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“Estrelinha” de campeão

por Pedro Silva, em 02.03.18

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imagem retirada de zerozero

 

Há jogos assim. Jogos em que a exibição não justifica a vitória mas que, por força daquela pontinha de sorte que sorri aos campeões, se vence. Basicamente foi isto que aconteceu neste clássico que os Dragões venceram. Nada que retire qualquer mérito a este Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição, mas a verdade é que o resultado mais justo teria sido um empate. O Sporting Clube de Portugal de Jorge Jesus não merecia esta derrota. Isto tendo, obviamente, em linha de conta aquilo que ambas as equipas fizeram em campo.

 

Confesso que não gostei muito de ver este FC Porto a jogar. Especialmente tendo em consideração que este jogou no seu estádio. A equipa azul e branca até que entrou forte e com vontade de impor o seu futebol, mas rapidamente perdeu toda esta vontade e deixou que Bruno Fernandes tomasse conta do meio campo fazendo com que o Sporting tivesse momentos em que parecia ter o jogo controlado. O golo de Marcano que colocou o FC Porto em vantagem caiu do “céu aos trambolhões”, tal era a superioridade da equipa leonina num meio campo que o FC Porto de Sérgio Conceição tinha imensas dificuldades em controlar. Não admirou, portanto, que o Sporting CP tenha conseguido empatar a partida ainda antes do intervalo. Na segunda parte a história repetiu-se, só que desta vez o avançado Rafael Leão (mais um excelente “produto” made in Alvalade) não conseguiu imitar Yacine Brahimi e os portistas venceram a partida com o extra quase terem afastado a equipa de Jorge Jesus da corrida do título de campeão.

 

Agora, mais importante do que tudo é manter os pés bem assentes na terra. Vejo muito adepto do FC Porto a fazer uma festa tremenda como se o campeonato já tivesse terminado. Não. O campeonato não terminou e o Sporting não está irremediavelmente afastado do título. Para mais ainda há que lidar com o Benfica e, repito, hoje o Futebol Clube do Porto venceu no seu Estádio do Dragão com a ajuda preciosa da tal “estrelinha de campeão” e do San Iker.

 

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. Atento na hora certa e decisivo quando mais foi preciso. Hoje o FC Porto deve os três pontos ada vitória ao seu Guardião que quase no fim do jogo fez uma defesa do outro mundo, impedindo, desta forma, que Montero empatasse o jogo a duas bolas.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

 

Arbitragem: Artur Soares Dias com uma decisão complicada aos 19 minutos. Parece ter existido um toque de Dalot sobre Doumbia na área do FC Porto, mas ficam dúvidas sobre se chegou para fazer cair o avançado. Tirando esse lance a arbitragem correu bem. Nota apenas para uma situação estranha entre Coentrão e um elemento do corpo médico, onde ninguém esteve  bem.

 

Positivo: Formação portista. Diogo Dalot e Gonçalo Paciência mostraram hoje, mais uma vez, a qualidade da formação do Futebol Clube do Porto. Dois jovens atletas que bem trabalhados podem vir a redundar em dois grandes craques.

 

Negativo: Incapacidade portista. Bem sei que já venho “a bater nesta tecla” há algum tempo, mas custa-me ver este FC Porto a ter tanta dificuldade em controlar um jogo. Especialmente quando está a vencer.

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publicado às 22:47


Chegar, ver, marcar, relaxar e pressionar

por Pedro Silva, em 11.01.18

imgS620I212571T20180111220932.jpg 

imagem retirada de zerozero

 

Chegar, ver, marcar, relaxar e pressionar. Penso que esta é a melhor forma de descrever a prestação de hoje do Futebol Clube do Porto em Moreira de Cônegos diante ad equipa local. O único ponto de interesse desta partida foi, somente, o facto de esta ter dito respeito aos quartos-de-final da Taça de Portugal. Tudo o resto pareceu-me demasiado previsível.

 

Em certos momentos este jogo chegou mesmo a aborrecer-me. E a culpa foi de uma dupla de mexicanos que cedo “teceu” o “par de meias” que os azuis e brancos irão utilizar em dois dos muitos clássicos que vão ter de realizar diante do Sporting Clube de Portugal. Mas atenção. O mérito deste “aborrecimento” não é só da dupla Héctor Herrera/Miguel Layún. Há também que dar mérito ao Moreirense Futebol Clube por ter mostrado ser de uma fraqueza tal em termos de qualidade. Atente-se, a título complementar, que a única oportunidade em que os da casa conseguiram marcar o seu “golito” foi quando os atletas do FC Porto se deixaram “embriagar” pela arrogância de um 2 a 0 a seu favor. Aliás, logo após este golo o Moreirense voltou a desparecer do seu Comendador Joaquim de Almeida Freitas, fruto da pressão constante da equipa liderada por Sérgio Conceição.

 

Não havendo muito mais a acrescentar a esta naturalíssima vitória portista por terras minhotas, gostaria somente de deixar aqui uma questão que me parece pertinente.

 

Porquê razão o Vídeo Árbitro (o tal de VAR) nunca funciona nos jogos dos Dragões?

 

Ainda hoje os azuis e brancos fartaram-se de levar “pancadaria velha” sem que os infractores tivessem sido devidamente punidos. Já quando os atletas do Futebol Clube do Porto olhavam de lado para um seu colega da equipa adversária eis que eram logo admoestados pela equipa de arbitragem. Mistério…

 

MVP (Most Valuable Player): Miguel Layún. Layún realizou hoje uma excelente exibição num estádio que não é lá muito propício a extremos dada a sua pequenez em termos de dimensão do relvado. O internacional mexicano jogou e fez jogar. Marcou um bonito golo e mostrou a Sérgio Conceição (e não só) que pode contar com ele na posição de extremo.

  

Chave do Jogo: Surgiu na altura em que o Moreirense FC marcou o seu único golo da partida. Tal fez soar os alarmes da casa portista que depressa “alinhou a suas tropas” no sentido de não permitir que o seu adversário conseguisse sequer sonhar com o prolongamento.

 

Arbitragem: Arbitragem sem sobressaltos e a dar boa conta do recado. Apenas se critica o facto de Manuel Oliveira ter permitiu o abuso do poderio físico aos da casa.

 

Positivo: Espírito de grupo. Se há coisa que ficou bem patente no jogo de hoje é que esta equipa do FC Porto segue à risca o lema de “um por todos e todos por um”.

 

Negativo: Moreirense FC. Fraquinho, fraquinho, fraquinho, Com toda a certeza na Segunda Liga do nosso futebol existirão equipas com muito melhor qualidade do que este Moreirense FC.

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publicado às 23:55


Ponto perdido

por Pedro Silva, em 01.12.17

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imagem retirada de zerozero

 

A primeira ilação que retiro do embate entre Futebol Clube do Porto e Benfica é a de que os Dragões perderam dois pontos. A outra ilação é de que os portistas perderam, também, uma boa oportunidade de manter distâncias para um Sporting CP que é cada vez mais bafejado pelas (VAR)iavéis da arbitragem portuguesa.

 

Este foi, sem sombra de qualquer dúvida, uma jornada da Liga NOS que o FC Porto deveria ter vencido com maior ou menor dificuldade. Especialmente se tivermos em linha de conta que a equipa de Rui Vitória não jogou absolutamente nada. Ou melhor, há que ser justo e dizer que os primeiros vinte minutos desta partida que se realizou no Estádio do Dragão foram pertença do SL Benfica. Rui Vitória soube aproveitar-se da falta de experiência de Sérgio Conceição e até que se me atrevo a dizer que tanto a “ratice”, fortuna e a já de si habitual “missa” bafejaram a equipa de Rui Vitória. Vamos por partes.

 

Após o empate na Vila das Aves, Sérgio Conceição optou por mudar o “chip” à equipa. Em vez de apostar no já de si habitual futebol veloz e atacante, o Mister Conceição apostou antes numa equipa de posse e contenção com Sérgio Oliveira a ter a tarefa de ser o “maestro” que determinava todo o futebol portista. A coisa até que teria funcionado na perfeição se Rui Vitória não tivesse apresentado um Benfica disposto a pressionar alto e a cortar toda e qualquer linha de passe à defesa, meio campo e ataque do FC Porto. Dai os tais a razão de existência dos tais vinte minutos iniciais em que a equipa da Luz esteve “por cima no jogo”. E a isto se resume uma primeira parte onde apenas Marega conseguiu incomodar Bruno Varela decorridos que estavam os tais 20 minutos. Face a tal Sérgio conceição nada fez quando se exigia uma aposta na velocidade no lugar da posse.

 

Seguiu-se a segunda parte e com esta vieram as necessárias mexidas de Sérgio Conceição. Este retira do campo Sérgio Oliveira que até estava a fazer um excelente jogo pata fazer entrar um Octávio que vinha de uma lesão prolongada. Resultado prático da coisa? O Futebol Clube do Porto foi ficando cada vez mais forte no campo e tal obrigou Rui Vitória a ter de mexer no onze benfiquista. Zivkovic entrou para o lugar de Pizzi mas o sérvio acabaria por ser bem expulso pouco tempo após a sua entrada em campo. E é aqui entra em cena a “ratice” de Rui vitória. Este sabendo qual o modus operandi de Sérgio Conceição, apostou no recuo das linhas da sua equipa para, desta forma, “entupir” a aposta que Sérgio acabaria por fazer na velocidade. A saída de Aboubakar para a entrada de Tiquinho Soares foi a confirmação de aposta ganha por parte de Rui Vitória. Mas, a bem da verdade, há que dizer que difícil era não se prever tal coisa, ou não fosse Sérgio Conceição um treinador que ainda tem muito que aprender. Dito de outra forma; quando Sérgio Conceição deveria ter apostado na velocidade, este apostou em força na posse e quando este deveria ter feito o oposto não o fez e desta forma hipotecou, em grande parte, toda e qualquer hipótese de os Dragões saírem do Clássico com os 3 pontos.

 

Mas a “cereja no topo do bolo” foi a arbitragem (ou “missa”) de Jorge Sousa e de uma coisa chamada VAR que desparece do mapa sempre que o Futebol Clube do Porto joga. Duas grandes penalidades a favor dos portistas que ficaram por marcar, uma expulsão perdoada a Luisão (nem Jorge Sousa, os seus assistentes e VAR foram capazes de dar por tamanhas evidências) e um golo muito mal anulado a Héctor Herrera. Evidentemente que a equipa portista tem toda e qualquer razão de queixa da arbitragem que foi - mais uma vez - inclinada, mas não explica tudo até porque já aqui expus uns parágrafos atrás a Mea Culpa que Sérgio Conceição não quis fazer na Praça Pública.

 

Contas feitas e esta jornada apenas o Sporting CP tem motivos para sorrir. E agora é que vamos ver o que Sérgio Conceição vale como treinador pois este tipo de resultados faz mossa na moral da equipa e ainda há muito campeonato para disputar. Já o Benfica a jogar assim “vai-se espalhar ao comprido” mais cedo ou mais tarde.

 

MVP (Most Valuable Player): Sérgio Oliveira. Enquanto esteve em campo Sérgio Oliveira foi o jogador mais esclarecido e que melhor cumpriu a função que lhe foi destinada. Excelente a organizar jogo e a coordenar todo o ataque portista.

 
Chave do Jogo: A expulsão de Zivkovic. A expulsão do sérvio acabou por fitar o desfecho final desta partida. Rui Vitória aproveitou este facto para “tramar” Sérgio Conceição e foi premiado com um ponto que mantêm a equipa de Lisboa na corrida pelo título.

 

Arbitragem: Jogo que Jorge Sousa não conseguiu dominar e que não tem nota positiva. Começou por ter critério demasiado largo, teve tolerância zero à falta, nunca deixou seguir e beneficiou o infractor (entenda-se por infractor como sendo o SL Benfica), não viu a mão de Luisão na área a fechar a primeira parte, foi mal auxiliado no fora de jogo a Aboubakar (lance iminente de golo). Muitas más decisões no clássico, com prejuízo consideravelmente maior para os dragões nos lances principais.

 

Positivo: Vincent Aboubakar. Embora muito desacompanhado e muito mal servido no ataque, o ponta de lança camaronês deu tudo o que tinha e não tinha na luta titânica que travou contra a defesa benfiquista. Faltou-lhe o golo para “coroar” a sua grande exibição.

 

Negativo: José Sá e Felipe. Desastrados, desastrados e nervosos. Tanto disparate junto só por mero acaso não redundou no golo do Benfica. A melhorar até porque os melhores também tem direito a ter um mau dia.

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publicado às 23:55


Ponto perdido/ponto ganho

por Pedro Silva, em 01.10.17

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imagem retirada de zerozero

 

Após este empate em Alvalade penso que a pergunta que paira no ar é se o Futebol Clube do Porto ganhou ou perdeu um ponto. Na minha modesta opinião (tendo em consideração que em Alvalade o campo está sempre “inclinado” para os da casa) acho que os Azuis e Brancos ganharam um ponto. Obviamente que somente o tempo dirá se estou ou não correcto sobre este aspecto, mas é impossível olhar-se para o clássico e não achar-se que face à “Xistralhada” os Dragões não tenham ganho um ponto.

 

Estes jogos entre os ditos “grandes” do nosso campeonato, por norma, não decidem o campeão, mas servem para se ter uma ideia de quem tem “estofo de campeão”. E, verdade seja dita, estou em crer que o Futebol Clube do Porto mostrou hoje ser uma equipa melhor do que o Sporting Clube de Portugal. De facto este FC Porto de Sérgio Conceição demonstrou ter “estofo de campeão”. Na primeira parte da partida os Azuis e Brancos impuseram o seu futebol, tendo apenas “quebrado” na recta final do jogo. E, repito, não tivesse acontecido o “Xistrema” e o mais provável era o FC Porto ter ganho. Não basta um São Patrício para que a equipa de Jorge Jesus derrote uma equipa como a do Futebol Clube do Porto.

 

Agora se o Futebol Clube do Porto vai conseguir manter este “estofo” até ao fim do Campeonato é outra conversa. Especialmente se este se lembrar de repetir o que de tão mau fez na recta final do jogo. Isto de recuar no campo e Brahimi que finte a defesa toda do Sporting não lembra ao Diabo…. E isto de se demorar tanto tempo a tirar o argelino do campo poderia vir a ser fatal dado que a certa altura este não fazia outra coisa senão fintar-se a ele próprio até perder a bola ou fazer um passe ridículo. E Aboubakar que não marque golos simples que não é preciso.

 

Agora vamos ter a habitual paragem para os trabalhos das selecções. Que tudo corra bem e que Portugal conquiste o apuramento directo para o Mundial que se vai realizar na Rússia.

 

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Num jogo onde a intensidade física procurou sempre impor-se à técnica, Marega foi o MVP pela enorme capacidade de trabalho que mostrou em campo. Pode não ter feito as coisas da melhor maneira possível, mas foi o jogador do FC Porto que mais trabalhou para colocar a defesa leonina em sentido. Merecia ter sido feliz com um golo.

 
Chave do Jogo: Inexistente.

Arbitragem: Deslocação do FC Porto ao Estádio de Alvalade que não
esteja “inquinada” pela equipa de arbitragem não é deslocação do FC Porto ao Estádio de Alvalade. Fossem Carlos Xistra e equipa de arbitragem profissionais no verdadeiro sentido do termo e teriam marcado as duas grandes penalidades que ficaram por marcar a favor do FC Porto na primeira parte da partida. E Carlos Xistra terá também de explicar a razão pela qual William Carvalho não foi expulso por duplo amarelo dado que este se fartou de distribuir pancadaria. Por perceber está também a razão da existência do VAR? Estará lá somente para fazer número?


Positivo: Yacine Brahimi da primeira parte. O Brahimi da primeira parte deste jogo é aquele Brahimi que gostaria de ver muito mais vezes em campo. Excelente no passe e com uma visão de jogo fantástica.

Negativo: A recta final do FC Porto. Isto de se encolher no campo, bola para a frente e Brahimi que resolva poderia ter sido o fim de uma equipa que se bateu muito bem num campo tradicionalmente difícil.

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publicado às 23:00


Pois é Nuno Espírito Santo. Pois é…

por Pedro Silva, em 06.11.16

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imagem retirada de ojogo

 

Futebol Clube do Porto 1 x SL Benfica 1. Que dizer sobre este empate que sabe a uma derrota bastante amarga?

 

Primeiro que os azuis e brancos fizeram um jogão! É verdade que o Benfica de Rui Vitória vinha com a clara intenção de jogar para o “pontinho” (típico de equipa pequena), mas também é verdade que o Futebol Clube do Porto tudo fez para que os benfiquistas não pensassem noutra coisa senão no pontinho. Os portistas tiveram o controlo total do jogo durante uma hora e coleccionaram oportunidades atrás de oportunidades de golo. O problema foi que os azuis e brancos não souberam ser eficazes (a “malapata” do costume) e “esbarraram” muitas vezes num guardião de nome Ederson que foi adiando – até ao limite - o golo do FC Porto.

 

Contudo os Dragões lá chegaram ao tento que os colocou em vantagem diante das Águias. E é aqui que entra o segundo ponto desta minha analise dado que foi a partir deste momento que uma qualquer psique - que não sei explicar qual é e muito menos a sua origem - se apossou da mente dos atletas azuis e brancos que pensaram que poderiam gerir esta vantagem até ao fim do jogo. Atente-se que Diogo Jota tinha marcado o golo do FC Porto aos 50 minutos da partida, pelo que faltavam jogar ainda mais 40 minutos e os descontos (uma boa meia hora, portanto) até ao término da partida. Acto insano pensará – e bem - o leitora/a, e também o deve ter pensado Nuno Espírito Santo (NES) que face ao que tinha no seu banco de suplentes jogou as “pedras” que tinha ao seu dispor e aqui chegamos ao terceiro ponto desta minha analise.

 

As “mexidas” de NES no onze portista deixaram a entender que a tal loucura dos jogadores do Futebol Clube do Porto era intencional e que tinha sido – muito provavelmente – ensaiada nos treinos. Rui Vitória ia fazendo o que costuma fazer quando a sua equipa não vai de encontro ao desejado pelo técnico. Já NES perante o que estava a acontecer optou – e em certa medida bem – por tentar reaver o controlo do meio campo, mas esqueceu-se que o meio campo não se resume ao meio campo defensivo da sua equipa… Havia que “esticar” o jogo até aos avançados que estavam sozinhos na frente a lutar contra o mundo e arredores. Eis então que NES tem a brilhantíssima ideia de colocar Héctor Miguel Herrera em campo. Um beltrano mexicano que (citando um amigo meu) com o jogo a acabar ele sem pressão e sem motivo nenhum dá um bico para canto? É que se fosse só hoje... Dos jogadores mais burros que já vi a vestir a camisola do Porto. E ainda lhe dão a braçadeira e dizem que não o venderam por 30 milhões. Rir para não chorar mesmo.

 

Concluindo; não é justo estar a fazer do tal beltrano mexicano a principal razão de um estapafúrdio empate caseiro diante de uma equipa pequenina que no final festejou o dito como se de um feito se tratasse, mas a verdade seja dita que se não fosse a intervenção do tal beltrano mexicano se calhar estaria aqui a dissecar uma magra - mas bem conseguida - vitória do Futebol Clube do Porto diante de uma equipa do nível do Vitória de Setúbal.

 

Com tudo isto o SL Benfica continua na liderança isolada da Liga NOS a 5 pontos de distância e o Futebol Clube do Porto em segundo com cada vez mais adversários “à perna”. Bem sei que ainda falta muito campeonato, mas com as tristes figurinhas como a que vi hoje não sei se vai ser possível conquistar o título esta época. A ver vamos.

 

Chave do Jogo: Apareceu aos 50´ - altura do golo de Digo Jota - para equilibrar uma contenda que estava a ser completamente dominada pelo Futebol Clube do Porto. A partir desta altura os dragões deixaram de dominar o jogo e possibilitaram às águias chegar ao golo do empate.

 

Arbitragem: No Estádio é bem mais complicado seguir a par e passo o trabalho da equipa de arbitragem, mas pelo que vou lendo (no geral) Artur Soares Dias fez uma boa arbitragem, como tal aceito que Artur Soares Dias e os seus Assistentes tenham feito uma boa arbitragem.

 

Positivo: Os 60 minutos de Porto à Porto. Durante uma hora de jogo os azuis e brancos dominaram por completo a partida e impuseram o seu futebol.

 

Negativo: Nuno Espírito Santo. O recuo do FC Porto após o golo não foi inocente. NES tem de perceber que isto não é como treinar o “Circo Lim de Valência”.

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publicado às 23:28


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