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O Banqueiro da Resistência

por Pedro Silva, em 18.11.18

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"Bankier van het Verzet"

DramaGuerra - (2018)

Realizador: Joram Lürsen

Elenco: Barry Atsma, Jacob Derwig, Pierre Bokma

 

Sinopse: Em Amesterdão, durante a ocupação nazi, os irmãos banqueiros Walraven (Barry Atsma) e Gijs van Hall (Jacob Derwig), insatisfeitos com a situação ditatorial do país, decidem realizar um plano ousado: fundar uma resistência holandesa e sabotar a invasão alemã através de um exército recrutado de maneira ilegal em plena Segunda Guerra Mundial.

 

Critica: Ora aqui está uma obra cinematográfica que não sendo algo de extraordinário me satisfez por completo. É claro que a base histórica me encheu o gosto e fez com que esta aposta numa produção holandesa tivesse sido um tremendo “tiro  na mouche”.

 

O argumento deste “Bankier van het Verzet” está simplesmente divinal. Uma “delícia” para quem - como eu - aprecia uma boa história “quase” verídica da 2.ª Guerra Mundial. Muito especialmente se estivermos a falar de uma história onde a violência tem um papel quase que residual. O tremendo “senão” do argumento elaborado e trabalhado pelo realizador deste filme reside, tão-simplesmente, no triste facto de a determinada altura termos de lidar com um corte no desenrolar da história. Tal não afecta gravemente o filme dado que a trama continua e a recta final do dito é super interessante, mas bem que o tal corte poderia não ter existido.

 

Sobre o elenco pouco há a dizer. Nada há a apontar ao seu normal (normalíssimo em certos momentos) desempenho. Souberam desempenhar os seus papéis e contribuíram, desta forma, para que este filme acabasse – na minha perspectiva - por ser bem-sucedido.

 

Por último uma palavra de enorme apreço para os cenários e banda sonora. Os primeiros estão superiormente bem filmados e muito bem enquadrados com a época em que tudo se desenrola. No campo dos cenários é notório o extenso trabalho da equipa do realizador. Muito boa esta, também, a banda sonora que nos acompanha desde o princípio ao fim deste filme.

 

Concluindo; “Bankier van het Verzet” pode não ser uma produção cinematográfica brilhante mas por tudo o que escrevi merece o meu profundo e sincero destaque pela positiva.

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publicado às 23:04


Constantine

por Pedro Silva, em 09.09.18

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"Constantine"

TerrorFantasiaDrama - (2005)

Realizador: Francis Lawrence

Elenco: Keanu Reeves, Rachel Weisz, Shia LaBeouf, Djimon Hounsou

 

Sinopse: John Constantine (Keanu Reeves) é um experiente ocultista e exorcista, que literalmente chegou ao inferno. Juntamente com Angela Dodson (Rachel Weisz), uma policial cética, ele investiga o misterioso assassinato da irmã gémea dela, Isabel. As investigações levam a dupla a um mundo sombrio, em que precisam lidar com demónios e anjos malvados.

 

Critica; Está é aquela altura do ano em que mais vale ir ao “baú” buscar qualqier coisa (mesmo que antiga) do que ver a porcaria que vai sendo lançada. Foi o que fiz e confesso que não me arrependi. Já conhecia este “Constantine” de Francis Lawrence e confesso que embora não se trate de um filme fora de série, foi um prazer revê-lo.

 

O argumento de “Constantine” é o melhor que esta produção cinematográfica tem para nos oferecer. Interessante a forma como se trabalhou a fundo a questão religiosa e se aproveitaram muitas das crenças católicas. O resultado é um argumento muito interessante, cativante, lógico, nada “pesado” e, sobretudo” equilibrado em termos de violência e história. Quem dera a muitos do género poder apresentar um argumento como este.

 

Quanto ao elenco, se estão à espera que eu seja mais um entre muitos outros que teceram um rol de elogios ao trabalho de Keanu Revees em “Constantine” então esperam sentado porque sentados pode-vos fazer doer as costas. Não que o nosso “amigo” Reeves não tenha estado bem no desempenho do seu papel (é difícil ver este actor a trabalhar mal). Simplesmente acho que nesta produção de Francis Lawrence a verdadeira estrela é Rachel Weisz, a actriz que acaba por interpretar com brilhante mestria dois papéis.

 

O que também está muito razoável é a banda sonora que, tal como os cenários e respectiva filmagem, poderia estar bem mais original e, sobretudo, mais diversificada. Contudo tais aspectos até que se aceitam. Especialmente se tivermos em linha de conta o excelente trabalho levado a cabo pela equipa de efeitos especiais.

 

Em suma; tendo em consideração o actual estado de  coisas, “Constatine” tem a minha recomendação.

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publicado às 23:51


A Agente Vermelha

por Pedro Silva, em 01.06.18

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"Red Sparrow"

DramaMistérioThriller - (2018)

Realizador: Francis Lawrence

Elenco: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts

 

Sinopse: Dominika Egorova é muitas coisas: Uma filha dedicada e determinada a proteger sua mãe a todo custo; Uma bailarina excecional cuja competitividade forçou o seu corpo e mente até ao limite; Uma especialista em sedução e combate. Quando ela sofre uma lesão que põe fim à sua carreira, Dominika e sua mãe enfrentam um futuro sombrio e incerto.

 

Critica: Confesso que sou o primeiro a desconfiar de uma produção cinematográfica altamente publicitada. E, mais uma vez, comprova-se esta minha desconfiança pois este “A Agente Vermelha” de Francis Lawrence é um fiasco. Trata-se de um filme com bastante potencial, mas as ideias pré concebidas são de tal ordem que este acaba por ser uma banalidade. No fundo, “A Agente Vermelha” acaba por ser algo que feito para alimentar as mentes mais fraquitas dos USA.. Existem séries (The Americans por exemplo) que exploram muito melhor e mais eficazmente a ideia base desta pobre produção cinematográfica de Francis Lawrence.

 

A trama que serve de base ao argumento deste “A Agente Vermelha” até que é interessante. Tal como a sua reviravolta final. Mas o “miolo” (que é como quem diz, o “grosso” da história) é, na sua crassa maioria, preconceituoso, desrespeitoso para com a capacidade intelectual do espectador e enfadonhamente chato (para não dizer que padece de uma falta de originalidade atroz). Esta coisa de que os Norte-americanos sãos uns Anjinhos e os Russos uns Demónios “já não cola”. Pelo menos para quem tem dois dedos de testa e sabe separar o trigo do joio. Temos então que o argumento de “A Agente Vermelha” tem uma boa base de trabalho, recorre á fundamentação histórica mas no essencial este transforma-se rapidamente numa história da carochinha. Pior do que isto só mesmo os “mega chatos” argumentos dos filmes do James Bond.

 

O elenco não está muito melhor do que o argumento. Confesso que gosto de ver Jennifer Lawrence a trabalhar, mas não vou dizer que a actriz esteve bem no desempenho do seu papel. A culpa não é sua. É antes de quem a mandou fazer a figura que faz durante o filme. A ideia com que fiquei é que o realizador Francis Lawrence apostou em grande na aparência da protagonista principal do que naquilo que é a razão de ser do cinema. Tal explica os momentos em que vemos Jennifer a murmurar qualquer coisa para quem está contracenar com ela no grande ecrã. E tal também explica, com certeza, a pobreza franciscana do restante elenco. Mau. Muito mau mesmo!

 

Os cenários e a banda sonora costumam “salvar a honra do Convento”, mas não neste “A Agente Vermelha”. Cenários mal filmados e pouco – ou nada! – diversificados. Muita confusão entre momentos, o que dificulta (ainda mais) a compreensão de uma história que é complexa no pior sentido. E nem vou aqui fazer referência ao exagero das cenas com pica luz… E dar pela Banda Sonora é que é uma tarefa, digamos, complicada.

 

Em suma; até que gostaria de recomendar este “A Agente Vermelha” por causa da sua excelente base histórica, mas não o posso fazer. Jennifer Lawrence merecia mais. Muito mais do que algo altamente publicitado que passa a imagem de algo que não é.

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publicado às 18:19


Aniquilação

por Pedro Silva, em 25.03.18

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"Annihilation"

AventuraDramaFantasia - (2018)

Realizador: Alex Garland

Elenco: Natalie Portman, Jennifer Jason Leigh, Gina Rodriguez

 

Sinopse: Uma bióloga (Natalie Portman) se junta a uma expedição secreta com outras três mulheres em uma região conhecida como Área X, um local isolado da civilização onde as leis da natureza não se aplicam. Lá, ela precisa lidar com uma misteriosa contaminação, um animal mortal e ainda procura por pistas de colegas que desaparecem, incluindo seu marido (Oscar Isaac).

 

Critica: Ora aqui está algo que Hollywood rejeitou liminarmente (a falta de capacidade de encaixe do Norte-americano comum dá nisto) que a NETFLIX em boa hora aproveitou. “Aniquilação” de Alex Garland não é uma obra de arte, mas tem a capacidade de nos colocar a pensar e quando este objectivo é o pretendido pelo seu Realizador então estamos, forçosamente, perante um bom filme.

 

Há quem, diga que o argumento deste “Aniquilação” é algo “pesado”. Pessoalmente não achei que tal seja assim. É um facto que se trata de um argumento cuja “degustação” não é propiamente fácil dado que são alguns os momentos em que a história “trava”, cortando – quase que por completo – com a acção do momento e esta técnica nem sempre é apreciada por todos, mas se tomarmos o argumento desta produção cinematográfica de Alex Garland pelo seu todo, facilmente verificamos que este é mesmo muito bom. “Aniquilação” é Algo que tem “cabeça, tronco e membros”. Algo que se aproveita e que passa uma clara e inequívoca mensagem.

 

O elenco deste filme teve um trabalho bem complicado pela frente. Isto porque a cada personagem cabia a tarefa de passar uma mensagem diferente. Pessoalmente não desgostei do trabalho das actrizes. Estiveram bem, se bem que me pareceu que Natalie Portman poderia ter estado bem melhor dado o seu histórico no Mundo da Sétima Arte.

 

As partes que mais gostei de ver neste “Aniquilação” foram os cenários (os respectivos efeitos especiais) e a banda sonora. São de uma excelência atroz! Os cenários até que são pouco diversificados, mas estão muito bem enquadrados à história que o Realizador nos quer contar. Claro que para tal a Banda Son9ora também ajuda muito. Assim como os fabulosos efeitos especiais.

 

Em suma; “Aniquilação” de Alex Garland tem a minha forte recomendação.

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publicado às 23:55


A Hora Mais Negra

por Pedro Silva, em 03.03.18

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"Darkest Hour"

BiografiaDramaHistória - (2017)

Realizador: Joe Wright

Elenco: Gary Oldman, Ben Mendelsohn, Kristin Scott Thomas

 

Sinopse: Com a Grã-Bretanha à beira de perder a guerra para a Alemanha, Winston Churchill sofre pressão para fazer um acordo com Hitler para estabelecer o estado como parte do território do Terceiro Reich, mas resiste à pressão.

 

Critica: Confesso que não me vou alongar muito na crítica a este “A Hora Mais Negra” de Joe Wright. O filme está muito bom, mas está longe de ser sublime. Contudo este é, sem sombra de qualquer dúvida, uma excelente biografia onde somos “brindados” com uma interpretação notável do actor Gary Oldman.

 

O argumento que Joe Wright escolheu para a sua produção cinematográfica pareceu-me um tudo ou nada aborrecido. Espacialmente na carga dramática que este procurou implementar para que não acabemos a assistir a um documentário. Confesso que a temática não dava para muito mais, mas entregar a qualidade e interesse do filme à brilhante prestação de um actor parece-me manifestamente pouco para um Realizador. A história até que “arranca” bem dado que Joe Wright procurou captar a “politiquice” houve na altura em torno do avanço dos alemães na Europa, mas este interesse vai desparecendo de uma forma gradual até ao momento em que a personagem incita o sue4 Povo à luta pela sua liberdade (mais do mesmo). Tal é perfeitamente compreensível, é um facto, mas bem que poderia ter sido um tudo ou nada mais bem trabalhado.

 

No elenco é que reside a “+pedra chave” deste “A Hora Mais Negra”. Gary Oldman é Winston Churchill! O restante elenco é “paisagem” que está ali para somente para tornar ainda maior e extraordinário o trabalho de Gary Oldman.

 

Nos cenários e banda sonora deixo aqui um enorme elogio a este trabalho de Joe Wright dado que os cenários estão impecavelmente filmados. Genial a preocupação do Realizador em criar ao pormenor todo os cenários da época em que tudo se desenrola. O mesmo digo da banda sonora que está excelente.

 

Em suma; “A Hora Mais Negra” de Joe Wright tem a minha recomendação.

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publicado às 23:11


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