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Gran Torino

por Pedro Silva, em 06.12.15

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Drama (2008) – “Gran Torino”

Realizador: Clint Eastwood

Elenco:  Clint Eastwood, Bee Vang, Christopher Carley

 

Sinopse: As pessoas a quem Walt chamava vizinhos faleceram ou mudaram-se, e foram substituídas pelos Hmongs, imigrantes do sudeste asiático, que ele despreza. Uma noite, alguém tenta roubar o seu Gran Torino de 1972: o seu vizinho adolescente Thao, pressionado por um gang de Hmongs. No entanto, Walt defende o rapaz, o que o torna o herói do bairro, especialmente para a mãe de Thao e a irmã mais velha, Sue, que insistem que Thao trabalhe para Walt como forma de se redimir. Inicialmente, Walt nada quer ter a ver com essas pessoas, mas algum tempo depois coloca Thao a trabalhar, o que origina uma amizade improvável que vai mudar as suas vidas. Através da bondade da família de Thao, Walt finalmente compreende algumas verdades sobre as pessoas que ele não considerava vizinhos. E sobre si mesmo. Essas pessoas têm mais em comum consigo, do que ele tem com a sua própria família...

 

Critica: Começo pela nota e, na minha modesta opinião, este Gran Torino de Clint Eastwood não merece muito mais do que um simples satisfaz mais. O filme até que e interessante e cativante mas no final fica a faltar qualquer cosia… basicamente Eastwood consegue fazer-nos entender a sua crítica mas não consegue passar a sua mensagem.

 

Pessoalmente sempre gost6ei muito mais do trabalho do Clint Eastwood Actor do que do Clint Eastwood Realizador e Gran Torino veio “cimentar” um p7uco mais esta minha preferência. Como eu já disse atrás, o filme é interessante e cativante mas falta-lhe qualquer coisa para que no final o espectador chegue ao fim com aquele sentimento típico de quem assiste a este tipo de produção cinematográfica. O mesmo é dizer que o Argumento de Gran Torino é bom (muito bom em muitos aspectos) mas incompleto.

 

Relativamente ao elenco, penso estar aí a “pedra de toque” desta produção de Clint Eastwood. Repito-me, gosto muito mais do Clint Eastwood Actor do que o Clint Eastwood Realizador e neste Gran Torino vemos, mais uma vez, o porquê desta minha opinião. E Eastwood não esteve sozinho dado que consigo trabalharam bons actores e actrizes que tiveram de interpretar papéis complexos e o resultado é muito bom.

 

Por último temos os cenários e banda sonora. Se os primeiros estão muito bons e ajudam a que se perceba a história já o outro ´+e praticamente inexistente e é um apena pois Gran Torino poderia estar muito melhor e dar ao espectador o final que se espera quando se vê um Drama deste tipo.

 

Resumindo e concluindo, apesar de não ter aquele brilho Gran Torino é um filme que tem a minha clara recomendação.

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publicado às 22:21


JFK

por Pedro Silva, em 19.04.15

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História, Thriller (1991) - "JFK"

Realizador: Oliver Stone 

Elenco: Kevin Costner, Gary Oldman, Jack Lemmon

 

Sinopse: O poderoso filme de Oliver Stone sobre os tiros ouvidos em todo o mundo e o mistério que ainda os rodeia, é uma da mais provocativas obras do nosso tempo. Além do estrondoso sucesso alcançado nas salas de cinema e das excelentes críticas e prémios que averbou, teve nos E.U.A. um papel preponderante no debate nacional que levou à revelação dos documentos confidenciais sobre o assassinato de JFK.

 

Critica: Vou começar pela nota como vêm sendo habitual, e a este JFK de Oiiver Stone dou-lhe um satisfaz.

 

Não cometerei a insensatez de dizer que o filme é mau até porque não o é de forma alguma, mas também não me senti em nada cativado por uma produção de Stone que tem como único alvo o público Norte-americano.

 

JFK congrega em si todas as teorias da conspiração sobre a morte do Presidente dos Estados Unidos da América o que acaba por resultar num argumento “pesado” e algo complicado de ser seguido e entendido pelo espectador. A certo momento senti-me completamente perdido nas variadíssimas explicações para o sucedido no dia fatídico da morte de Kennedy. Penso que em termos de argumento Oliver Stone deveria ter investido numa versão mais soft apesar do mais que provável prejuízo em termos de público do seu País.

 

Quanto aos cenários, a parte mais rica deste JFK na minha modesta opinião, o trabalho de Stone nesta área foi excelente. Todos os aspectos da história são muito bem trabalhados para que a actuação das personagens se desenrole no contexto adequado para o momento que estamos a assistir. Gostei imenso desta parte do filme dado que coloca o espectador exactamente na conturbada e contestatária época em que a investigação se desenvolve. Um ponto muito positivo neste trabalho de Oliver Stone.

 

Relativamente ao Elenco, acho que aqui reside o outro ponto negativo do trabalho de Stone. Isto porque é notória a enorme capacidade dos Actores e Actrizes que interpretam os seus papéis mas nota-se que existe um qualquer “travão” da parte do Realizador que não deixa que sejam autênticos nas suas interpretações. A certo momento senti um enorme vazio emocional quando o filme exigia precisamente o contrário acabando por tornar JFK num filme de emoções artificiais e forçadas. Exigia-se mais e melhor a Oliver Stone neste aspecto.

 

Concluindo; não vou aqui dizer que não recomendo o JFK de Stone, mas também não vou dizer que é uma das grandes maravilhas da sétima arte. A meu ver o filme está razoável mas poderia, e deveria, estar muito melhor.

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publicado às 22:00


A Rapariga que Roubava Livros

por Pedro Silva, em 18.02.14

Drama, Guerra (2013) - "The Book Thief"

Realizador: Brian Percival

Elenco: Roger Allam, Sophie Nélisse, Heike Makatsch, Julian Lehmann

 

Sinopse: O novo romance de Markus Zusak decorre durante a Segunda Guerra Mundial na Alemanha e conta-nos a história de Liesel Meminger, uma rapariga adoptada que vive nos arredores de Munique. Liesel cria um sentido para a sua vida roubando algo a que não consegue resistir - livros. Com a ajuda do seu pai adoptivo que toca acordeão, Liesel aprende a ler e, durante os bombardeamentos, compartilha os livros roubados com os seus vizinhos e com o judeu escondido na sua cave, antes de este ser deslocado para Dachau.

 

Critica: Se me pedirem para fazer uma breve descrição deste filme eu diria que este é uma história de Vida que muitos deveriam ter vivido.

 

A história de Liesel Meminger é tão intensa e carinhosa que nos assalta o coração de uma forma tal que no final somos levados a soltar uma lágrima não de pena mas sim de satisfação. Esta menina mostra-nos que é possível haver uma luz de Humanidade, mesmo que muito ténue, no meio de um conjunto abrutalhado de animais sem razão que por acaso são seus semelhantes.

 

É uma pena que este grandioso filme de Brian Percival não tenha sido nomeado para os Óscares. Aquilo que este nos ensina deveria ser visto por muito mais gente dado que neste momento estamos a ser obrigados a trilhar um caminho de feras que nos vai conduzir ao Mundo distorcido e penoso em que viveu a rapariga que roubava livros.

 

É um filme que recomendo vivamente a que assistam porque obras destas fazem muito bem à nossa Alma.

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publicado às 15:00


12 Anos Escravo

por Pedro Silva, em 10.02.14

Biografia, Drama (2013) - "12 Years a Slave"

Realizador: Steve McQueen 

Elenco: Chiwetel Ejiofor, Michael K. Williams, Michael Fassbender, Brad Pitt

 

Sinopse: Na pré-Guerra Civil dos Estados Unidos, Solomon Northup, um homem negro livre de Nova Iorque, é raptado e vendido como escravo. Enfrentando a crueldade mas também momentos de inesperada bondade, Solomon luta não só para se manter vivo, mas para preservar a sua dignidade. Após 12 anos de uma odisseia inesquecível, Solomon conhece um abolicionista do Canadá que vai mudar para sempre a sua vida.

 

Critica: Um filme tremendo. Bem produzido e com um argumento e cenários que nos leva sem enganos nem atropelos para os tempos do Sul esclavagista dos Estados Unidos. O 12 Anos Escravo toca-nos profundamente na mente e no coração. É impossível não ver esta obra de Steve McQueen sem no final acabarmos a reflectir sobre como pode a Humanidade ser tão intolerante com as diferenças.

 

Sublime foi também a mensagem um tudo ou quanto disfarçada que o Realizador passa de que só damos verdadeiro valor ao que temos quando o perdemos ou quando nos é violentamente retirado.

 

Estamos perante um bom filme sem sombra de dúvida, mas na minha sincera opinião não será merecedor de um Óscar.

 

A sua história cativa e é uma descrição cabal de uma cicatriz que a América tem para todo o sempre no seu rosto, e como tal é natural que os Norte-americanos se sintam mais emocionados com este tipo de produções mas está longe de ser merecedor de uma das estatuetas de ouro da Academia.

 

O 12 Anos Escravo é um filme que, apesar de tudo, tem a minha recomendação e admiração.

 

p.s. vi na estação do Metro que o Robocop está de volta aos grandes ecrãs. Tenham medo. Muito medo porque esta pobre personagem desde a sua terceira sequela que tem sido vítima dos maiores horrores cinematográficos que já alguma vez assisti.

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publicado às 16:37


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