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No fim fazemos contas

por Pedro Silva, em 12.01.19

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imagem retirada de zerozero

 

Confesso que durante a semana que está prestes a terminar que sempre que pensava no Clássico de hoje me vinha ao pensamento que, das duas, uma; ou o Futebol Clube do Porto empatava ou iria sair do Estádio José de Alvalade com uma derrota pela margem mínima. E para o bem e para o mal hoje o empate (mais um, para não variar) acabou por ser uma realidade. Se tal foi bom ou mau nas contas dos portistas para a reconquista do título só o tempo o dirá, mas tal espelhou perfeitamente o que sucedeu em campo. Tivesse Sérgio Conceição sido mais esperto e menos impetuoso na escolha do onze inicial e acredito que, muito provavelmente, o já habitual “enguiço” de Alvalade teria tido um fim

 

Após ter seguido a boa participação do FC Porto na UEFA Champions League e após a derrota na Luz, acreditava eu que Sérgio Conceição tinha aprendido, de uma vez, que os jogos não se ganham com o “tudo para a frente e Fé em Deus”. Bem sei que o jogo era do nosso “campeonatozinho”, mas do outro lado do campo não estava o Sporting da Covilhã. Estava, isto sim, o Sporting Clube de Portugal que é – somente – um dos “três grandes” que luta, ab eternum, pela conquista do título de campeão nacional. Para mais falamos de um Sporting que não tem um plantel por aí além em termos de qualidade e que joga muito subido no terreno de jogo. Tão subido que um Futebol Clube do Porto modo Champions o poderia ter derrotado com a maior das facilidades.

 

Obviamente que, voltando à ideia inicial desta análise, se pode afirmar com clareza e justiça que os Dragões até ganharam um ponto em Alvalade e que continuam a depender de si e só de si para o tão desejado bicampeonato, mas a ideia que eu tenho é que hoje se desperdiçaram pontos. Pontos que podem, ou não, vir a ser preciosos mais para a frente na época que está a decorrer. Isto porque está visto que Sérgio Conceição vai continuar a apostar no tal futebol de vertigem que faz com que a equipa portista não seja sequer capaz de elaborar uma jogada com cabeça, tronco e membros. Hoje fiquei deveras arrepiado com tanto disparate na fase de construção de jogo por parte do meio campo portista… Fosse o Sporting CP de Keizer um adversário com opções de jeito no seu plantel e não sei se hoje teríamos um empate a zero bolas.

 

Contudo as contas só se fazem no final. Foi-se (finalmente!) o tal recorde das vitórias seguidas e com ele desapareceu também aquela pressão que incomoda jogadores, técnicos e adeptos. Que tal tenha servido de “despertador” para que o Mister Conceição consiga ser mais sensato na hora de escolher o onze que vai defrontar um adversário que é, tão-somente, um dos melhores da Liga NOS.

 

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. O internacional espanhol foi aquilo que no Mundo do futebol é apelidado de “Monstro das balizas”. Contabilizei três defesas impossíveis que somente um guarda-redes de top conseguia efectuar com sucesso. “Velhos são os trapos”. Casillas é um exemplo vivo de tal e o principal responsável pelo Futebol Clube do porto ter saído de Avalade com um justo empate a zero.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem:  Hugo Miguel teve dois erros. Perdoou a expulsão a Bruno Fernandes no final da primeira parte e a Herrera por volta dos 70 minutos. Os dois  jogadores tinham amarelo e fizeram faltas para segundo cartão.  Análise e opinião de Igor Gonçalves (jornalista do site zerozero).

 

Positivo: Linha defensiva portista. O único sector da equipa azul e branca que esteve sempre no seu melhor mesmo quando perdeu o seu lateral direito de raiz (Maxi Pereira) por lesão.

 

Negativo: Desastre no meio campo portista. Quem não consegue manter a posse da bola e criar jogadas que possibilitem ao ataque marcar golos não merece outra coisa senão um vasto rol de críticas.

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publicado às 18:05


A arrogância é um pecado caro

por Pedro Silva, em 18.04.18

imgS620I219265T20180418225645.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Pois é Sérgio. Isto de se ser arrogante bem que poderia ser um exclusivo de Jorge Jesus. Mas tu hoje tinhas que lhe seguir os ensinamentos e fazer por perder um jogo que esteve equilibrado até ao momento em que mandaste o Futebol clube do Porto defender um perigoso zero a zero… Será que eu posso saber o que te passou pela cabeça quando retiras de campo os dois únicos médios que, umas vezes bem e outras menos bem, faziam a ligação entre a defesa e o ataque azul e branco?

 

A arrogância é um pecado que se paga caro. Muito caro Sérgio! Esta tua “artimanha” de fazer entrar em campo Diego Reyes, entregando, desta forma, o meio campo ao Sporting CP foi de génio. A ideia e gesto de um génio arrogante que só porque no passado domingo venceu na Luz no minuto 90. É verdade que esta vitória foi muito saborosa para toda a nação portista, mas daí até poderes dar uma de “Mestre da Táctica” vai uma enorme distância. A distância de se perder a possibilidade de marcar presença na Final da segunda prova mais importante do nosso calendário competitivo!

 

Claro que agora quem te bajula «ad nauseam» mesmo sem ainda teres vencido seja o que for ao serviço do FC Porto, teres sido o autor da maior derrota caseira da história do clube nas competições europeias e de já teres sido eliminado por este mesmo Sporting Clube de Portugal na Taça da Liga e na Taça de Portugal irão dizer que no passa nada. Que está tudo bem pois o que interessa é o campeonato. Volta a meter a “argolada” que meteste hoje no Estádio José de Alvalade numa das quatro jornadas que restam para terminar o nosso campeonato e vais – mesmo - ver e sentir o quanto custa ser-se arrogante!

 

E mais não digo porque não vale a pena. A única coisa de positiva que se retira desta derrota é que a ridícula euforia que tomou conta de muitos portistas após a vitória do passado domingo vai diminuir de intensidade. Isto ainda não acabou. Quer-se queira ou não, “eles andam aí” pelo que se dispensa a arrogância de um certo “Sérgio” armado em “Mestre da Táctica”.

 

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. Pode até ter sido impressão minha, mas o Guarda-redes do Futebol Clube do Porto foi o único que tudo tentou fazer para tentar dar a volta à “arrogância sergiana” que em determinada altura tomou conta de toda a equipa portista. Por tudo isto, e muito mais, San Iker merecia muito mais do que ter sido “humilhado” na “lotaria das Grandes Penalidades”.

  

Chave do Jogo: Esta apareceu com a entrada de Diego Reyes em campo. Com a entrada do internacional mexicano a equipa portista perdeu toda e qualquer capacidade de organizar o seu jogo por forma a fazer frente ao previsível pressing final da equipa de Jorge Jesus.

 

Arbitragem:  Muito sereno. Jorge Sousa esteve muito bem do ponto de vista técnico e disciplinar. Houve alguns lances de dúvida, tanto na área leonina como na área portista, mas o árbitro da AF Porto esteve na análise. Nota positiva para o trabalho de Jorge Sousa.

 

Positivo: Bruno Fernandes. Cada vez mais admiro as enormes capacidades deste médio internacional português que se assemelha, cada vez mais, com o saudoso João Moutinho.

 

Negativo: Sérgio Conceição. E nem vale a pena repetir a razão de tal. Ou será que vale?

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publicado às 23:39


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