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Não. Não gostei.

por Pedro Silva, em 23.03.18

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imagem retirada de zerozero

 

Vi este Portugal 2 x Egipto 1 e tenho de ser sincero e directo: não gostei! Se é para isto que os clubes têm de parar o seu calendário competitivo, então mais vale não se voltar a fazer tal pois estes jogos amigáveis apenas servem para se ver um grupo de indivíduos com um “medo insano de tocar” na bola. E quando digo tal reg8iro-me aos tais de campeões europeus e não aos egípcios. Os africanos jogaram aquilo que sabiam e com jeitinho até que iam fazendo história, não tivesse aparecido (a tempo e horas!) a dupla Bruno Fernandes/Gélson Martins a servir – como deve ser – Cristiano Ronaldo.

 

Claro que por esta nossa imprensa fora haverá quem queira “dourar a pilula”. Assim como se Portugal tivesse jogado aquilo que deveria ter jogado diante de um super organizado e muito modesto Egipto. Deixem o Mundial arrancar e as coisas que corram como correram hoje para a Equipa de Todos Nós e vão ver o tipo de discurso dos tais de “douradores da pílula”.

 

Defesa portuguesa a “nanar” antes, durante e depois do golo sofrido. Espaço a rodos entre os vários sectores da nossa equipa, espaços que os egípcios aproveitavam na perfeição para imporem o seu futebol simples e prático que atrapalhou – e de que maneira! – toda a estratégia atacante de Portugal e uma frente de ataque que só apareceu em desespero nos minutos finais do jogo (altura em que Cristiano Ronaldo passou a ter quem lhe fizesse chegar a bolas em condições).

 

Vamos a ver como isto corre diante da Holanda, mas a jogar assim… Se calhar começa a ser necessário pensar se valerá mesmo a pena a realização de jogos de preparação entre selecções numa atura da época que é decisiva para muitos dos clubes onde actuam os atletas. È que isto de se vir à selecção para se “fazer o frete” e ganhar mais algum ao fim do mês desmoraliza todo um grupo de trabalho e inquieta todo um país desportivo.

 

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. Longe de ter estado brilhante, o capitão da nossa selecção acabou por ser o “menos mau” da noite. Foi ele o autor dos dois golos na recta final que ditaram a vitória portuguesa e pouco mais. É um CR7 em modo gestão de esforço se bem que há que dizer que hoje este esteve - quase - sempre muito sozinho no ataque.

  

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem: Boa atuação, com duas decisões acertadas com o Vídeo-Árbitro.

 

Positivo: Vencer. Ganhar é sempre bom mesmo quando não se joga absolutamente nada. A juntar a isto há o facto de Gélson Martins e Bruno Fernandes terem demonstrado, mais uma vez, porque devem ser titulares absolutos na equipa de Todos Nós.

 

Negativo: Portugal. Já aqui o disse e repito, representar a selecção nacional não é fazer o frete. O jogo era de preparação é um facto, mas exige-se mais (muito mais) da parte dos jogadores da nossa selecção. Especialmente nos jogos ditos amigáveis.

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publicado às 22:37


Festejemos Irmãos

por Pedro Silva, em 18.01.16

Imagem Crónica RS.JPG 

1 –  A 14 de Janeiro de 2011, uma multidão protestava pelas ruas de Túnis, capital da Tunísia, contra o Regime do Presidente Zine El Abidine Ben Ali, o que levou à queda do primeiro líder de um País Árabe por força da pressão popular. Esse movimento seria o epicentro de um terremoto geopolítico que mudou o Mundo Árabe, a chamada Primavera Árabe.

 

No passado dia 14 alguma da nossa Imprensa fez referência ao facto aproveitando para colocar imagens de regozijo pelo sucedido há 6 anos atrás. Mas será que existem mesmo motivos para olharmos para a Primavera Árabe com orgulho e satisfação? Ora vejamos.

 

A Tunísia é hoje em dia uma Democracia. Existem vários Partidos em Tunes, há liberdade de voto e liberdade de expressão. O País continua a ser moderado no que à Religião diz respeito (tal como era durante o Regime de Zine El Abidine) e as Mulheres são respeitas e tem um estilo de vida “à ocidental”. Mas nem tudo são rosas.

 

A corrupção continua em níveis bastante elevados. A Economia Tinosona depende única, exclusivamente, do Turismo o que reduz, e muito, o leque de opções de uma População que tem de lutar todos os dias para poder trabalhar. A taxa de analfabetismo é elevada e, tirando Tunes, o País tem infra estruturas débeis e a assistência social é uma miragem. Para além disto o asno de 2015 mostrou-nos que não é seguro passar férias nas belíssimas praias Tunisinas dado que nunca se sabe quando um maluco de metralhadora em riste se lembra de praticar tiro ao alvo com os Turistas Ocidentais.

 

Temos, então, que os Tunisinos não têm assim tantas razões para festejar a Primavera que criaram. E o resto do Mundo Árabe também não (já lá vamos). O facto de a Comunicação Social Europeia - e não só - não “andarem em cima” do que sucede na Tunísia (como fizeram em 2011) não altera, em nada, a realidade das coisas.

 

2 – À pacífica revolução de Tunes seguiu-se a queda de Muammar al-Gaddafi na Líbia. Gaddafi tinha chegado ao Poder em 1969, sem derramar sangue, através de um Golpe de Estado e acabou deposto pela força das armas após a clara ingerência da NATO num assunto interno Líbio.

 

Após a morte de Muammar al-Gaddafi a Líbia entrou num “pequeno” ciclo de conflitos internos disputados pelas várias trinos que tentaram reclamar para si o controle dos Poços de Petróleo. Contudo estes já tinham caído nas mãos da “Comunidade Internacional” que os receberá como moeda de troca devido à cooperação da NATO no derrube do Regime de Gaddafi.

 

A corrupção continua a ser uma enorme realidade na Líbia, o Povo é, na sua grande maioria, analfabeto e assistência social é também uma enorme miragem do vasto de4serrto que rodeia o Pais. O mais caricato é que a gasolina escasseia num País que é, somente, um dos maiores produtores de petróleo do Mundo inteiro.

 

Mas a Primavera Árabe não se ficou pela “libertada” Líbia…

 

3 – Após o sucedido na Líbia foi a vez da dita cuja passar pelo Egipto onde Hosni Mubarak se perpetuava no Poder como os antigos Faraós. Aqui o cenário foi muito parecido com o Líbio. A única grande diferença foi que a Comunidade Internacional resolveu manter-se à margem de tudo o que ia sucedendo.

 

A Revolução Egipcia “levou tudo à sua frente”. Mataram-se inocentes nas ruas do Cairo, fez-se o possível e impossível para afastar os Jornalistas Internacionais da Capital Egípcia (inclusive os Revoltosos até violaram uma jornalista Norte-americana). Hosni Mubarak acabou por ser deposto e preso. A Democracia entrou em cena e a Irmandade Muçulmana de Mohamed Morsi (um grupo de Radicais Islâmicos) alcança o Poder pela via do voto livre.

 

Eleito Presidente de todo o Egipto Morsi teve como principal preocupação a abolição de toda e qualquer liberdade religiosa no Egipto, apontou armas ao eterno inimigo Israelita e preparou a sua eternização no Poder. Foi neste clima de tensão crescente que mais tarde as Forças Armadas Egipcias entraram em campo para colocar fim ao Regime de Mortsi e instalar algo de muito parecido com o que existiu durante décadas com Hosni Mubarak.

 

Não obstante o Egipto ser hoje uma espécie de Ditadura Militar disfarçada a tolerância voltou a marcar presença nas ruas do Cairo, a liberdade religiosa é, novamente, uma realidade e o Turismo (principal fonte de receita do País) vai de “vento em popa”.

 

4 –  A caminhada da Primavera Árabe culminou na Síria e Iémen. De fora ficaram Estados como o Irão e Turquia onde se faz de conta que existe uma Democracia, mas este “ficar de fora” não estranha a ninguém.

 

O que sucedeu na Síria e Iémen é por demais conhecido. Duas guerras e nascimento do Daesh que reclamou para si parte do Iraque e Síria. No Iémen a Arábia Saudita é “forçada” a entrar no conflito para evitar o avanço territorial do Daesh.

 

Em suma a Primavera Árabe, uma “invenção” do Ocidente, trouxe ao Mundo Guerras, Estados Fascistas, Violações constantes dos Direitos Humanos, Crise de Refugiados, Conflitos Religiosos, terrorismo e por aí adiante.

 

Temos, efectivamente, múltiplas razões para relembrar a dita Primavera com satisfação e um enorme sorriso. Festejemos irmãos. Festejemos por termos feito do Mundo um lugar pior do que quando em certos Países existiam Ditaduras que mantinham a serenidade e compreensão entre os Povos numa Região tão complexa como o Médio Oriente.

 

Artigo publicado no Repórter Sombra

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publicado às 22:03


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