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Só para variar

por Pedro Silva, em 13.01.19

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publicado às 23:55


Serviços Mínimos

por Pedro Silva, em 16.12.18

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Decreto os serviços mínimos neste espaço como forma de protesto contra esta ridícula primavera/inverno, temporada que tem sido motivo de forte revolta por parte da classe alérgica.

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publicado às 23:27


Vamos então falar dos comboios

por Pedro Silva, em 20.08.18

imagem crónica RS.jpg 

Nos últimos tempos tem sido muitas as notícias sobre os Caminhos de Portugal (CP). E não tem sido notícias positivas. São negativas. Muito negativas. Negativas demais na minha opinião. Tal até que faz lembrar a antiga estratégia do anterior Governo liderado por Pedro passos Coelho do qual Assunção Cristas, actual líder do CDS, fez parte. Quando o Governo tinha na mente a privatização de um qualquer seu sector, eis que primeiro se procurava “bombardear” o cidadão com todo o tipo de notícias negativas sobre a empresa que se pretende privatizar para, desta forma, se criar a ideia de que é uma fatalidade para todos manter-se a gestão pública de certa empresa e depois privatizava-se a dita. Este processo foi levado a cabo aquando da famosa privatização dos CTT. Agora é o que se vê e sabemos.

 

Não estou com isto a dizer que os nossos serviços ferroviários em Portugal não têm problemas. E também não estou aqui a procurar, de forma alguma, colocar num saco roto as muitas queixas legítimas do utente da CP. Não é por mero acaso que muitas vezes os maquinistas fazem greve. O problema é que quando o fazem estes mesmos utentes que se queixam da qualidade do serviço na CP, são os primeiros a criticar a greve dos maquinistas. Mas isto é somente um aparte. Um dia talvez volte a esta temática. O que interessa agora é perceber o que se passa naquilo que popularmente de “comboios”.

 

O real cerne da questão é que historicamente Portugal é um país que nunca deu real valor ao comboio. Na maioria dos países da Europa Central e do Leste – muito por força da 2.ª Guerra Mundial, diga-se de passagem – o comboio assume um papel essencial (diria até mesmo que vital) na vida de qualquer cidadão. No Oriente tal é também uma realidade. Já cá pelo nosso pequeno Burgo, o comboio é visto mais como algo que se utiliza para dar a malta rica dar um passeio aqui e acolá. Isto se não for possível ir de carro, ora pois, dado que o português usa o sagrado automóvel para ir comprar pão à padaria do lado.

 

A juntar ao exposto anteriormente há o – muito desconhecido – facto de Portugal e Espanha terem uma ferrovia única no Mundo no que ao seu formato diz respeito. A chamada Linha Ibérica é uma pesada e fastidiosa herança dos Salazarismo/Franquismo que obriga a que ambos os países tenham de ter cuidados muito especiais no que á sua ferrovia diz respeito. A manutenção da dita linha é feita, em exclusivo, por portugueses e espanhóis. O mesmo se pode dizer das locomotivas e carruagens cuja produção e manutenção é um exclusivo da Península Ibérica.

 

Ou seja, se juntarmos a tudo o que já aqui disse ao constante “apertar de cinto” patrocinado pela Europa (e não só) tudo se conjugou ao longo dos tempos para que o desleixo por parte do Governo central relativamente à CP fosse, cada vez mais, uma medonha realidade.

 

Cabe-nos agora a nós, cidadãos, exigir a cabal - e mais do que necessária – melhoria da nossa ferrovia. Especialmente nos tempos que correm em que há uma necessidade premente de nos deslocarmos de uma forma rápida e eficaz entre as nossas cidades dado que os desafios laborais que se colocam a todos nós são – por força dos tempos que correm -, naturalmente, cada vez maiores. E esta exigência não pode, nem deve passar pela “vingança” que António Lobo Xavier e outros neo liberais como ele tanto desejam. Esta tem de passar pela pressão sobre o actual e futuro(s) Governo(s) para que este aplique o dinheiro dos nossos impostos na  prestação de serviços que, por causa da sua natureza, tem de ser públicos. Privatizar somente porque se quer “despachar o embrulho” só traz problemas. Veja-se, mais uma vez a título de exemplo, a desgraça que são os CTT privatizados.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (20/08/2018)

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publicado às 21:30


E na Alemanha?

por Pedro Silva, em 04.12.17

PS_enaalemanha_destaque.jpg 

Em Portugal parece haver uma espécie de trauma sempre que um determinado grupo de trabalhadores decide lutar por aquilo a que tem direito. Parece que cá pelo nosso pequeno burgo reina a ideia de que temos de ser todos um povo de brando costumes senão lá aparece o bicho papão e vamos todos desta para melhor.

 

E na Alemanha? O que acontece quando um determinado grupo de trabalhadores decide lutar pelos seus direitos? Por norma tem o apoio da população em geral e com maior ou menor esforço, estes trabalhadores acabam por conseguir fazer valer os seus direitos. Tal aplica-se a todos os sectores de actividade. Claro que podemos acusar os alemães de serem ultra protecionistas em certos sectores de actividade, mas a verdade seja dita que na Alemanha é rara a empresa privada ou pública que “atropele” os direitos dos trabalhadores em noma da “estabilidade económica”.

 

E vem isto a respeito do que está neste momento a suceder na Volkswagen Autoeuropa de Palmela. Existe um conflito laboral que tem horrorizado o actual Governo, “industriais” e demais “investidores” pertencentes ao mais “fino tecido” patronal português. Tudo isto porque os trabalhadores da Volkswagen Autoeuropa de Palmela não querem aceitar a imposição sem negociação de uma jornada contínua obrigatória para todos onde estes receberão de ordenado ao fim de semana tanto como recebem num dia normal de trabalho. E tudo isto por causa de uma modelo novo da Volkswagen que parece estar a ter uma forte saída no mercado automóvel. Para ser sincero ainda não dei pelo dito cujo nas estradas portuguesas, mas não fazendo eu parte do tal “fino tecido patronal português” é natural que tenha de desviar a minha atenção para outras coisas “banais” tais como pagar as contas ao fim do mês com a miséria que conseguir juntar durante um mês de trabalho (isto quando me é possível fazer o tal ajuntamento).

 

Agora vamos imaginar que a Volkswagen Autoeuropa na Alemanha se lembrava de fazer aos seus trabalhadores exactamente o mesmo que pretende fazer aos da sua filiar de Palmela. Sabem o que faziam os trabalhadores alemães? Exactamente o mesmo que os portugueses. E até metiam ao barulho mais estruturas sindicais do que as que temos cá no nosso país. E acreditem que tanto o Governo alemão como a população se colocaria do lado dos trabalhadores porque aquilo que a Volkswagen pretende impor na sua fábrica de Palmela é, simplesmente, ridículo e um manifesto abuso de poder em nome da “estabilidade económica”.

 

Mas lá está, cá por Portugal temos a mania de que temos mesmo de ser todos um povo de brandos costumes, mas rapidamente ficamos muito indignados quando um holandês de cabelos aos caracóis que dá pelo nome de Dijsselbloem passa a ideia de que os portugueses são todos uns bêbados preguiçosos que não sabem gerir as suas finanças.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (04/11/2017)

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publicado às 12:00


Momento Mafalda (104)

por Pedro Silva, em 13.09.16

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publicado às 23:35


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