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Milagres nem na Igreja

por Pedro Silva, em 20.10.14

papaffamilias_web.jpgQuando em meados de Setembro o Papa Francisco se colocou sob os holofotes do mundo inteiro para celebrar 20 casamentos, entre os quais o de uma mãe solteira com o seu novo companheiro cujo primeiro casamento tinha sido declarado nulo, a mensagem foi claríssima: a Igreja Católica deve ser capaz de acolher no seu seio as novas formas de viver em família.

 

O Papa Francisco tem levado a cabo uma tremenda batalha para que a hipocrisia deixe de ser a face visível da Igreja Católica. Não tem sido uma batalha fácil para o Santo Padre porque, ao contrário do que este disse no encerramento do Sínodo sobre a Família, a Igreja Católica Apostólica Romana continua presa, por vontade própria, aos seus ideais de injustiça não reconhecendo todos por igual. Isto apesar de muitos destes “todos” terem uma Fé ainda maior e mais pura do que os Bispos que estiveram presentes nesta Reunião.

 

Não se percebe porquê razão a Igreja não reconhece o Direito à Fé dos Homossexuais. Trata-os como Seres inferiores porque não são naturais apesar de Cristo ter dito para se amar o próximo.

 

Esta Igreja caduca, fechada e perdida em si mesmo não segue os ensinamentos de Cristo mas sim as passagens que mais lhe convêm. Foi assim no Passado durante Séculos onde oprimiu inocentes e manipulou Estados em nome de Deus e será sempre assim porque no último Estado Absolutista do Mundo Ocidental nada funciona senão por imposição.

 

O mesmo tipo de lógica se aplica aos Divorciados. Porquê razão o casal que não se ama, não se respeita mutuamente e não se sente há-de ser excluído da Família Católica só porque não deu continuidade aos laços sagrados do Matrimónio? Cristo também não cometeu os seus equívocos e aceitou na sua graça e bondade quem tenha pecado? Porquê razão não há-de a actual Igreja de fazer o mesmo?

 

A resposta já foi por mim aqui dada: a Igreja não comunga dos mandamentos de Cristo mas sim aqueles que lhe dão mais jeito.

 

Apesar de tudo congratulo a coragem e frontalidade do Papa Francisco, mas a evidência está à vista de toda a gente: Milagres nem na Igreja.

 

Para terminar queria somente dizer que não fico nada surpreendido com a falta de debate destes assuntos na Sociedade Portuguesa. Uma Sociedade que para permitir a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo teve de enfrentar cobras e lagartos para tal e que não deixa que a coadopção (não confundir com adopção) por casais do mesmo sexo seja uma realidade não poderia, de forma alguma, ter um olhar critico sobre estas matérias.

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publicado às 11:38


Esta coisa da Homofobia

por Pedro Silva, em 08.02.14

Ao abrir a homepage do Google (como faço sempre no PC do meu escritório) deparei-me com um doodle alusivo aos Jogos Olímpicos de Inverno com as cores da bandeira LGBT (imagem que vemos em cima).

 

Vim depois a perceber que tal tinha a ver com uma iniciativa que se sucede às manifestações em prol da homossexualidade que se têm repetido pela Europa e principalmente na Rússia.

 

Isto é tudo muito bonito. Porque se esta coisa da Homofobia fosse um exclusivo dos Russos eu ainda era como o outro e entendia. Entendia porque a Rússia sempre foi um País muito fechado em si mesmo e sempre que quis seguir um modelo mais ocidental foi preciso que os seus Governantes tomassem medidas radicais. Por exemplo; na Rússia Feudal era costume os Nobres usarem longas barbas e comerem com as mãos. Foi preciso o Czar Pedro o Grande decretar a obrigatoriedade de se cortar a barba e de se comer à mesa com os talheres sob a ameaça de ser aplicada a pena de morte a quem não o fizesse para que estes nada higiénicos costumes se extinguissem.

 

Só que a Homofobia não é um exclusivo do povo Russo. É verdade que por lá o radicalismo é de tal forma que ser-se Gay é proibido (ou para lá se caminha), mas cá pelo burgo também temos os nossos “Putins”.

 

Veja-se o que a Assembleia da República fez relativamente à co-adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Como se isto de constituir família não fosse um direito de todos nós independentemente da nossa orientação sexual.

 

É verdade que olhamos para estas iniciativas da Google e as apoiamos, mas depois no nosso País temos pessoas na nossa AR e nos Partidos que dizem que as crianças não podem ser co-adoptadas nem adoptadas por casais homossexuais porque isso não é natural e atenta contra os interesses da criança, 

 

Será que somente os Russos e o Putin é que precisam deste doodle? 

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publicado às 11:00


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