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A escola Trump

por Pedro Silva, em 09.10.18

Imagem crónica RS.jpg 

A foto que ilustra este meu artigo de opinião é da Sra, Juli Briskman, candidata às eleições de Novembro nos Estados Unidos da América.

 

Juli é famosa por há cerca de um ano ter mostrado o dedo do meio ao Presidente dos Estados Unidos da América e ter publicado a foto do dito acto na rede social facebook. Já no que concerne a ideias sobre o que pretende fazer pelo seu eleitorado caso seja eleita sabemos zero. Pelo menos foi esta a impressão com que fiquei após ter lido a entrevista que a aqui referida Sra. deu ao semanário Expresso.

 

Ora, segundo a própria, nos USA existem muitas mais pessoas com uma motivação política igual à sua. E por motivação política entenda-se aqui, desde já, ódio latente a Donald Trump e a tudo o que este diga ou faça. Tal é um factor deveras preocupante. Especialmente se tivermos em linha de conta que começa a ser cada vez mais “normal” termos “actores” e “actrizes” políticos e políticas cuja forma de estar é igual – quando não é pior – à da Sra. Juli Briskman. Dito de outra forma; hoje em dia começa a generalizar-se a perigosa ideia de que a participação na vida política (seja através do voto ou da governação) se centra, cada vez mais, na ideia de punição de determinado governante. Ou seja, as sociedades ocidentais democráticas estão a substituir a capacidade intelectual por uma demanda sem fim que se centra, exclusivamente, na luta vingativa entre massas. Isto é a “Escola Trump” porque foi esta a fórmula utilizada por Donald Trump para chegar ao Poder e, pelos vistos, para lá se manter por mais algum tempo.

 

A Escola Trump é algo que é aproveitado por personagens obscuras como Jair Bolsonaro que tem sido exímio na exploração do discurso de ódio que lhe permitiu quase ter vencido a eleição presidencial à primeira volta! E desenganem-se aqueles e aquelas que pensam que a Escola Trump só fez (e faz) estragos no Novo Mundo e arredores. Já começam a ser muitos (demais até!) os que no Velho Continente seguem esta filosofia política. Assim de cabeça recordo-me da forma como os actuais governantes conquistaram o Poder na Áustria, Hungria, Polónia, Itália e se preparam para o fazer na Roménia, Chipre e outros países onde a corrupção e o ajustamento financeiro forma (e ainda são) uma realidade.

 

CR7 vs Mayorga

 

O caso da suposta violação do futebolista internacional português Cristiano Ronaldo tem sido o tema de destaque da imprensa nos últimos tempos. Tal tem naturalmente, diga-se desde já, sido motivo de analise por parte de alguns comentadores da nossa Praça Pública. Comentadores que, pela sua riqueza intelectual e/ou estatuto social e profissional, tem um peso muito grande na determinação daquilo que é  apelidado de Opinião Pública.

 

Não sou alheio ao assunto, contudo talvez por ser um dos muitos Agentes da Justiça, prefiro deixar que as coisas sigam o seu curso normal e, somente depois de quem de Direito tiver feito o sue trabalho de investigação e por conseguinte julgamento, é que irei retirar as minhas ilações e, caso se justifique, torna-las públicas.

 

Ora tudo isto para aqui dizer que me pareceu deplorável e de uma falta de senso terrível a recente posição pública de Miguel Sousa Tavares (e outros Comentadores da nossa Praça) sobre o dito caso.

 

Podemos e devemos ter uma opinião sobre o que nos rodeia. Podemos e devemos dar a saber a quem nos quiser ouvir e ler o que pensamos sobre os mais variados temas. Agora o que não podemos nem devemos é ser Polícia, Advogado e Juiz ao mesmo tempo sob pena de no futuro termos de “dar o braço a torcer” ou então de dar uma de “teimoso invertebrado” com o tremendo prejuízo que isto tem para a nossa imagem pública e privada.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (09/10/2018)

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publicado às 21:30


Os extremos que dão pelo nome de Brasil

por Pedro Silva, em 02.10.18

imagem crónica RS.jpg 

Há quem defenda a ideia de que a história não se repete. Tal teoria está muito em uso entre os historiadores. E, efectivamente, a história não se repete mas o Ser Humano comete erros (alguns por vontade própria outros por manifesta falta de tacto), daí que a meu ver se possa dizer que a História não se repete mas que faz cópias de má qualidade de si mesma. O que se está a passar actualmente no Brasil é um bom exemplo de tal.

 

O Brasil é actualmente um país cuja capacidade de produção de recursos próprios é extraordinariamente elevada. Tal é um facto que o maior país da América Latina não soube, nunca, aproveitar desde que se libertou das amarras da colonização portuguesa (e não só), contudo o Brasil, talvez por ser um país que tem ainda muitas cicatrizes e feridas bem abertas pelo processo de escravização que os portugueses (e não só) levaram a cabo durante décadas nas Terras de Vera Cruz a desigualdade em função do tom da cor da pele é ainda uma triste e enfadonha realidade…

 

Daí que se perceba muito daquilo que é hoje em dia o Brasil. Um país de extremos que tem de tudo para ser uma das maiores potências económicas mundiais. E está bem patente nas próximas eleições presidenciais cuja campanha eleitoral tem sido marcada pelo crasso extremismo entre as várias facções políticas. Aliás, bem vistas as coisas, hoje no Brasil desenrola-se uma luta titânica entre negros e brancos pela conquista do Poder. Já a histórica corrupção que é promovida tanto por negros como por brancos – e que impede este mesmo Brasil de seguir em frente e de se desenvolver - vai manter-se firme e será, sem sombra de dúvida, a grande vitoriosa desta luta dos extremos que dão pelo nome de Brasil.

 

Foi há um ano….

 

O tempo passa depressa. Depressa demais. Especialmente para quem ainda tinha a vã esperança de que Espanha se comportasse como o Estado democrático que diz ser.

 

Foi há um ano que a polícia espanhola, por ordens do entretanto demitido Governo de Mariano Rajoy, carregou violentamente sobre a população catalã que pacificamente procurou participar num referendo unilateral que determinaria uma simbólica separação da manta de retalhos que dá pelo nome de Espanha.

 

Foi há um ano que por Portugal e restante União Europeia se procurou passar a ideia de que os catalães são, na sua crassa maioria, um conjunto de terroristas que devem ser tratados da forma violenta e discriminatória como são tratados os políticos catalães presos e exilados no estrangeiro.

 

Foi há um ano que muitos políticos catalães, outrora membros da «Generalitat» que foram forçados a fazer o papel de Copérnico sob a ameaça da tirania da monarquia espanhola que patrocinou e apoiou a violência policial a que já aqui fiz referência.

 

Efectivamente o tempo passa depressa. Depressa demais. Especialmente para quem ainda tinha a vã esperança de que Espanha se comportasse como o Estado democrático que diz ser.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (02/10/2018)

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publicado às 21:30


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