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Falar demais é pecado

por Pedro Silva, em 18.06.18

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Começo por recordar os mais esquecidos de que Portugal optou em 76 pelo sistema constitucional semi presidencialista. E, para quem não sabe ou não quer saber, este sistema não dá, de forma alguma, poderes executivos ao Presidente da República. Dito de outra forma; ao contrário do que sucede em França (por exemplo) onde o Governo é liderado pelo Presidente da República tendo o Primeiro-ministro (e restantes elementos do executivo) de prestar contas directamente a este, em Portugal o Governo não tem de prestar contas ao Presidente da República. Apenas o tem de fazer quando o Presidente entenda que está em causa o interesse nacional e mesmo nestas situações o Presidente da República apenas pode dar orientações ao Governo que poderá – ou não – acatar as ditas. E, em jeito de complemento, o veto presidencial é muitas vezes acatado pela Assembleia da República e Governo por uma questão de bom relacionamento entre instituições dado que basta a estas duas figuras legisladoras insistir novamente com a sua intenção legislativa para que o Presidente da República seja quase que obrigado a promulgar o dito.

 

Ora tudo isto para aqui dizer que o Sr. Presidente da República Portuguesa, distinto Professor Marcelo Rebelo de Sousa, passa a muitos portugueses uma ideia completamente errada sobre o actual estado de coisas na política portuguesa. E com isto acaba por alimentar (intencionalmente e sem intenção) polémicas sem sentido. A última está relacionada, ora pois, com o próximo Orçamento de Estado. O último da actual Legislatura e que muitos dos nossos comentadores políticos anseiam ardentemente que a sua discussão seja polémica. Marcelo, com a sua mania de falar demais sobre tudo e mais alguma coisa, alimenta este mesmo anseio quando o que este deveria era antes apelar ao bom senso de todos para que não voltemos aos tempos conturbados de um triste passado “cavaquiano”.

 

Para além disto há que colocar em cima da mesa uma importante questão. O próximo Orçamento de Estado (repito, o último desta Legislatura) vai ser aprovado na Assembleia da República com os votos favoráveis de PS, PCP, BE e contra do CDS. A única dúvida quanto a esta temática é, tão simplesmente saber qual vai ser o posicionamento do PSD de Rui Rio dado que a mensagem política do actual líder do centro direita tem sido a de que os interesses do país estão à frente dos do partido que lidera.

 

Só não vê tal quem não quiser. É claro que tanto o Bloco de Esquerda como o Partido Comunista Português vão fazer o habitual “teatro” aquando a discussão do dito Orçamento. E é natural que o façam, pois estes têm linhas programáticas a seguir e eleitores a conquistar, mas daí à irritante postura de “Disciplinador” e de que está atento a tudo e mais alguma coisa que Marcelo tenta passar para o público em geral vai uma tremenda distância.

 

Falar demais é pecado. Tal como é pecado ser-se Humano quando os microfones e câmaras de televisão marcam presença. Mas isto é tema para outra conversa. Para já fico por aqui.

 

E já agora um aparte. Marcelo Rebelo de Sousa vai ser recebido por Donald Trump na Casa Branca. Espero sinceramente que o nosso Presidente da República não vá para lá com a sua “retórica” dos afectos… Trump despreza tudo e mais alguma coisa que esteja relacionada com tal e não perderá a oportunidade de rebaixar um Chefe de Estado de um Estado-membro da União Europeia que faz parte da zona euro.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (18/06/2018)

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publicado às 21:30


Prémio Nobel da Paz para Trump

por Pedro Silva, em 14.05.18

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Cada vez mais fico com a certeza absoluta de que a maioria da população Norte-americana se identifica com o seu grotesco Presidente. E cada vez menos percebo e pactuo com as teorias da conspiração que o Reino Unido se esforça por divulgar sendo que o fundamento de tal fica, invariavelmente, à porta da casa das instituições do aqui denunciante.

 

Isto tudo porque recentemente li uma declaração pública do actual Presidente sul coreano que defendia a entrega do prémio de Nobel da Paz a Donald Trump sob o fundamento de que o actual Presidente dos “States” é o autor supremo duma tal de pax romana na península coreana. Claro que percebo a posição de Moon Jae-in que - como representante de uma das partes belicistas que sempre promoveram o conflito - tem a necessidade de proferir este tipo de declarações, pois este sabe muito bem que o culto do ego (algo que era comumente utilizado pelos soviéticos) agrada, e de que maneira, a Trump e cidadãos norte americanos. Agora não se espere é que eu (e muitos outros) aceite tal declaração e a tome como minimamente razoável. A razão para tal é simples e só não a vê quem não quiser.

 

Desviemos por uns breves momentos os nossos olhares da península coreana onde a paz (que tudo indicia ser artificial e fruto da pressão chinesa) se está a instalar (será?) para o Médio Oriente. O que tem feito a administração Trump neste território nos últimos tempos?

 

Desde logo tomou partido por uma facção que quer, de uma forma astuta e traiçoeira, dominar a região não tolerando, de forma alguma, qualquer outra força dominante senão a sua. Para quem não percebeu, estou a referir-me, sem sombra de qualquer dúvida, à Arábia Saudita onde um príncipe herdeiro tem suado e abusado das patranhas e façanhas ao seu dispor para afastar quem está contra si (seja este seu familiar ou não).

 

Saindo do mundo árabe, eis que damos logo de caras com mais uma tremenda façanha Trump. Refiro-me, sem mais nem quê, ao apoio cego e incondicional que os Estados Unidos da América dão a Israel. Israel é um Estado soberano que tem o cabal direito à sua existência desde que dentro dos normais padrões da sã convivência e respeito mútuo. Coisas Benjamin Netanyahu, actual Primeiro-ministro de Israel, já deu mostras de não querer cumprir em nome do controle da região. Escusado será dizer o quão positivo é para a manutenção da Paz no Mundo e na região a recente mudança da Embaixada dos USA para Jerusalém. Uma decisão made in Donald Trump que tem o apoio incondicional dos seus concidadãos por - vejam lá! – “se tratar de um político que cumpre as suas promessas” (frase de uma cidadã norte americana).

 

Para último deixei a última grande obra pacifista de Donald: a guerra aberta com o Irão.

 

Ora face ao sucedido muitos dos aliados dos Estados Unidos deram e entender que irão manter a cooperação internacional com o Irão no que à não proliferação das armas nucleares dizem respeito, isolando, desta forma, Donald Trump nesta sua cruzada pela Paz no Médio Oriente. O facto de a decisão de Trump poder iniciar uma corrida ao armamento nuclear (foi o actual Governante da Arábia Saudita quem disse tal) é somente um pormenor que a academia sueca que atribui o galardão de Nobel da Paz não deve ter em linha de conta.

 

Em suma; Prémio Nobel da Paz para Trump. O resto é conversa.

 

Tal como é conversa a tremenda opressão espanhola na Catalunha. Um não assunto que deveria envergonhar qualquer cidadão europeu. Mas a este tal não assunto regressarei quando me for oportuno.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (14/05/2018)

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publicado às 21:30


A história não se repete?

por Pedro Silva, em 16.04.18

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José Pacheco Pereira, conhecido historiador e comentador político da nossa Praça, disse publicamente que a história nunca se repete. Ora face ao que aconteceu recentemente na Síria, apetece-me perguntar a Pacheco Pereira se acredita mesmo que a história nunca se repete.

 

E coloco tal questão porque a forma como França. Estados Unidos da América e Inglaterra resolveram intervir numa questão grave (suposta utilização de armas químicas na Síria), cujos factos estão (e se calhar continuarão) por provar, faz recordar os sórdidos tempos em que um conjunto de aliados resolveu levar a cabo a invasão unilateral de um Estado soberano sob o pretexto de uma ameaça que o Mundo veio a saber - muito mais tarde - que não passava da criativa imaginação de um programador de simuladores de guerra.

 

A pequena grande diferença entre o sucedido no Iraque no passado e com a Síria no presente não é aquela ideia de que “só fomos ali dar umas bastonadas à malta para impor a ordem e nada mais”. Esta foi a mensagem que Emmanuel Macron, actual Presidente francês, fez passar e que a Comunicação Social e um vasto número de comentadores fizeram eco naquela de que “uma mentira contada muitas vezes se torna verdade”.

 

Macron deveria saber que tudo o que diz e faz se deve pautar pela extrema cautela e responsabilidade. Mas não o fez e, pelos vistos, este terá, inclusive, sido o orgulhoso autor moral de um ataque unilateral ao território sírio feito à revelia de toda e qualquer legislação internacional com base no famoso pretexto do “porque sim”.

 

Acredito que esta postura de Macron se tenha devido - talvez – ao facto de este ter faltado às aulas de História em que os alunos e alunas aprendem que a Síria já deixou de ser uma colónia francesa há umas largas décadas. Mas o Presidente francês está ainda a tempo de aprender que a França já não tem um vasto império colonial (tal como a Inglaterra) e que os Estados Unidos da América não são os “Donos disto Tudo”.

 

Voltando “à vaca fria”, bem vistas as coisas, o pretexto e Modus Operandi (MO) deste perigoso e populista “trio” de líderes ocidentais (Macron, May e Trump) é exactamente o mesmo dos aliados de 2003 até porque, salvo prova em contrário, ainda não se sabe quem foi que lançou o suposto ataque químico numa cidade e região que as tropas de Bashar al-Assad tinham acabado de libertar das mãos das forças rebeldes.

 

Dito de uma forma mais simplista, o que aconteceu na Síria em 2018 foi, sem tirar nem por, o mesmo que aconteceu no Iraque em 2003.

 

Portanto, ao contrário do que diz Pacheco Pereira, a história repete-se. O que não se repete são as consequências da sua repetição.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra

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publicado às 21:30


Cortinas de fumo

por Pedro Silva, em 03.04.18

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Há um assunto que parece ter passado – muito – ao lado da Comunicação Social e demais comentadores. O Reino Unido e a União Europeia já chegaram a acordo sobre os variadíssimos pontos do Brexit. Agora resta ao Parlamento Europeu a análise do documento e votar a favor ou contra o dito. Este seria um tema que, na minha opinião, deveria ter merecido um largo e extenso debate por esta Europa fora. E não é necessário ser-se um licenciado em Ciência Política para se perceber porquê razão afirmo tal. Contudo o assunto que dominou os jornais e televisões de toda uma Europa foi o caso Skrypal. Um não assunto que, na minha modesta opinião, serviu para que não se falasse mais do Brexit nem daquilo que poderá ter sido (ou não) acordado entre as partes envolvidas na sua negociação.

 

E porque razão considero o caso Skrypal um não assunto? Simples. Para mim aquela tese de quem acusa, prova é uma regra de ouro para a qual não admito qualquer tipo de execpção. A verdade é que a Inglaterra da Sra. May acusa a Rússia de Putin de ter atentado contra a vida do ex-espião russo e a sua filha, mas até ao presente o Executivo de Theresa May ainda não apresentou uma única prova que fundamente esta sua acusação. Falamos de um caso que está ainda em investigação e que, inclusive, já sofreu uma esperada reviravolta porque o Kremlin afirmou ter sido de todo impossível que o seu cidadão tenha sido envenenado em plena praça pública sem que tal tenha afectado muitas outras pessoas. Tal acabou por ser confirmado pelas autoridades britânicas que investigam o caso. Alias, após este “pequeno” volte-face da investigação, o assunto Skrypal deixou de ter o peso mediático que tinha… Coincidências? Não acredito muitas nelas, mas que as há, há.

 

Para além de tudo o que expus até aqui existe ainda o triste teatro internacional onde coabitam actores e actrizes de duvidosa qualidade que pactuam com a cortina de fumo lançada pelo Executivo liderado pela Sra. May. Convém alertar os mais distraídos que a Europa Central e do Norte têm uma clara e manifesta dependência do gás proveniente da Rússia, pelo que não se deve esperar que países como a Alemanha, Bélgica, Holanda, França, Ucrânia e outros se entreguem de corpo e alma à tal de “Guerra Fria” da Sra. May. Lá para o Norte e Centro do Velho Continente o Inverno costuma ser um tudo ou nada complicado de se “digerir”. Estamos na primavera, pelo que se compreende esta “posição de força” que culminou na expulsão dos diplomatas russos dos seus territórios. Estivéssemos nós no outono e a coisa teria sido muito diferente. E já está a ser diferente! A Sra. Merkel assinou recentemente um documento onde dá autorização para a construção do gasoduto entre a Alemanha e a Rússia através do Báltico.

 

Ah, pois, resta ainda a posição de “força” dos Estados Unidos da América. Dirão alguns leitores e leitoras críticos desta minha opinião. Sucede porém que a posição de Donald Trump perante tudo isto acaba por ser a normal tendo em conta as polémicas que se tentam “fabricar” para justificar o amor inqualificável que uma crassa maioria dos norte-americanos sente pelo seu actual Presidente.

 

Por tudo isto, e mais alguma coisa, apenas me apetece sugerir à Sra. May que deixe de recorrer às cortinas de fumo e demonstre à Europa e Mundo que isto do «Keep Calm and Carry On» se aplica ao Brexit.

 

Uma nota final sobre o que se vai passando na Catalunha.

 

Não é nada que eu não estivesse à espera e que já não tivesse aqui feito referência. Sempre disse (e mantenho) que o problema sempre foi o de Madrid não reconhecer um acto eleitoral que não seja do seu agrado, mas cá por Portugal perdemos muito tempo e energias a discutir o supérfluo em vez de nos centrarmos naquilo que realmente interessa. Como tal não me vou alongar muito mais sobre a temática. Apenas desejo que os catalães não cheguem ao ponto terminal em que estando encostados à parede não tenham outra opção senão seguir violentamente em frente.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (02/04/2018)

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publicado às 16:00


Não me tomem por parvo

por Pedro Silva, em 26.03.18

imagem crónica RS.jpg 

A recente polémica em torno da “fuga de dados” dos utilizadores da rede social facebook deve alarmar qualquer um. Tal situação é preocupante e é – mais um – sinal de que isto do “big brother” é algo com o qual nós, cidadãos, não devemos pactuar. Já diz o ditado que “cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém”, daí que nunca são demais os maciços alertas aos utilizadores das redes sociais (facebook inclusive) de que devem ter muita ponderação naquilo que publicam.

 

Algo de completamente diferente de tudo o que expus anteriormente, é políticos e comentadores (públicos e anónimos) se servirem da problemática das redes sociais para tentarem justificar o injustificável de que a culpa morre sempre solteira. Uma árvore por si só não faz uma floresta. O mesmo tipo de raciocínio se aplica ao facebook e afins. Por muito que se diga e escreva, a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos da América, o avanço do populismo a nível mundial, a falência do centro nas Democracias europeias (e não só) e o aumento preocupante de facções extremistas não se deve, em exclusivo, ao facebook.

 

Claro que o facebook pode ajudar - e ter ajudado - a que muito daquilo que classificamos de negativo seja uma realidade, mas este está longe de ser a única razão de tudo o que está mal no Mundo. Tomemos como exemplo as últimas eleições presidenciais norte-americanas. Quem era a oposição a Donald Trump? Um vazio! Num país abalado por um fortíssima crise financeira que destruiu lares e empregos, Hillary Clinton era a opositora ao discurso populista de Trump. É bom que todos nos recordemos de que Hillary fez uma campanha eleitoral medonha que se baseava, quase em exclusivo, na “resposta torta” às provocações infantis de Trump. Para mais Hillary fez parte da administração Obama onde teve a oportunidade de nada ter feito. E durante o período eleitoral o que não faltou no facebook foi campanha suja e contra informação a favor da candidatura de Hillary!

 

Ora face a tudo isto, será que foi somente o facebook (e as ainda por provar intromissões da Rússia de Putin, já agora) que influenciou o resultado eleitoral dos “States” que fez de Donald Trump o seu actual Presidente?

 

Na Europa (e não só) a lógica é exactamente a mesma. Procurar servir-se do facebook para justificar o crescimento dos movimentos populistas, a tremenda barafunda política que alguns países europeus estão a enfrentar na feitura dos seus Governos e – não podia deixar de ser - o Brexit é de uma desonestidade intelectual sem precedentes. Seguir tal linha de pensamento é o mesmo que se utilizar uma borracha de má qualidade para se apagar o que de tão mau se fez nos últimos penosos quatros anos.

 

É certo e sabido que como resposta à grave crise financeira que assolou todo um planeta, a Europa seguiu uma cega e brutal política de austeridade cuja principal (e única) consequência foi a de se fazer vingar o pensamento - populista - de que os Povos do Norte sustentam os Povos preguiçosos e adoradores do Deus Baco do Sul! O Brexit, por exemplo, é uma consequência directa de tudo isto e não somente do facebook. O mesmo se pode dizer da falência do centro na política europeia e do crescimento, deveras preocupante, de movimentos e partidos extremistas.

 

Por tudo isto (e mais alguma coisa), não me tomem por parvo. O facebook é, por si só, responsável por muita coisa que está mal no Mundo, mas não venham fazer crer que este é como a culpa que morre solteira.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra

 

NOTA: Foi-me de todo impossível ver o Portugal x Holanda de hoje, pelo que me será - também - de todo impossível fazer o comentário da dita partida. Agradeço a vossa compreensão.

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publicado às 21:30



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