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“Contas à moda do Porto”

por Pedro Silva, em 12.09.16

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Ponto prévio; é certo e sabido que na Invicta existe uma certa franja de personalidades que tem por hábito tudo fazer para colocar uma espécie de “mordaça” em torno de quem não concorda com alguns aspectos da gestão camararia do actual Presidente da Câmara Municipal do Porto. Salvo prova em contrário, na cidade do Porto ainda impera a Democracia/Liberdade de Pensamento/Expressão e, como tal, é perfeitamente natural que cada portuense tenha a sua opinião sobre os mais variados temas relacionados com a sua cidade.

 

Feito o esclarecimento, passemos aquilo que penso sobre o facto de recentemente a Câmara do Porto ter aprovado o alargamento de estacionamento pago a novas ruas.

 

Até que compreendo – e apoio – a ideia de a Câmara tentar colocar um pouco de ordem no estacionamento dado que em muitas das ruas da Invicta os peões tem de vir para a rua porque os carros estão em cima dos passeios. O mesmo digo relativamente a alguns automóveis cujos proprietários e proprietárias os param de qualquer forma, jeito e feitio porque vão tomar o seu “cafezinho” (ou fazer outra coisa qualquer) e voltam já. Mas não me parece que tal problemática se resolva com a colocação de mais parcómetros. Tal pode até fazer bem às contas da Câmara Municipal do Porto (CMP) dado que vai entrar mais algum dinheiro nos cofres, mas o problema vai-se manter. Ou melhor, o dito fenómeno do “estacionamento selvagem” vai-se agravar nas zonas onde não existirão dos ditos parcómetros e de pouco, e até mesmo nada, vai servir o suposto aumento do reforço de fiscalizadores porque estes não conseguem cobrir todas as zonas de estacionamento da cidade do Porto. Para além disto há sempre aquele condutor/a que não se importa de pagar as multas que tiver de pagar dado que não aprende nada com isto.

 

Por altura já sei que haverá quem discorde. Mas calma. Vou dar um exemplo que vos mostrará que isto do estacionamento pago é uma não solução.

 

Costumo ir de férias para uma cidade algarvia que todos os anos em Agosto sofre do dilema do “estacionamento selvagem”. Este ano o Presidente da Câmara da dita cidade resolveu colocar parcómetros nas ruas. E, obviamente, também houve um claro reforço da fiscalização. Qual foi o efeito prático de tal medida? O estacionamento melhorou e apareceu mais ordenado é verdade, mas por outro lado nos dias que antecederam o fim-de-semana e feriado até em cima dos passeios estacionavam! De nada servia o parcómetro que passava a ser, nestes dias, mais uma figura pitoresca das terras algarvias. Isto quando os cavalheiros e madames do volante não se lembravam de parar o carro quase em cima da praia ou nas ciclovias.

 

E a Policia nada fazia? Vontade não lhe faltava, mas em conversa com o Superintendente lá da terriola fiquei a saber que, pese embora o reforço de agentes e a colocação de parcómetros, o problema do “estacionamento selvagem” mantinha-se e, em certos casos, até piorou ou passou a existir onde dantes não existia.

 

Portanto, não me venham cá com esta de que os parcómetros são a solução ideal para se combater o “estacionamento selvagem”. O dito “estacionamento” na cidade Invicta (e em qualquer outra cidade) combate-se com outro tipo de medidas. Medidas que, pela sua natureza, não servem para depois se fazerem “Contas à moda do Porto”. E é aqui que reside o cerne da questão.

 

Artigo de opinião publicado no site Repórter Sombra (12/09/2016)

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publicado às 22:10


Quem quer respeito guarda-o

por Pedro Silva, em 24.04.15

Já aqui o disse e como tal não é novidade nenhuma para quem costuma ler o que aqui vou escrevendo, mas vou aqui voltar a dizer que durante a semana faço o percurso casa/trabalho/casa de bicicleta. Há quase um ano e meio que ando nisto e confesso que me tem feito muito bem á saúde e ao espirito.

 

Quando faço o dito percurso faço-o na estrada. E para o fazer em segurança tendo sempre seguir o Código da Estrada respeitado os sinais de trânsito e todos os comportamentos que são exigidos por este. Certa vez li algures que é aconselhável o Ciclista ter algum conhecimento do Código da Estrada para sua segurança e dos outros e aproveito para fazer a mesma recomendação.

 

Contudo eu deveria antes falar aqui em obrigação e não recomendação dado o comportamento errático da maioria dos Ciclistas que vou vendo por esta estrada fora. Se o sinal está vermelho, passam na mesma. Se há alguém a atravessar na passadeira, passam e só não atropelam o peão porque não calha. Mudam de direcção e não sinalizam como se o condutor/peão tivesse a obrigação de adivinhar o que vai o ciclista fazer. De noite andam na estrada sem uma única luz. O cúmulo dos cúmulos é do se ir a pedalar e a falar ao telemóvel ao mesmo tempo…

 

Meus caros amigos e amigas Ciclistas, se querem que a Bicicleta seja respeitada por todos e vista por todos como uma real alternativa aos meios de transporte tradicionais então façam o excelso favor de respeitar para sermos TODOS respeitados.

 

Antes de se fazerem à estrada em cima de uma Bicicleta leiam o Código da Estrada, tirem as vossas dúvidas e façam o impossível para que a segurança seja uma realidade para todos os que tem de se fazer á estrada para ir trabalhar (e não só).

 

Só assim poderemos impor o nosso direito de circular em pé de igualdade nas nossas estadas. Até porque diz o Povo que “quem quer respeito guarda-o”.

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publicado às 22:14

Depois de ter aqui feito notar qual a indumentária que acho que um Ciclista Urbano consciente deve utilizar para poder circular na Via Pública em Segurança e dentro da Lei, eis que agora venho falar de duas pedras chave para uma pedalada segura na Cidade. Falo, obviamente, da Paciência e da Boa Educação.

ciclistas.jpg

E porque tem um Ciclista de ter paciência na estrada? A resposta é simples: Portugal. Estamos em Portugal, País onde a “esperteza saloia” tem lugar cativo.

 

Quem não anda na rua da sua cidade e se confronta com um individuo que não sinaliza quando vira para a direita/esquerda? Quem não já não teve que "travar em cima do acontecimento" porque o automóvel que seguia atrás de repente ultrapassa para logo de imediato parar sem dar sinal algum do que o vai fazer? E pior que tudo, quem não tem que infringir o Código da Estrada porque o beltrano/fulana foi ao “cafezinho” e deixou o “popó” estacionado no meio da rua ou em cima do passeio? E quem já não teve de se desviar do chico esperto que mesmo estando mal parado resolve abrir a porta do seu carro toda para trás como se porventura fosse um elefante a entrar na viatura (já agora, este é o maior perigo para quem pedala na estrada)?

 

E é aqui que entra também a Boa Educação. Uma vez que não vale a pena discutir com esta gente, e muito menos descer ao seu nível, tentemos, nós Ciclistas, cumprir com as Regras de Trânsito sinalizando sempre a nossa presença, mudança de sentido/via e agradecendo sempre quando um condutor de um veículo automóvel nos cede a passagem. Assim como será de bom-tom que, quando surgir oportunidade e segurança para tal, que o Ciclista encoste o mais possível à berma para deixar passar os carros que seguem atrás.

 

Convêm recordar que por muito bom que um Ciclista seja este nunca conseguirá de modo algum andar ao mesmo ritmo de um carro, pelo que nunca será de mais ser-se paciente e educado com os outros para que estes olhem para nós como mais um que vai na estrada e não como um empecilho que lhe está a atrasar o dia.

 

Boas pedaladas!

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publicado às 21:35


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