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Não será preciso recuar muito no tempo para nos recordamos do quão mal as intervenções públicas e dissimuladas (por vezes pacificas e outras vezes belicistas) das ditas Grandes Potências fizeram ao Mundo. Regimes ditatoriais de direita e esquerda alcançaram o bordão do poder nos respectivos países e regiões do Globo com as consequências nefastas que somente a memória selectiva – de alguns, ora pois – se recusa a aceitar como facto negativo da história da Humanidade. Várias foram as zonas do planeta onde tal sucedeu, contudo foi na América latina que mais se sentiu a presença de uma das Grandes Potências. Muito por culpa dos Estados Unidos da América que, numa espécie de batalha contra a influência da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, patrocinou movimentos que, com o passar do tempo, se tornaram em sanguinárias Ditaduras. O caso mais mediático foi o do Chile onde a intervenção norte-americana abriu caminho à sanguinária ditadura do General Augusto Pinochet.

 

Mudam-se os tempos, esvanecem-se impérios, diluem-se ideologias, nascem novas tendências, mas a América do Sul continua a ser nos dias que correm palco da tal “guerra” a que me referi no parágrafo anterior. Razão para tal? Muito provavelmente a tai ideia que o nosso Mundo - erradamente! - insiste em manter de que existem povos que, pela sua natureza são, para todo o sempre, pobres e por muito que tentem não deixarão nunca de ser pobres. Tal explica, mesmo que em parte, a ascensão do «chavismo» e a manutenção no Poder (ao estilo lapa) de Nicólas Maduro na presidência da Venezuela.

 

Mais problemas parecidos ou até mesmo iguais ao da Venezuela há para se analisar, contudo prefiro centrar-me na questão venezuelana. isto porque vi e ouvi recente intervenção pública de Mike Pence sobre aquilo que já vai sendo apelidado de “tentativa de Golpe de Estado” na Venezuela. Como se um grupo de duas dúzias de militares de baixa patente pudessem levar a cabo um Golpe de Estado… Adiante.

 

A Venezuela, país profundamente mergulhado numa crise política, social e financeira, necessita que o Ocidente (vamos chamar-lhe assim) a oriente para fora da situação que esta criou para si e que este mesmo Ocidente agudizou e agudiza cada vez mais. Intervenções públicas de pessoas com a responsabilidade de um Vice-presidente dos Estados Unidos da América (Mike Pence) são o oposto daquilo que este pequeno país da América Latina necessita. O que tal intervenção faz é, tão-somente, perpetuar a manutenção no Poder de uma pessoa que já demonstrou por a + b que é maluquinha no verdadeiro sentido do termo.

 

A história deveria servir para alguma coisa. Bem sei que a Administração Trump é ignorante e egocêntrica e conta com o apoio do norte-americano médio, mas querer repetir-se o erro crasso que culminou com a chegada ao Poder do General Pinochet ultrapassa qualquer limite. Até mesmo o da estupidez crónica.

 

O povo venezuelano, pela sua essência e extrema necessidade de ser justamente tratado não merece que Donald Trump e o seu grupo de vaqueiros façam de tudo para que um maluquinho de nome Nicolás Maduro se perpetue no Poder.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (23/01/2019)

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publicado às 21:30


Longa Vida à República!

por Pedro Silva, em 05.10.18

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publicado às 12:13


Os extremos que dão pelo nome de Brasil

por Pedro Silva, em 02.10.18

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Há quem defenda a ideia de que a história não se repete. Tal teoria está muito em uso entre os historiadores. E, efectivamente, a história não se repete mas o Ser Humano comete erros (alguns por vontade própria outros por manifesta falta de tacto), daí que a meu ver se possa dizer que a História não se repete mas que faz cópias de má qualidade de si mesma. O que se está a passar actualmente no Brasil é um bom exemplo de tal.

 

O Brasil é actualmente um país cuja capacidade de produção de recursos próprios é extraordinariamente elevada. Tal é um facto que o maior país da América Latina não soube, nunca, aproveitar desde que se libertou das amarras da colonização portuguesa (e não só), contudo o Brasil, talvez por ser um país que tem ainda muitas cicatrizes e feridas bem abertas pelo processo de escravização que os portugueses (e não só) levaram a cabo durante décadas nas Terras de Vera Cruz a desigualdade em função do tom da cor da pele é ainda uma triste e enfadonha realidade…

 

Daí que se perceba muito daquilo que é hoje em dia o Brasil. Um país de extremos que tem de tudo para ser uma das maiores potências económicas mundiais. E está bem patente nas próximas eleições presidenciais cuja campanha eleitoral tem sido marcada pelo crasso extremismo entre as várias facções políticas. Aliás, bem vistas as coisas, hoje no Brasil desenrola-se uma luta titânica entre negros e brancos pela conquista do Poder. Já a histórica corrupção que é promovida tanto por negros como por brancos – e que impede este mesmo Brasil de seguir em frente e de se desenvolver - vai manter-se firme e será, sem sombra de dúvida, a grande vitoriosa desta luta dos extremos que dão pelo nome de Brasil.

 

Foi há um ano….

 

O tempo passa depressa. Depressa demais. Especialmente para quem ainda tinha a vã esperança de que Espanha se comportasse como o Estado democrático que diz ser.

 

Foi há um ano que a polícia espanhola, por ordens do entretanto demitido Governo de Mariano Rajoy, carregou violentamente sobre a população catalã que pacificamente procurou participar num referendo unilateral que determinaria uma simbólica separação da manta de retalhos que dá pelo nome de Espanha.

 

Foi há um ano que por Portugal e restante União Europeia se procurou passar a ideia de que os catalães são, na sua crassa maioria, um conjunto de terroristas que devem ser tratados da forma violenta e discriminatória como são tratados os políticos catalães presos e exilados no estrangeiro.

 

Foi há um ano que muitos políticos catalães, outrora membros da «Generalitat» que foram forçados a fazer o papel de Copérnico sob a ameaça da tirania da monarquia espanhola que patrocinou e apoiou a violência policial a que já aqui fiz referência.

 

Efectivamente o tempo passa depressa. Depressa demais. Especialmente para quem ainda tinha a vã esperança de que Espanha se comportasse como o Estado democrático que diz ser.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (02/10/2018)

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publicado às 21:30


A Morte de Estaline

por Pedro Silva, em 15.07.18

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"The Death of Stalin"

ComédiaHistória - (2017)

Realizador: Armando Iannucci

Elenco: Steve Buscemi, Simon Russell Beale, Jeffrey Tambor

 

Sinopse: União Soviética, 1953. Após a morte de Josef Stalin (Adrian McLoughlin), o alto escalão do comitê do Partido Comunista se vê em momentos caóticos para decidir quem será o sucessor do líder soviético.

 

Critica: Filme muito interessante e, inclusive, engraçado q.b, mas peca por ser incompleto. Muito incompleto, porque uma caricatura é muito mais do que um conjunto de graçolas muito bem elaboradas. Uma caricatura no verdadeiro sentido do termo exige (entre outras coisas) uma cabal e extensa explicação do que está a acontecer e, mais importante do que tudo, proceder-se à devida identificação dos intervenientes de tal caricatura. Para mim que estou a ler as obras de Simon Sebag Montefiore sobre Estaline não me foi nada complicado perceber e apreciar a obra de Armando Iannucci, mas quem não o fizer terá imensas dificuldades em apreciar tão bom filme.

 

O argumento deste “A Morte de Estaline” está muito interessante. Mesmo muito interessante. Estou em crer que com este argumento o Realizador Armando Iannucci conseguiu fazer exactamente o que pretendia. O argumento desta sua prodição cinematográfica vai de encontro à caricatura que este pretende fazer ao antigo regime soviético e a um dos seus piores períodos. Gostei imenso da forma como Iannucci conseguiu caricaturar algo que é retratado em muitos documentários como o pior que a URSS ofereceu ao Mundo. Parabéns Armando Iannucci.

 

Sobre o elenco não me apraz dizer muito mais senão que esteve “normal”. Isto tendo em consideração aquilo que vou lendo nas já aqui citadas obras literárias. Também tendo em consideração o tipo de filme de que estamos a falar, não era, de todo, expectável que fosse brindado com interpretações fora do normal.

 

O que também está muito bom trabalhado é a banda sonora e os cenários que foram superiormente estudados e muito bem filmados. Mais uma vez tenho de dar os parabéns a Armando Iannucci e a toda sua equipa pelo excelente trabalho nestes dois importantes aspectos do cinema.

 

Concluindo; “A Morte de Estaline” de Armando Iannucci tem a minha profunda recomendação não obstante a lacuna fatal a que já aqui fiz referência.

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publicado às 21:43


A Hora Mais Negra

por Pedro Silva, em 03.03.18

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"Darkest Hour"

BiografiaDramaHistória - (2017)

Realizador: Joe Wright

Elenco: Gary Oldman, Ben Mendelsohn, Kristin Scott Thomas

 

Sinopse: Com a Grã-Bretanha à beira de perder a guerra para a Alemanha, Winston Churchill sofre pressão para fazer um acordo com Hitler para estabelecer o estado como parte do território do Terceiro Reich, mas resiste à pressão.

 

Critica: Confesso que não me vou alongar muito na crítica a este “A Hora Mais Negra” de Joe Wright. O filme está muito bom, mas está longe de ser sublime. Contudo este é, sem sombra de qualquer dúvida, uma excelente biografia onde somos “brindados” com uma interpretação notável do actor Gary Oldman.

 

O argumento que Joe Wright escolheu para a sua produção cinematográfica pareceu-me um tudo ou nada aborrecido. Espacialmente na carga dramática que este procurou implementar para que não acabemos a assistir a um documentário. Confesso que a temática não dava para muito mais, mas entregar a qualidade e interesse do filme à brilhante prestação de um actor parece-me manifestamente pouco para um Realizador. A história até que “arranca” bem dado que Joe Wright procurou captar a “politiquice” houve na altura em torno do avanço dos alemães na Europa, mas este interesse vai desparecendo de uma forma gradual até ao momento em que a personagem incita o sue4 Povo à luta pela sua liberdade (mais do mesmo). Tal é perfeitamente compreensível, é um facto, mas bem que poderia ter sido um tudo ou nada mais bem trabalhado.

 

No elenco é que reside a “+pedra chave” deste “A Hora Mais Negra”. Gary Oldman é Winston Churchill! O restante elenco é “paisagem” que está ali para somente para tornar ainda maior e extraordinário o trabalho de Gary Oldman.

 

Nos cenários e banda sonora deixo aqui um enorme elogio a este trabalho de Joe Wright dado que os cenários estão impecavelmente filmados. Genial a preocupação do Realizador em criar ao pormenor todo os cenários da época em que tudo se desenrola. O mesmo digo da banda sonora que está excelente.

 

Em suma; “A Hora Mais Negra” de Joe Wright tem a minha recomendação.

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publicado às 23:11


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