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Patetices dos mesmos de sempre

por Pedro Silva, em 23.10.17

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Após uma semana tremendamente atribulada por causa dos famigerados incêndios que flagelaram concelhos inteiros em Portugal, exigia-se da parte dos nossos políticos, Governo e de uma crassa maioria dos comentadores políticos alguma sensatez dada a gravidade histórica do problema. Sim, gravidade histórica porque isto dos incêndios em Portugal não é de agora. É antes algo que faz parte da triste história do nosso país que este ano, por força de uma série explosiva de situações várias, extravasou aquilo que se pode apelidar de “razoável”.

 

Patetices censuráveis

 

Comecemos pela patetice mor que marcou a semana passada: exigir a demissão do Governo de António Costa.

 

É um facto que o Executivo liderado por António Costa tinha a obrigação de ter feito algo depois do sucedido em Pedrógão e arredores. É também um facto que a antiga Ministra da Administração Interna (MAI) e anterior Secretário de Estado do MAI deveriam ter tido o cabal cuidado de não dizer a primeira bacorada que lhes veio à cabeça porque, quer estes queiram ou não, a protecção das populações é a prioridade máxima do Estado português estejamos ou não Portugal sobre um “colete-de-forças” chamado zona euro. Mas daí a exigir-se a demissão do Governo vai uma tremenda distância. E a esta distância tem um nome: responsabilidade. E o que a dita responsabilidade dita (ou pelo menos deveria ditar) era que tanto comentadores políticos como classe política deveriam aproveitar o momento para obrigar o Governo a tomar medidas que evitem que no futuro Portugal volte a passar pelo pesadelo que passou este ano no que aos incêndios diz respeito.

 

Contudo ainda está para vir o dia em que certos comentadores afectos à Direita, Assunção Cristas (CDS) e Pedro Passos Coelho (PSD) percebam o verdadeiro sentido de responsabilidade, daí que estas nefastas e patéticas personagens tenham vindo a público aplaudir e incentivar uma coisa chamada moção de censura. Coisa essa que, para o bem e para o mal, se vai transformar numa espécie de moção de confiança que os suportes parlamentares de António Costa (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) utilizarão para deixar um sério aviso à actual governação.

 

No meio de tudo isto valha-nos o Presidente da República que, embora exagerado em tudo o que faz e diz, de uma forma indirecta forçou o executivo de António Costa a mostrar serviço. Se tal vai diminuir a possibilidade de o inferno voltar às regiões do interior do nosso país só o tempo nos dirá.

 

Entretanto aqui ao lado

 

As coisas começam a complicar-se para Mariano Rajoy que com a conivência de uma Europa cada vez mais ameaçada (ou não) pelo perigoso avanço dos populistas e extrema-direita fecha os olhos aos comportamentos autoritários do Governo central de Madrid. Barcelona voltou a viver o pesadelo franquista das prisões políticas e a Catalunha já sentiu na pele da sua população o bastão pesado do livre arbítrio das forças de segurança espanholas. Tudo no suposto nome da Democracia e do Estado de Direito.

 

Para breve (se já não ocorreu) está planeado uma espécie de assalto de Madrid à democracia em Barcelona sob a alçada de um preceito constitucional muito vago. Assalto este que faz lembrar as atitudes de Maduro. Atitudes que o Governo de Mariano Rajoy e o PSOE de Pedro Sánchez desprezam e criticam.

 

E ainda houve quem se indignasse quando um certo governante de um certo Estado-membro da União Europeia sugeriu a suspensão da Democracia no seu país “por razões de segurança”.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (23/10/2017)

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publicado às 12:00


Burro velho não aprende línguas

por Pedro Silva, em 03.04.17

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O Ditado “Burro velho não aprende línguas” transporta em si a ideia de que a inteligência e a aprendizagem não são possíveis de acontecer a partir de determinada idade, ou seja que as faculdades cognitivas do ser humano deixam de existir ou que o Homem vai perdendo capacidades. Partindo da ideia de que o ser humano está em constante evolução ( Darwin), e de acordo com a perspectiva construtivista e interaccionista de inteligência, conhecimento e aprendizagem (Piaget), ao Homem é possível a formação ao longo da vida, através de uma constante adaptação e na interacção com os outros. In ÁGORAEDUCACAO

 

Este ditado popular português descreve na perfeição o actual estado de coisas na União Europeia (UE). Com o Brexit a ser hoje uma clara realidade e o crescimento, aqui e acolá, da extrema-direita seria expectável que a Europa procurasse reflectir sobre o seu futuro para evitar um – mais do que - possível colapso, mas não é bem isto que está a acontecer.

 

De um lado temos a Alemanha e os seus aliados a desejar o pior possível para o Reino Unido para, desta forma, amedrontar e ameaçar os – possíveis - futuros dissidentes europeus. Não que a saída do Reino Unido implique cedência alguma da parte da UE à ideia de Theresa May de que se vão embora mas as relações económicas e financeiras entre ambos ficam na mesma. Pelo contrário. O Reino Unido optou pela saída da UE, e agora tem de se “sentar à mesa para se fazer contas”. Mas daí até se chegar ao que os alemães e aliados desejam vai uma longa distância… E no meio desta distância está a extrema-direita que ameaça, cada vez mais, os valores europeus.

 

Da Holanda vieram os primeiros sinais de perigo. Isto, colocando de parte a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos da América, pois claro. Felizmente o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, resolveu levar a cabo meia dúzia de acusações patéticos na altura das eleições holandesas e tal obrigou a que o reeleito Primeiro-ministro dos Países Baixos tivesse de tomar a postura rígida e radical que é do agrado os apoiantes da extrema-direita, mas em França vamos ter eleições para a Presidência da República, e na linha da frente está a Sra. Le Pen que já declarou publicamente que não descansará enquanto o projecto Europa Unida deixar de ser uma realidade. E não me parece que o maluquinho que preside à Turquia salve – mais uma vez - a europa de tão tenebrosa eleição.

 

Nuvens muito negras aproximam-se cada vez mais da Europa e o que fazem os líderes europeus? Uns a pretexto do Brexit estão - repito - muito mais interessados em aterrorizar os seus colegas europeus e outros (François Hollande) preferem uma Europa a duas velocidades que alargue o fosso Norte/Sul que está, aos poucos, a destruir por completo a União Europeia.

 

A solução de grande parte dos actuais problemas da Europa passa pela extinção da moeda única. Isto porque é muito por causa do euro que os cidadãos europeus são fustigados por uma austeridade bruta e cega, mas para tal era preciso que a Europa deixasse - de vez - de ser burra velha e aprendesse línguas.

 

Uma nota final. Sair do euro não é o mesmo que sair da União Europeia. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Para mais hoje em dia temos países europeus que não fazem parte do euro mas que são membros da UE. Este recado é dirigido aos “engraçadinhos” que resolveram comparar Catarina Martins a Marine Le Pen.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (03/04/2017)

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publicado às 16:00


E se Draghi estivesse calado?

por Pedro Silva, em 11.04.16

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Actualmente cá pelo nosso pequeno burgo à beira mar plantado meio mundo anda muito ocupado com a “papelada” do Panamá. Não que não este meio mundo não tenha razões mais do que válidas para levar a cabo esta sua ocupação, contudo o Mundo não para por causa do Panamá e em Portugal aconteceu algo de muito grave que merece uma resposta de repúdio conjunta. Se não puder ser de repúdio que seja, pelo menos, de chamada de atenção porque nem tudo o que venha do estrangeiro é bom (ao contrário do que a nossa triste mentalidade afirma).

 

Ora vem isto a respeito da participação do Presidente do Banco Central Europeu (BCE) no nosso Conselho de Estado.

 

E antes de desenvolver a temática faço, desde já, um parêntese para aqui dizer que o Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República, por ele presidido. A este compete pronunciar-se sobre um conjunto de actos da responsabilidade do Presidente da República. Este deve também aconselhá-lo, no exercício das suas funções, sempre que ele assim o solicite. Para mais o Conselho de Estado é constituído por membros que o são por inerência dos cargos que desempenham ou que ocuparam e por membros designados pelo Presidente da República e eleitos pela Assembleia da República.

 

Ou seja, nada impede que Mário Draghi participe no dito órgão consultivo do nosso Presidente da República. O problema e que o Presidente do BCE nada sabe da realidade Portuguesa dado que o seu conhecimento se resume, tão simplesmente, a uma folha de excel onde os cidadãos Lusos se resumem, tão-somente, a números que fazem parte de duas simples equações: somar e subtrair. Dito de outra forma; o que raio terá passado pela cabeça do Professor Marcelo Rebelo de Sousa para ter convidado Mário Draghi a participar no Conselho de Estado?

 

Ora a trama fica ainda mais complexa quando me deparo no site do Jornal Público com as seguintes declarações de Draghi:

 

Mario Draghi, apurou o PÚBLICO, sugeriu até a alteração da Constituição e das leis eleitorais, embora nunca o tenha feito de forma específica ou directamente visando Portugal. Se na intervenção inicial já tinha afirmado que “a melhoria do funcionamento do mercado de trabalho continua a ser fundamental” e “um importante desafio em Portugal”, nas respostas aos conselheiros considerou que as Constituições dos países são, muitas vezes, obstáculos a reformas como essa.

 

Ou seja, Draghi veio para o nosso Conselho de Estado repetir a “lenga lenga” que o Partido Popular Europeu (PPE) implementou, quase que á força, na Europa do EURO que tão simplesmente fracturou esta mesma Europa em dois (Ricos e Pobres) e que faz com que esta mesma Europa se mantenha firme na sua recessão económica com as consequências político sociais que todos conhecemos 

 

Mário Draghi perdeu uma boa oportunidade de ter estado calado mas em vez disso preferiu tronar público uma sal faceta que todos desconhecíamos: a de “Direitola”. Como se já não lhe bastasse e chegasse o papel de guardião da moeda de um País ficcionado, desnivelado, fracturado e cada vez mais esgotado em si mesmo.

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 23:34


O Bom, o Mau e o Vilão de 2015

por Pedro Silva, em 28.12.15

Imagem Crónica RS.jpg

2015 está quase a chegar ao fim e manda a tradição que todos façamos uma pequena retrospectiva do que aconteceu durante o ano.

 

Sucede porém que eu não sou tradicionalista e não tenho por hábito seguir rotinas que se prolonguem no tempo. Isto porque acredito que os hábitos mudam com os tempos e como tal vou antes enumerar os três factos que, a meu ver, marcaram o ano de 2015. Depois caberá a cada um fazer a sua parte.

 

Vamos lá então a esta árdua tarefa recorrendo ao fantástico e “baratucho” filme de Sérgio Leone.

 

Há muito por onde escolher… Vejamos…

 

Poderia colocar como Bom o famoso acordo mundial sobre o Clima mas num Mundo onde o Capital é Rei e Senhor não creio que se vá cumprir à risca o dito Acordo de Paris mesmo que esteja em jogo o futuro das próximas gerações. Hipocrisia nunca é nada de bom. Está mais para Mau.

 

E que tal irmos ao Mundo do Futebol? Mas aí teremos de se escolher algo que seja do agrado de todos. Ora vejamos… Que tal a “limpeza” que se está a levar a cabo na FIFA? Espera. Isto não é nada de bom porque demonstra, mais uma vez, que onde há muito dinheiro há corrupção. E corrupção não é, nem nunca será, uma coisa boa. Para mais o assunto só veio á balia porque os Ingleses não vão organizar os dois próximos Mundiais de Futebol. Ora bolas mais um Mau. Mas já encontramos um dos Vilões de 2015.

 

Vamos então á Sociedade a ver se encontramos algo de bom. A crise dos refugiados e a humanidade dos Europeus parece-me ser algo que se enquadra dentro das coisas boas de 2015. Mas espera… Só agora me lembrei que os Europeus só sabem ser humanos quando os Media focam crianças mortas numa praia Grega e quando um conjunto de atrasados metais se lembra de andar aos tiros e a fazer-se explodir nas ruas de Paris. Para mais 2015 foi o ano em que a xenofobia voltou em força ao Velho Continente expondo a ignorância que existe, em largas proporções, em certas zonas da Europa (muito em especial no Norte e Centro) … Esqueçam a Sociedade então!

 

Ora bolas… Tenho de voltar novamente á Política!

 

Ora deixa cá ver algo que tenha sido bom para todos em 2015 … Na União Europeia o que mais tivemos foram coisa típicas de um Vilão dado que durante mais de meio ano vimos uma Europa partida em dois (Norte e Sul) numa espécie de Guerra Fria onde a Europa do Norte massacrou por completo a Europa do Sul. Por França a Extrema-Direita cresceu a olhos vitos, na Hungria e na Polónia temos dois Ditador. Perdão! Conservadores a liderar os respectivos Países. Já na Península Ibérica parece que a Democracia voltou a ser aquilo que realmente é, mas usto não agrada a muita gente e esta gente tudo vai fazer para que a democracia volte a ser a podridão que era no antigamente.

 

E se numa última tentativa eu tentar ver se encontro algo de bom no que tem sucedido na Síria e Iraque?

 

Notícias recentes deram conta de que os Estados Unidos da América já reconhecem que a solução da crise Síria passa pelo respeito da soberania Síria aceitando quem a governa. Para mais o Exército Iraquiano parece estar a ganhar terreno ao Daesh!

 

Mas vamos com calma… Soube agora que os Norte-americanos voltaram a embirrar com os Russos… porque os Caças Russos feriram de morte o líder de um dos ditos Rebeldes pró América… E eu a pensar que ia, finalmente, encontrar aqui o Bom de 2015!

 

Ora bolas, Parece que 2015 foi aquilo que se pode designar de Annus Horribilis. E eu nem me lembrei de falar aqui das falcatruas do Governo Passos/Portas que tiveram o seu ponto alto na implosão do BANIF!

 

Mas vá o que nos move é a esperança e eu tenho esperança de que o ano de 2016 seja um ano em que tudo vá mudar para melhor. Isto se Marcelo Rebelo de Sousa não vier a ser o nosso próximo Presidente da República… Ou melhor, se não tivermos Maria de Belém como Presidente da República… Não! Desculpem, Enganei-me. 2016 será muito melhor se Edgar Silva não for o nosso PR. Ou será que é  Marisa Matias a pior escolha de todas?

 

Sabem que mais? Que se lixe isto do bom e do mau de 2015. Façam mas é o favor de entrar em 2016 com um enorme sorriso e com muita vontade de lutar por um futuro melhor!

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 22:02


Estamos quase lá, mas…

por Pedro Silva, em 07.09.15

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Portugal derrotou, finalmente, a Albânia mas foi daquelas” vitórias à Fernando Santos”. Ou seja, muita parra, pouca uva e lá apareceu o golo da vitória. Basicamente foi assim que Fernando Santos apurou a Grécia quando este era Selecionador Helénico e pelos vistos vai ser isto que vai acontecer com a nossa Selecção que está apenas a um ponto do EURO de França-

 

Ao contrário daquilo que fui ouvindo na Rádio Antena 1, Rádio pela qual segui o relato enquanto via o jogo na Televisão, não creio que Portugal tenha jogado bem. Tenho para mim que Portugal jogou aquilo que a Albânia deixou jogar e desta vez a coisa correu bem. Basicamente foi o mesmo que sucedeu ante esta mesma Albânia em Aveiro só que nesta altura a coisa não correu nada bem, Paulo Bento tinha “minado” o ambi9ente da equipa de Todos Nós e o resto toda a gente sabe como se desenrolou.

 

Fernando Santos esteve mal na escolha do onze que defrontou a Albânia e quando foi preciso “mexer na equipa” o Seleccionador nacional acabou pro cair na armadilha Albanesa pois foi nesta altura que os Albaneses conseguiram impor o seu futebol e quase que conseguiam levar “a água aos eu moinho”. Vieirinha na posição de defesa lateral direito foi um fiasco, Danny foi menos um em campo, Eliseu foi o “Rei dos Marretas”, Rui patrício voltou a mostrar que não se pode confiar nele nos momentos decisivos e ainda estou para perceber porquê razão ante uma equipa “fechada” Portugal não apostou num onze inicial com dois “abre-latas” de nome Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma.

 

Mas pronto, venceu-se o jogo e o resto é música. Sabe bem ao ego Lusitano e aumenta a famosa dinâmica de vitória e Portugal necessita agora de um ponto no jogo caseiro ante a Dinamarca no próximo mês.

 

Chave do jogo: Ao minuto 65 da partida Fernando Santos faz entrar Ricardo Quaresma para o lugar de bernardo Silva. Foi a partir desta altura que a Selecção nacional Portuguesa começou a perder o controlo do meio campo e o controlo da partida. A partir daí a equipa Lusa pareceu estar completamente perdida em campo dado que abandonou o 4x4x2 losango com que começou o jogo para apostar num ofensivo 4x3x3. Acabou por ter sido uma cartada feliz da parte do Técnico Português mas bem que poderia ter sido “a morte do artista”.

 

Positivo: A exibição de Danilo Pereira que esteve simplesmente sublime na sua posição de médio mais recuado. Sempre a apoiar os centrais na sua missão defensiva, Danilo mostrou porquê razão o Futebol Clube do Porto “enterrou o machado de guerra” e encetou negociações com o CS Marítimo para a contratação do jovem Atleta.

 

Negativo: A manifesta falta de qualidade de muitos dos escolhidos de Fernando Santos e a incapacidade que o Técnico mostrou na gestão do jogo. Exige-se mais, muito mais, a uma Selecão que tem muita qualidade. Vencer a Albânia era mais do que uma obrigação pelo que não haverá grandes motivos para festas. São aspectos que têm de melhorar se Portugal quiser fazer um torneio em condições até porque tudo indicia que no França 2016 lá vão estar “muitas Albânias”.

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publicado às 22:56


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