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Que sirva de lição

por Pedro Silva, em 15.01.19

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imagem retirada de zerozero

 

Antes de mais apraz-me colocar a seguinte questão: O defesa lateral direito de nome João Pedro que faz parte do actual plantel do Futebol Clube do Porto é assim tão mau profissional? Ao ponto de nem sequer ter a oportunidade de mostrar a sua valia num jogo em que os campeões nacionais defrontaram o 11.º classificado da Ledman LigaPro?

 

Posto isto, passemos ao jogo em si. Bem que poderia olhar para esta desgraça de jogo e apontar o dedo a Sérgio Conceição e jogadores, mas não o vou fazer. E não o vou fazer pela simples razão de que são jogos como este que devem ser utilizados como uma séria chamada de atenção para o que aí vem. Estamos a meio da actual temporada e alguns dos ditos “jogadores nucleares” começam a acusar algum cansaço… E é normal que assim o seja porque o “modo cavalaria” entusiasma o adepto e faz com que a equipa ganhe os jogos da nossa Liga, mas por seu turno também desgasta mais rapidamente os jogadores de um plantel limitado em termos de opções e cria lesões que poderiam ser evitadas.

 

Não me surpreendeu mesmo nada que hoje os Dragões tenham sido obrigados a fazer horas extras diante de um Sport Clube Leixões banalíssimo que chegou ao golo do empate a uma bola “sem saber ler, nem escrever”. Quem não “mata o jogo” (especialmente no terreno de um adversário hostil como é o caso deste Leixões), arrisca-se a ter de sofrer bastante para vencer. E de nada serve o treinador andar a barafustar com os seus comandados durante a partida porque, quer se goste ou não, os jogadores também são Humanos e tem um – natural - limite físico e mental.

 

Obviamente que ninguém vai querer saber de tal para nada. O Futebol Clube do Porto venceu com a “ajuda” de uma substituição feita pelo técnico (a do costume, diga-se desde já) e tem lugar reservado nas meias-finais da Taça de Portugal. Mas para quem olga para estas coisas de um ponto de vista mais sério (como eu), vitórias como esta podem servir para dar moral mas servem também como chamada de atenção para o que aí vem. Especialmente se tivermos em linha de conta que ainda há meia temporada para se disputar.

 

MVP (Most Valuable Player): Hernâni. Longe de ter estado brilhante (mas alguém o esteve hoje do lado do FC Porto?), mas atribuo este título ao extremo português pelo golo marcado e pela manifesta vontade de tentar dar a volta a um empate que poderia vir a ser fatal no desempate nas grandes penalidades, tal a moral que o guarda-redes leixonense foi acumulando ao longo da partida.

 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 117´, altura em que Hernâni marca o segundo golo azul e branco. Golo que “deitou por terra” toda e qualquer vontade da equipa da casa de tentar levar o jogo para o desempate da marca das grandes penalidades.

 

Arbitragem:  Falta de critério de João Capela em vários momentos no capitulo disciplinar. No que toca a lances capitais, o golo de Soares foi mal anulado e o VAR, ainda indisponível na Taça, fez muita falta.  Análise e opinião de  Gaspar Castro (jornalista do site zerozero).

 

Positivo: Na fase seguinte. Num jogo em que se passou a maior parte do tempo a fazer de conta que se jogava à bola, positivo só mesmo a vitória portista e a passagem à fase seguinte da prova.

 

Negativo: Santo sofrimento. Efectivamente diante de tão modesto adversário é deveras complicado perceber porquê razão o Futebol Clube do Porto teve de sofrer tanto para vencer.

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publicado às 23:18


Apesar de tudo era escusado

por Pedro Silva, em 02.12.18

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imagem retirada de zerozero

 

Começo, desde já, por dizer que me pareceu manifestamente escusado o Futebol Clube do Porto ter hoje passado pelo tremendo sofrimento que passou em pleno Estádio do Bessa. Especialmente se tivermos em linha de conta que a equipa de Jorge Simão só tinha um único objetivo: empatar!

 

Diga-se o que disser, a verdade é que este Boavista Futebol Clube de Jorge Simão (cujo ódio latente e expresso aos azuis e brancos é algo difícil de se explicar) tinha como missão tudo fazer para prejudicar as contas da equipa vizinha na corrida pela renovação do título de campeão. Só assim se percebe, de facto, a frustração bem visível de toda a equipa axadrezada (jogadores e equipa técnica). Por perceber fica a razão de tal dado que o grande objectivo da equipa do Bessa na liga NOS é o de tentar evitar a zona de descida e não o de levar a cabo uma espécie de “guerra santa” contra o seu “rival” das Antas sempre que o defronta. Há coisas que não se entendem.

 

Aproveitando a deixa do parágrafo anterior, o que também não se entende é o onze inicial que Sérgio Conceição escolheu para esta partida. Falamos de uma partida que todos sabiam que a equipa da casa ia tudo fazer (inclusive distribuir porrada por tudo quanto equipava de azul e branco) para que o nulo imperasse ao fim dos noventa e poucos minutos. Como tal até que percebo a ideia de se colocar Jesús Corona a fazer todo o flanco direito da equipa portista dado que o Boavista nunca atacou - conto pelos dedos de uma só mão as oportunidades de golo da equipa da casa durante todo o jogo - mas ao ter feito tal, Sérgio Conceição retirou profundidade ao ataque da equipa azul e branca que só tinha Marega a lutar contra toda a acérrima linha defensiva do Boavista.

 

Yacine Brahimi, Óliver Torres e Ótavio eram sempre “engolidos” pelo meio campo da equipa da casa (Herrera não esteve lá a fazer nada), pelo que não havia um fio de jogo ou algo que fizesse com que o FC Porto dominasse um jogo que o adversário não queria vencer. O pontapé para a frente e o apelo à eficácia nos lances de bola parada foram, quase sempre, a aposta forte deste FC Porto que ia dando cada vez mais ânimo e coragem a um Boavista sarrafeiro e maldoso.

 

Tal forma de estar por parte dos Dragões perante uma equipa axadrezada que apostava - sempre! - no bloco baixo, só não redundou em “suicídio” porque quis a sorte que Hernâni (na tal fase de desespero que caracteriza esta equipa de Sérgio Conceição) marcou o golo que deu os três pontos aos Dragões e a consolidação de uma liderança que poderia – por culpa própria - ter sido colocada sob forte pressão-

 

Já aqui o disse e repito, não gosto do 4x4x2 super ofensivo que o Futebol clube do porto utiliza nas probas nacionais (prefiro o racional 4x3x3 da Champions), mas admito perfeitamente a sua eficácia. Especialmente tendo em consideração que no nosso campeonato 99% das equipas joga da mesma forma que a equipa do Bessa quando defronta o FC Porto. Sérgio Conceição sabia de tal (se não sabia, já devia saber), pelo que fico claramente com a ideia de que isto era, efectivamente, escusado.

 

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Foi deveras complicado olhar opara a exibição de hoje do conjunto azul e branco e tentar perceber quem se destacou – pela positiva - dos demais. Atribuo o MVP deste jogo ao defesa central Felipe pelo que fez nas poucas vezes em que o Boavista tentou incomodar Casillas e por nos lances de bola parada este ter tentado, sem sucesso, marcar o golo que poderia ter ditado um jogo bem mais fácil para os azuis e brancos.

 

Chave do Jogo: É óbvio para todos que esta só apareceu aos 90´+5, altura em que Hernâni aproveitou um ressalto na área axadrezada para marcar o golo da vitória portista.

 

Arbitragem:  A exigência do jogo fala por si, mas Hugo Miguel tomou algumas decisões duvidosas como o fora de jogo anulado a Herrera e uma grande penalidade não assinalada sobre Rochinha por volta do minuto 70.  Análise e opinião de  Ricardo Lestre (jornalista do site zerozero)

 

Positivo: Golo de Hernâni. Num jogo onde tudo parecia correr mal e onde o adversário se preocupava mais em bater do que em jogar futebol, positivo só mesmo o golo que deu a vitória ao Futebol Clube do Porto.

 

Negativo: Héctor Miguel Herrera. Não acerta um passe, não se desmarca, não organiza jogo nem recupera bolas. Fez um golo que foi mal anulado pela equipa de arbitragem. Foi para isto que Sérgio Conceição mudou o sistema táctico?

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publicado às 22:52


Vira o disco, toca o mesmo

por Pedro Silva, em 20.07.18

imgS620I226500T20180720215717.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Confesso que gostaria de ter algo de diferente para dizer sobre este Lille 2 x FC Porto 1. Gostaria mas não posso. Não posso porque, para o bem e para o mal, sou uma pessoa honesta e tenho de dizer que hoje vi uma equipa portista a mostrar os mesmos problemas que mostrou diante do Portimonense SC. Ataca-se muito mas a defender…. A defender é que é o problema deste “novo” Porto.

 

Um problema que não é novo diga-se desde já. Já na época anterior se deu por ele. Especialmente nos jogos internacionais onde eu vi este mesmo Dragão a marcar muitos golos e a sofrer outros tantos contra equipa do seu calibre. Já quando apareceu uma equipa “um tudo ou nada” mais forte foi o que se viu diante do Liverpool em pleno Estádio do Dragão. O que quer dizer – se calhar – que o problema não está no plantel mas antes na ideia de jogo de Sérgio Conceição.

 

Até que é agradável para o espectador ver os laterais bem subidos e toda uma linha defensiva quase no meio campo adversário a apoiar o ataque portista. Só que para que tal sistema seja eficaz é necessário que o onze azul e branco que está em campo perceba que tem de funcionar como um bloco tanato a atacar como… A defender! Os laterais têm de ter quem “feche” as faixas quando estes sobem no campo. Deixar estes espaços abertos ao adversário é para se so0fer golos iguais ao que os franceses marca5ram hoje. E se um avançado do FC Porto perde a bola no ataque, toda a restante equipa deve fazer pressão sobre o portador da bola para evitar a transição rápida da equipa adversária. Não o fazer dá num golo igualzinho ao que ditou a derrota dos portistas hoje em pleno Estádio do Algarve.

 

Vamos a ver como vai isto evoluir. Domingo há outro jogo de preparação, Desta vez contra o Everton. O nível de dificuldade vai aumentar. Espero que neste dia o Futebol Clube do porto mostre que quer baixar o nível dos disparates que lhe tem custado os dois últimos jogos de preparação. Eu bem sei que estes jogos valem o que valem, mas a dinâmica de jogo e a moral começam-se a construir nesta altura do campeonato e não quando isto começa a ser a sério.

 

MVP (Most Valuable Player): Hernâni. Confesso que gostei do esforço demonstrado pelo jovem internacional português. No cômputo geral Hernâni não esteve muito melhor do que os seus companheiros em termos exibicionais, mas foi aquele que mais procurou demonstrar a Sérgio Conceição que está ali para trabalhar e que pode contar com ele para a próxima época. Teve a extrema felicidade de marcar um golo caricato, mas quem quer ser feliz tem de rematar à baliza. Algo que os seus colegas de equipa se recusaram a fazer durante os 90 e poucos minutos da partida.

 

Chave do Jogo: Apareceu com o golo de Xeka ao minuto 64'. È verdade que a equipa portuguesa ainda reagiu e conseguiu empatar a contenda, mas também é verdade que desde o golo inaugural dos franceses que era bem patente a segurança e confiança do Lille LOSC.

 

Arbitragem: Arbitragem típica de jogo de pré temporada. 

 

Positivo: Adrián López. Eu sei que o moço “tem dias”, mas do que vi diante do Portimonense e hoje diante do Lille, acredito – cada vez mais – que o que lhe falta é confiança.

 

Negativo: Os golos sofridos (outra vez). Eu sei que estamos naquela altura da época em que dá para se disparatar á grande, mas vamos a ter tino meus senhores.

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publicado às 23:18


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