Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Acabou-se o excel

por Pedro Silva, em 24.03.20

imagem crónica RS.jpg

Todo o que nasce, morre ou se esgota no tempo. Esta é uma verdade infalível e à qual não podemos, de forma alguma, escapar. Outro facto universal que tem uma aplicação prática perfeita mente implacável é a de que todas as acções tem consequências. A actual crise pandémica provocada pela Covid-19 (SARS-COV-2 para os entendidos) que está, lentamente, a tomar conta do nosso planeta é um bom exemplo das duas verdades universais a que fiz referência.

O dito sistema capitalista que se apoia na tese de que dinheiro gera dinheiro mesmo que tal seja na base da especulação, compadrio e destruição de quem se atrever a contrariar o sistema está a ver o seu fim a aproximar-se. O “Deus dinheiro” tem os dias contados. Tal como o comunismo que se exterminou a si próprio porque se recusou teimosamente a adaptar, o orgulhoso capitalismo tem o seu destino traçado. Isto a não ser, obviamente, que se perceba de vez que a folha de excel – tal como o papel higiénico que andou tão em voga nos últimos tempos - se acabou de vez.

Goste-se ou não, para além da clara e manifesta displicência com que a Europa tratou do problema coronavírus (é sempre a mania da superioridade que nos trama), a verdade é que estramos no estado caótico em que estamos por força dos cortes à cega em sectores cruciais como a saúde, higiene e administração das nossas cidades e países.

Repare a leitora e leitor que foi preciso uma crise sanitária sem precedentes que está, literalmente, a varrer a vida humana de Itália, Espanha, França e por aí adiante para que na Europa rica e desenvolvida surgisse, de vez, a fabulosa ideia de que os espaços e transportes públicos devem estar devidamente higienizados e que nas fronteiras e aeroportos deve haver, sempre, um claro e rigoroso controlo sanitário para, desta forma, se poder, na pior ads hipóteses, amenizar situações como a que estamos a viver hoje em dia. Situações que agora nos obrigam a ter de estar fechados em casa em nome da nossa sobrevivência.

E porquê razão não se fez o que se deveria ter feito para além da mania da superioridade que tão bem caracteriza o europeu e demais ocidentais? A resposta é simples. A folha do excel não o permitiu porque é muito melhor ter-se um belo excedente orçamental à custa de poupanças na saúde e outras coisas tais. Que o digam Itália, agora Espanha e daqui a nada a França, países onde a crise do Covid-19 está a arrasar as saus sociedades.

E agora que se acabou o excel na Europa será que se pode olhar para o futuro com esperança? Não sei até porque agora a ordem é para se gastar o que for necessário para se travar a actual crise a todo o custo. Daqui a dois anos voltamos ao mesmo… Pessimismo? Nem por isto. Basta ter memória.

Artigo publicado no site Repórter Sombra (24(03/2020)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:30


Doença dos tempos modernos

por Pedro Silva, em 08.03.20

Se o Covid-19 desperta alguma preocupação e exige de todos nós cautelas é um facto que não nego e que, inclusive, até que subscrevo e aconselho.

Agora usar tal problemática para se fazer o circo circense mediático ao qual não podia faltar a triste figura de quem não passa sem um microfone ou a modernice que dá pelo nome de selfie, já é algo que se me apetece dizer que roça o ridículo porque a fronteira do caricato esta já há muito que foi ultrapassada.

Doença dos tempos modernos… Ou dito de outra forma, estupidez em saldo. Quem agradece é uma tal de economia paralela. Mas isto são outros quinhentos.

87991423_877043229402273_1998424093572988928_n.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:32


E fazer-se alguma coisa?

por Pedro Silva, em 06.08.18

imagem crónica RS.jpg 

Um artigo publicado pela revista Science lança novas luzes sobre o fim da civilização maia, há cerca de mil anos. O estudo de sedimentos do lago Chichancanab, localizado no Iucatão (México), permitiu verificar que entre os anos 800 e 1000 houve profundas alterações climáticas que se refletiram numa diminuição drástica da precipitação. De acordo com os cientistas, “a seca extrema e prolongada acabou por ditar o abandono da região pelas populações, a que se seguiu o declínio e a falência das estruturas sociais que sustentavam o modo de vida da civilização maia”.

 

Dei com esta pequena curiosidade na «newsletter» Dragões Diário do passado dia 4 de Agosto do corrente ano cível. Um curiosidade que me faz apelar, mais uma vez, à nossa classe política para que se faça uma tremenda pressão sobre a economia, sociedade portuguesa, europeia e mundial para que isto das alterações climáticas não acabem por nos ditar o mesmo triste e enfadonho destino da famosa civilização maia.

 

Já sei que por esta altura os habituais cépticos estão abanar a cabeça em profunda reprovação pelo que já aqui expus até ao momento. Mas tenham, lá calma. Já vos mostro onde é que as vossas teorias são como um pequeno furo de um barco em alto mar.

 

É verdade que o nosso planeta se altera ao longo dos tempos. Já tivemos enormes períodos de frio, outros de intenso calor e ainda outros em que as monções eram frequentes um pouco por todos os continentes. É normal que tal seja assim dado que a Terra é um ser vivo em constante mutação. O problema do nosso tempo é que estas mesmas mutações estão, cada vez mais, a suceder num espaço de tempo cada vez mais reduzido. Para além de que a sua imprevisibilidade é, devido à tal questão da rapidez, um factor crescente e que coloca os países num estado de alerta permanente.

 

Ora esta tal rapidez das alterações climáticas tem um tremendo impacto na forma como a humanidade se relaciona. As migrações /algo que recentemente tem dado tantos problemas ao Velho Continente) vão ser cada vez mais frequentes dado que pelo “andar da carruagem” vai ser manifestamente impossível ao Ser Humano habitar em alguns locais do nosso planeta. Isto para não falar nas variadíssimas alterações que a agricultura mundial irá sofrer e a sempre penosa e muito delicada questão da gestão da água potável.

 

Colocando as coisas de uma forma bem mais simplistas e recorrendo, mais uma vez, ao exemplo da civilização maia, se tivermos uma classe política portuguesa, europeia e mundial que vá atrás do discurso de superioridade dos cépticos que se recusam a aceitar que as alterações climáticas são um tremendo problema, a probabilidade de a Humanidade - tal como a conhecemos - vir a colapsar é enorme. Alguma coisa deve ser feita. E deve ser feita enquanto é tempo e enquanto as populações tem ainda bem vivas na sua memória os efeitos da recente onda de calor que “varreu” a Europa nas últimas semanas.

 

E já agora, bem sei que ainda é cedo para se retirar alguma conclusão, mas depois do que aconteceu no ano passado com incêndios a devastarem uma boa parte do nosso território nacional, a ceifar Vidas e a causar enormes transtornos a todo um país, como é que é possível que estejamos todos a viver o mesmo pesadelo só que desta vez mais a sul (Serra do Monchique, Algarve)?

 

Tanta propaganda com a prevenção, tanta coisa com multas pesadas aos proprietários que não limpassem os seus terrenos a tempo e horas, tanta gente especializada no terreno a patrulhar tudo e mais alguma cosia e voltamos ao mesmo?

 

E sabem porquê razão voltamos ao mesmo?

 

Porque desde Setembro do ano passado até Julho deste ano - mais coisa, menos coisa - tivemos o Estado português a “chagar” o pessoal todo com a sua propaganda e no terreno tudo ficou na mesma. As estradas municipais continuam a ser o local com mais combustível para os incêndios florestais e os comportamentos de risco das populações do interior mantêm-se porque nada se fez no verdadeiro sentido do termo para que as coisas mudem.

 

Só mesmo um ceguinho é que não poderia ver que o terror de Monchique ia ser uma realidade mais onda de calor, menos onda de calor… Tal só não aconteceu novamente na zona centro de Portugal porque o que havia para arder já ardeu…

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (06/08/2018)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:30


Cantinho Calvin & Hobbes (10)

por Pedro Silva, em 08.03.18

calvin&harodotira10.gif

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:09


Carrega Zé!

por Pedro Silva, em 08.07.14

Portugal foi um dos países que esta terça-feira se manifestou contra a flexibilização das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento defendida pela Itália.

 

Mais um tiro no porta-aviões, ou melhor, no próprio pé de um País que tem tido resultados desastrosos com este tal de Pacto de Estabilidade e Crescimento.

 

Para mais tão fabuloso Pacto arrastou a Europa para um poço sem fundo economicamente e financeiramente falando e acentuou o fosse entre Países Pobres e Países Ricos colocando em causa a construção Europeia das últimas décadas. E isto para não falar nos níveis de desemprego que simplesmente dispararam para números alarmantes nos Países da Europa do Sul, Países estes que foram como se forçados a assinar tal Pacto como foi o caso de Portugal. Para além disto o Capital simplesmente "fez as malas" e partiu para outras paragens bem mais vantajosas onde o dito Pacto não dita a Lei, levando consigo qualquer boa perspectiva de crescimento e de desenvolvimento dado que no sistema Capitalista sem Capital nada se faz.

 

Daí que se pergunte o porquê desta “nega” da parte do Ministério das Finanças Luso à flexibilização de algo que tem simplesmente colocado o País e a União Europeia na Forca? Eis a resposta:

 

Albuquerque recordou que Portugal foi sujeito nos últimos anos a uma aplicação escrupulosa dessas regras, pelo que seria inaceitável proceder à respectiva modificação a pedido de um ou dois países.

 

Albuquerque, tal como o mentiroso compulsivo, acredita no Pai Natal e no Menino Jesus, como tal acha que não se deve flexibilizar o Pacto de Estabilidade e Crescimento porquê tudo está bem e caso a coisa corra mal o Zé aguentará sempre com qualquer carga que lhe coloquem em cima do lombo porque se Portugal está num abismo os outros também devem estar. Como diria o outro: Porreiro Pá!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:03


Mais sobre mim

foto do autor


gatices


gatos no telhado


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Calendário

Abril 2020

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930

Futebol Clube do Porto


9 de Março de 1916

<<Por cada soldado, uma papoila

No a l'opressió d'Espanya!


Catalunya lliure!


Portugal é uma Democracia

13769388_930276537084514_2206584325834026150_n

Publicidade


Blog Rasurando

logo.jpg




Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D