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(Quase) mais do mesmo

por Pedro Silva, em 08.11.20

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imagem retirada de zerozero

Quase que íamos vendo mais do mesmo. Dada a minha formação académica (não sou Treinador de futebol) não sou propriamente a pessoa mais indicada para estar aqui a falar sobre aquele que considero ser o maior problema do Futebol Clube do Porto mas acho que começa a ser gritante essa falta de capacidade de “dar a volta” a um problema que só não vê quem não quer.

Então é assim, qual o grande segredo para que equipas como o SC Portimonense possam vir ao Estádio do Dragão “bater o pé” aos Azuis e Brancos? Simples. Remeter-se à defesa e sair em transição rápida sempre que a equipa portista falhe um passe. Foi assim que a equipa algarvia se colocou hoje em vantagem e não tivesse aparecido Mbemba quase no final da primeira parte a empatar a partida a uma bola e não sei se estaria agora a falar sobre uma vitória dos Dragões por 3 bolas a 1 sobre o último classificado da Liga NOS.

O problema maior é que ninguém sabe ao certo o que se passa. E pelos vistos ninguém vai querer saber pois o Futebol Clube do Porto venceu e nada mais interessa. Esquecido vai ficar o facto de que é notório o trabalho de todos no clube dado que as rotinas de jogo estão lá e os atletas comandados por Sérgio Conceição sabem como quando e onde se devem posicionar mas, mesmo assim, basta aparecer pela frente uma equipa super defensiva que aposte nas transições rápidas e lá andamos todos com o coração nas mãos.

Olhando agora somente para o jogo de hoje. Primeiro que tudo tenho que dizer que gosto bem mais de ver um FC Porto a entrar em campo com dois avançados do que somente com Marega sozinho a ser apoiado ora por Diaz ora por Corona. Dois avançados (Marega e Taremi) apoiados por dois alas (Corona e Diaz) e apenas um médio a recuperar bolas no meio campo (Sérgio Oliveira) fazem com que seja possível criar triangulações que, quando bem trabalhadas, geram situações de golo como a que serviu para  que Sérgio Oliveira “sentenciasse” o jogo a favor dos portistas. Se calhar, digo eu, a solução para se defrontar e vencer equipas da nossa Liga do estilo desse Portimonense de Paulo Sérgio passa muito por aí.

Contudo repito a ideia que aqui deixei no início. Não sou a pessoa mais indicada para estar a aqui a dizer como deve Sérgio Conceição a fazer o seu trabalho, mas começo a ficar um pouco farto de ver o Futebol Clube do Porto a ter de correr atrás do prejuízo.

Na época anterior houve uma paragem forçada do nosso campeonato que beneficiou o clube azuis e branco, mas esta época a coisa pode não ser bem assim e como tal há que procurar corrigir o que estiver mal a tempo e horas. Para mais, esta coisa de “há um FC Porto na Champions e outro na Liga NOS” é uma treta do estilo “ceguinho que não vê o que não quer ver”.

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira. Especialmente a partir do momento em que deixou de ter de partilhar o meio campo com Uribe. Jogou e fez jogar, o internacional português fez um jogo tremendo. Trabalhou muito, lutou, criou situações de golo, fez duas assistências para golo e até marcou um golo. A ver vamos se essa boa forma de Sérgio dura para lá do Natal.

Pior em Campo: Entrar a dormir em campo. Começa a ser demais e quando é demais, é erro. Desta vez a coisa até que acabou por correr bem, mas isso de o Futebol Clube do Porto entrar em campo meio que adormecido na esperança que um lance fortuito resolva as coisas a seu favor pode mal. Não se aprendeu nada com a derrota de Paços de Ferreira?

Arbitragem: No geral o trabalho de António Nobre e seus Assistentes foi positivo. A verdade seja dita que os jogadores em campo não complicaram muito o trabalho da equipa de arbitragem. O único senão reside no golo anulado a Beto (seria o segundo de avançado do Portimonense) que de certeza que irá dividir a opinião dos especialistas em arbitragem.

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publicado às 19:54


Até que foi fácil

por Pedro Silva, em 03.11.20

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imagem retirada de zerozero

Quem viu esta partida e viu a de Paços Ferreira fica com a impressão que até que foi fácil. Mas não foi. Há que dizer que esse Marselha - embora não seja aquele de 2004 que tinha um tal de Drogba como sua figura maior – é uma equipa de respeito. Os comandados de André Villas-Boas são uma boa equipa só que em muitos momentos pareciam uma “manta de retalhos” pois esquecem-se, acho eu, que o futebol é um desporto colectivo. Isso de ter “meia dúzia de vedetas” não ajuda a nada… Especialmente quando do outro lado do campo está uma equipa que não sabe o que “tirar o pé do acelerador”.

Ponto assente, esse Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição joga bem melhor com uma linha de 4 defesas e quando tem pela frente equipas que não se “fecham lá atrás”. Com o Marselha a necessitar de pontuar, era expectável que os comandados de Villas-Boas jogassem bem subidos no relvado e tal é fatal contra uma equipa que nunca dá um lance por perdido e que se dá muito bem nas transições rápidas. Por isto é que vai haver muito boa a gente a dizer que esse Marselha é uma equipa fraca e que hoje foi fácil aos comandados de Sérgio Conceição vencer o jogo.

A maior prova de que esse “pareceu fácil” ser enganador está no facto de quando o resultado ainda estava a 1 a 0 a favor dos portistas esses sentiram muitas dificuldades em gerir a posse da bola. É que um jogo de futebol não se joga sempre a pressionar e a correr para cima do adversário. Há que gerir momentos, espaços e esforço e quando é necessário fazer tal coisa, a verdade seja dita, o Futebol Clube do Porto sente muitas dificuldades. Dá que pensar e a verdade seja dita que hoje Sérgio Conceição deu a entender que ainda há muito para melhorar na zona de entrevistas rápidas.

Ora bem, tácticas à parte a verdade é que a passagem à fase a eliminar da Liga dos Campeões está quase a ser alcançada pelos azuis e brancos. 1 derrota e 2 vitórias diante de adversários que me apetece apelidar de “directos”, 6 pontos e um Manchester City que conta por vitórias todos os jogos realizados na fase de grupo colocam os Dragões com um pé na fase seguinte. Mas atenção, há ainda que jogar a França e Grécia e o último jogo será em casa diante um City que não creio que vá facilitar mesmo que por essa altura já esteja mais do que apurado. Isto ainda não acabou e , acredito eu, que é bem melhor que o Futebol Clube do Porto enfrente esses jogos que lhe restam disputar com os pés bem assentes na terra ao invés de se “armar em carapau de corrida”.

Siga agora para o jogo com o Portimonense até porque a Liga NOS ainda está em aberto. Contudo penso ser importante que Sérgio Conceição passe e faça valer a ideia de que não se passa de besta a bestial de um jogo para o outro. O actual plantel azul e branco é algo desequilibrado, tem opções a mais em certas posições, é “curto” noutras e jogadores existem que não tem lugar no onze por manifesta falta de qualidade. Por isto, atenção à euforia e ao embandeirar em arco… Até porque a verdade seja dita que o Portimonense não vai jogar tão subido como jogou esse Marselha.

Melhor em Campo: Jesús “Tecacito” Corona. Como dizem os espanhóis, “partidazo” do internacional mexicano! Assistências para golo, golos, recuperações de bola, muita entrega, muita técnica e por aí adiante. Grande partida essa que “Tecacito” fez! Só espero que não tenha sido “jogo para inglês ver” pois esses jogos da UEFA Champions League são sempre uma excelente “montra”.

Pior em Campo: Dimitri Payet. O Futebol Clube do Porto fez um jogo colectivo muito bokm, já o Marselha teve em Payet o pior em campo. Jogou pouco e, inclusive, esteve muito em baixo. Trata-se de um jogador de grande qualidade que acaba por ser o espelho perfeito daquilo que é actualmente a equipa do Marselha.

Arbitragem: Conheço bem Mateu Lahoz. Em Espanha (e não só) esse é bem conhecido pela sua qualidade enquanto árbitro. Pena que por vezes lhe dê para ser o protagonista e acabe por estragar o que de bom vai fazendo. Hoje teve que tomar um punhado de decisões complicadas, mas a verdade seja dita que esteve sempre bem. O mesmo se pode dizer dos seus assistentes.

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publicado às 21:58


De coração nas mãos

por Pedro Silva, em 24.10.20

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imagem retirada de zerozero

Jogo sofrível. Mau. Mauzinho. Fraco. Muito fraquinho. Mais um sinal de que o Futebol Clube do Porto é - ainda – uma equipa em construção. Não obstante as bolas na barra, as defesas “apertadas” do Guarda-redes do Gil Vicente e a palermice de Uribe que falhou uma Grande Penalidade há que ser sério e assumir que o jogo de hoje foi daqueles que se pode apelidar de “estrelinha de campeão”.

Compreendo e até que percebo que a “táctica da moda” (o tal 3x4x3) tenha caído no gosto de Sérgio Conceição, mas uma coisa é querer apostar na dita havendo tempo para se treinar até que os jogadores percebam onde tem de estar, como tem de estar e o que tem de fazer em campo, outra bem diferente e para bem pior é fazer tal com intervalo de 2/3 dias entre jogos da Liga NOS e jogos da UEFA Champions League.

“Crescer” a competir (por obrigação dado que a pandemia a isto obriga) exige,  a meu ver, que se aposte em algo simples que permita a solidificação de ideias e a integração de atletas que há coisa de 2 meses jogavam numa realidade completamente diferente da actual. Tudo isto explica, creio eu, a tremenda trapalhada que foi o jogo de hoje. Trapalhada, tirando um ou outro momento da segunda parte em que a entrada de Baró e (talvez) uma mudança táctica tenham trazido alguma organização ao FC Porto e o normal “empurrar” para trás da equipa de Barcelos face à melhor qualidade do plantel dos Dragões.

Confesso que não gostei do que vi. E confesso também que não sei se isto vai correr bem na próxima terça diante do Olimpiacos… Não tenho por hábito pensar assim até porque o futebol é muitas vezes uma “caixinha de surpresas” e o treinador (sempre ele) é que trabalha diariamente com os jogadores e saberá melhor do que ninguém o que fazer em cada jogo. Mas… Vejo ali muitos “mas” e a competição a avançar.

Vamos dar tempo ao tempo. Essa pandemia tem tido um efeito estranho no mundo do futebol e tal tem sido notório nos resultados que vamos vendo por essa Europa fora. Por isto é que acho que se deve dar tempo ao tempo embora admita que a minha paciência com jogadores como Zaidu e Manafá começa a ficar curta… Muito curta mesmo. O mesmo digo de Sérgio Conceição que parece querer complicar o que por si só já é complicado por força das circunstâncias do momento.

Apesar de tudo, vencer é mais importante. Os azuis e brancos continuam na corrida pela renovação do título de campeão nacional e ainda existem muitas jornadas para se disputar. Somente o tempo nos dirá mais à frente se Sérgio Conceição é um visionário ou se está a dar uma de “Professor Pardal”. E até que entendo a necessidade de se gerir um plantel para se poder fazer face a um calendário bem congestionado. Ma isto não me impede de ter chegado ao final da partida de hoje com o coração nas mãos perguntado se havia necessidade disso.

Melhor em Campo: Shoya Nakajima. O internacional japonês fez hoje um jogo tremendo! Quem o viu jogar hoje não se acreditava que o jogador esteve desparecido (no verdadeiro sentido do termo) quase uma época inteira. Correu muito, procurou desmarcar os seus colegas, controlou a bola, sofreu faltas atrás de faltas e tentou o golo que merecia ter marcado.

Pior em Campo: Entre Manafá e Zaidu escolho Toni Martínez. Prestação muito fraquinha da parte do avançado espanhol. Quase não se deu por ele em campo e  na única vez que o vi tocar na bola foi para cabecear a dita em direcção à figura do Guardião do Gil. Não admira que tenha sido substituído ao intervalo. Melhores dias virão para Mar+inez, mas terá de trabalhar mais se quiser ser feliz no Dragão.

Arbitragem: Diz quem está atento a essas coisas que o trabalho de Hélder Malheiro e dos seus assistentes foi positivo. Não vou discordar, mas acho que ao jovem árbitro faltou alguma garra e capacidade de impor a calma em certos momentos do jogo. E quando falo em impor a calma refiro-me a ser um pouco mais distante e não em mostrar amarelos à primeira contestação.

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publicado às 22:42


Lei do mais forte

por Pedro Silva, em 21.10.20

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imagem retirada de zerozero

Não sou adepto de vitórias morais. Não gosto de olhar para uma partida de futebol e depois vir com o discurso derrotista por muito óbvio que as diferenças de capacidade, talento, organização e outras coisas tais sejam por demais evidentes. E aplico essa minha forma de estar a tudo na Vida.

Contudo depois de ver essa partida do Futebol Clube do Porto em Manchester diante do Manchester City de Pep Guardiola a primeira coisa que se me apetece dizer é que vingou a Lei do mais forte. E não penso tal somente porque a equipa inglesa tem melhor plantel e maior capacidade orçamental. Penso e digo tal porque o que resolveu hoje a partida a favor dos Citizens foi o simples facto de que a qualidade individual deste Manchester abunda e sobrepõe-se, quando é preciso, à falta de preparação de pré temporada provocada pela pandemia da Covid-19.

Creio ser ponto assente. Falta trabalho nesse Futebol Clube do Porto. Não estou com isso a dizer que os atletas dos azuis e brancos e Sérgio Conceição não trabalham. Pelo contrário. Esses trabalham muito. E fazem-no de tal forma que por vezes até “deixam a pele em campo”. Mas falta entrosamento e, mais importante do que tudo, falta um plano a, b e até mesmo c. Para mais, ainda não é visível no actual plantel dos Dragões alguém que tenha capacidade de “resolver” o jogo num lance individual.

Não estou com isso a afirmar que com o tempo não poderão aparecer os tais planos alternativos ao desenho inicial de Sérgio Conceição para os jogos, mas isso leva o seu tempo. O mesmo digo relativamente ao surgimento do tal “mago” que num lance consegue resolver uma partida. Mas até lá sempre que pelo caminho aparecer um Manchester City somente a capacidade de luta e vontade de dar tudo não chegam.

Tudo isso para aqui dizer que em momento algum o Futebol Clube do Porto foi inferior ao milionário e poderoso Manchester City. Pelo contrário! Os azuis e brancos momentos tiveram em que praticamente “empanaram a máquina inglesa” de Guardiola. Os Dragões chegaram, inclusive, a estar em vantagem até um erro grosseiro da equipa de arbitragem ter imposto um injustificado empate a uma bola.  O mesmo sucedeu no lance do segundo golo dos britânicos que surge da execução de um livre que não foi falta.

Contudo o problema do FC Porto nesta partida não esteve, somente, na fraquinha prestação da equipa de arbitragem. Esteve no facto, isso sim, de faltar um plano b, c e d ao inicialmente pensado por Sérgio Conceição para esse desafio. A prova de tal é que o terceiro golo inglês é fruto de um desnorte e falta de concentração dos portistas que só se explicam pelo facto de a equipa estar ainda longe de estar pronta para jogar tudo aquilo que sabe.

Agora há que seguir em frente. Não vou aqui apontar o dedo a jogadores e muito menos criticar ou culpabilizar Sérgio Conceição pela derrota. Embora me apeteça perguntar a Conceição o que o levou a tirar de campo Luís Diaz quando esse até que estava jogar bem e a “prender” a defesa do Manchester City com as suas “arrancadas” em posse. E diga-se, desde já, que nem sou grande adepto do 3x4x3 (o esquema táctico da moda), mas a verdade seja dita que a jogar assim esse Futebol Clube do Porto até que esteve muito bem até ter sofrido o segundo golo.

Vá, siga para outra. Sábado há que voltar à luta pela renovação do título de campeão nacional e para isto há que derrotar o Gil Vicente no Dragão. Já a Champions, para a semana há mais.

Melhor em Campo: Luís Diaz. Grande jogo fez hoje o internacional colombiano! Muito veloz e sempre muito bem posicionado no terreno de jogo. Espalhou o pânico na linha defensiva dos ingleses e tivesse num momento ou noutro sido menos egoísta e teria realizado uma exibição perfeita.

Pior em Campo: Jesús Corona. Especialmente na segunda parte depois de o FC Porto estar a perder por 3 a 1. Enquanto esteve na posição de lateral direito, o internacional mexicano até que cumpriu, mas com a saída de Diaz e o adiantamento no terreno de jogo de Corona esse perdeu qualidade e em certos momentos parecia que estava desaparecido do jogo.

Arbitragem: Transcrevo a opinião do site de onde retirei a imagem desta publicação pois parece-me que essa reflecte na perfeição o péssimo trabalho do Sr. Andris Treimanis e Assistentes.

Nota negativa para a equipa de arbitragem, por uma série de razões, a maioria das quais prejudiciais aos portistas. Não nos parece haver razão para penálti tendo em conta o pisão a Marchesín logo antes e o critério disciplinar nem sempre fez sentido, como quando uma falta propositada a travar uma transição portista não deu em cartão.

E já agora, ainda sobre a arbitragem O Vídeo-árbitro (VAR) serve para quê concretamente?

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publicado às 22:07


Pontos perdidos ou ponto ganho?

por Pedro Silva, em 17.10.20

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imagem retirada de zerozero

Resultado final justo. Acima de tudo. É isto que me vêm à cabeça quando reflicto sobre esse Sporting CP 2 x FC Porto 2 da Liga NOS. Nenhuma das equipas mereceu verdadeiramente vencer embora em muitos momentos a equipa de Sérgio Conceição tenha estado bem por cima do Sporting pachorrento e de jogo previsível de Rúben Amorim.

É por aí mesmo que vou começar. Essa ideia de jogo de Rúben Amorim é interessante. Dá gosto ver uma equipa que gosta de ter a bola no pé e no momento certo fazer a desmarcação para o golo. É uma ideia interessante, bem trabalhada e com bons jogadores para tal que funciona. O problema do actual Sporting é mesmo este: não tem jogadores para jogar dessa forma. E é por isto que, em parte, me pareceu que o clube azule branco perdeu hoje 2 pontos na corrida pelo título.

O FC Porto tinha a obrigação de ter vencido esse Sporting Clube de Portugal se tivesse feito por isto. Bastava ter continuado a dominar o jogo não obstante a necessária, e nada criticável, gestão de esforço do plantel por parte de Sérgio Conceição. E não necessitava de continuar a atacar e a manter a posse da bola até porque na segunda parte muitos foram os lances de perigo que o FC Porto criou à baliza de Adán em várias transições rápidas.

Contudo a verdade seja dita. Os Dragões conseguiram impor o seu futebol e, em muitos momentos, foram bem superiores aos Leões de Alvalade e controlaram a partida. Ofensivamente a equipa da Invicta foi muito superior à da capital portuguesa e em muitos momentos conseguiu quase colocar um ponto final na partida. Mas o recuo da equipa portista no terreno do jogo, mesmo que intencional e procurando manter a vantagem no marcador através de lances de transição rápida, a verdade é que ou tudo corre pelo melhor ou então um asneira/desconcentração deita tudo por terá… Foi o que aconteceu com Zaidu a perder uma bola que acabou na baliza de Marchesin…

O problema de se gerir o esforço de um plantel (algo que é necessário, diga-se desde já), de se recuar propositadamente e se expor ao risco de querer gerir uma vantagem de um golo pode correr muito bem e o treinador é elogiado pela sua capacidade táctica, ou acontece a Zaidu, dá-se força e coragem à equipa adversária e depois no final empata-se porque sim. Face a tal, posso dizer que o Futebol Clube do Porto ganhou um ponto em Alvalade.

Em suma, o empate era o resultado que me tinha passado pela cabeça. Os jogos entre os ditos “grandes” do nosso futebol não costumam decidir campeonatos. Por norma é nos jogos com as equipas ditas mais acessíveis que se ganham ou se perdem campeonatos. O problema maior do Futebol Clube do Porto foi o de ter perdido na última jornada diante do CS Marítimo… Por isso, siga para a frente porque não há outro caminho.

Melhor em campo: Pepe hoje esteve simplesmente imperial em campo. Bom posicionamento, muita garra tanto a defender como a atacar e capacidade de liderança fantástica. Quem diria que Pepe é um veterano do nosso futebol?

Pior em campo: Manafá. Depois de alguns jogos a um nível muito razoável, eis que o lateral direito do FC Porto volta a ser aquilo que sempre foi. Mau atacar e péssimo a defender. Foi pelo seu flanco que o Sporting criou muitos lances de perigo.

Arbitragem: Luís Godinho teve uma prestação que é muito habitual no nosso campeonato. Muitas faltas, “faltinhas” e “faltonas” acompanhado de uma pantufada de cartões amarelos como se fosse essa a postura normal de um árbitro internacional. Quanto ao lance da Granfde Penalidade por suposta falta de Zaidu sobre Pedro Gonçalves, na minha opinião esse foi bem anulado pelo VAR. Em suma, arbitragem mediana. Ao nível do “normal” do nosso campeonato.

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publicado às 22:40


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