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Xeque-mate?

por Pedro Silva, em 16.01.19

Imagem Crónica RS.jpg

Chegou o dia em que a Europa e o Mundo assistem a uma transformação que, para o bem e para o mal, poderá vir a acabar mal para todos os envolvidos na dita. Com o «Brexit» a ter aquilo que me apraz apelidar de “drama shakespeariano”, eis que temos a Europa dos burocratas a dar o dito por não dito ao passar a ideia de que irá permitir o alargamento do prazo da saída do Reino Unido do espaço europeu. Tal forma de estar por parte desta Europa em ano de eleições europeias (bem sei que valem o que valem) pode vir a ter um elevado custo. Especialmente se tivermos em linha de conta que irão concorrer ao Parlamento Europeu forças anti europeias que se vão apoiar no mais do que provável dito por não dito para fazerem valer os seus argumentos.

 

Sempre o disse e mantenho, o «Brexit» é uma faca de dois gumes. É uma faca que vai, com toda a certeza, provocar um golpe profundo no Reino Unido e na Europa dos burocratas que, quer goste ou não, vai ter de novo o “monstro” das regiões separatistas a rondar e a ameaçar a sua “união” dado que não estou em crer que tanto a Escócia como a Irlanda do Norte partilhem do famoso espirito inglês do “Keep Calm and Carry On”.

 

Tudo isto explica – e muito! – a razão pela qual os burocratas de Bruxelas começam a fomentar a possível (e mais do que provável) ideia do alargamento do prazo do «Brexit». Especialmente se tiver em linha de conta que a oposição a May é favorável à feitura de um novo Referendo cujo referendo volte a ditar uma mais do que provável colocação do Reino Unido na União Europeia. Isto se deixarmos de lado, ora pois, as melindrosas e nada transparentes questões financeiras sobre as quais ninguém se atreve a falar, analisar e opinar.

 

Vamos a ver o que isto dará até porque por esta altura em que escrevo este texto os deputados britânicos preparam (espero eu) a saída forçada de uma personagem que nunca deveria ter assumido o papel de Primeira-Ministra. Especialmente sabendo que a sua governação iria ter de lidar com um problema cobardemente criado pelo seu antecessor e alimentado por uma fé imaginária e fantasiosa num “Império” que já não existe.

 

Do outro lado do atlântico…

 

Do outro lado do atlântico - no dito Mundo novo – Donald Trump continua a sua demanda na defesa de uma birra eleitoral que custa a qualquer um de nós (europeus) entender. Já aos norte-americanos acredito que não seja assim tão complicado até porque Trump é o espelho perfeito do norte-americano da classe média/alta.

 

Como vai a birra terminar não sei. O que sei é que cada Povo tem os governantes que merece. Daí não ter assim muita pena dos Funcionários Públicos que devido à birra de Trump não recebem o que lhes é justamente devido pelo seu trabalho.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra  (15/01/2019)

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publicado às 17:07


Triunfo da naturalidade

por Pedro Silva, em 14.10.18

um-passeio-com-alguns-momentos-de-qualidade.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Efectivamente pouco mais me apraz dizer sobre esta vitória portuguesa em terras escocesas senão que foi a vitória da naturalidade. Isto muito por culpa, ora pois, da enorme discrepância em termos qualitativos entre a equipa nacional da Escócia e a nossa equipa. Esta Escócia nem parece uma equipa do século XXi, tal é o futebol primitivo que pratica… Trata-se de um futebol que assenta, quase que em exclusivo, no bola para a frente e toca a correr muito até à baliza adversária. Mau demais… Só mesmo a actual Alemanha para empatar a zero com esta equipa numa partida da Liga das Nações da UEFA.

 

E já agora, só mesmo a Rádio Antena 1 para num jogo da nossa selecção desatar a analisar o que espera o SL Benfica na próxima jornada da Liga dos Campeões dado que este vai defrontar o Ajax em Amesterdão. O que interessa tal para o caso? Nada. É a velha retórica dos não sei quantos milhões. Adiante.

 

Regresso ao jogo para dizer que é engraçado que quem se fartou de dizer na Praça Pública que era impossível promover-se a renovação da nossa Selecção esteja agora tão calado. Claro que podemos apontar aqui e acolá um outro erro à gestão de Fernando Santos (eu acho que este por vezes aposta em desmaia em que já deu provas de que não tem “estofo” para estar entre os melhores), mas a verdade seja dita que Fernando Santos tem mostrado por a+b que é possível renovar-se a Selecção mantendo o nível de exigência bem elevado. Hoje em Glasgow tivemos mais uma prova de tal embora Renato Sanches tenha voltado a mostrar – mais uma vez - que não está ali a fazer nada (tal como o médio Bruno Fernandes).

 

MVP (Most Valuable Player): Hélder Costa. O “desconhecido” extremo português mostrou que é possível ser-se maus uma opção válida para a Nossa equipa quando se tem um bom treinador no clube. Gostei muito de ver o Hélder em campo e do seu sentido de posicionamento, sentido este que lhe valeu um golo.

 

Chave do Jogo: O golo inaugural marcado por Hélder Costa. Até esta altura a equipa escocesa acreditava que podia “fazer a Vida negra” aos lusos não obstante o seu futebol primitivo e altamente previsível. Depois do golo sofrido não tiveram capacidade alguma para incomodar as redes portuguesas (a não ser no erro defensivo que lhes deu o golo da consolação).

 

Arbitragem:  Nada a relatar sobre a equipa de arbitragem. Jogo tranquilo e sem casos.

 

Positivo: Beto. “Velhos são os trapos” e o guardião Beto mostrou que tal provérbio é bem real. Excelente sempre que a equipa escocesa criou algum perigo na área portuguesa.

 

Negativo: Golo sofrido. A equipa britânica não joga nada, é um facto, mas não desperdiça uma oportunidade patética criada pelp adversário para marcar o seu golo.

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publicado às 20:05

imagem crónica RS.jpeg 

Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma (Lavoisier)

 

Recorro à célebre frase do cientista francês para aqui dizer que na Política e no Direito nada se perde, tudo se transforma. Isto porque tanto uma coisa como a outra, tal como a natureza, estão longe (muito longe) de serem algo de estáticos dado que tanto a Política como o Direito interagem com a sociedade e adaptam-se, por vezes de uma forma radical, às mutações que a sociedade vai sofrendo. A prova de tal é o facto de muitos países já terem experimentado uma série interminável de modelos de governação. Modelos que em muitos casos provocaram o nascimento de novos Estados e até mesmo de novos Direitos em zonas do planeta onde dantes imperava uma espécie de união que se presumia saudável, eterna e comumente aceite por todos.

 

Ora tudo isto para aqui dizer que a Comunicação Social portuguesa tem contribuído, de uma forma manifestamente errada, para que uma crassa maioria da população portuguesa mantenha uma profunda ignorância face ao que está a suceder na Catalunha.

 

O Estado de Direito e a Constituição são duas “coisas” que não são imunes ao desenrolar dos tempos. Dito de outra forma; tanto o Estado de Direito como a Constituição de cada país adaptam-se às novas realidades que o “caldeirão” social “cozinha” ao longo dos tempos. A não ser assim, ainda hoje em pleno século XXI os cidadãos norte-americanos de origem africana não teriam acesso a determinados espaços públicos e o apartheid nunca teria tido um fim na África do Sul.

 

A razão pela qual a nossa Comunicação Social ignora os factos até aqui apresentados só a esta assiste, mas os efeitos colaterais desta sua posição acabam por ser reveladores da fraquíssima capacidade crítica de uma grande franja da população portuguesa.

 

Mas a “falha” não se fica por aí.

 

Quando o Governo de Mariano Rajoy vem para a Praça Pública com o argumento de que os catalães estão a violar o Estado de Direito e a Constituição acaba por fazer exactamente o mesmo - propositadamente ou não - que Nicólas Maduro (Presidente venezuelano) que se refugia no Estado de Direito e na Constituição do seu país para justificar a brutal opressão a que a oposição venezuelana vem sendo sucessivamente submetida.

 

Quer dizer, a nossa Comunicação Social critica e faz com que critiquemos (e bem) a loucura que se vive na Venezuela mas esta faz de tudo para que apoiemos a trapalhada que o Governo autoritário de Madrid criou?

 

Não percebo a razão pela qual parece ser tão difícil a tanto português perceber o que está em jogo.

 

Não entendo como são poucos os portugueses que se apercebem da forma como a opinião pública sobre a temática da Catalunha tem sido manifestamente manipulada a favor de uma facção que tudo indicia que poderia, e deveria, ter procurado colocar a razão do seu lado em vez de a impor pela força da insensatez e da ignorância.

 

Uma última nota para tentar refutar (mais) uma tremenda mentira que a nossa Comunicação Social tem repetido vezes sem conta como se uma mentira contada muitas vezes se tornasse verdade.

 

Ao contrário do que tem sido veiculado, a Catalunha tem aliados no panorama internacional. Ainda recentemente a Bélgica, Estado-membro da União Europeia, ofereceu asilo político a Carles Puigdemont (Presidente da Generalitat).

 

E não, a Bélgica não é uma “República das Bananas”. É antes um Estado que achou que deveria tomar uma certa, e determinada, posição face aos recentes tiques franquistas do Estado espanhol.

 

Aproveitando ainda esta breve nota, lanço aqui dois pequenos desafios a quem esta a favor da argumentação de Rajoy e seus apoiantes.

 

Vamos recordar a posição da União Europeia face à independência da Escócia antes e depois do Brexit?

 

Vamos também recordar o facto de o Kosovo não ser - ainda -reconhecido internacionalmente como um Estado por muitos países (entre eles a Espanha!) e tal não o impedir de existir como país soberano?

 

A título de complemento, não deixa de ser “engraçada” a posição que a União Europeia tomou no caso da independência do Kosovo dado que na altura esta mandou 2000 pessoas das forças de manutenção da paz das Nações Unidas para ajudar o Kosovo no seu processo de independência.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (30/10/2017)

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publicado às 12:00


Catalunya lliure. No a l'opressió d'Espanya

por Pedro Silva, em 09.10.17

PS_catalunyalliurenoalopressiodespanya_destaque.jp 

“Catalunha livre. Não à opressão de Espanha”. É isto que está escrito em catalão no título e que serve de mote a este texto de opinião. Isto porque, por mais voltas por parte de quem simpatize com os unionistas espanhóis e Mariano Rajoy, o que está verdadeiramente em causa no processo Catalunha é tão simplesmente a opressão que o poder central espanhol (e não só) exerceu, exerce e - pelos vistos - exercerá sobre um povo que quer apenas uma coisa: decidir o seu futuro.

 

Mariano Rajoy e os apoiantes da Espanha unida recorrem, vezes sem conta, à tese do populismo para tentarem justificar o que Madrid tem feito e prometeu fazer à Catalunha caso a Generalitat da Catalunha liderada por Carles Puigdemont avance para a declaração unilateral de independência. Ora por um lado Rajoy e quem o apoia tem a sua razão, mas há que colocar as coisas no seu devido lugar. Assim como há que ter um sério cuidado na utilização de certas terminologias, terminologias que facilmente enganam quem não sabe o que está efectivamente em cima da mesa e a razão pela qual as coisas são como são.

 

Eu até que aceitaria de bom grado a tese do populismo caso da parte de Madrid tivesse sido feita outra coisa senão reprimir violentamente quem não pensa da sua maneira e forma. É preciso ter-se em linha de conta que em certas zonas da Catalunha (em Barcelona especialmente) tivemos a Guardia Civil (polícia espanhola, pois para quem não sabe a Catalunha tem uma polícia própria) a provocar os manifestantes com atitudes que mais fizeram lembrar as de uma qualquer claque ilegal. Para mais a actuação da Guardia Civil e a forma como o Governo espanhol tem gerido a crise catalã deveriam ter merecido uma clara chamada de atenção da parte do Rei de Espanha que (embora obrigado a defender a Constituição do seu país) deveria apelar à calma e, sobretudo, à clarividência e sentido de dever por parte de quem tem a obrigação de procurar manter a paz e a ordem pública. E de nada serve o apelo de eleições antecipadas na Catalunha pois esta tem sido a solução de Madrid sempre que a Região segue a via do independentismo. Dito de outra forma; eleições antecipadas na Catalunha são o mesmo que adiar um problema que tem fácil solução.

 

Somando tudo o quem tem acontecido na nossa vizinha Espanha desde o dia 1 de Outubro do corrente ano cível até à data sou forçado a dizer que quem tem tido um comportamento típico de populistas é a Espanha e o seu Governo totalitário de Mariano Rajoy que insiste na tese da repressão violenta em detrimento da realização de um referendo. E acreditem que a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha é algo de possível. Basta que para tal Espanha tenha a mesma boa vontade que demonstrou aquando da revisão constitucional que permitiu a Madrid abolir o sistema fiscal próprio da Catalunha acompanhado (ora pois!) de uma brusca diminuição da autonomia da dita Região Autónoma.

 

Duas notas finais.

 

Uma para demonstrar, mais uma vez, que o populismo mora exclusivamente em Madrid ou não tivesse a manifestação a favor da Espanha unida (que teve lugar em Barcelona, e um pouco por toda a Catalunha, no passado domingo) decorrido de uma forma ordeira e pacífica. Fossem as autoridades catalãs os “populistas” e teria reinado todo este respeito e paz? A resposta é óbvia e só não a vê quem não quiser.

 

A outra nota prende-se com os apologistas da desgraça caso a Catalunha veja a sua entrada na União Europeia (EU) barrada à partida caso venha a ser um país independente. Ora tal forma de ver as coisas é reveladora, no mínimo, de uma ignorância atroz pois a Catalunha independente não será o único país “cercado” por Estados-membros da UE (veja-se o caso da Suíça, por exemplo). A quem pensa de tal forma aconselho vivamente a que faça uma pesquisa na internet sobre uma organização chamada “EFTA”. Para mais a UE tanto está do lado das independências como está contra. A prova de tal é a postura da União aquando do referendo sobre a independência da Escócia. Na altura a UE esteve fortemente contra a independência dos escoceses, mas agora que o “Brexit” é uma realidade esta mesma UE vê com bom grado uma Escócia independente do Reino Unido.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (09/10/2017)

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publicado às 12:00


Birras de uma menina Rica

por Pedro Silva, em 13.09.14

Tenho acompanhado com algum interesse a questão do Referendo da Independência da Escócia. Não pelo que irá a acontecer na Grã-Bretanha, mas sim pela forma como certas personagens se aproveitam do tema para colocarem a sua colher no mel.

 

Falo, obviamente, da Catalunha. Muitas vezes comparo esta Região Espanhola com uma Menina Rica que tendo tudo e mais alguma coisa faz birra porque quer ter ainda mais qualquer coisa. Basta que apareça escrito numa qualquer Praça Pública “Independência” e lá surge a Menina Rica com o seus sinetes dourados a choramingar pela sua independência.

 

Daria razão à Catalunha e aos Catalães nesta saga da sua independência se porventura estivéssemos a falar de uma Região com dificuldades financeiras sem estruturas e centros económicos, mas a Catalunha é, e sempre foi, o motor financeiro e económico de Espanha. Em Barcelona, Capital da Catalunha, há de tudo e os Catalães são, sem sombra de dúvida, aqueles que tem o melhor estilo de vida e aos quais pouco ou nada lhes falta.

 

Daí a pergunta, porquê razão querem a Independência?

 

Actualmente a Catalunha tem tudo o que o Governo Central pode atribuir a uma Região. Já no tempo de Franco os Catalães foram os mais beneficiados pelo Regime, tendo inclusive cerrado fileiras juntamente com o Ditador na luta contra os Makis (Comunistas do País Basco que combatiam o Regime Franquista).

 

Mas se formos ouvir e ler os Independistas Catalães rapidamente verificamos que se acham cheios de razão e que são oprimidos pelo Governo Centralista de Espanha. Logos eles a quem, repito, não lhes falta nada e inclusive não tiveram na sua história conflitos sangrentos que só muito tempo depois culminaram numa união pacífica por força do destino como sucedeu com a Escócia.

 

Os Catalães deveriam era passar todos cá pelo burgo para saberem o que é um Governo verdadeiramente Centralista. Até lá só sabem é fazer figurinhas tristes de boa cheia com muita propaganda Clubística pelo meio.

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publicado às 18:48


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