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Nem sei o que dizer

por Pedro Silva, em 13.08.19

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imagem retirada de zerozero

Efectivamente não sei mesmo o que dizer. Ser eliminado em pleno Estádio do Dragão após se ter conquistado – com muita sorte e algum engenho - uma vantagem forasteira não tem explicação.

Podia aqui apontar uma série de coisas tais como a forma disparatada como o Futebol Clube do Porto sofreu três golos de uma equipa que está longe de ser das mais fortes da liga russa de futebol.

Podia também aqui realçar o facto de que a equipa portista só se tenha lembrado de que tem de jogar em antecipação (especialmente quando o adversário é inferior) na segunda parte da partida depois de estar a perder por 3 a 0.

Penso que nem vale a pena dizer o quão mau me pareceu a forma como Sérgio Conceição “queimou” o defesa lateral direito Renzo Saravia que já na Copa América não tinha mostrado grande coisa.

Mas não sei mesmo o que dizer. Isto porque se por um lado me pareceu que Sérgio Conceição e o seu mau feitio/arrogância desmedida “minaram” o ambiente no balneário da equipa azul e branca na pré temporada (a vitória em Krasnodar “abafou” um pouco o caso Danilo), por outro fiquei com a nítida e clara impressão de que há jogadores neste Dragão que ou não tem qualidade para jogar a alto nível ou então estão-se a marimbar para tudo isto tal o desleixo que demonstraram na partida de hoje.

E mais não digo senão o já batido “vamos a ver”. E vamos a ver porque estar a colocar tudo em causa nesta fase da temporada é o mesmo que desistir quando ainda há muita coisa para se disputar.

O importante nesse momento, na minha opinião, não é ter-se tudo pronto para o clássico com o SL Benfica.

É antes fazer-se uma reflexão profunda sobre qual o rumo que se quer dar a este Futebol Clube do Porto. Para tal há que reformular muita coisa… Começando pela política de comunicação do clube e acabando no tipo de plantel/treinador que se pretende para o que aí vem.

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publicado às 22:51


Vamos a ver…

por Pedro Silva, em 07.08.19

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Eis que começou a época oficial do Futebol Clube do Porto. E começou da mesma forma que a anterior. Dito de forma a que todos me entendam; a época arranca com uma equipa azul e branca a dar tudo por tudo num jogo que terá ainda uma segunda parte para se disputar. Dizer-se que neste momento os comandados de Sérgio Conceição estão, tão-somente, a venceu ao intervalo não é exagero. Face a tal parece-me importante que se mantenham os pés bem assentes no chão. E acredito que Sérgio Conceição e plantel façam de tudo para que a realidade impere diante da natural euforia de muitos adeptos e simpatizantes dos Dragões que foram “brindados” com uma pré-temporada que roçou o ridículo no que ao futebol jogado diz respeito.

Agora existem dois pontos que me parecem pert5inentes.

O primeiro prende-se com a enorme carga física com que a equipa portista abordou esta partida. Por um lado não podemos, de forma alguma, acusar a dita de não ter dado tudo por tudo pela vitória, mas por outro é sempre um tremendo risco exigir-se tanto dos atletas. Especialmente se tivermos em linha de conta que o adversário, mesmo que inferior em termos teóricos e práticos como é o caso deste FK Krasnodar, pode ter a sorte de marcar um golo “sem saber ler, nem escrever” (como quase sucedeu hoje) e depois não há físico que chegue para dar volta a um mau resultado. Isto para não falar aqui, da possível, quebra física que acontece lá para os meados de Janeiro. Um “mal” que – espero – que esta temporada Sérgio Conceição consiga resolver (eu acredito que sim, mas vamos a ver).

O segundo ponto está relacionado, em grande parte, com a tremenda quantidade de falhanços diante da baliza – hoje – russa. Pode até ter sido circunstancial, mas quem cria tantas oportunidades de golo e na mas concretiza em golo +pode bem acabar mal. Especialmente se tiverem em linha de conta o que expus no parágrafo anterior. Apesar de tudo estamos ainda numa fase muito prematura da temporada, pelo que se compreende que ainda exista alguma falta de ritmo e de entrosamento, mas é sempre importante evitar-se o mas. Especialmente quando se tem de montar uma equipa com a época a dar o pontapé de saída.

De resto, não querendo adiantar muito mais porque ainda estamos na fase em que estamos, confesso que gostei do equilíbrio juventude/veterania do onze que Sérgio Conceição escolheu para este jogo. Agora vamos a ver se a Romário Baró (e outros como ele que estão no plantel) não lhe acontece o mesmo que o Diogo Leite… Há que ter em linha de conta que falamos de um jogador jovem que parece ser talentoso, pelo que terá de ter o seu espaço para evoluir e quem o auxilie neste processo… Factos que não me parecem ser os pontos fortes de Sérgio Conceição.

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publicado às 22:48


Confiança!

por Pedro Silva, em 16.02.19

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Dado o actual estado de  coisas no Reino do Dragão, o melhor que poderia ter acontecido foi esta vitória caseira dos portistas diante do Vitória. Mas mais importante do que a vitória (escassa tendo em conta o futebol praticado pelo Futebol Clube do Porto, diga-se desde já) é a forma muito satisfatória – agradável até - como a equipa azul e branca derrotou a equipa de Setúbal.

 

A equipa do Sado vinha com a nítida missão de “imitar” o outro Vitória (o de Guimarães). Isto porque em momento algum vi a equipa de Sandro a – tentar – esboçar um movimento ofensivo que tivesse incomodado a linha defensiva do FC Porto. O problema desta estratégia de Sandro é que esta só funciona quando do outro lado do campo está uma equipa ansiosa e fortemente pressionada pelos adeptos. Ora como nem uma coisa nem a outra marca4ram presença no Estádio do Dragão (muito pelo contrário!), o resultado de 2 a 0 a favor do Futebol Clube do Porto peca por escasso dado que os portistas jogaram à vontade, explanaram o seu futebol e mostraram uma ideia de jogo muito interessante que, praticamente, “trucidou” a estratégia sadina para esta partida.

 

Confesso que gostei da opção pelas tabelas em posse diante da grande área do adversário. Desta vez a equipa de Sérgio Conceição “mexeu-se bem em campo” tendo, inclusive, trocado bem a bola de um flanco para o outro sempre em posse, o que baralhou por completo um Vitória de Setúbal que sempre que queria impedir os ataques portistas recorria à falta grosseira e sem nexo. Assim até dá gosto ir ao estádio ver um jogo de futebol da nossa equipa.

 

Agora não há que “dormir no pedaço”. As coisas hoje correram bem, é um facto, deu-se a necessária resposta que terá colocado os adversários em sentido e os adeptos azuis e brancos mais descansados, mas isto ainda não acabou. Antes da recepção ao SL Benfica há ainda uma tremenda deslocação ao reduto do Tondela e um jogo em casa com o SC Braha referente à Taça de Portugal.

 

MVP (Most Valuable Player): Ádrian Lopez. Jogo muito bom do avançado espanhol que parece, aos poucos, estar a justificar o porque de no passado ter sido alvo de tantos elogios por parte do Mundo da Bola. A ver vamos se a aposta em Ádrian se mantêm e se este mantêm o bom nível exibicional de hoje diante de adversários mais complicados.

 

Chave do Jogo: Golo de Héctor Herrera. A equipa de Sandro o único e grande objectivo de sair da invicta com um ponto. O golo de Herrera “deitou por terra” a estratégia sadina e determinou, muito cedo na partida, quem seria o vencedor.

 

Arbitragem: Durante muito tempo, algo brando no capítulo disciplinar, a tentar controlar a situação de forma diplomática. O segundo amarelo a Éber Bessa parece um pouco forçado, até porque o jogador não pede a falta, mas aceita-se a decisão dada a queda (tendo em conta que é difícil, pelas imagens, ter a certeza absoluta de que não tenha havido toque). De qualquer forma, o médio podia ter visto outro cartão mais cedo, por falta sobre Danilo. Análise e opinião de Gaspar Castro (jornalista do site zerozero).

 

Positivo: Empenho, empenho e empenho (mais uma vez). Não virar a cara à luta apesar de o resultado ser favorável. Esta forma de estar deste FC Porto fez com que a confiança e tranquilidade tivesse regressado à Nação Azul e Branca.

 

Negativo: Mais um lesionado. Danilo Pereira junta-se hoje ao já vasto lote de lesionados do FC Porto. Assim é realmente complicado estar a 100% em todas as frentes….

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publicado às 23:54


Azar

por Pedro Silva, em 12.02.19

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Por norma temos tendência a criticar a nossa equipa quando esta perde um jogo. Contudo não me parece que seja justo seguir tal “rotina” após esta derrota do Futebol Clube do Porto na capital italiana.

 

A verdade é que - na minha opinião - a equipa de Sérgio Conceição tudo fez para sair de Roma com um resultado positivo. Os azuis e brancos regressam a casa com um resultado “menos negativo” porque tiveram azar. Isto apesar de na hora de rematar à baliza romana os Dragões terem sido algo “aselhas”. Mas também é complicado criticar o esforçado Fernando Andrade que se estreou na Champions e o “raçudo” Tiquinho que embora não tendo grande jeito lá conseguiu criar a oportunidade que Àdrian aproveitou para que as esperanças portistas não se esmorecessem já nesta primeira mão dos oitavas-de-final da prova milionária.

 

Apesar de o fuetbol ser o que é, estou em crer que momentos houveram em que Sérgio Conceição poderia - e deveria! - ter feito algo mais. Especialmente quando era notória a tremenda dificuldade que a equipa portista sentia em explanar o seu jogo. Tal foi notório na primeira parte dado que exsitiu sempre um perigoso “buraco” entre os vários sectores da equipa. “Buraco” que impedia que se criassem linhas de passe. Oara além de que estou para perceber porquê razão Militão tinha de ser “pau para toda a obra” e levar com todos os ataques romanos pelo seu flanco na primeira parte da partida.

 

Pouco mais há a dizer sobre este jogo. Pelo menos na minha perspectiva dado que aquilo que – para mim - terá ditado a derrota de hoje foi o azar e não tanto a falta de empenho de Sérgio Conceição e/ou dos jogadores que estiveram em campo de azul e branco vestido, mas acredito que haja quem tenha uma opinião diferente e respeito tal. Agora não creio é que se deva entrar em desespero… É verdade que isto de ter Yacine Bragimi, Moussa Marega e Jesús Corona lesionados preocupa dado que as alternativas são escassas em todos os aspectos, mas isto ainda não acabou e hoje ficou demonstrado que é perfeitamente possível marcar-se golos a esta Roma…

 

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. Enorme entre os postes! Sofreu dois golos em que nada podia fazer e travou muitos outros com defesas dignas de um Guardião de Classe Mundial.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse em definitivo para o seu lado.

 

Arbitragem:   Arbitragem correcta, em termos globais. Boas decisões na estreia europeia do VAR, que vem para ficar. Análise e opinião de Luís Rocha Rodrigues (jornalista do site zerozero).

 

Positivo: Empenho, empenho e empenho. Não virar a cara à luta apesar de o resultado não ser favorável. Esta forma de estar deste F Porto faz com que a eliminatória permaneça – ainda - em aberto.

 

Negativo: Militão leva com tudo. È verdade que o internacional brasileiro tem qualidades acima da média, mas este não pode fazer tudo sozinho. Deveria ter sido melhor apoiado pelo seu colega de flanco quando a AS Roma se lembrou de atacar pelo lado direito da defesa portista.

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publicado às 23:26


Há dias assim…

por Pedro Silva, em 03.02.19

so-faltaram-os-golos-e-houve-um-culpado-para-isso.

imagem retirada de zerozero

 

È um facto que no futebol dias existem em que por muito que se trabalhe não se alcança o objectivo primordial que é vencer. Resumidamente foi isto que aconteceu hoje no Estádio Afonso Henriques onde vi um Futebol Clube do Porto a dar tudo o que podia dar em campo diante de uma equipa do Vitória Sport Clube que se preocupou, quase que exclusivamente, em dar tudo por tudo pelo empate. Para mais os vitorianos contaram com a preciosa ajuda de um Douglas super inspirado que defendeu tudo e mais alguma coisa… isto quando o azar não batia à porta do ataque portista que via os remates a baterem na trave da baliza vitoriana.

 

Face ao que já aqui escrevi, será que se pode criticar este empate a zero bolas em Guimarães?

 

Em parte acredito que não. Contudo há que ver o sucedido de outro prisma. É que me pareceu que Sérgio Conceição não conseguiu dar a volta a um jogo que foi muito complicado para os Dragões. Especialmente do ponto de vista táctico dado que Luís Castro montou um onze que, praticamente, “aprisionou” o ataque compulsivo do FC Porto. Até se me atrevo a dizer que Sérgio pouco – ou nada – arriscou no sentido de vencer esta partida. E fico sem perceber a razão que levou a que Yacine Brhimi tivesse sido substituído por Otávio… Uma partida em que a equipa da casa estava “fechadinha” na sua área exigia a técnica e irreverência do argelino. Contudo Sérgio Conceição preferiu apostar num atleta que regressou há pouco tempo de uma lesão prolongada…

 

Agora não há volta a dar. Esta foi uma jornada em que o SL Benfica venceu e aproveitou o empate dos portistas na cidade berço, mas nada nos garante que na próxima jornada os papéis não se invertam. Muito mais importante qu do que estar agora a apontar o dedo a isto ou aquilo é o Futebol Clube do Porto dar uma resposta positiva já na próxima jornada. O adversário não é “pêra doce” e Moussa Marega parece que vai ficar fora de jogo por muito tempo, mas se o Futebol Clube do Porto jogar aquilo que sabe e pode acredito que vencerá em Moreira de Cónegos. A Liga NOS é uma maratona e não uma prova dos cem metros.

 

MVP (Most Valuable Player): Douglas. Uma “parede intransponível”. Hoje o Guarda-redes do Vitória SC esteve simplesmente divinal tendo defendido tudo e mais alguma coisa. A ver vamos se o Guardião brasileiro se lembra de manter esta boa forma quando a equipa de Luís Castro receber o SL Benfica e SC Braga…

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse em definitivo para o seu lado.

 

Arbitragem:   Rui Costa acertou nos lances mais complicados da primeira parte, com destaque o lance em que Pedro Henrique corta a bola com a cabeça na área. Na segunda parte fica a ideia de que Óliver faz mão num corte quando já tinha amarelo, mas é um lance complicado de analisar e por isso aceita-se. Análise e opinião de Igor Gonçalves (jornalista do site zerozero).

 

Positivo: Futebol de ataque. Embora tendo faltado a eficácia, deu gosto ver o futebol de ataque da equipa portista. Assim vale a pena ver futebol não obstante a equipa adversária ter tido como prioridade a conquista do “pontinho”.

 

Negativo: Violência nas bancadas. Futebol é espéctaculo pelo que é inaceitável que nos tempos que correm haja ainda quem vá ao estádio para provocar estragos e desacatos.

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publicado às 22:24


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