prova.

 

Negativo: Bruma. Falamos de um jogador que tem um talento natural fantástico mas uma tremenda incapacidade de passar a bola no tempo certo. Tanta trapalhada fez Bruma quando muitas vezes lhe bastaria tocar a bola para o companheiro do lado para que jogada prosseguisse com sucesso.

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publicado às 21:53


Em Roma sê romano?

por Pedro Silva, em 30.10.18

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Numa altura em que no mundo da política – quase – todos os debates se centram na elaboração, analise e discussão dos orçamentos dos Estados-membros da União Europeia para o próximo ano, eis que em Itália assistimos a um filme (estilo drama) já antes visto. Quase que se me atrevo a dizer que é uma espécie de «Déjà vu», mas não o faço porque a Itália está longe (muito longe) de ser a Grécia.

 

Acredito que com tanto alarido (e justificado, diga-se desde já) em torno da eleição do político fascista jair Bolsonaro, já ninguém sem recorde que a Europa tem hoje em mãos um tremendo problema. O governo italiano resolveu afrontar a Europa dos burocratas dizendo publicamente, e por mais do que uma vez, que quem manda na elaboração do seu orçamento é a Itália e os italianos. E fê-lo de uma forma aberta, agressiva e sem pudor algum.

 

Resta-nos perceber a razão para tal comportamento. Algo que cá pelo nosso país ainda não se fez. Tal será assim talvez pelo facto de Mário Centeno ter sido “apanhado” com sucesso na ratoeira que o eurogrupo lhe montou há uns tempos atrás. E é claro que a natureza política do actual elenco governativo transalpino de extrema-direita incita a que quem opine procure a justificar o problema com a natureza política do tal elenco. Pessoalmente - como apreciador de um bom desfaio dado é que isto que nos faz evoluir enquanto seres pensantes – prefiro ver o problema de outra forma. Prefiro ir pelo caminho mais difícil e não pelo atalho que muitos escolheram seguir colocando-se, sem apelo nem agravo, do lado dos burocratas de Bruxelas.

 

Quando olho para a problemática do Orçamento italiano de 2019 e para a forma como o governo de extrema-direita sediado em Roma reagiu à “nega” que Bruxelas deu ao dito, vem-me rapidamente à memória as sucessivas violações dos tratados orçamentais que tanto a França como a Alemanha levaram a cabo nos últimos anos. Especialmente nos tais anos do “ajustamento” levado a cabo nos países da Europa do Sul.

 

Claro que quem defende os burocratas de Bruxelas e os seus “Tratados” se escuda no argumento de que o actual governo de Itália é populista e radical. E até que são argumentos válidos. Contudo não se pode apelar a uma parte do problema quando que devemos é antes procurar resolver o dito como um todo.

 

Isto porque a Itália é – tão-somente – a terceira maior economia da Europa. À sua frente estão a França e a Alemanha, países que, repito, no passado violaram sem apelo nem agravo os tais de “Tratados Orçamentais”. E não, o argumento de que tanto a França como a Alemanha não tiveram a postura agressiva da Itália de hoje não singra. E não singra porque está mais do que provado que na Europa dos tempos que correm o velho brocado de “em Roma, sê romano” não se aplica. Basta que para tal se seja dono de uma das maiores economias da Europa. A Grécia de Tsipras é a prova viva de tão enfadonha realidade.

 

Ora face a tal, concluindo, depois há quem fique muito admirado e olhe com uma natural cumplicidade para todo este retrocesso político europeu que está aos poucos a “abrir” as portas ao regresso em força da extrema-direita e das ideias fascistas.

 

Artigo publicado no site Repórter Soimbra (30/10/2018)

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publicado às 21:30


Para Gattuso com Amor

por Pedro Silva, em 10.09.18

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imagem retirada de zerozero

 

Começar qualquer competição oficial com uma vitória não é bom. É antes excelente! Especialmente se tivermos em consideração de que falamos de uma competição onde o primeiro classificado do grupo passa à fase seguinte, o segundo permanece na divisão e o terceiro desce de divisão. Tudo isto num Grupo de três equipas de grande valor como o são Portugal, Itália e Polónia que tem seis jogos (casa e fora) para poderem definir o seu futuro nesta nova Liga das Nações.

 

Olhando agora para o jogo em si, Fernando Santos já tinha dito que ia “mexer” pouco ou nada no onze e assim foi. Portugal entrou em campo diante desta “nova” Itália com o mesmo onze que defrontou a Croácia e empatou a uma bola. A maior diferença entre o jogo de hoje e o anterior é que o onze inicial dos lusos aprendeu com os erros que cometeu diante dos croatas. Isto para além do óbvio de que esta Itália de Mancini está – ainda – muito longe de ser aquela Itália. Isto de os italianos terem demorado tantos anos a renovar a sua selecção só podia ter dado nisto… Um sério aviso para Portugal (e não só até porque a Holanda está a passar pelo mesmo). Adiante.

 

Por tudo isto a partida diante da «Squadra Azzurra» acabou por ser mais ou menos o esperado. Portugal dominou, criou oportunidades de golo, a Itália defendeu sempre muito e bem e foi criando, de tempo a tempo, uma ou outra oportunidade de golo. Isto na primeira parte. Na segunda tivemos mais do mesmo. A única grande diferença residiu, essencialmente, no golo português que nasceu de uma boa iniciativa individual de Bruma que - com alguma sorte - assistiu André Silva para o golo que acabaria pro dar a vitória a Portugal.

 

E tudo parecia estar a correr bem para a nossa equipa até porque quando Mancini “deu um tremendo tiro no pé” quando retirou do campo o avançado Ciro Immobile. Se até aí a Itália ainda ia criando algumas dificuldades à defesa lusa, a partir daí esta praticamente desapareceu do campo. Contudo Fernando Santos não quis ficar atrás do seu colega de profissão e (sabe-se lá porquê razão) retira do campo Pizzi que era somente o atleta que estava a fazer, e muito bem, a ligação entre a defesa e o ataque português. Entra para o seu lugar Renato “flop” Sanches e Portugal perde o controlo de uma partida que poderia ter sido tranquila até ao fim. Por alguma razão mais tarde Fernando Santos colocou Sérgio Oliveira em campo… E não. Não creio que tenha sido por causa da lesão de William Carvalho porque após a entrada de Sérgio em campo a nossa equipa voltou a controlar o jogo e, inclusive, criou algumas oportunidades de golo. È caso para se dizer “não havia necessidade”.

 

Resumindo e concluindo; vencemos uma partida complicada diante de um adversário cujo historial fala por si. Com isto a nossa equipa ganhou moral para os jogos que se avizinham, lidera o nosso grupo da Fase de Grupos da Liga das Nações e parece (atenção ao “parece”) que temos em curso um processo de renovação da Equipa de Todos Nós que tem tudo para correr bem. Mas em vez de andarmos já a embandeirar em arco vamos indo e vamos vendo como isto corre porque o futebol está longe – muito longe – de ser uma ciência exacta.

 

MVP (Most Valuable Player): Pizzi. Pode até ter passado desapercebido a quem costuma estar menos atento a um jogo de futebol, mas para quem olha para este desporto com olhos de ver, o médio português foi, de longe, o melhor em campo dado que foi ele o principal autor do domínio e controlo do meio campo que acabou por culminar numa saborosa vitória diante da Itália.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem:  Um jogo fácil para a equipa de arbitragem e que foi bem gerido.

 

Positivo: Bruma. Algo trapalhão, egoísta e muito complicativo mas a verdade é que foi ele quem mais lutou contra a muralha defensiva italiana e quem mais sofreu com tal. A ver se a tendência é para melhorar.

 

Negativo: Fernando Santos. Pizzi – se calhar - até tinha de sair por alguma razão, mas colocar no lugar daquele que foi a peça mais importante de Portugal um tremendo flop por causa das palmas do público presente na Luz…

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publicado às 23:29


Parabéns "putos"!!!

por Pedro Silva, em 29.07.18

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Agora vamos a ver se muitos de vós não se perdem pelo caminho...

 

E já agora, que triste "figurinnha" a dos comentadores da @SPORTTVPortugal.

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publicado às 20:37


Estavam (mais uma vez) à espera de quê?

por Pedro Silva, em 27.06.18

Imagem Crónica RS.jpeg 

Nos últimos tempos tem sido imensas as mensagens de repúdio para com a política seguida pelos Estados Unidos e Itália no que à questão dos imigrantes ilegais/refugiados diz respeito. Nada que não mereça, do meu ponto de vista, todo e qualquer tipo de repúdio, contudo face a tal a única pergunta que se me apraz colocar é esta: Estavam à espera de quê?

 

E coloco tal questão pela simples e manifesta razão de que tanto o Executivo norte-americano como o Executivo italiano foram eleitos pelos respectivos eleitores dos já aqui por demais citados países. O processamento odioso que a Administração Trump tem utilizado na questão dos imigrantes ilegais fazia parte do programa eleitoral que foi a votos nos Estados Unidos da América. Donald venceu as eleições e agora está, tão-somente, a aplicar aquilo que prometeu ao seu Povo que iria fazer. O mesmo tipo de pensamento se aplica ao actual Governo de Itália. Vir para a Praça Pública dizer-se que nenhuma das figuras aqui citadas representam a maioria dos seus eleitores é, no mínimo, caricato pois tal argumento é na base de que as regras do jogo só não servem quando os resultados da governação não agradam.

 

A problemática da imigração ilegal e a da vaga de refugiados que tem aberto – ainda mais – as fendas da União Europeia devem, na ninha opinião, ser vistas de uma forma mais abrangente. Condicionar estes dois problemas (e as respectivas soluções desumanas) aos governantes é não querer ver a questão no seu todo. Até se me atrevo a dizer que tal postura não é mais do que uma mera questão eleitoral. Ao agir de tal forma a oposição aos respectivos Executivos colocam-se numa posição mais confortável no seu papel de oposição e a confrontação política fica mais fácil dado que a postura dos Estados Unidos da América e da Itália nestas questões é (evidentemente) deplorável.

 

Já aqui o disse e não me canso de repetir. A questão da imigração ilegal e dos refugiados tem como base as políticas expansionistas e de exploração irracional que os chamados países desenvolvidos levaram a cabo no passado. É que ninguém é imigrante ilegal porque quer. Tal como ninguém é refugiado porque lhe dá um certo prazer. Os conflitos “plantados” no continente africano, as intervenções militares unilaterais, a moldagem forçada de regimes “democráticos” à moda do ocidente e a imposição à força das ideias do FMI às economias menos desenvolvidas são algumas das vastas razões que explicam (mesmo que parcialmente) as imigrações ilegais e a vaga de refugiados.

 

Para encerrar este assunto aconselho quem me lê a assistir com atenção ao filme “Gangs de Nova Iorque” de Martin Scorsese. Tal vai ajudar a perceber as questões que estão aqui em cima da mesa e a razão pela qual é um absurdo andarmos a discutir a questão sem olharmos ao seu fundo.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (27/06/2018)

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publicado às 21:30


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