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Aniquilação

por Pedro Silva, em 25.03.18

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"Annihilation"

AventuraDramaFantasia - (2018)

Realizador: Alex Garland

Elenco: Natalie Portman, Jennifer Jason Leigh, Gina Rodriguez

 

Sinopse: Uma bióloga (Natalie Portman) se junta a uma expedição secreta com outras três mulheres em uma região conhecida como Área X, um local isolado da civilização onde as leis da natureza não se aplicam. Lá, ela precisa lidar com uma misteriosa contaminação, um animal mortal e ainda procura por pistas de colegas que desaparecem, incluindo seu marido (Oscar Isaac).

 

Critica: Ora aqui está algo que Hollywood rejeitou liminarmente (a falta de capacidade de encaixe do Norte-americano comum dá nisto) que a NETFLIX em boa hora aproveitou. “Aniquilação” de Alex Garland não é uma obra de arte, mas tem a capacidade de nos colocar a pensar e quando este objectivo é o pretendido pelo seu Realizador então estamos, forçosamente, perante um bom filme.

 

Há quem, diga que o argumento deste “Aniquilação” é algo “pesado”. Pessoalmente não achei que tal seja assim. É um facto que se trata de um argumento cuja “degustação” não é propiamente fácil dado que são alguns os momentos em que a história “trava”, cortando – quase que por completo – com a acção do momento e esta técnica nem sempre é apreciada por todos, mas se tomarmos o argumento desta produção cinematográfica de Alex Garland pelo seu todo, facilmente verificamos que este é mesmo muito bom. “Aniquilação” é Algo que tem “cabeça, tronco e membros”. Algo que se aproveita e que passa uma clara e inequívoca mensagem.

 

O elenco deste filme teve um trabalho bem complicado pela frente. Isto porque a cada personagem cabia a tarefa de passar uma mensagem diferente. Pessoalmente não desgostei do trabalho das actrizes. Estiveram bem, se bem que me pareceu que Natalie Portman poderia ter estado bem melhor dado o seu histórico no Mundo da Sétima Arte.

 

As partes que mais gostei de ver neste “Aniquilação” foram os cenários (os respectivos efeitos especiais) e a banda sonora. São de uma excelência atroz! Os cenários até que são pouco diversificados, mas estão muito bem enquadrados à história que o Realizador nos quer contar. Claro que para tal a Banda Son9ora também ajuda muito. Assim como os fabulosos efeitos especiais.

 

Em suma; “Aniquilação” de Alex Garland tem a minha forte recomendação.

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publicado às 23:55


A Hora Mais Negra

por Pedro Silva, em 03.03.18

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"Darkest Hour"

BiografiaDramaHistória - (2017)

Realizador: Joe Wright

Elenco: Gary Oldman, Ben Mendelsohn, Kristin Scott Thomas

 

Sinopse: Com a Grã-Bretanha à beira de perder a guerra para a Alemanha, Winston Churchill sofre pressão para fazer um acordo com Hitler para estabelecer o estado como parte do território do Terceiro Reich, mas resiste à pressão.

 

Critica: Confesso que não me vou alongar muito na crítica a este “A Hora Mais Negra” de Joe Wright. O filme está muito bom, mas está longe de ser sublime. Contudo este é, sem sombra de qualquer dúvida, uma excelente biografia onde somos “brindados” com uma interpretação notável do actor Gary Oldman.

 

O argumento que Joe Wright escolheu para a sua produção cinematográfica pareceu-me um tudo ou nada aborrecido. Espacialmente na carga dramática que este procurou implementar para que não acabemos a assistir a um documentário. Confesso que a temática não dava para muito mais, mas entregar a qualidade e interesse do filme à brilhante prestação de um actor parece-me manifestamente pouco para um Realizador. A história até que “arranca” bem dado que Joe Wright procurou captar a “politiquice” houve na altura em torno do avanço dos alemães na Europa, mas este interesse vai desparecendo de uma forma gradual até ao momento em que a personagem incita o sue4 Povo à luta pela sua liberdade (mais do mesmo). Tal é perfeitamente compreensível, é um facto, mas bem que poderia ter sido um tudo ou nada mais bem trabalhado.

 

No elenco é que reside a “+pedra chave” deste “A Hora Mais Negra”. Gary Oldman é Winston Churchill! O restante elenco é “paisagem” que está ali para somente para tornar ainda maior e extraordinário o trabalho de Gary Oldman.

 

Nos cenários e banda sonora deixo aqui um enorme elogio a este trabalho de Joe Wright dado que os cenários estão impecavelmente filmados. Genial a preocupação do Realizador em criar ao pormenor todo os cenários da época em que tudo se desenrola. O mesmo digo da banda sonora que está excelente.

 

Em suma; “A Hora Mais Negra” de Joe Wright tem a minha recomendação.

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publicado às 23:11


Land of Mine

por Pedro Silva, em 17.02.18

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"Under sandet"

DramaHistóriaGuerra - (2015)

Realizador: Martin Zandvliet

Elenco: Roland Møller, Mikkel Boe Følsgaard, Laura Bro

 

Sinopse: Um grupo de jovens alemães prisioneiros de guerra são feitos inimigos de uma nação, onde eles são agora obrigados a cavar 2 milhões de minas terrestres com as suas próprias mãos.

 

Critica: Começo a gostar cada vez mais destas produções extra Hollywood. Tem sido aposta ganha esta minha odisseia por filmes estrangeiros sobre uma matéria que o universo norte-americano adora exagerar (para o seu lado, obviamente). Este germânico “Under sandet” é, sem sombra de qualquer dúvida, algo que dá gosto ver e rever.

 

O argumento que Martin Zandvliet escolheu para a sua produção cinematográfica é fantástico. Este versa sobre uma faceta do 2.º Guerra Mundial que praticamente ninguém fala ou opina. Acredito que na Alemanha esta parte da história seja bem conhecida, mas para quem está do lado dos vencedores é muito interessante ver o que passaram os alemães no final da dita guerra. Se lhe juntarmos uma excelente e bem doseada carga dramática, eis que temos aquilo que em apetece apelidar de argumento de luxo.

 

O elenco é bom. Muito bom. Mas é bom pelo seu todo e não por causa do desempenho de a ou b. A rigidez e extrema riqueza do argumento assim o exigem. Se porventura algum dos elementos que compõem este - curto - elenco fosse mais “fraquito”, a qualidade do filme desceria muito. A história exigiu alguns dos melhores da sétima arte da Alemanha e estou perfeitamente convencido de que Martin Zandvliet procurou seguir tal nesta sua produção.

 

Os cenários e banda sonora é que poderiam estar um tudo ou nada melhor. É um facto que a banda sonora não tem aqui um papel muito importante, mas também não era preciso “apaga-la do mapa”. Os cenários embora muito pouco diversificados poderiam estar um tudo ou nada mais bem explorados no que à sua filmagem diz respeito (especialmente na fase final do filme).

 

Em suma; “Under sandet” tem a minha alta recomendação. Vejam, apreciem e aprendam algo com ele pois vale sempre a pena conhecer os dois lados de um conflito

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publicado às 23:55


Kongens Nei

por Pedro Silva, em 21.01.18

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"A escolha do Rei"

DramaHistóriaGuerra - (2016)

Realizador: Erik Poppe

Elenco: Jesper Christensen, Anders Baasmo Christiansen, Odd-Audor Bentsen, Anders Vegdal Bjerke

 

Sinopse: Na dia 9 de abril de 1940, os soldados alemães chegam à cidade de Oslo. O rei da Noruega enfrenta uma escolha que vai mudar seu país para sempre.

 

Critica: Por vezes é uma excelente ideia sair do circuito fechado do cinema norte-americano para experimentar algo diferente. E ao fazermos tal coisa corremos o sério risco de darmos de caras com um filme que nos surpreende pela positiva. E foi exactamente isto que me aconteceu com este filme norueguês que tem o pomposo título de “Kongens Nei”. Uma excelente reconstituição, com algum drama à mistura, de tudo o que aconteceu na Noruega no princípio da 2.ª Guerra Mundial. “Kongens Nei” coloca também a nu a forma como os alemães lidavam com as relações internacionais na altura e com o regime de Hitler tratava a sua oposição interna. Um excelente filme!

 

Erik Poppe criou um argumento que faz deste “Kongens Nei” algo de muito agradável de se seguir. Sem fugir, uma vez que fosse, à realidade dos factos que ocorreram na altura em que a história se desenrola, o realizador norueguês teve a enorme capacidade de colocar a necessária carga dramática em cima da história que o seu povo viveu na altura e que este tão bem retrata no seu filme. Toda a vivência da família real, os seus anseios, as suas indecisões, a revolta, as curiosidades em torno da questão do momento e tudo o mais estão presentes num argumento capaz de fazer corar muito artista “hollywoodiano”.

 

O elenco teve uma prestação ímpar. Não tenho um único senão a apontar a todos eles. Parabéns a todos pelos fantásticos desempenhos. Já os que tiveram um papel secundário bem que poderiam ter mostrado um pouco mais de naturalidade em certas cenas (especialmente nas de combate).

 

Os cenários bem que poderiam, e deveriam, estar mais bem filmados. Em certos momentos parece que estamos a ver uma espécie de vídeo amador. Tal não seria um grande problema se houvesse mais abundância no que a este aspecto diz respeito. Valha-nos a banda sonora, o argumento e o desempenho do elenco para não se dar grande importância a esta lacuna.

 

Em suma; “Kongens Nei” tem a minha alta recomendação.

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publicado às 23:55


It

por Pedro Silva, em 12.01.18

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"It"

AventuraDramaTerror - (2017)

Realizador: Andy Muschietti

Elenco: Jaeden Lieberher, Bill Skarsgård, Jeremy Ray Taylor

 

Sinopse: Quando as crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, no Maine, as crianças do bairro unem-se para atacar Pennywise, um palhaço malvado, cuja história de assassinato e violência remonta há séculos.

 

Critica: Pelos vistos Hollywood agora é isto; muito marketing e qualidade zero. Confesso que parti para este tal de “It” com as expectativas elevadas (tal foi a publicidade que lhe fizeram), mas esta minha aposta revelou ser infeliz. Muito infeliz. Andy Muschietti preocupou-se mais em passar a constante e pachorrenta mensagem de que virão aí mais “It” num futuro que espero que não seja próximo do que em criar algo que honrasse as famosas American Horror Stories.

 

O problema deste novo “It” reside, essencialmente, no seu argumento. Pobre, pobrezinho e cheio de clichés à moda dos States. Tenho para mim que argumento de filme de terror tem de ter conteúdo e, sobretudo, fazer sentido. Fazer de tudo para deixar o espectador cheio de interrogações depois de ver o dito filme não é bom. Tal retira muito do interesse da tão anunciada sequela.

 

No elenco reside um dos factores positivos de “It”. Claro que se pode dizer que o Realizador se limitou a pedir aos miúdos para serem eles mesmos, mas não terá sido nada fácil a interpretação dos papéis que couberam a cada um dos elementos do elenco. Isto porque a época em que tudo decorre é completamente diferente da actual.

 

O outro ponto - quase - positivo de “It” são os seus cenários que foram extraordinariamente bem filmados. E fico-me pelo quase porque mais lá para o fim existem demasiadas cenas escuras. Tudo o que é demais é erro e retira interesse ao espectador. Já os efeitos especiais estão engraçados mas bem que poderiam estar melhor qualquer coisinha.

 

Em suma; não recomendo esta nova versão de “It”. Hollywood que deixe o marketing de lado e volte a apostar no que de melhor tem dentro de si. Não é assim tão complicado.

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