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Não foi mau nem foi bom

por Pedro Silva, em 06.09.18

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imagem retirada de zerozero

 

Não me vou alongar muito porque estes jogos de preparação dizem tudo e não dizem nada. Os atletas escolhidos pelos respectivos selecionadores optam por “tirar o pé” neste tipo de partidas e este Portugal x Croácia não foi execpção. E é natural que tal suceda dado que estamos numa fase inicial da época, as competições europeias de clubes estão aí à porta e a Liga das Nações só arranca para portugueses e croatas na próxima segunda-feira.

 

Contudo este foi um jogo que deu para se retirar algumas ilações.

 

A primeira ilação que retiro é que a nossa selecção continua a acusar sempre o mesmo problema nos golos sofridos. A defesa por si só não pode fazer tudo. É preciso que o meio campo recue para, desta forma, “tapar” os espaços que a nossa linha defensiva não consiga – naturalmente – tapar. Quando a equipa adversária ataca não o faz somente com os jogadores avançados… Os da sua linha média também o fazem. E em certos momentos até os da sua linha defensiva. Pelo que é normal que quando se defenda seja necessário faze-lo em bloco. Algo que me parece natural. Mas pelos vistos para Fernando Santos não o é porque já não é a primeira vez (e pelos vistos não será a última) que a equipa de Todos Nós sofre golos como o que sofreu hoje. Façam tal coisa diante da Itália e depois venham-me cá com o discurso moralista do costume de que jogamos mais do que eles, mas não fomos eficazes.

 

A segunda ilação que retiro é que Bruma não consegue mesmo aproveitar as oportunidades que têm sido dadas. Hoje não foi execpção. Trapalhão a todos os níveis e egoísta q.b. na hora de desmarcar um colega de equipa. Muitas vezes um simples tocar a bola para o lado é bem melhor do que andar a correr para cima dos adversários com a bola nos pés para depois a perder. Neste aspecto Rony Lopes, embora tendo jogado pouco, esteve bem melhor.

 

A terceira ilação é que se Fernando Santos não começar a escolher os seus eleitos em função do seu clube, Portugal tem ali um bom lote de jogadores que lhe podem garantir uma boa participação na Liga das Nações e um apuramento tranquilo para o próximo EURO. Vamos a ver como esta parte se vai desenrolar se bem que me parece importante não se insistir em casos perdidos como Gélson Martins e Renato Sanches (por exemplo).

 

MVP (Most Valuable Player): Rúben Dias. Ao contrário do habitual, Rúben esteve muito bem hoje. Sempre “muito certinho” no que ao desempenho do seu papel de defesa central. Para quem é muitas vezes acusado de ser um “brutamontes”, Rúben esteve muito bem. O melhor em campo na minha perspectiva.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem:  Javier Estrada decidiu bem sempre que foi chamado a intervir no encontro. Os amarelos que mostrou ao longo da partida foram perfeitamente justificados e, portanto, nota positiva para o árbitro espanhol.

 

Positivo: Sérgio Oliveira e Rony. Estiveram pouco tempo em campo, é um facto, mas o tempo que estiveram em campo foi o suficiente para vermos a equipa portuguesa a jogar - bem - melhor.

 

Negativo: Golo sofrido. Nunca é demais repetir que esta forma de se sofrer golos tem de ter um ponto final. No relvado uma equipa de futebol é composta por 11 jogadores onde todos defendem e atacam.

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publicado às 22:43


Ao terceiro jogo, eis a vitória

por Pedro Silva, em 22.07.18

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imagem retirada de zerozero

 

Já começava a ser por demais evidente que Sérgio Conceição tinha de fazer alguma coisa. O factor comum nas duas partidas anteriores que os azuis e brancos perderam (2 a 1 com o Portimonense e 2 a 1 com o Lille) é que o tal sistema de “vamos para cima deles” agrada ao comum dos adeptos mas nem sempre é eficaz. Especialmente quando não se tem as “peças” necessárias para tal. Já o tinha dito e volto a repetir, isto de se ter uma equipa com laterais bem subidos nas faixas, a linha defensiva bem adiantada no terreno e os extremos e médios a apoiar os avançados resulta com Danilo Pereira em campo (e em forma). Sem Danilo a coisa é bem mais complicada… O Sérgio Oliveira “disfarça” um pouco o problema, é um facto, mas não é a solução do dito. Convêm que Sérgio perceba isto e – ao mesmo tempo, procure aperfeiçoar o seu sistema mais ofensivo pois este vai ser-lhe útil nos jogos do nosso campeonato

 

Ora como as coisas não estavam a correr bem e começava a surgir um certo burburinho na massa adepta do Futebol Clube do Porto, para esta partida diante do Everton FC de Marco Silva, Sérgio Conceição apostou naquele que, em princípio, será o sistema de jogo a adoptar nas competições europeias. É um sistema que passa, especialmente, por entregar o controlo de jogo ao adversário e a parte ofensiva fica a cargo do médio construtor de jogo, do médio «box to box» e aos extremos que procuram, sempre que possível, tabelar com o avançado para se criarem ocasiões de golo. Obviamente que os lances de bola parada revestem um papel fundamental nesta forma de estar em campo.

 

Esta “forma europeia” (vamos chamar-lhe assim) de estar do FC Porto terá baralhado as contas ao Everton de Marco Silva. A equipa inglesa teve sempre mais bola na primeira parte e chegou, inclusive, a criar alguns lances de perigo na baliza de Casillas. Mas o Everton nunca conseguiu ser verdadeiramente perigoso pois a “tripla” do meio campo portista colocava - quase sempre – em xeque a defesa inglesa. Muito por causa de Otávio que esteve excelente na construção de jogo ofensivo e de Oliver Torres que teve a dupla função de recuperador de bolas/construtor de jogo (contou com a preciosa ajuda de Sérgio Oliveira enquanto este teve “pernas”). Na frente de ataque Brahimi e Marega iam tabelando (cada vez mais perigosamente) com Aboubakar. Uma forma inteligente de estar em campo na minha opinião. Especialmente quando se tem a noção de que o adversário é mais forte. A vitória portista de hoje passou muito por aí.

 

Pessoalmente gosto mesmo muito desta forma de jogar. Gostei muito de ver este Porto mais racional e consciente das suas reais capacidades, contudo admito que para consumo interno esta forma de estar possa não vir a ser suficiente pelo que me parece imperioso que Sérgio Conceição aprimore a outra vertente táctica da equipa portista. O problema será ter um plantel que lhe permita ter esta dupla faceta dado que, insisto, para o lugar de Danilo Pereira só existe - efectivamente - Danilo Pereira.

 

No próximo sábado vamos ter um melhor esboço do Futebol Clube do Porto versão 2018/19. A apresentação aos sócios vai definir melhor qual será o plantel deste FC Porto, contudo ainda nada é definitivo dado que até 31 de Agosto muita coisa pode (e vai) acontecer. A partir de agora o mais importante é começar a época a vencer na Final da Supertaça e nas primeiras jornadas do campeonato. Algo que o Futebol Clube do Porto de Villas-Boas fez após uma péssima pré-época e que lhe terá entreaberto as portas do enorme sucesso desportivo da altura.

 

MVP (Most Valuable Player): Óliver Torres. Confesso que não gosto mesmo nada de ver o jovem internacional espanhol a ocupar a posição que, em princípio, será de Héctor Herrera, mas a verdade é que hoje Óliver esteve muitíssimo bem no desempenho das suas várias funções. Excelente a recuperar bola e a armar o jogo portista desde trás. A ver se o moço joga assim quando isto for a sério.

 

Chave do Jogo: Podemos dizer que tal terá aparecido com o golo de Marega. Tirando a fase inicial, raras foram as vezes em que vi a equipa de Marco Silva a criar verdadeiro perigo ao Futebol Clube do Porto, contudo sou da opinião que após o golo dos Dragões o Everton baixou em definitivo os braços e optou por deixar o tempo correr.

 

Arbitragem: Arbitragem típica de jogo de pré temporada. 

 

Positivo: Felipe/Diogo Leite. Até que pode vir a não ser uma realidade, mas as recentes prestações da dupla Felipe/Leite tem sido um dos melhores aspectos desta nova versão do FC Porto.

 

Negativo: Relvado do Estádio do Algarve. Estamos na pré temporada, bem sei, mas a organização do Torneio do Algarve bem que poderia exigir um Estádio com um relvado em condições e não um que mais parecia um “toupeiral”.

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publicado às 23:55


Vira o disco, toca o mesmo

por Pedro Silva, em 20.07.18

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imagem retirada de zerozero

 

Confesso que gostaria de ter algo de diferente para dizer sobre este Lille 2 x FC Porto 1. Gostaria mas não posso. Não posso porque, para o bem e para o mal, sou uma pessoa honesta e tenho de dizer que hoje vi uma equipa portista a mostrar os mesmos problemas que mostrou diante do Portimonense SC. Ataca-se muito mas a defender…. A defender é que é o problema deste “novo” Porto.

 

Um problema que não é novo diga-se desde já. Já na época anterior se deu por ele. Especialmente nos jogos internacionais onde eu vi este mesmo Dragão a marcar muitos golos e a sofrer outros tantos contra equipa do seu calibre. Já quando apareceu uma equipa “um tudo ou nada” mais forte foi o que se viu diante do Liverpool em pleno Estádio do Dragão. O que quer dizer – se calhar – que o problema não está no plantel mas antes na ideia de jogo de Sérgio Conceição.

 

Até que é agradável para o espectador ver os laterais bem subidos e toda uma linha defensiva quase no meio campo adversário a apoiar o ataque portista. Só que para que tal sistema seja eficaz é necessário que o onze azul e branco que está em campo perceba que tem de funcionar como um bloco tanato a atacar como… A defender! Os laterais têm de ter quem “feche” as faixas quando estes sobem no campo. Deixar estes espaços abertos ao adversário é para se so0fer golos iguais ao que os franceses marca5ram hoje. E se um avançado do FC Porto perde a bola no ataque, toda a restante equipa deve fazer pressão sobre o portador da bola para evitar a transição rápida da equipa adversária. Não o fazer dá num golo igualzinho ao que ditou a derrota dos portistas hoje em pleno Estádio do Algarve.

 

Vamos a ver como vai isto evoluir. Domingo há outro jogo de preparação, Desta vez contra o Everton. O nível de dificuldade vai aumentar. Espero que neste dia o Futebol Clube do porto mostre que quer baixar o nível dos disparates que lhe tem custado os dois últimos jogos de preparação. Eu bem sei que estes jogos valem o que valem, mas a dinâmica de jogo e a moral começam-se a construir nesta altura do campeonato e não quando isto começa a ser a sério.

 

MVP (Most Valuable Player): Hernâni. Confesso que gostei do esforço demonstrado pelo jovem internacional português. No cômputo geral Hernâni não esteve muito melhor do que os seus companheiros em termos exibicionais, mas foi aquele que mais procurou demonstrar a Sérgio Conceição que está ali para trabalhar e que pode contar com ele para a próxima época. Teve a extrema felicidade de marcar um golo caricato, mas quem quer ser feliz tem de rematar à baliza. Algo que os seus colegas de equipa se recusaram a fazer durante os 90 e poucos minutos da partida.

 

Chave do Jogo: Apareceu com o golo de Xeka ao minuto 64'. È verdade que a equipa portuguesa ainda reagiu e conseguiu empatar a contenda, mas também é verdade que desde o golo inaugural dos franceses que era bem patente a segurança e confiança do Lille LOSC.

 

Arbitragem: Arbitragem típica de jogo de pré temporada. 

 

Positivo: Adrián López. Eu sei que o moço “tem dias”, mas do que vi diante do Portimonense e hoje diante do Lille, acredito – cada vez mais – que o que lhe falta é confiança.

 

Negativo: Os golos sofridos (outra vez). Eu sei que estamos naquela altura da época em que dá para se disparatar á grande, mas vamos a ter tino meus senhores.

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publicado às 23:18


Não houvesse um Quaresma…

por Pedro Silva, em 13.11.16

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É nestes tipos de jogos diante de adversários acessíveis que se comprometem as qualificações caso não se tenha a devida postura dentro e fora de campo. A nossa Selecção já deveria saber disto dado que já teve muitos – demais - dissabores com equipas do estilo desta Letónia, mas parece que os nossos jogadores e técnicos gostam de dar uma de “burros” sempre que jogam contra um adversário teoricamente acessível, Não se aprende de uma vez por todas o raio da lição e depois andamos todos de coração numa mão e máquina de calcular na outra… Para mais o Grupo B de Qualificação para o Mundial da Rússia está a ser deveras complicado porque nem Suíça nem Hungria parecem querer dar-nos sossego dado que não perdem um único ponto (ao contrário de Portugal que já perdeu 3 pontos diante da formação helvética).

 

Não percebi o que quis dizer Fernando Santos com “falta de dinâmica” para justificar uma primeira parte onde a Equipa de Todos Nós teve mais do que oportunidade de ter colocado um ponto final no jogo. A Letónia em certos momentos tinha não uma, mas sim duas linhas defensivas diante da sua baliza. Cabia a Portugal explorar ao máximo os flancos em vez de insistir nu futebol afunilado que esbarrava, invariavelmente, no muro letão. Não fosse a fraca qualidade técnica dos jogadores da Letónia e não teríamos Cristiano Ronaldo a marcar o golo inaugural (mas que grande penalidade tão mal marcada CR7!). Na primeira parte a única coisa que me pareceu positiva foram as antecipações dos jogadores portugueses que eram, quase sempre, feitas no timming certo, impedindo que os letões pudessem criar perigo junto da baliza de Patrício. Tudo o resto foi o insistir e insistir num modelo de jogo que não nos estava a levar a lado algum a não ser à moralização da equipa do leste europeu.

 

Foi preciso Cristiano Ronaldo ter falhado uma Grande penalidade e a Letónia ter marcado o seu golo para que Fernando Santos pusesse – finalmente! – de lado a tal de “falta de dinâmica” para retirar de campo um apagadíssimo Nani e feito entrar Ricardo Quaresma. E o jogo transformou-se de imediato. Foi como se tivesse havido um “clic” que acendeu a lâmpada fundida que se encontrava em cima da cabeça dos jogadores lusos. Quaresma entrou, o ataque passou a ter outro estilo, surgiram as variações de flanco e tal desconcertou por completo a defesa da letónia. Até Cristiano Ronaldo que es5tava algo em baixo em termo de rendimento passou a jogar de outra forma. Foi, portanto, com naturalidade que os golos surgiram e acabaram por se multiplicar com a ajuda do recém entrado Gélson Martins que com a sua velocidade e técnica (aliada à mestria de Quaresma) arrasou por completo o muro letão.

 

No final tudo acabou bem e Portugal goleou. A nossa Selecção tem o melhor ataque e defesa do seu Grupo. Tal poderá ser muito importante na hora de se fazerem as contas finais do apuramento, mas se Portugal tiver um desempenho igual ao da primeira parte do jogo de hoje diante da Hungria e/ou Suíça (e até mesmo diante desta Letónia) e não sei se vamos ter de fazer umas contas bem mais complicadas.

 

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 65' para resolver a contenda a favor da nossa Selecção. A entrada de Quaresma na partida revelou-se fundamental para que Portugal pudesse vencer o jogo.

 

Arbitragem: Não creio que haja muito a dizer sobre o desempenho do Sr. Bobby Madden e sua equipa de arbitragem. O escocês teve algum trabalho dado que os letões estiveram sempre muito mais interessados em “distribuir” pancadaria do que em jogar futebol, mas no cômputo geral o trabalho da equipa de arbitragem foi bom. O árbitro esteve bem ao ter assinalado as duas Grandes Penalidades a favor de Portugal.

 

Positivo: Ricardo Quaresma. Se há jogador que “mexeu” com o jogo a favor da equipa portuguesa foi, sem sombra de qualquer dúvida, Ricardo Quaresma.

 

Negativo: A tal de “falta de dinâmica”. Contra equipas que jogam fechadas na sua área não adianta insistir num estilo de jogo que faz com que o jogo ofensivo seja uma nulidade.

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publicado às 23:30


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