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Milagre no Rio Hudson

por Pedro Silva, em 27.11.16

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BiografiaDrama - (2016) "Sully"

Realizador: Clint Eastwood

Elenco: Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney

 

Sinopse: Em meados do mês de Janeiro de 2009 um Airbus A320, pouco depois de descolar do Aeroporto LaGuardia, em Nova Iorque, atingiu um grupo de gansos-do-canadá, que resultou numa imediata perda de potência de ambas as turbinas. Sem opções de aterragem segura, o Capitão Chesley “Sully” Sullenberger decidiu com êxito a proeza de amarar o avião praticamente intacto no Rio Hudson, perto de Manhattan, poupando assim a vida dos 155 passageiros, que foram logo de imediato socorridos pelas embarcações locais. Pelo feito histórico, o Capitão “Sully” e a restante tripulação foram considerados heróis nacionais,e condecorados com a Medalha de Mestre da Guild of Air Pilots and Air Navigators. Mas só depois de uma investigação rigorosa sobre a sua reputação e carreira.

 

Critica: Para ser muito sincero aviso desde já que não vou dizer maravilhas sobre esta produção de Eastwood. Não que o “Milagre no Rio Hudson” não esteja interessante e bem trabalhado, mas está longe de corresponder às minhas expectativas. Par ser sincero esperava algo mais de Eastwood, mas o Realizador insiste em fazer filmes cujo público-alvo é – somente – o Norte-americano.

 

Efectivamente o que “fere de morte” este “Milagre no Rio Hudson” é o seu argumento. O dito não tem nada de especial. Ou melhor, até que tem algo de especial, mas este algo diz muito mais aos nova-iorquinos do que a qualquer outro público fora dos Estados Unidos. Eastwood (como veterano que é) já deveria saber disto, mas este continua a insistir nesta sua táctica e parece-me que tão cedo não vai abdicar dela. É uma pena que seja assim, pois Clint Eastwood até que trabalha muito bem as suas produções cinematográficas.

 

Quanto ao elenco… Bem… Este dispensa apresentações, mas a verdade seja dita que gostei muito mais do trabalho de Aaron Eckhart. Tom Hanks mão esteve nada mal e até que interpretou muito bem o seu papel, mas tenho de confessar que gostei mesmo muito mais do trabalho de Eckhart. Aaron pareceu-me muitas vezes bem mais à vontade e interessado em fazer o seu melhor do que Tom Hanks que parece já estar numa de fazer cinema por mero passatempo. Não que o Tom tenha estado mal – repito – mas já não é aquele Tom Hanks que marcou uma geração de actores de Hollywood. Já Laura Linney teve uma prestão “assim, assim”.

 

Quanto aos cenários e banda sonora. Clint Eastwood não costuma desiludir no que aos cenários diz respeito. E realmente este não desiludiu nesta sua última obra. Os cenários estão perfeitos e em linha com o que realmente se passou. Já a banda sonora fica um tido ou nada aquém do exigido.

 

Concluindo; “Milagre no Rio Hudson” é um filme de serão de fim-de-semana, mas não é nada mau pelo que tem a minha recomendação.

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publicado às 23:55


Gran Torino

por Pedro Silva, em 06.12.15

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Drama (2008) – “Gran Torino”

Realizador: Clint Eastwood

Elenco:  Clint Eastwood, Bee Vang, Christopher Carley

 

Sinopse: As pessoas a quem Walt chamava vizinhos faleceram ou mudaram-se, e foram substituídas pelos Hmongs, imigrantes do sudeste asiático, que ele despreza. Uma noite, alguém tenta roubar o seu Gran Torino de 1972: o seu vizinho adolescente Thao, pressionado por um gang de Hmongs. No entanto, Walt defende o rapaz, o que o torna o herói do bairro, especialmente para a mãe de Thao e a irmã mais velha, Sue, que insistem que Thao trabalhe para Walt como forma de se redimir. Inicialmente, Walt nada quer ter a ver com essas pessoas, mas algum tempo depois coloca Thao a trabalhar, o que origina uma amizade improvável que vai mudar as suas vidas. Através da bondade da família de Thao, Walt finalmente compreende algumas verdades sobre as pessoas que ele não considerava vizinhos. E sobre si mesmo. Essas pessoas têm mais em comum consigo, do que ele tem com a sua própria família...

 

Critica: Começo pela nota e, na minha modesta opinião, este Gran Torino de Clint Eastwood não merece muito mais do que um simples satisfaz mais. O filme até que e interessante e cativante mas no final fica a faltar qualquer cosia… basicamente Eastwood consegue fazer-nos entender a sua crítica mas não consegue passar a sua mensagem.

 

Pessoalmente sempre gost6ei muito mais do trabalho do Clint Eastwood Actor do que do Clint Eastwood Realizador e Gran Torino veio “cimentar” um p7uco mais esta minha preferência. Como eu já disse atrás, o filme é interessante e cativante mas falta-lhe qualquer coisa para que no final o espectador chegue ao fim com aquele sentimento típico de quem assiste a este tipo de produção cinematográfica. O mesmo é dizer que o Argumento de Gran Torino é bom (muito bom em muitos aspectos) mas incompleto.

 

Relativamente ao elenco, penso estar aí a “pedra de toque” desta produção de Clint Eastwood. Repito-me, gosto muito mais do Clint Eastwood Actor do que o Clint Eastwood Realizador e neste Gran Torino vemos, mais uma vez, o porquê desta minha opinião. E Eastwood não esteve sozinho dado que consigo trabalharam bons actores e actrizes que tiveram de interpretar papéis complexos e o resultado é muito bom.

 

Por último temos os cenários e banda sonora. Se os primeiros estão muito bons e ajudam a que se perceba a história já o outro ´+e praticamente inexistente e é um apena pois Gran Torino poderia estar muito melhor e dar ao espectador o final que se espera quando se vê um Drama deste tipo.

 

Resumindo e concluindo, apesar de não ter aquele brilho Gran Torino é um filme que tem a minha clara recomendação.

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publicado às 22:21


O Rebelde do Kansas

por Pedro Silva, em 07.06.15

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Western (1976) - "The Outlaw Josey Wales"

Realizador: Clint Eastwood 

Elenco: Clint Eastwood, Chief Dan George, Sondra Locke, Bill McKinney

 

Sinopse: Como o fora-da-lei Josey Wales, Clint Eastwood é perfeito no papel do duro e temível pistoleiro solitário, semelhante ao 'Homem Sem Nome' da triologia 'Western Spaghetti' em que participou. Mas ao contrário daquele mítico fora-da-lei, Josey Wales tem um nome - e sentimentos. Esses sentimentos surgem à medida que a acção se desenrola. Depois de vingar o brutal assassínio da sua família, Wales é perseguido por um bando de assassinos. Ele prefere viajar sozinho, mas o grupo de colonos a que se juntou (incluindo Sondra Locke e Chief Dan George) necessitam da sua ajuda e protecção - e Wales não os pode abandonar. A revista TIME classificou este filme como um dos melhores do ano em 1976.Com o passar dos anos, Josey Wales assegurou um lugar entre os Westerns mais marcantes da história do cinema.

 

Critica: Começando pela nota como vêm sendo hábito sempre que opino sobre um filme que tenha visto, dou um Bom a este “O Rebelde do Kansas” de Clint Eastwood . Infelizmente já não se fazem Westerns desta qualidade e é com muita pena minha que constato que Hollywood tenha há muito desistido de criar este tipo de filmes apesar de este tipo de cinema lhe ter rendido muito dinheiro, fama, sucesso e lendas.

 

O filme é antigo mas a forma como foi produzido assemelha-se muito ao que temos hoje em da tirando um ou outro efeito especial um pouco antiquado, daí que seja um prazer assistir a este “O Rebelde do Kansas” dos bons e velhos tempos de Clint Eastwood. É uma pena que hoje em dia o Realizador deste grande filme se dedique a filmes propaganda onde a decadência é a pedra chave.

 

Em termos de argumento sou da opinião que está bom para o tipo de cinema de que estamos a falar. Pausado, emotivo e simples quando tem de o ser. Não é pro mero acaso que esta obra de Clint Eastwood entrou para história dourada dos Westerns Norte-americanos.

 

Relativamente ao elenco, acho que este fala por si. Nada a dizer sobre um conjunto de actores e actrizes que estiveram muito bem no desempenho dos seus papéis. Estudaram bem a época onde tudo se desenrola e tal só poderia dar em interpretações brilhantes que aumentam o interesse no filme e satisfazem o apetite dos admiradores do género.

 

Quanto aos cenários, seria preciso um realizador muito incompetente para não saber aproveitar os recursos do seu País para poder fazer um Western de elevada qualidade como é o caso deste “O Rebelde do Kansas”. A diversidade de paisagens que este “O Rebelde do Kansas” nos vai apresentado quebra com o velho cliché dos Cowboys à pancada nos Saloons ou aos tiros nas ruas principais da cidade, até porquê a história dos USA é muito mais do que corrida ao outro e pancadaria nos bares. Mais um factor positivo a acrescentar a esta obra de Eastwood.

 

Em jeito de conclusão; recomendo vivamente que vejam e revejam este filme!

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publicado às 23:01


Sniper Americano

por Pedro Silva, em 02.02.15

sniperamericano-poster.jpg 

Acção, Biografia (2014) - "American Sniper"

Realizador: Clint Eastwood 

Elenco: Bradley Cooper, Kyle Gallner, Cole Konis, Ben Reed

 

Sinopse: Chris Kyle, Comando Naval de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos (SEAL), é enviado para o Iraque com uma única missão: proteger os seus irmãos de armas. A sua precisão singular salva inúmeras vidas no cenário de guerra, e à medida que as suas histórias de coragem se espalham, ele passou a ser conhecido como a "Lenda". No entanto, a sua reputação, começa também a ganhar nome atrás da linha do inimigo, que coloca a sua cabeça a prémio, fazendo dele um alvo primário dos insurgentes. Em casa, ele enfrenta um outro tipo de batalha: a luta por ser um bom marido e um bom pai mesmo quando está do outro lado do mundo. Apesar do perigo e da tensão no lar, Chris serve quatro pesadas missões no Iraque, personificando o espírito dos SEAL? Nunca deixar um homem para trás? Mas depois de regressar para a sua família e mulher Taya, apercebe-se de que é a guerra que ele não consegue deixar para trás.

 

Crítica: Começo pela nota como vem sendo habitual: mau

 

Pessoalmente estava à espera de mais, muito mais de um Realizador que dá pelo nome de Clint Eastwood. É que para um filme ser bom e, inclusive, homenagear um Herói tem obrigatoriamente de ser muito mais bem trabalhado do que este Sniper Americano. Muito marketing e excelentes trailers não fazem um bom filme Clint.

 

Sniper Americano apresenta-se como uma fotocópia muito mal tirada do Inimigo às Portas de Jean-Jacques Annaud. Este último é também uma homenagem a um Herói Russo da Segunda Guerra Mundial e está, de longe, muito mais bem conseguido e concebido que o filme de Clint Eastwood dado que nos apresenta uma história com princípio, meio e fim e não uma espécie de recortes que parecem ter sido colados entre si com recurso a pastilha elástica.

 

Para mais o Sniper Americano brinda-nos com cenas que me custam a acreditar que tenham sido realidade. Então Chris Kyle está de espingarda em punho e em missão e liga para a Esposa numa de “Querida estou aqui a mirar nuns Iraquianos que se passeiam na rua. Está tudo bem?” Ainda dentro deste estilo temos aquilo que apelido de o cúmulo da estupidez, pois a determinada altura a personagem principal do filme está prestes a ser bombardeado e liga para casa para se despedir da Esposa servindo-se de uma retórica muito parecida com esta: “Querida vou levar com umas bombas em cima, mas estou pronto para regressar a casa”. É assim que se humilha um Herói e se estraga um filme.

 

Em termos de cenário não nos podemos queixar muito. Falamos de uma zona urbana que está em Guerra, pelo que não podemos exigir muito mais do aquilo que vamos vendo. Mas bem que poderia haver um maior trabalho em termos de diversidade de cenários pois a determinada altura parece que tudo se passa no mesmo sítio.

 

Quanto ao Elenco sou da opinião de que os Actores fazem o que podem. Fica a clara sensação de que poderiam fazer melhor se o Realizador assim o exigisse, mas Eastwood não estava para aí virado senão não nos brindava com algo de tão fraca qualidade.

 

Concluindo, se Clint Eastwood traçou como objectivo satirizar com os Texanos/Soldado Norte-americano, então este Sniper Americano está muito bem conseguido. Já se a ideia do Realizador era a de homenagear um dos Heróis de Guerra dos USA então o tiro saiu-lhe completamente ao lado.

 

E já agora, recordam-se do que eu disse sobre os Óscares quando escrevi a minha crítica do Birdman? Está aqui a prova dos nove em como esta coisa das estatuetas douradas são uma treta… É que o Sniper Americano está na lista dos filmes candidatos aos Óscares.

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publicado às 14:15


Cartas de Iwo Jima

por Pedro Silva, em 13.01.14
Drama, Guerra (2006) - "Letters from Iwo Jima"

Realizador: Clint Eastwood 

Elenco: Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ihara

 

Sinopse: Durante a II Guerra Mundial, soldados japoneses eram enviados para a ilha de Iwo Jima sabendo que o mais provável era que não voltassem com vida. Apesar de contar com pouco mais do que uma enorme força de vontade e com a própria natureza inóspita da ilha, o General Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe) conseguiu apesar de tudo, graças a uma estratégia sem precedentes, transformar o que se esperava um massacre numa heróica batalha de quase 40 dias. Várias décadas depois, centenas de cartas escritas pelos soldados são encontradas no terreno. Cartas que dão um rosto aos heróis de Iwo Jima e ao seu extraordinário general.

 

Não gostei muito deste filme.

 

Um tudo ou nada pachorrento, longo e não traz nada de novo. Fiquei na dúvida se Clint Eastwood quis tecer uma dura crítica à cultura Nipónica ou se quis enaltecer os feitos dos Japoneses e dos Americanos que os invadiram.

 

Já vi melhores dentro do género.

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publicado às 17:00


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