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Há dias assim…

por Pedro Silva, em 03.02.19

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imagem retirada de zerozero

 

È um facto que no futebol dias existem em que por muito que se trabalhe não se alcança o objectivo primordial que é vencer. Resumidamente foi isto que aconteceu hoje no Estádio Afonso Henriques onde vi um Futebol Clube do Porto a dar tudo o que podia dar em campo diante de uma equipa do Vitória Sport Clube que se preocupou, quase que exclusivamente, em dar tudo por tudo pelo empate. Para mais os vitorianos contaram com a preciosa ajuda de um Douglas super inspirado que defendeu tudo e mais alguma coisa… isto quando o azar não batia à porta do ataque portista que via os remates a baterem na trave da baliza vitoriana.

 

Face ao que já aqui escrevi, será que se pode criticar este empate a zero bolas em Guimarães?

 

Em parte acredito que não. Contudo há que ver o sucedido de outro prisma. É que me pareceu que Sérgio Conceição não conseguiu dar a volta a um jogo que foi muito complicado para os Dragões. Especialmente do ponto de vista táctico dado que Luís Castro montou um onze que, praticamente, “aprisionou” o ataque compulsivo do FC Porto. Até se me atrevo a dizer que Sérgio pouco – ou nada – arriscou no sentido de vencer esta partida. E fico sem perceber a razão que levou a que Yacine Brhimi tivesse sido substituído por Otávio… Uma partida em que a equipa da casa estava “fechadinha” na sua área exigia a técnica e irreverência do argelino. Contudo Sérgio Conceição preferiu apostar num atleta que regressou há pouco tempo de uma lesão prolongada…

 

Agora não há volta a dar. Esta foi uma jornada em que o SL Benfica venceu e aproveitou o empate dos portistas na cidade berço, mas nada nos garante que na próxima jornada os papéis não se invertam. Muito mais importante qu do que estar agora a apontar o dedo a isto ou aquilo é o Futebol Clube do Porto dar uma resposta positiva já na próxima jornada. O adversário não é “pêra doce” e Moussa Marega parece que vai ficar fora de jogo por muito tempo, mas se o Futebol Clube do Porto jogar aquilo que sabe e pode acredito que vencerá em Moreira de Cónegos. A Liga NOS é uma maratona e não uma prova dos cem metros.

 

MVP (Most Valuable Player): Douglas. Uma “parede intransponível”. Hoje o Guarda-redes do Vitória SC esteve simplesmente divinal tendo defendido tudo e mais alguma coisa. A ver vamos se o Guardião brasileiro se lembra de manter esta boa forma quando a equipa de Luís Castro receber o SL Benfica e SC Braga…

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse em definitivo para o seu lado.

 

Arbitragem:   Rui Costa acertou nos lances mais complicados da primeira parte, com destaque o lance em que Pedro Henrique corta a bola com a cabeça na área. Na segunda parte fica a ideia de que Óliver faz mão num corte quando já tinha amarelo, mas é um lance complicado de analisar e por isso aceita-se. Análise e opinião de Igor Gonçalves (jornalista do site zerozero).

 

Positivo: Futebol de ataque. Embora tendo faltado a eficácia, deu gosto ver o futebol de ataque da equipa portista. Assim vale a pena ver futebol não obstante a equipa adversária ter tido como prioridade a conquista do “pontinho”.

 

Negativo: Violência nas bancadas. Futebol é espéctaculo pelo que é inaceitável que nos tempos que correm haja ainda quem vá ao estádio para provocar estragos e desacatos.

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publicado às 22:24


Apesar de tudo era escusado

por Pedro Silva, em 02.12.18

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imagem retirada de zerozero

 

Começo, desde já, por dizer que me pareceu manifestamente escusado o Futebol Clube do Porto ter hoje passado pelo tremendo sofrimento que passou em pleno Estádio do Bessa. Especialmente se tivermos em linha de conta que a equipa de Jorge Simão só tinha um único objetivo: empatar!

 

Diga-se o que disser, a verdade é que este Boavista Futebol Clube de Jorge Simão (cujo ódio latente e expresso aos azuis e brancos é algo difícil de se explicar) tinha como missão tudo fazer para prejudicar as contas da equipa vizinha na corrida pela renovação do título de campeão. Só assim se percebe, de facto, a frustração bem visível de toda a equipa axadrezada (jogadores e equipa técnica). Por perceber fica a razão de tal dado que o grande objectivo da equipa do Bessa na liga NOS é o de tentar evitar a zona de descida e não o de levar a cabo uma espécie de “guerra santa” contra o seu “rival” das Antas sempre que o defronta. Há coisas que não se entendem.

 

Aproveitando a deixa do parágrafo anterior, o que também não se entende é o onze inicial que Sérgio Conceição escolheu para esta partida. Falamos de uma partida que todos sabiam que a equipa da casa ia tudo fazer (inclusive distribuir porrada por tudo quanto equipava de azul e branco) para que o nulo imperasse ao fim dos noventa e poucos minutos. Como tal até que percebo a ideia de se colocar Jesús Corona a fazer todo o flanco direito da equipa portista dado que o Boavista nunca atacou - conto pelos dedos de uma só mão as oportunidades de golo da equipa da casa durante todo o jogo - mas ao ter feito tal, Sérgio Conceição retirou profundidade ao ataque da equipa azul e branca que só tinha Marega a lutar contra toda a acérrima linha defensiva do Boavista.

 

Yacine Brahimi, Óliver Torres e Ótavio eram sempre “engolidos” pelo meio campo da equipa da casa (Herrera não esteve lá a fazer nada), pelo que não havia um fio de jogo ou algo que fizesse com que o FC Porto dominasse um jogo que o adversário não queria vencer. O pontapé para a frente e o apelo à eficácia nos lances de bola parada foram, quase sempre, a aposta forte deste FC Porto que ia dando cada vez mais ânimo e coragem a um Boavista sarrafeiro e maldoso.

 

Tal forma de estar por parte dos Dragões perante uma equipa axadrezada que apostava - sempre! - no bloco baixo, só não redundou em “suicídio” porque quis a sorte que Hernâni (na tal fase de desespero que caracteriza esta equipa de Sérgio Conceição) marcou o golo que deu os três pontos aos Dragões e a consolidação de uma liderança que poderia – por culpa própria - ter sido colocada sob forte pressão-

 

Já aqui o disse e repito, não gosto do 4x4x2 super ofensivo que o Futebol clube do porto utiliza nas probas nacionais (prefiro o racional 4x3x3 da Champions), mas admito perfeitamente a sua eficácia. Especialmente tendo em consideração que no nosso campeonato 99% das equipas joga da mesma forma que a equipa do Bessa quando defronta o FC Porto. Sérgio Conceição sabia de tal (se não sabia, já devia saber), pelo que fico claramente com a ideia de que isto era, efectivamente, escusado.

 

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Foi deveras complicado olhar opara a exibição de hoje do conjunto azul e branco e tentar perceber quem se destacou – pela positiva - dos demais. Atribuo o MVP deste jogo ao defesa central Felipe pelo que fez nas poucas vezes em que o Boavista tentou incomodar Casillas e por nos lances de bola parada este ter tentado, sem sucesso, marcar o golo que poderia ter ditado um jogo bem mais fácil para os azuis e brancos.

 

Chave do Jogo: É óbvio para todos que esta só apareceu aos 90´+5, altura em que Hernâni aproveitou um ressalto na área axadrezada para marcar o golo da vitória portista.

 

Arbitragem:  A exigência do jogo fala por si, mas Hugo Miguel tomou algumas decisões duvidosas como o fora de jogo anulado a Herrera e uma grande penalidade não assinalada sobre Rochinha por volta do minuto 70.  Análise e opinião de  Ricardo Lestre (jornalista do site zerozero)

 

Positivo: Golo de Hernâni. Num jogo onde tudo parecia correr mal e onde o adversário se preocupava mais em bater do que em jogar futebol, positivo só mesmo o golo que deu a vitória ao Futebol Clube do Porto.

 

Negativo: Héctor Miguel Herrera. Não acerta um passe, não se desmarca, não organiza jogo nem recupera bolas. Fez um golo que foi mal anulado pela equipa de arbitragem. Foi para isto que Sérgio Conceição mudou o sistema táctico?

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publicado às 22:52


Missão cumprida à moda do q.b.

por Pedro Silva, em 17.03.18

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imagem retirada de zerozero

 

Jogo engraçado este que pude assistir in loco no Estádio do Dragão. E foi assim muito por culpa de um Boavista FC que não se limitou a defender. A equipa de Jorge Simão mostrou - sempre - que tinha uma ideia de jogo. Faltou-lhe foi ter atletas capazes de aplicar com ef8icácia esta mesma ideia de jogo. Já o FC Porto entrou forte na partida para tentar resolver, desde já, o problema. E até que acabou por o conseguir! O problema é que após o golo madrugador de Felipe apareceu o, já habitual, “calcanhar de Aquiles” de um meio campo portista que é manifestamente incapaz de controlar o jogo. Danilo Pereira faz muita falta é verdade, mas a é também verdade que este problema se manifesta (em menos quantidade, obviamente) com o internacional português em campo. Sinal de que ter muitos centro campistas no plantel não é sinónimo de qualidade. Uma questão a rever na próxima temporada.

 

Apesar de tudo confesso que hoje gostei da forma como este Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição tentou jogar. Já vai sendo hora de colocar o “modo cavalaria” de lado quando este não é necessário. Também gostei da forma como o técnico azul e branco geriu a sua equipa com su8bstituições bem pensadas e adequadas ao que estava a acontecer no terreno de jogo.

 

O que não gostei de ver foi o facto de o segundo golo portista ter aparecido por obra do acaso. Não que os Dragões não aparentassem ter o jogo mais ou menos controlado, mas também não davam sinais de que poderiam sentencia-lo de vez com um seguindo golo. Fosse o Boavista uma equipa mais capaz e acredito que o público presente no Dragão teria tido mais razões de queixa do que aquelas que teve para com a equipa de arbitragem.

 

E já agora. Levando à letra aquilo que Sérgio Conceição diss3e após a derrota em Paços de Ferreira, tenho que dizer que vi os axadrezados a fazer “anti jogo”. Muitas as vezes em que o Vágner atrasou a reposição de bolas em jogo e até aos dois a zero a favor da equipa da casa o que não faltou foi jogador do Boavista a atirar-se para o chão numa simulação clara de falta que o árbitro da partida assinalou sem pestanejar. Se o Sérgio fosse mais “homenzinho” quando as coisas não correm bem… O mesmo se aplica a Pinto da Costa que "só aparece" nas horas boas. Já nas más… Adiante.

 

Missão cumprida à moda do q.b. Primeiro lugar da Liga NOS mantido antes da paragem para os trabalhos das selecções. Agora é esperar que tudo corra bem para que o Dragão possa apresentar-se na máxima força no Restelo.

 

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Bem que poderia ter também colocado Marcano como o MVP desta partida, mas optei pelo defesa central brasileiro por causa do golo que este marcou. Ambos os centrais estiveram impecáveis na sua posição.

  

Chave do Jogo: O segundo golo dos azuis e brancos ajudou “a colocar uma pedra” em cima do assunto, mas não acabou por completo com a partida dado após este mesmo golo foram ainda algumas as vezes em que os boavisteiros conseguiram criar alguns lances de perigo para a baliza de Casillas.

 

Arbitragem: Manuel Oliveira esteve bem ao voltar atrás na expulsão de Vítor Bruno e parece (atenção ao parece!) ter estado bem ao anular a grande penalidade de Sérgio Oliveira. Ainda assim, teve alguns erros na partida.

 

Positivo: Sérgio Conceição. Bem na preparação da sua equipa para o jogo e bem nas substituições. È isto que se exige a um treinador do Futebol Clube do Porto.

 

Negativo: Vincent Aboubakar. Ao que parece o período que esteve lesionado fez com que voltássemos a ter o “velho” Aboubakar. Aquele que falha golos de baliza aberta…

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publicado às 23:59


Na Raça!

por Pedro Silva, em 26.02.17

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imagem retirada de zerozero

 

Contra tudo e contra todos, este Futebol Clube do Porto mostrou – mais uma vez – que vai lutar até ao fim pela conquista do título. Bem que podem “fazer as coisas pelo outro lado” que este Dragão tem hoje algo que faz frente a tudo e a todos: uma equipa!

 

Já se sabia que o jogo no Bessa ia ser complicado. Miguel Leal está, pouco a pouco, a recuperar o Boavista de outros tempos. Nuno Espirito Santo (NES) sabia disto e apostou num 4x3x3 onde Yacine Brahimi e Jesús Corona tinham como tarefa abrir os flancos da defesa boavisteira. André André ficou encarregue de pressionar o centro da defensiva axadrezada, Óliver Torres, recuado no terreno de jogo, pautava todo o jogo ofensivo dos azuis e brancos e Danilo Pereira era o recuperador de bolas que fazia com que a pressão ofensiva do Futebol Clube do Porto fosse uma constante. Tudo funcionava na perfeição e o golo portista acabou por vir bem cedo na partida por obra e graça de um Soares cada vez mais decisivo.

 

Os problemas vieram depois do golo. Muito porque o Boavista não desistiu nunca de lutar e como os comandados de Miguel Leal não tem qualidade suficiente para fazer frente a jogadores como Brahimi, Corona, André André, Oliver e outros eis que recorriam vezes sem conta à pancadaria. Fábio Veríssimo “ajudava à missa”, ora pois ou não tivesse Rui Vitória feito notar na passada Sexta-feira que o “trabalhinho estava feito”. NES é expulso ao intervalo (vá-se lá saber porquê) e Jesús Corona teve de ser substituído ao intervalo porque minutos antes Talocha, defesa lateral esquerdo do Boavista FC, fez um “miminho” ao mexicano e nem sequer foi admoestado por tal. Apesar de tudo o FC Porto foi muito melhor na primeira parte do que a equipa da casa.

 

Com a entrada de Jota e a descida de forma de Brahimi os azuis e brancos foram perdendo alguma verticalidade e fulgor. Já a malta do xadrez aproveitou a ocasião para bater ainda mais em tudo quanto fosse azul e branco (o Fábio deixava). André André, por exemplo, foi o saco de pancadaria preferido de Carraça. Foi precisamente nesta altura que ficou patente - mais uma vez - que este Futebol Clube do Porto é uma equipa com todas as letras. Especialmente após a estapafúrdia e injustificada expulsão de Maxi…. Um aparte; se aquilo que Maxi fez é falta para segundo amarelo, então as faltas grosseiras que os boavisteiros foram fazendo durante o jogo todo eram para quê? Adiante.

 

Claro que podemos dizer que foi um Dérbi interessante, contudo este bem que poderia ter sido bem mais interessante se a equipa do Bessa tivesse estado bem mais interessada em jogar à bola do quem em distribuir sarrafada.

 

Está dado mais um passo difícil dos muitos que ainda restam ao Futebol Clube do Porto percorrer até à conquista do título de campeão. Mas depois do que vi hoje acredito plenamente nesta equipa que – mais uma vez - mostrou estar disposta a lutar contra tudo e contra todos.

 

Para terminar queria só desejar que a dita “cultura de exigência” do adepto portista se mantenha. Continuem a “bater” em NES. Continuem a dar “sovas tácticas” a um indivíduo que pegou num Brahimi completamente perdido para fazer deste um líder em campo. Continuem a dizer mal de um gajo que transformou Marcano num dos melhores centrais da europa. E nem vou aqui fazer referência ao que NES tem feito de Casillas. Continuem com a “cultura de exigência”, mas depois não tenham a distinta lata de virem festejar para os Aliados.

 

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. O argelino deu tudo em campo. Jogou na extrema-esquerda do ataque, veio para o meio, foi para extrema-direita do ataque do FC Porto e até veio atrás recuperar bolas. Este Yacine foi um verdadeiro “mouro de trabalhos” que deu o que tinha e não tinha em campo. Apenas se lamenta algum egoísmo em certos momentos do jogo, mas é deste Brahimi que o Dragão necessita para atacar o título.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas foi capaz de construir um lance que fizesse com que a vitória pendesse claramente para o seu lado.

 

Arbitragem: Fábio Veríssimo foi hoje a encarnação do tal de “trabalhinho feito” de Rui Vitória. Confesso que já tinha visto más arbitragens, mas ainda não tinha visto algo tão à “Fábio Veríssimo. Duas grandes penalidades claríssimas a favor do FRC Porto que ficaram por marcar. Expulsão de NES e de Maxi inexplicáveis, expulsão perdoada a Talocha e, o cúmulo dos cúmulos, passividade total perante a tremenda sarrafada boavisteira. Fábio Veríssimo e a sua equipa de arbitragem não tiveram influência no resultado final, mas estiveram longe de terem feito um bom trabalho.

 

Positivo: Tiquinho Soares. O avançado portista jogou e fez jogar. Muito forte de costas para a baliza e com um sentido posicional tremendo, Soares foi o principal responsável pela vitória suada do Futebol Clube do Porto no Estádio – campo de batalha - do Bessa.

 

Negativo: Willy Boly. Não é por mero acaso que Boly só joga quando Felipe e/ou Marcano não o podem fazer. Muito forte no jogo aéreo e muito fraco com os pés, Boly um defesa central muito limitado que não serve para uma equipa como o FC Porto.

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publicado às 23:06


A melhorar

por Pedro Silva, em 23.02.15

Por questões meramente profissionais apenas pude seguir com olhos de ver a segunda parte do Boavista FC 0 x FC Porto 2. A primeira parte desta partida segui via rádio mas estou seguro quando afirmo que Julen Lopetegui está a melhorar e a perceber como tem de estar no futebol português. Demorou mas finalmente o Basco está a melhorar no que à gestão do seu plantel diz respeito e apenas tem de melhorar na questão da posse. Vamos por partes.

 

Esta partida no Bessa tinha dois grandes obstáculos para os Dragões: Chuva e um Relvado sintético. Ora tal exigia um Porto combativo que tentasse fazer um jogo rápido para que a bola circulasse por todos os sectores como tanto gosta Julen. Mas não foi isto que aconteceu.

 

Durante quase 80 minutos tivemos um FC Porto lento, chato e previsível que perante uma equipa Boavisteira fechada na sua defesa não soube, em momento algum, imprimir um pouco de velocidade para que a posse da bola fosse algo mais do que o toca para trás e para os lados. Não sur+reendia ninguém o empate a zero ao intervalo.

 

E foi aqui que Lopetegui mostrou estar a fazer os possíveis para melhorar o seu desempenho enquanto Treinador do Clube Azul e Branco. Fazer entrar Tello e Brahimi na segunda parte foi uma excelente jogada que trouxe velocidade e criatividade ao jogo. A velocidade de Tello acabou por dar a vitória e os três pontos ao Futebol Clube do Porto.

 

Só lamento que Julen Lopetegui tenha necessitado de tanto tempo para saber como deve estar numa equipa como o Futebol Clube do Porto. Vamos a ver se ainda vai a tempo de conquistar o Título de Campeão desta Época, se bem que não me agrada nada isto de ter de esperar por desaires alheios…

 

Ainda sobre o jogo do Bessa queria deixar aqui duas notas finais:

 

- José Ángel está a demonstrar claras dificuldades em se adaptar ao Dragão. Por pouco o Espanhol não fazia um tremendo disparate defensivo que quase dava golo ao Boavista FC. E se os Axadrezados tivessem marcado golo era o valha-me Deus para dar a volta ao jogo. Confesso que esperava mais de Ángel, se bem que compreendo que a falta de jogos o impeça de ir melhorando;

 

- Casemiro tem mesmo de jogar de início? É que Rúben Neves é o Jogador perfeito para o estilo de jogo que Lopetegui tanto gosta. O moço sabe como pautar o jogo e tem uma capacidade de passe fabulosa. Não gosto de comparações mas Rúben faz-me lembrar o Xavi do tempo do FC Barcelona de Pep Guardiola. Merecia, e deveria, jogar mais vezes. O jogo do Futebol Clube do Porto agradece.

 

Venha o Sporting CP!

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publicado às 22:38


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