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Ponto perdido/ponto ganho

por Pedro Silva, em 01.10.17

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imagem retirada de zerozero

 

Após este empate em Alvalade penso que a pergunta que paira no ar é se o Futebol Clube do Porto ganhou ou perdeu um ponto. Na minha modesta opinião (tendo em consideração que em Alvalade o campo está sempre “inclinado” para os da casa) acho que os Azuis e Brancos ganharam um ponto. Obviamente que somente o tempo dirá se estou ou não correcto sobre este aspecto, mas é impossível olhar-se para o clássico e não achar-se que face à “Xistralhada” os Dragões não tenham ganho um ponto.

 

Estes jogos entre os ditos “grandes” do nosso campeonato, por norma, não decidem o campeão, mas servem para se ter uma ideia de quem tem “estofo de campeão”. E, verdade seja dita, estou em crer que o Futebol Clube do Porto mostrou hoje ser uma equipa melhor do que o Sporting Clube de Portugal. De facto este FC Porto de Sérgio Conceição demonstrou ter “estofo de campeão”. Na primeira parte da partida os Azuis e Brancos impuseram o seu futebol, tendo apenas “quebrado” na recta final do jogo. E, repito, não tivesse acontecido o “Xistrema” e o mais provável era o FC Porto ter ganho. Não basta um São Patrício para que a equipa de Jorge Jesus derrote uma equipa como a do Futebol Clube do Porto.

 

Agora se o Futebol Clube do Porto vai conseguir manter este “estofo” até ao fim do Campeonato é outra conversa. Especialmente se este se lembrar de repetir o que de tão mau fez na recta final do jogo. Isto de recuar no campo e Brahimi que finte a defesa toda do Sporting não lembra ao Diabo…. E isto de se demorar tanto tempo a tirar o argelino do campo poderia vir a ser fatal dado que a certa altura este não fazia outra coisa senão fintar-se a ele próprio até perder a bola ou fazer um passe ridículo. E Aboubakar que não marque golos simples que não é preciso.

 

Agora vamos ter a habitual paragem para os trabalhos das selecções. Que tudo corra bem e que Portugal conquiste o apuramento directo para o Mundial que se vai realizar na Rússia.

 

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Num jogo onde a intensidade física procurou sempre impor-se à técnica, Marega foi o MVP pela enorme capacidade de trabalho que mostrou em campo. Pode não ter feito as coisas da melhor maneira possível, mas foi o jogador do FC Porto que mais trabalhou para colocar a defesa leonina em sentido. Merecia ter sido feliz com um golo.

 
Chave do Jogo: Inexistente.

Arbitragem: Deslocação do FC Porto ao Estádio de Alvalade que não
esteja “inquinada” pela equipa de arbitragem não é deslocação do FC Porto ao Estádio de Alvalade. Fossem Carlos Xistra e equipa de arbitragem profissionais no verdadeiro sentido do termo e teriam marcado as duas grandes penalidades que ficaram por marcar a favor do FC Porto na primeira parte da partida. E Carlos Xistra terá também de explicar a razão pela qual William Carvalho não foi expulso por duplo amarelo dado que este se fartou de distribuir pancadaria. Por perceber está também a razão da existência do VAR? Estará lá somente para fazer número?


Positivo: Yacine Brahimi da primeira parte. O Brahimi da primeira parte deste jogo é aquele Brahimi que gostaria de ver muito mais vezes em campo. Excelente no passe e com uma visão de jogo fantástica.

Negativo: A recta final do FC Porto. Isto de se encolher no campo, bola para a frente e Brahimi que resolva poderia ter sido o fim de uma equipa que se bateu muito bem num campo tradicionalmente difícil.

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publicado às 23:00


Crónica de um jogo de andebol

por Pedro Silva, em 28.08.16

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imagem de zerozero

 

Que dizer numa primeira nota sobre esta derrota do Futebol Clube do Porto? Que estamos de regresso ao futebol português. Após um jogo de Champions onde tivemos uma arbitragem exemplar (ao contrário do habitual) que não interferiu em momento algum no resultado final, eis que no regresso à competição interna tivemos uma partida com uma arbitragem mais do que “caseira”. E para “ajudar à missa” temos agora os nossos “vesgos” comentadores a dizerem publicamente que não viram a mão de Gelson Martins na bola no golo de Slimani e a mão de Bryan Ruiz no golo de Gelson Martins. Em suma; estamos - efectivamente - de regresso ao futebol português.

 

Ora face ao exposto fica aqui a minha pergunta: não tivessem os sportinguistas beneficiado de duas preciosas “ajudas” e teria Jorge Jesus dado o “banho táctico” que deu a Nuno Espírito Santo (NES)? Muito provavelmente não, mas lá está o Sporting CP é o líder isolado da Liga NOS (repetir tal até à exaustão e depois desta) e a malta fica feliz.

 

Não obstante o sucedido é preocupante a forma pouco clara com que Nuno lidou com a desvantagem. Não sei o que passou pela cabeça do treinador do Futebol Clube do Porto quando este se lembrou de colocar Oliver Torres no lugar do (supostamente) lesionado Jesús Corona. Talvez Nuno quisesse fazer frente à mudança táctica que Jorge Jesus efectuou que lhe permitiu dominar o jogo até ao fim (mudar Bruno César e Bryan Ruiz das faixas para o meio campo foi muito bem visto), mas a verdade é que com isto NES “abriu uma autoestrada” do lado direito da defesa Azul e Branca porque cabia - quase quem em exclusivo – a Miguel Layún a tarefa de atacar e defender porque nem Oliver Torres nem Héctor Herrera estiveram bem na posição de extremo direito. Para mais se Héctor Herrera já é um jogador muito inconstante na sua posição habitual, então que dizer quando tem de ser adaptado a uma nova posição… Sinceramente não percebi esta opção de NES.

 

Agora já sei que os oráculos da desgraça Portista vão aparecer (de novo) e que o campeonato já está perdido. Mas convêm relembrar que estamos ainda na terceira jornada da Liga NOS. Há muito para se fazer até Maio de 2017, mas não deixa de ser verdade que NES tem de fazer mais e melhor neste tipo de jogos que podem não decidir nada mas que “mexem” – e muito - com a moral. Lá com isto o FC Porto vai entrar em campo no próximo jogo sob uma enorme pressão.

 

Chave do Jogo

 

“Bryan Ruiz entrou para jogar atrás de Slimani, mas cedo se percebeu que o costa-riquenho não estava nos seus melhores dias, apresentando-se muito macio. Jorge Jesus trocou imediatamente o camisola 10 com Bruno César, que foi o motor que a equipa precisava.” Partilho da opinião de Luís Rocha Rodrigues (Jornalista do site zerozero) cujo teor transcrevi atrás.

 

Arbitragem

 

Péssima. O trabalho da equipa de arbitragem liderada pelo estreante Tiago Martins foi péssimo. Beneficiou (e muito) a equipa da casa. Adrien Silva, William Carvalho, Bruno César e Slimani tiveram “carta-branca” para na primeira parte “desancar” em tudo o que estivesse de Azul e Branco vestido sem terem sido admoestados com a cartolina amarela. Para mais a arbitragem deste jogo teve uma clara influência no resultado final que acabou por ser favorável aos leões ao não ter anulado os dois golos onde os jogadores do Sporting CP jogam a bola com a mão. Por perceber fica ainda as expulsões de Jorge Jesus e do médico do Sporting.

 

Positivo

 

André Silva: Boa exibição do jovem internacional português. Deu tudo de si e só não foi feliz na primeira parte por manifesta falta de sorte. Merecia mais o atacante portista que na segunda parte teve de lutar sozinho contra a defesa sportinguista.

 

Jesús Corona: O mexicano esteve muito bem. Sempre muito mexido em campo e com muita vontade de ajudar a equipa. Supostamente saiu lesionado ao intervalo mas foi um dos melhores em campo do lado Azul e Branco.

 

Felipe: Mais uma vez o central brasileiro mostrou serviço. Muito bem no lance do golo e excelente a defender. Não merecia esta derrota.

 

Negativo

 

Iker Casillas: Muitas culpas no primeiro golo sofrido. O facto de Iker ser um Guarda-redes experiente não justifica o ter ficado a ver a bola a embater no poste da sua baliza aquando do livre de Bruno César.

 

Nuno Espírito Santo: Preparou bem a equipa Portistas mas não soube dar a volta ao “imbróglio” que a equipa de arbitragem e Jorge Jesus lhe colocou em cima da mesa. A melhorar porque este tipo de situações vão acontecer mais vezes.

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publicado às 22:18


Bater na mesma tecla só dá nisto Lopetegui

por Pedro Silva, em 02.01.16

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Imagem de zerozero

 

Ponto prévio, já vai sendo mais do que hora de a Liga Portuguesa de Futebol banir de vez as tochas nos Estádios de futebol. Precisei de esperar 15 minutos para poder ver o jogo como deve ser, tal era a fumarada que as Claques criaram por manifesta diversão. Nem quero imaginar a “ginástica” que o adepto que estava na bancada teve de fazer para poder ver o jogo (como se já não bastassem os normais condicionamentos de quem vai ao Estádio ver um jogo).

 

Quanto ao jogo propiamente dito penso que o título deste post diz tudo. Julen Lopetegui insiste e insiste na sua fórmula de futebol de posse, velocidade reduzida e de passes para trás e para os lados até se chegar à área adversária onde o génio individual de um (ou mais) Jogador resolve a contenda a favor do Dragão. Pelo meio temos os defeitos do costume:

 

- Falhas de marcação quando a equipa defende Homem a Homem;

 

- Perder a posse da bola após o adversário pressionar;

 

- Distância demasiado grande entre Jogadores e Linhas, facto que impossibilita o Futebol Clube do Porto de construir jogo;

 

- Fraco aproveitamento dos lances de bola parada tanto a nível ofensivo como defensivo;

 

- Insistência num modelo de jogo que obriga a que os Atletas recebam a bola SEMPRE” de costas para baliza, o que impossibilita a que os contra ataques/transições rápidas possam surgir desaproveitando, desta forma, momentos em que o adversário poderia ser apanhado em contra pé;

 

- A defesa tem SEMPRE (mas SEMPRE) de sair a jogar bastando ao adversário pressionar um bocadinho para que os defesas “inventem” e se crie ali uma situação de muito perigo;

 

- Lentidão de processos, especialmente nas transições defesa ataque quando o adversário “enche” o meio campo e;

 

- Discurso conformista e alienado de Lopetegui como se a derrota seja um mal menor que se resolverá por força do destino e graças do Senhor.

 

Concluindo; se eu - simples adepto - dou por todos estes problemas que dizer de um Treinador profissional com provas dadas de nome Jorge Jesus?

 

Em suma meus amigos e minhas amigas, Julen Lopetegui está há duas temporadas no comando técnico do Futebol Clube do Porto e ainda percebeu o que tem de fazer para estar ao nível dos pergaminhos do Clube. Contudo não existem soluções mágicas pelo que há que ir com este Treinador até ao fim do Campeonato ou até ao momento em que se perceber que o Basco perdeu o controlo e confiança do plantel.

 

Duas notas finais; após o jogo estar finalizado é muito fácil dizer-se que o André André deveria ter entrado de início (era evidente que o Sporting CP a jogar com um meio campo reforçado) mas quem trabalha com os jogadores a semana toda é o Treinador e ele é que sabia se o Português estava ou não em condições de dar o seu melhor nesta partida. Por isto não vamos por este caminho. Já criticarmos Lopetegui por tardar nas substituições e por ter “queimado” (mais uma vez) André Silva eu já sou como o outro e dou-vos toda a razão.

 

Chave do Jogo: Apareceu ao 65' da partida. Cruzamento de João Mário e Slimani cabeceia à barra. Na recarga, Bryan Ruiz remata de fora da área para a defesa de Casillas. A partir deste momento o Sporting Clube de Portugal tomou conta do jogo e o Futebol Clube do Porto nunca mais conseguiu assentar o seu jogo. A partir daí a derrota Azul e Branca acabou por ser uma naturalidade.

 

Positivo: Jesús Corona. O Mexicano foi o único Atleta dos Portistas que tentou “remar contra a maré” e dar o seu melhor. Na segunda parte acabou por “perder um pouco de gás” e não se deu mais por ele

 

Negativo: Julen Lopetegui. Teimoso, exageradamente teimoso o Treinador dos Dragões continua a insistir num modelo de jogo que impede que os seus Jogadores possam dar o seu melhor, para além de que voltou a estar mal nas substituições.

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publicado às 23:51


sono + sono + sono = derrota

por Pedro Silva, em 29.12.15

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imagem de zerozero

 

Estive no Dragão a assistir ao vivo e a cores a mais uma derrota caseira do Futebol Clube do Porto. E digo mais uma porque com Julen Lopetegui o que dantes era uma raridade passou agora a ser uma realidade que, felizmente, só vai surgindo de vez em quando.

 

Diga-se, desde já que para mim, que o problema não está na derrota que o CS Marítimo impôs aos Dragões em plena Invicta. Está antes na forma como os Azuis e Brancos perderam e no facto de NADA ter sido feito para se ter dado a volta a um resultado negativo que praticamente “arrumou” com todas as hipóteses de os Portistas seguirem em frente na Taça dos Treinos (mais conhecida por Taça da Liga). E para quem não sabe eu disse que este resultado “arruma” quase por completo com os Dragões porque o CS Marítimo já tem dois jogos realizados e duas vitórias… Ora isto numa fase de grupos somente com 3 jornadas…

 

È um facto que a tal de “Taça da Liga” é uma competição mentirosa feita para beneficia dos “Três Grandes” do nosso futebol, mas haja alguma dignidade da parte de quem treina e joga no Futebol Clube do Porto.

 

Sinceramente não sei o que andou o FC Porto a fazer na pré-temporada. È que já não é a primeira vez que vemos os Dragões a jogar a passo, para trás e para os lados quer estejam a vencer, a perder ou a empatar. E isto, meus Senhores e minhas Senhoras, é por pura e manifesta insistência do Julen que não tem um plano B, C e D que fala frente a um resultado negativo/indesejado.

 

O jogo acabou com o Estádio do Dragão em peso a insultar Lopetegui e acenar lenços brancos. Pessoalmente não sou adepto do despedimento de Treinadores a meio da temporada e existem ainda sinais de que o Plantel está com Julen, mas o que acontecer em Alvalade no próximo Sábado vai determinar o futuro do Basco e do Dragão. Mas era escusado os Azuis e Brancos terem ainda mais pressão para o Clássico ante o Sporting CP...

 

Chave do Jogo: Surgiu, mais ou menos, ao minuto 20 da partida. Até esta altura os Dragões procuravam controlar o jogo e marcar o golo que lhes permitisse gerir o esforço durante o resto do jogo (um pouco à semelhança do que sucedeu em Santa Maria da Feira na última eliminatória da Taça de Portugal) mas depois de Sérgio Oliveira ter atirado uma bola à barra de Salin os Portistas “perderam gás” e nunca mais conseguiram impor o seu futebol. Obviamente que a partir deste momento os comandados de Ivo Vieira não perderam a oportunidade de vencer o desafio apesar de não terem feito muito por isto.

 

Positivo: As exibições de Sérgio Oliveira, Victor Garcia e André Silva. Sérgio Oliveira jogou (mais uma vez) fora da sua posição natural mas tentou pautar o jogo dos Azuis e Brancos enquanto teve “pernas para tal”, Victor Garcia mostrou que é uma excelente opção para os jogos em que Maxi não puder jogar e André Silva deu provas de que com o tempo irá ser um bom ponta de lança (precisa é de jogar com regularidade, não desmoralizar e, sobretudo, fazer “ouvidos de mercador aos “exigentes”).

 

Negativo: Penso que é óbvio que o ponto negativo deste jogo é Julen Lopetegui. Não soube gerir o esforço da equipa, continua a dar sinais de que não sabe “ler o jogo”, ainda não conseguiu encontrar um sistema alternativo ao seu futebol de posse pela posse, “queima” jogadores, e cria problemas desnecessários. Os únicos pontos que lhes são favoráveis são o facto de liderar isolado a Liga NOS e de estar a melhorar o aproveitamento das bolas paradas.

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publicado às 23:31


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