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E agora não falam?

por Pedro Silva, em 05.05.20

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Enquanto que cá pelo nosso Portugal perdemos tempo a debater o que não tem interesse algum como é o caso de os peregrinos não poderem participar nas celebrações de Fátima, por este Mundo fora vão acontecendo coisas graves. Gravíssimas que tem por base a pandemia que devastou por completo o nosso modo de estar na Vida e que, em certos países, aumentou o crasso e problemático fosso social.

O maior exemplo de tal é o Brasil. Na República Federativa do Brasil a desigualdade social não é uma novidade. É algo que se tem vindo a agravar nas últimas décadas. A governação de Lula da Silva e Dilma Roussef, juntamente com um conjunto favorável de factores económicos, pode ter atenuado um pouco o problema, mas a verdade é que este nunca deixou de existir. A crise da Covid-19, aliada à forma caricata e – porque não dizê-lo? -apalermada como Jair Bolsonaro tem gerido a problemática para desta tirar proveito e (quem sabe?) arranjar forma de se eternizar no poder, apenas tem exposto ainda mais o quão desigual é o país das chuteiras.

Ainda esta semana o famoso jornal Folha de São Paulo publicava um estudo em que ficava bem patente o quão desigual é o Brasil. Segundo este matutino, a ordem de confinamento era acatada pelas classes mais abastadas enquanto que as que oferecem mais resistência são as mais pobres (entenda-se favelas). Tal tem sido bem patente na forma como a pandemia se tem espalhado pelos vários Estados brasileiros com Manaus, o parente mais pobre de todos, mergulhado num caos sem precedentes.

Como se não bastasse, no meio de tudo isto Jair Bolsonaro, Presidente eleito da República Federativa do Brasil apoia publicamente manifestações que pretendem impor uma ditadura militar, atenta contra os órgãos de soberania sempre que estes não acatam os seus desejos e ensejos, demite ministros que não pactuam com o seu tremendo desleixo perante a mortalidade provocada pelo coronavírus, apoia e incita actos de violência contra órgãos da comunicação social que o criticam e apela à violência física e verbal contra quem acha que a pandemia se deve combater da mesma forma que a maioria dos países (isolamento social, confinamento, paragem da actividade económica, etc).

Jair Bolsonaro acha que a Constituição lhe deve lealdade e respeito. Quando em democracia deveria ser o oposto. E, salvo prova em contrário, o Brasil é um país onde impera a democracia. Recorde-se que Bolsonaro foi eleito. Não tomou o poder de assalto pela força das armas.

Em suma, Jair Bolsonaro actua, pensa, age e participam e patrocina actos públicos que assentam no autoritarismo. Uma postura idêntica em muitos aspectos ao de Nicolás Maduro, conhecido líder da Venezuela.

Ê aqui que reside o cerne da questão… Maduro é – muito bem – fortemente criticado e isolado por algumas nações europeias, sul americanas e Estados Unidos da América. Já Jair Bolsonaro parece ser apontado como um maluquinho que tem piada porque no Brasil tudo se compra, tudo se tolera e tudo se faz porque tudo tem um certo e determinado preço.

Bem sei que estamos todos a passar por uma crise a todos os níveis sem precedentes e que vai deixar marcas profundas, para todo o sempre, nas nossas vidas, mas apetece-me perguntar que a história não nos ensina mada?

Bolsonaro não está a fazer nada de novo. Nada que anteriormente não tenha sido feito na américa latina com o alto patrocínio dos Estados Unidos e de muitas nações europeias que fizeram com que ditaduras sanguinárias prosperassem durante décadas.

É caso para se dizer, e agora não falam? Ou só falam quando o maluco que se apossa do poder é oriundo da esquerda radical?

Artigo publicado no site Repórter Sombra

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publicado às 21:30


Palermices & Companhia

por Pedro Silva, em 21.04.20

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Os tempos que correm são complicados. Inéditos não o são dado que a Humanidade já enfrentou várias pandemias no passado. Muitas delas com consequências bem mais nefastas do que a actual provocada pela SARS-cov2 (Covid-19) dado que o Mundo não possuía, nem um terço, do conhecimento e material científico e médico que tem hoje à sua disposição.

Temos tudo para não sofrer da mesma forma que os nossos antepassados sofreram com a doenças terríveis como a gripe espanhola (por exemplo) que marcou – e de que maneira – um Mundo em plena Guerra Mundial.  

Contudo o cenário actual não é bem esse…

Bem que poderia e deveria ser. A razão até que o dita desta forma, mas existem no nosso planeta três figuras que por força dos destino e de uma conjugação infeliz de factores fazem com que a crise do Covid-19 seja muito mais profunda do que aquilo que já o por natureza. E logo 3 figuras icónicas que por força da Democracia comandam os destinos dos seus países.

Para quem ainda não percebeu a quem me refiro, eis que apresento a fabulosa equipa do Palermices & Companhia.

Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América. O “cowboy” que assumiu o papel de Xerife pretende colocar toda a China no banco dos réus porque, segundo a sua lógica, foi esta quem escorraçou o vírus para todos os outros. Objectivo de tal? Ainda não se sabe, mas acho que terá alguma coisa a ver o facto de os chineses serem - “somente” - os maiores credores da segunda maior economia do Mundo. Para mais, a malta morre aos milhares nos Estados Unidos e muitos são enterrados em valas comuns porque isto do distanciamento social é uma treta made in China comunista.

Jair Bolsonaro, Presidente da República Federativa do Brasil. O Capitão sem medo que puxa pelos galões para apelar a golpes militares no seu país porque isto da Covid-19 não passa de uma “gripezinha”. Bolsonaro é um visionário que lidera um país onde alguns dos seus Estados tem de partilhar ambulâncias e onde existem povoações que nem sequer sabem o que água canalizada. O arrojado Bolsonaro ainda vai arranjar forma de colocar a China como autora dos seus apelos públicos ao regresso à Ditadura. Entretanto se porventura morrerem uns quantos milhares de brasileiros por causa da Covid-19 e o Brasil vir a enfrentar no futuro uma crise sem precedentes a culpa é de toda a gente menos do Capitão.

Boris Jonhson, Primeiro-ministro de Inglaterra. Para Boris o Keep Calm and Carry On é uma velha máxima britânica quem tem de ser seguida à risca. Até porque isto da pandemia não é para o holligan britânico. Para além de tal, o Serviço Nacional de Saúde lá do tasco aguenta tudo e mais alguma coisa. Pelo menos era assim que este pensava antes de a Covid-19 lhe ter entrado pela casa adentro e o ter colocado na cama de um Hospital a lutar pela Vida. Agora está em fase de recuperação e tem-se remetido ao silêncio enquanto o Reino Unido enfrenta uma onda de mortes e onde a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde é cada vez maior chegando-se, inclusive, ao ponto de se temer o colapso do dito Serviço.

Artigo publicado no site Repórter Sombra

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publicado às 21:30


A Sra. Ministra tem mais do que fazer

por Pedro Silva, em 10.03.20

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Não quero, de forma alguma, ser mais um a bater no “ceguinho” (entenda-se aqui Covid-19 ou coronavírus para os amigos). E não quero desempenhar tal papel porque nunca tive grande jeito para o comércio. Vendas não é comigo. Prefiro deixar isto para quem sabe. Na apelidada economia paralela há quem por lá ande e tenha mestrado na matéria do aproveitar é que está o ganho. Felicidades para quem anda nesta vida.

Eu cá prefiro falar de algo que ninguém fala. Eu sei ninguém mais quer saber de outra coisa senão a temática do momento. Ou melhor. Ninguém quer saber até ao dia em que a tal temática lhe entre pela casa adentro por obra de graça da Comunicação Social e afins.

Ora para quem não sabe, sou Solicitador. Já há uns anos que exerço e, como tal, tenho o prazer de poder conviver diariamente com aquilo que por cá no nosso burgo se apelida de burocracia ás paletes, chico-espertice, saloice-mor, preconceitos, frases feitas, discursos batidos e outras coisas tais. Como eu não tenho paciência (e quem me está a ler também não), prefiro deixar todas estas coisas lindas do nosso Portugal de lado e centrar-me numa que, repito, ninguém quer saber mas que acredito que quando passar a onda do vírus vai passar a ser temas de gritaria nas nossas televisões, rádios e jornais. Isto se a chico-espertice de quem nos diz governar não voltar a fazer das suas.

Pouca gente sabe – ou está-se a marimbar porque não os afecta minimamente – mas o nosso Estado (mais concretamente a nossa Assembleia da República) aprovou um pacote legislativo que facilitou a atribuição da nacionalidade portuguesa. Tal é, a meu ver, revelador de uma estratégia inteligente e sensata porque começa a ser cada vez mais complicado fazer-se face ao cada vez mais evidente e progressivo envelhecimento da sociedade portuguesa que há não muito tempo convidou os seus jovens licenciados a dar uma grande curva para os lados do estrangeiro.

Com a pseudo guerra fria que Portugal e mais uns quantos resolveram levar a cabo com a Venezuela do maluquinho Maduro & Companhia para, desta forma, poderem agradar ao Uncle Sam (e Trump a borrifar-se para isto) aliada à profunda crise económica que está a atravessar a América Latina e a arrasar um Brasil que se deixou encantar pelas tretas de Bolsonaro & Comparsas, é natural que o fluxo de migrantes para o nosso querido país tenha aumentado em 1000%.

Tendo, então, em linha de conta a tal flexibilização da atribuição da nacionalidade portuguesa e factores que fiz referência no paragrafo anterior, sõ mesmo um boi a olhar para um palácio não poderia prever um lento, doloroso, claro, manifesto e dramático entupimento dos serviços de Registo Civil do nosso mui querido Instituto dos Registos e Notariado. Instituto este que, para além de não ter promovido o necessário reforço de pessoal e/ou criação de uma alternativa electrónica para o requerimento de atribuição da nacionalidade portuguesa, ainda se arvora no direito de cobrar €175 por pedido e mandar aguardar porque não há pessoal que chegue para fazer face a tanto requerimento.

E nem vale a pena vir para aqui dizer que este mesmo Instituto (mais concretamente na Conservatória dos Registos Centrais de Lisboa – CRC) teve a brilhante ideia de durante os cinco dias de cada semana fazer entrar nas suas instalações o pessoal que vai para a sua porta desde as 4H da manhã não vá a Comunicação Social se aperceber de tal e ir incomodar a Exma. Sra. Ministra da Justiça que, segundo me confidenciaram, tem mais do que fazer do que melhorar os serviços que o seu Ministério presta em troca de uns vulgos €175 (que muita gente os arranja sabe-se lá à custa de que sacrifícios).

Para mais, de nada serve o facto de uma pessoa estar doente e necessitada de cuidados médicos com urgência que o seu país de origem não pode facultar. Há que aguentar três anos ou mais pela decisão ou então morrer, ficar cego(a) ou padecer até definhar de uma outra qualquer doença grave.

Relembro que a legalização da eutanásia está ali ao virar da esquina. A Sra. Ministra tem mais do que fazer.

Artigo publicado no site Repórter Sombra (10/03/2020)

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A escola Trump

por Pedro Silva, em 09.10.18

Imagem crónica RS.jpg 

A foto que ilustra este meu artigo de opinião é da Sra, Juli Briskman, candidata às eleições de Novembro nos Estados Unidos da América.

 

Juli é famosa por há cerca de um ano ter mostrado o dedo do meio ao Presidente dos Estados Unidos da América e ter publicado a foto do dito acto na rede social facebook. Já no que concerne a ideias sobre o que pretende fazer pelo seu eleitorado caso seja eleita sabemos zero. Pelo menos foi esta a impressão com que fiquei após ter lido a entrevista que a aqui referida Sra. deu ao semanário Expresso.

 

Ora, segundo a própria, nos USA existem muitas mais pessoas com uma motivação política igual à sua. E por motivação política entenda-se aqui, desde já, ódio latente a Donald Trump e a tudo o que este diga ou faça. Tal é um factor deveras preocupante. Especialmente se tivermos em linha de conta que começa a ser cada vez mais “normal” termos “actores” e “actrizes” políticos e políticas cuja forma de estar é igual – quando não é pior – à da Sra. Juli Briskman. Dito de outra forma; hoje em dia começa a generalizar-se a perigosa ideia de que a participação na vida política (seja através do voto ou da governação) se centra, cada vez mais, na ideia de punição de determinado governante. Ou seja, as sociedades ocidentais democráticas estão a substituir a capacidade intelectual por uma demanda sem fim que se centra, exclusivamente, na luta vingativa entre massas. Isto é a “Escola Trump” porque foi esta a fórmula utilizada por Donald Trump para chegar ao Poder e, pelos vistos, para lá se manter por mais algum tempo.

 

A Escola Trump é algo que é aproveitado por personagens obscuras como Jair Bolsonaro que tem sido exímio na exploração do discurso de ódio que lhe permitiu quase ter vencido a eleição presidencial à primeira volta! E desenganem-se aqueles e aquelas que pensam que a Escola Trump só fez (e faz) estragos no Novo Mundo e arredores. Já começam a ser muitos (demais até!) os que no Velho Continente seguem esta filosofia política. Assim de cabeça recordo-me da forma como os actuais governantes conquistaram o Poder na Áustria, Hungria, Polónia, Itália e se preparam para o fazer na Roménia, Chipre e outros países onde a corrupção e o ajustamento financeiro forma (e ainda são) uma realidade.

 

CR7 vs Mayorga

 

O caso da suposta violação do futebolista internacional português Cristiano Ronaldo tem sido o tema de destaque da imprensa nos últimos tempos. Tal tem naturalmente, diga-se desde já, sido motivo de analise por parte de alguns comentadores da nossa Praça Pública. Comentadores que, pela sua riqueza intelectual e/ou estatuto social e profissional, tem um peso muito grande na determinação daquilo que é  apelidado de Opinião Pública.

 

Não sou alheio ao assunto, contudo talvez por ser um dos muitos Agentes da Justiça, prefiro deixar que as coisas sigam o seu curso normal e, somente depois de quem de Direito tiver feito o sue trabalho de investigação e por conseguinte julgamento, é que irei retirar as minhas ilações e, caso se justifique, torna-las públicas.

 

Ora tudo isto para aqui dizer que me pareceu deplorável e de uma falta de senso terrível a recente posição pública de Miguel Sousa Tavares (e outros Comentadores da nossa Praça) sobre o dito caso.

 

Podemos e devemos ter uma opinião sobre o que nos rodeia. Podemos e devemos dar a saber a quem nos quiser ouvir e ler o que pensamos sobre os mais variados temas. Agora o que não podemos nem devemos é ser Polícia, Advogado e Juiz ao mesmo tempo sob pena de no futuro termos de “dar o braço a torcer” ou então de dar uma de “teimoso invertebrado” com o tremendo prejuízo que isto tem para a nossa imagem pública e privada.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (09/10/2018)

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Os extremos que dão pelo nome de Brasil

por Pedro Silva, em 02.10.18

imagem crónica RS.jpg 

Há quem defenda a ideia de que a história não se repete. Tal teoria está muito em uso entre os historiadores. E, efectivamente, a história não se repete mas o Ser Humano comete erros (alguns por vontade própria outros por manifesta falta de tacto), daí que a meu ver se possa dizer que a História não se repete mas que faz cópias de má qualidade de si mesma. O que se está a passar actualmente no Brasil é um bom exemplo de tal.

 

O Brasil é actualmente um país cuja capacidade de produção de recursos próprios é extraordinariamente elevada. Tal é um facto que o maior país da América Latina não soube, nunca, aproveitar desde que se libertou das amarras da colonização portuguesa (e não só), contudo o Brasil, talvez por ser um país que tem ainda muitas cicatrizes e feridas bem abertas pelo processo de escravização que os portugueses (e não só) levaram a cabo durante décadas nas Terras de Vera Cruz a desigualdade em função do tom da cor da pele é ainda uma triste e enfadonha realidade…

 

Daí que se perceba muito daquilo que é hoje em dia o Brasil. Um país de extremos que tem de tudo para ser uma das maiores potências económicas mundiais. E está bem patente nas próximas eleições presidenciais cuja campanha eleitoral tem sido marcada pelo crasso extremismo entre as várias facções políticas. Aliás, bem vistas as coisas, hoje no Brasil desenrola-se uma luta titânica entre negros e brancos pela conquista do Poder. Já a histórica corrupção que é promovida tanto por negros como por brancos – e que impede este mesmo Brasil de seguir em frente e de se desenvolver - vai manter-se firme e será, sem sombra de dúvida, a grande vitoriosa desta luta dos extremos que dão pelo nome de Brasil.

 

Foi há um ano….

 

O tempo passa depressa. Depressa demais. Especialmente para quem ainda tinha a vã esperança de que Espanha se comportasse como o Estado democrático que diz ser.

 

Foi há um ano que a polícia espanhola, por ordens do entretanto demitido Governo de Mariano Rajoy, carregou violentamente sobre a população catalã que pacificamente procurou participar num referendo unilateral que determinaria uma simbólica separação da manta de retalhos que dá pelo nome de Espanha.

 

Foi há um ano que por Portugal e restante União Europeia se procurou passar a ideia de que os catalães são, na sua crassa maioria, um conjunto de terroristas que devem ser tratados da forma violenta e discriminatória como são tratados os políticos catalães presos e exilados no estrangeiro.

 

Foi há um ano que muitos políticos catalães, outrora membros da «Generalitat» que foram forçados a fazer o papel de Copérnico sob a ameaça da tirania da monarquia espanhola que patrocinou e apoiou a violência policial a que já aqui fiz referência.

 

Efectivamente o tempo passa depressa. Depressa demais. Especialmente para quem ainda tinha a vã esperança de que Espanha se comportasse como o Estado democrático que diz ser.

 

Artigo publicado no site Repórter Sombra (02/10/2018)

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