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Um Gato de Rua Chamado Bob

por Pedro Silva, em 29.01.17

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BiografiaComédiaDrama - (2016) "A Street Cat Named Bob"

Realizador: Roger Spottiswoode

Elenco: Luke Treadaway, Bob the Cat, Ruta Gedmintas, Joanne Froggatt

 

Sinopse: Enquanto trabalhadores lotam as ruas de Covent Garden, em Londres, um simpático gatinho laranja chama a atenção da multidão. Com um vistoso lenço em volta do pescoço, Bob, como é chamado, vive com James Bowen (Luke Treadaway), que toca música pela cidade com seu violão surrado. Mais do que um companheiro de rua, Bob é protagonista da história de superação e da luta contra as drogas de seu dono. Baseado em fatos reais.

 

Critica: Quem disse que um filme para ser muito bom e cativante tem de ser complicado, altamente ficcionado e despesista q.b.? Um Gato de Rua Chamado Bob do Realizador Roger Spottiswoode é – mais - um bom exemplo de como Hollywood tem ainda muito que aprender no que a cinema de qualidade diz respeito.

 

Sempre tive para mim que não existe melhor argumento do que aquele que vamos criando no nosso dia-a-dia. O argumento desta fabulosa produção de Roger Spottiswoode é exactamente isto. Uma descrição (ficcionada aqui e acolá) do dia-a-dia de uma pessoa normal que se encontrava numa fase tremendamente complicada e a forma como conseguiu dar a volta a esta mesma fase. Simples, prático e tremendamente eficaz. E assim se cria um argumento super interessante que cativa a nossa atenção do princípio ao fim do dito filme.

 

E que dizer do elenco deste filme? Maravilhas! Não é nada fácil para um actor e actriz desempenhar um papel tão banal como o de uma pessoa vulgar que vemos todos os dias, mas há que dizer que Luke Treadaway fez aquilo que na gíria se apelida de “papelaço”. Fantástico o desempenho deste actor numa história que toca profundamente na alma de todos nós. Muito do grande interesse que este “Um Gato de Rua Chamado Bob” é fruto do fantástico trabalho de Luke Treadaway. E desta vez posso dizer que ao lado de um grande actor esteve uma grande actriz. Joanne Froggatt “partiu a louça toda” ao ter desempenhado um papel que exigiu imenso da actriz dado que a sua personagem passa por uma grande panóplia de emoções. Em suma; um elenco fantástico de um filme fantástico.

 

Em termos de cenários e banda sonora tenho de, mais uma vez, tirar o meu chapéu a Roger Spottiswoode. Cenários diversificados extraordinariamente bem filmados e cirurgicamente adequados aos vários momentos da história que nos vai sendo contada. A tudo isto junta-se uma banda sonora extraordinária. Quem dera a muito “hollywoodesco” poder fazer uma coisa assim.

 

Concluindo; “Um Gato de Rua Chamado Bob” do Realizador Roger Spottiswoode tem a minha recomendação. Vale mesmo a pena!

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publicado às 22:53


A Força da Verdade

por Pedro Silva, em 08.01.17

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Biografia, DramaDesporto - (2015) "Concussion"

Realizador: Peter Landesman

Elenco: Will Smith, Alec Baldwin, Albert Brooks

 

Sinopse: Este filme dá a conhecer a luta de Dr. Bennet Omalu, neuropatologista forense de renome, contra a National Football League (NFL), para que fossem reconhecidos os elevados riscos cerebrais a que os jogadores de futebol americano estão sujeitos. Investigações levadas a cabo pelo Dr. Bennet Omalu em jogadores de futebol americano decobriram uma grande incidência de Encefalopatia Traumática Crónica (CTE), uma doença cerebral degenerativa que afeta principalmente pessoas com histórico de lesões constantes, mesmo que leves, na cabeça. Uma doença outrora associada a lutadores de ringue e por isso até então conhecida como demência pugilística. O primeiro caso entre jogadores de futebol americano da doença foi descrito em 2002, em Mike Webster, ex-Pittsburgh Steelers. E em 2005, fruto de um projeto de investigação conduzido por Omalu no Departamento de Patologia da Universidade de Pittsburgh, foi publicado um artigo no jornal Neurosurgery, intitulado "Chronic Traumatic Encephalopathy in a National Football League Player".

 

Critica: Ano novo, filme em condições. Eis uma boa maneira de dar o pontapé de saída em mais um ano de cinema. “A Força da Verdade” de Peter Landesman está longe (muito longe) de ser um filme que entre no top 10 das minhas preferências cinematográficas, mas é um filme que tenho de catalogar como bom.

 

Há uma razão para não considerar esta produção de Peter Landesman uma criação de top. O seu argumento é banal (para não dizer banalíssimo). Embora a temática deste “A Força da Verdade” seja algo controversa e teca algumas críticas à sociedade norte-americana, a verdade é que o argumento deste filme não é nada que já não tenha sido utilizado em outros filmes. O que é demais enjoa e é muito por causa disto que o argumento de “A Força da Verdade” acaba por ser algo desinteressante. Nem as partes mais ficcionadas o salvam do rótulo de banal.

 

Já o elenco é outra conversa. Outra conversa para bem melhor. E muito por causa de Will Smith. O actor norte-americano faz aquilo que na gíria se denomina de “papelaço”. Excelente o desempenho de Will Smith. Este acaba por ser a alma deste “A Força da Verdade”. E é muito por causa deste seu desempenho que acabo a considerar este filme como algo de bom. Alec Baldwin também não fica nada atrás de Will Smith na interpretação do seu papel.

 

Seno elenco esta produção de Peter Landesman é das melhores, já o mesmo nãos e pode dizer dos cenários e banda sonora. Cenários pouco ou nada variados embora bem filmados aqui e acolá e a banda sonora quase não existe. Tal acaba por retirar muito do potencial interesse que um cinéfilo pode ter neste “A Força da Verdade”.

 

Em suma, dou a minha recomendação a esta produção de Peter Landesman não obstante os muitos “contras” e poucos “prós”.

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publicado às 19:28


Milagre no Rio Hudson

por Pedro Silva, em 27.11.16

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BiografiaDrama - (2016) "Sully"

Realizador: Clint Eastwood

Elenco: Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney

 

Sinopse: Em meados do mês de Janeiro de 2009 um Airbus A320, pouco depois de descolar do Aeroporto LaGuardia, em Nova Iorque, atingiu um grupo de gansos-do-canadá, que resultou numa imediata perda de potência de ambas as turbinas. Sem opções de aterragem segura, o Capitão Chesley “Sully” Sullenberger decidiu com êxito a proeza de amarar o avião praticamente intacto no Rio Hudson, perto de Manhattan, poupando assim a vida dos 155 passageiros, que foram logo de imediato socorridos pelas embarcações locais. Pelo feito histórico, o Capitão “Sully” e a restante tripulação foram considerados heróis nacionais,e condecorados com a Medalha de Mestre da Guild of Air Pilots and Air Navigators. Mas só depois de uma investigação rigorosa sobre a sua reputação e carreira.

 

Critica: Para ser muito sincero aviso desde já que não vou dizer maravilhas sobre esta produção de Eastwood. Não que o “Milagre no Rio Hudson” não esteja interessante e bem trabalhado, mas está longe de corresponder às minhas expectativas. Par ser sincero esperava algo mais de Eastwood, mas o Realizador insiste em fazer filmes cujo público-alvo é – somente – o Norte-americano.

 

Efectivamente o que “fere de morte” este “Milagre no Rio Hudson” é o seu argumento. O dito não tem nada de especial. Ou melhor, até que tem algo de especial, mas este algo diz muito mais aos nova-iorquinos do que a qualquer outro público fora dos Estados Unidos. Eastwood (como veterano que é) já deveria saber disto, mas este continua a insistir nesta sua táctica e parece-me que tão cedo não vai abdicar dela. É uma pena que seja assim, pois Clint Eastwood até que trabalha muito bem as suas produções cinematográficas.

 

Quanto ao elenco… Bem… Este dispensa apresentações, mas a verdade seja dita que gostei muito mais do trabalho de Aaron Eckhart. Tom Hanks mão esteve nada mal e até que interpretou muito bem o seu papel, mas tenho de confessar que gostei mesmo muito mais do trabalho de Eckhart. Aaron pareceu-me muitas vezes bem mais à vontade e interessado em fazer o seu melhor do que Tom Hanks que parece já estar numa de fazer cinema por mero passatempo. Não que o Tom tenha estado mal – repito – mas já não é aquele Tom Hanks que marcou uma geração de actores de Hollywood. Já Laura Linney teve uma prestão “assim, assim”.

 

Quanto aos cenários e banda sonora. Clint Eastwood não costuma desiludir no que aos cenários diz respeito. E realmente este não desiludiu nesta sua última obra. Os cenários estão perfeitos e em linha com o que realmente se passou. Já a banda sonora fica um tido ou nada aquém do exigido.

 

Concluindo; “Milagre no Rio Hudson” é um filme de serão de fim-de-semana, mas não é nada mau pelo que tem a minha recomendação.

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publicado às 23:55


Anthropoid

por Pedro Silva, em 12.11.16

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BiografiaHistóriaThriller - (2016) "Anthropoid"

Realizador: Sean Ellis

Elenco: Jamie Dornan, Cillian Murphy, Brian Caspe, Karel Hermánek Jr.

 

Sinopse: Baseado em um dos grandes eventos da Segunda Guerra Mundial, a Operação Antropoid, que visava matar o general Heydrich, que era protetor do reich. Terceiro homem mais poderoso do período nazista, ele foi o principal arquiteto da solução final das questões judáicas e da ocupação nazista na Tchecoslováquia. Suas ações fizeram com que soldados aliados se unissem para mudar o futuro da Europa.

 

Critica: Para ser o mais honesto possível nesta minha análise, tenho aqui de confessar que eu já conhecia todos os pormenores e história da Operação Anthropoid pelo que não fiquei particularmente satisfeito após ter visto a produção cinematográfica de Sean Ellis. Não que o filme não esteja razoavelmente bom, mas sim porque o dito não trouxe nada de muito diferente áquilo que se pode ver num bom documentário sobre a matéria.

 

Ora face ao que já aqui disse sobre este Anthropoid não será - presumo – muito difícil perceber que o seu argumento não está nada de especial. Basicamente é a história em torno da dita operação militar com algum romance à mistura. Pouco mais do que isto. Obviamente que o seu Realizador terá optado por trilhar este caminho, mas a verdade seja dita que tal transformou o filme num qualquer documentário. Um documentário bem produzido mas que está longe de nos encantar como produção cinematográfica (no que ao argumento diz respeito, pois claro).

 

Já no elenco só tenho elogios em cima de elogios porque fiquei com a nítida e clara impressão de que todo o elenco soube como interpretar os seus papéis na perfeição. E acredito que não tenha sido fácil pois falamos de uma época muito documentada mas que exige sempre muito dos actores e actrizesmp que à interpretação diz respeito.

 

Por último há que dizer que em termos de cenários o trabalho de Sean Ellis está extraordinário, mas bem que poderia – e deveria – ter sido acompanhado por uma banda sonora à altura de tão bom trabalho. É uma pena que assim seja.

                                                                                                                                 

Concluindo; acredito que Anthropoid desperte o interesse a quem não conhecer a sua história, já para quem a conhece eis que terá pela frente um filme razoável que ajuda a passar o serão.

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publicado às 23:28


A Queda de Wall Street

por Pedro Silva, em 11.03.16

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BiografiaDrama - (2015) - "The Big Short"

Realizador: Adam McKay 

Elenco: Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt

 

Sinopse: Quando quatro homens viram o que os grandes bancos, comunicação social e governo recusaram ver, o colapso global da economia, tiveram uma ideia. Os seus investimentos arrojados levaram-nos aos meandros do sistema bancário moderno, onde têm de questionar tudo e todos

 

Crítica: Começo por dizer que este “A Queda de Wall Street” de Adam McKay  é uma produção interessante mas longe, muito longe mesmo, de ser bom ou até mesmo excepcional. Tudo isto devido à forma algo complexa como o Realizador procura expor a enfadonha Sociedade em que vivemos actualmente.

 

O “problema” deste filme reside precisamente no seu argumento. O dito é “pesado” demais tendo em consideração a mesnage4m que o realizador pretende passar. Em muitos momentos somos brindados com momentos didácticos e alguma diversão, mas é muito complicado seguir a linha dos acontecimentos dado que Adam McKay  recorre quase sempre a muitos dos termos técnicos utilizados no mundo da alta finança. Efectivamente o argumento do “A Queda de Wall Street” é interessante mas sou da opinião que não era necessário tanto termo técnico para se criticar o Capitalismo.

 

Relativamente ao elenco sou da opinião que este não é nada de especial. Basicamente, tirando uma ou outra execpção, este não acrescenta nada de mais a este filme. Nota-se que houve uma clara preocupação da parte de Adam McKay  para que os seus actores e actrizes soubessem o que diziam e faziam, mas não há ali nada de especial. Para se ter uma ideia do que penso sobre este elenco digo-vos que para mim este está ao nível dos que trabalharam no filme “O Caso Spotlight”.

 

Por último a banda sonora e cenários. A primeira quase não existe e tal acaba por tirar algum interesse a uma produção cinematográfica que mais parece uma aula de economia aplicada. Quanto aos cenários, estes até que estão engraçados mas não acrescentam, nada de especial e não ajudam a “digerir” alguma da vasta complexidade que este filme nos vai apresentando.

 

Concluindo; para quem tiver curiosidade de perceber como chegamos ao ponto em que estamos este “A Queda de Wall Street” pode ser uma boa opção para um serão bem passado, mas o grande objectivo de Adam McKay, repito, não é este pelo que não poderei recomendar o dito,

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publicado às 23:43


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