Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Momento Mafalda (217)

por Pedro Silva, em 12.11.18

622.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:38

PS_2016oanodageringoncavscentrao_destaque.jpg 

2016 está a terminar mas este ficará para todo o sempre na história da humanidade como o ano em que a Democracia mais se fez sentir nos países ocidentais. E tal foi assim para o bem e para o mal. Em alguns países a Democracia permitiu a criação de governos onde o diálogo e cooperação se colocou à frente de tudo e todos, mas em outros os extremismos tomaram o seu lugar no Poder (ou estiveram muito perto de o conseguir).

 

Felizmente Portugal foi um dos parcos exemplos do ocidente onde a Democracia fez nascer um Governo saudável e, sobretudo, aberto ao diálogo com todas as forças políticas. Se cá pelo nosso Burgo a Direita insiste em ser extremista não é por culpa da famosa “Geringonça” mas sim porque esta insiste numa estratégia de radicalização tal que, mais cedo do que tarde, a vai condenar ao fracasso político por muitos e longos anos.

 

Contudo Portugal é, infelizmente, o único exemplo daquilo que a Democracia tem de bom numa era que se adivinha perigosa e extremista. A tal se deve a “fabulosa” postura da União Europeia e das enormes falhas do sistema capitalista nos últimos tempos, mas isto é assunto para outras conversas.

 

Marcelo Rebelo de Sousa rapidamente percebeu o quão preciosa é a “Geringonça” nos tempos que correm. Marcelo tem procurado pautar a sua actuação enquanto Presidente da República pela manutenção de uma estabilidade. Este tem procurado evitar que o famoso “Centrão” regresse ao Poder e ainda bem que o faz pois o problema dos extremismos nas Democracias ocidentais está precisamente no “Centrão”.

 

Não se tenha a mais pequena dúvida de que a rotatividade entre Esquerda e Direita no “Cadeirão do Poder” que o “Centrão” patrocina criou espaço para que recentemente a Áustria tenha estado muito próxima de eleger um Presidente oriundo da extrema-direita. O mesmo tipo de lógica se aplica ao famigerado “Brexit. E, bem vistas as coisas, é muito por culpa do “Centrão” que uma personagem obscura como Donald Trump pôde ser eleita Presidente dos Estados Unidos da América.

 

O ano de 2016 marca o fim de um sistema saturadíssimo que já não consegue dar resposta às necessidades do presente e do futuro do ocidente. O “Centrão” colapsou de tal forma que 2017 poderá vir a ser o ano em que o Mundo ocidental se radicalizará de tal forma que voltaremos a sentir os ventos que assolaram toda a Humanidade no século XX.

 

2016 foi o ano da “Geringonça” vs “Centrão”. Em Portugal a “Geringonça” travou uma árdua batalha mas ganhou a guerra ao “Centrão", mas no resto do Mundo Ocidental tal não sucedeu e 2017 pode muito bem vir a ser o ano em que o “Frankenstein” que o “Centrão” criou irá andar à solta… Isto, claro, se nada for feito para se evitar que tal venha a ser uma triste realidade. As próximas eleições no centro e norte da Europa dar-nos-ão a ansiosa resposta.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (26/12/2016)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:59


Momento Mafalda (116)

por Pedro Silva, em 06.12.16

116.jpg 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:23


Momento Mafalda (115)

por Pedro Silva, em 30.11.16

115.jpg 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:10


Uma Direita com lata

por Pedro Silva, em 19.09.16

PS_umadireitacomlata_destaque.jpg 

Ponto prévio; para que servem os impostos? Para duas coisas muito importantes nas sociedades contemporâneas. O primeiro grande objectivo dos impostos é o de criar financiamento para que o Estado possa servir, da melhor maneira possível, os seus cidadãos. O segundo grande objectivo dos ditos é o de criar justiça social dado que o Mundo em que vivemos, onde o Capitalismo selvagem é Rei e Senhor, é pródigo na criação de desigualdades sociais que podem provocar graves convulsões sociais (como exemplo veja-se o que sucedeu antes da a 2.ª Guerra Mundial).

 

Obviamente que o que foi por mim descrito no pronto prévio só funciona em alguns países. Noutros, por força das mentalidades e percurso histórico, as coisas não se desenrolam desta forma. Muitas vezes os impostos – sejam eles directos ou indirectos – são “armas” que são utilizados pelos partidos que se encontram no poder para modelarem a sociedade do seu país à sua maneira.

 

Em Portugal nos últimos quatros anos a Direita serviu-se desta “arma” para impor aos portugueses uma nova forma de estar, forma de estar esta que consistiu não no equilíbrio das contas públicas nem na melhora da prestação dos serviços prestados pelo Estado mas sim na criação de um tremendo fosso entre os ricos e os pobres. E justiça lhe seja feita! O Governo de PSD/CDS – liderado por Passos Coelho e no qual Assunção Cristas foi Ministra – conseguiu aquilo que nem os sucessivos Governos de Cavaco Silva e Durão Barroso/Santana Lopes conseguiram. Nunca Portugal teve tantos ricos. E tudo isto graças a uma política fiscal que praticamente isentou as grandes fortunas do pagamento de impostos vs política fiscal intensamente agressiva sobre a Classe Média/Pobres. Toda esta operação teve um nome pomposo e uma desculpa esfarrapada que durante muito tempo “colou”. Falo, obviamente, da “austeridade” e do “foi a Troika que mandou”.

 

Com a recente mudança de Governo por via das eleições legislativas, eis que temos no nosso horizonte mais próximo uma política fiscal que visa alcançar um dos grandes objectivos dos impostos: o da justiça social. Isto porque tudo parece indiciar que o Executivo de António Costa pretende alargar a dita “austeridade” a todos os sectores da nossa Sociedade. Dito de outra forma; para o actual Governo quem tiver mais rendimentos vai passar a pagar mais impostos, possibilitando assim que quem tenha menos rendimentos pague menos impostos.

 

Ora perante tamanha evidência como reage a Direita (entenda PSD e CDS)? Aumento brutal de impostos! Dizem ambos. Descodificando tal afirmação, para a Direita justiça social é sinónimo de aumento brutal de impostos.

 

Para mais é preciso ter-se uma tremenda lata para se vir para a Praça Pública falar em “aumento brutal de impostos” quando durante os últimos quatro anos quem “massacrou” uma grande maioria de portugueses com impostos, taxas e “taxinhas” foram PSD e CDS.

 

p.s. O outro grande objectivo dos impostos (equilíbrio das contas públicas e melhoria da eficácia dos serviços públicos) poderia funcionar - em Portugal e não só - caso o Mundo não estivesse hoje envolto num Capitalismo selvagem onde só interessa fazer dinheiro seja a que custo for. Para mais a Europa está teimosamente “presa” a um caduco e desfasado Tratado Orçamental que a impede de ser o Estado Social que diz ser.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (19/09/2016)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:10


Mais sobre mim

foto do autor


gatices


gatos no telhado


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Calendário

Fevereiro 2019

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
2425262728

Futebol Clube do Porto


9 de Março de 1916

<<Por cada soldado, uma papoila

No a l'opressió d'Espanya!


Catalunya lliure!


Portugal é uma Democracia

13769388_930276537084514_2206584325834026150_n

Publicidade


Blog Rasurando

logo.jpg




Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D