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Tranquilo...

por Pedro Silva, em 20.12.20

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imagem retirada de zerozero

Tranquilo. Jogo bem tranquilo este que o Futebol Clube do Porto realizou hoje no Estádio do Dragão. E isso por culpa do clube azul e branco e do adversário que demonstra – mais uma vez – o tremendo fosso entre equipas da Primeira Liga e da Segunda Liga. Alias, se bem me recordo este CD Nacional venceu a Segunda Liga e foi campeão na secretaria devido ao surto da Covid-19 que serviu de base a uma decisão que ainda hoje ninguém entende a razão de ser. decisão que já não interessa nada pois o futebol português é mesmo assim.

Indo ao jogo propriamente dito. Até vai parecer estranho o que vou escrever, mas esta foi uma partida que o FC Porto conseguiu controlar a seu bel prazer. Coisa rara neste dragão de Sérgio Conceição que tem sempre muitas dificuldades em gerir esforço e resultados mesmo quando o calendário assim o exige. De resto, este foi um jogo que culminou numa vitória fácil. A equipa madeirense praticamente não chegou a rematar à baliza de Marchesin (corrijam-me se estiver errado) e sempre que se aproximava da baliza portista, ou perdia a bola, ou se atrapalhava com a dita cuja ou então lá surgia um atleta de azul e branco vestido que tirava o esférico dos pés dos medianos jogadores do Nacional.

Em suma, num jogo em que o adversário se limitava ao “chutão para a frente e alguém que resolva”, o FC Porto esteve bem e venceu a partida com todo o mérito. Isso não obstante o simples facto de termos tido um FC Porto bem mais assertivo e dominador da primeira parte do que na segunda onde os dragões se limitaram a deixar o relógio correr. Nada a apontar a esta forma de estar até porque os tempos são complicados e há que gerir esforço para se fazer face, com a eficácia possível, a um calendário competitivo “bem apertado”, mas essa é uma atitude perigosa pois caso o Nacional fosse um pouquinho melhor em termos de qualidade e um golo teria feito “abanar” o Futebol Clube do Porto que teria de correr muito para vencer… Relembro que na próxima quarta-feira há jogo com o SL Benfica (final da Supertaça Cândido de Oliveira).

Ainda sobre o jogo de hoje, dizer que gostei imenso da exibição de Nanu. Sou suspeito pois não nutro simpatia alguma por Manafá, jogador que considero não ter qualidade alguma para jogar no Futebol Clube do Porto, contudo hoje vi um defesa lateral direito no verdadeiro sentido do termo e não um trapalhão que tem muito jeito para correr desde que não lhe coloquem uma bola nos pés. O único “pecado capital” (se é que lhe podemos chamar assim) de Nanu foi o último passe que sai sempre com muita força e os avançados tinham muita dificuldade em dominar a bola e rematar com sucesso para o fundo da baliza nacionalista.

As más notícias deste jogo são as lesões de Otávio e Corona. Lesões, segundo quem percebe do assunto, que resultam do tremendo desgaste a que os atletas têm sido submetidos num ano futebolístico muito atípico. Vamos a ver qual a gravidade das lesões e se na próxima quarta-feira vão poder jogar diante do SL Benfica. Mas não há que ficar preocupado com tal. Tanto o brasileiro como o mexicano são dois jogadores fundamentais na estratégia de Sérgio Conceição, mas o Futebol Clube do Porto é um clube profissional que sabe que tem de ter um plantel preparado para estas eventualidades.

Uma última nota. Não sou (nem quero!) falar sobre arbitragens, mas a grande penalidade de hoje a favor do Futebol Clube do Porto é – de longe! – bem mais evidente do que a fantochada que ontem deu a vitória ao Sporting CP… Vale a pena ter treinador e presidente a fazerem figurinhas tristes na Praça Pública. Não acabemos com estas coisas que não é preciso.

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira. O internacional português está a passar por um momento de forma genial. Comandou o meio campo portista e foi o principal responsável pela boa gestão do jogo que o Futebol Clube do Porto levou hoje a cabo. Vamos a ver se Sérgio Oliveira consegue manter esse seu bom momento para lá do Natal.

Pior em Campo: Zaidu. É, por vezes no melhor pano cai a nódoa. O internacional nigeriano fez hoje um jogo em que esteve muito mal. Não a defender pois o Nacional quase não atacou, mas sim a atacar. Hoje Zaidu fartou-se de “meter água” e se o flanco esquerdo do ataque portista não existiu foi muito por sua culpa.

Arbitragem: Dúvidas no segundo golo do FC Porto dado que parece ter havido falta de Diogo Leite no lance que deu origem ao golo de Marega. Tirando esse lance, arbitragem tranquila de Manuel Oliveira que não teve influência no resultado final.

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publicado às 22:10


Começa a ser um hábito

por Pedro Silva, em 10.03.17

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imagem retirada de zerozero

 

Erectivamente começa a ser um hábito ver o Futebol Clube do Porto a golear. O único acréscimo é que desta vez regressou aquela calma que tinha desaparecido por completo do reino do dragão nos tempos idos (e nada saudosos) de Lopetegui. Mérito de Nuno Espírito Santo (NES) que tem tido a capacidade fantástica de gerir um plantel – ainda - algo desequilibrado e da SAD portista que acertou em cheio com a saída de Evandro e a entrada de Tiquinho Soares. Junte-se a isto uma confiança em crescendo e temos o Futebol Clube do Porto que lidera – justamente – a Liga NOS.

 

Sobre o jogo de Arouca pouco há a dizer. Manuel Machado fez o esperado e apresentou um FC Arouca que jogava devagar, devagarinho sempre na esperança de que um dos seus – poucos – avançados marcasse o golo inaugural que obrigasse o FC Porto a correr atrás do prejuízo… A típica postura de Manuel Machado diga-se desde já. Mas este Arouca “esbarrou” de frente com um clube azul e branco que tinha como principal objectivo dominar a partida e impor - o mais rapidamente possível - o seu futebol para, desta forma, chegar ao golo inaugural que lhe permitiria gerir o esforço. Isto porque na próxima terça-feira há uma complicada deslocação a Turim.

 

Basicamente a saborosa vitória dos portistas resume-se ao exposto nos dois parágrafos anteriores. Claro que o Arouca criou uma ou outra ocasião de perigo na baliza de Casillas, mas quando não eram Marcano e Felipe (que grande dupla de centrais!) a resolver o problema era Casillas a faze-lo com mestria. E aqui aproveito para levantar uma questão: Como é que Julen Lopetegui não conseguiu nunca retirar este rendimento de Casillas e Marcano… Tal diz muito da qualidade do actual seleccionador de Espanha. Adiante.

 

Por último confirma-se o meu pensamento sobre André André. É jogador que só “dura” meia temporada e como tal este deve ser tratado com “pinças” enquanto esta sua malapata (ou não) durar. O mesmo se aplica a Yacine Brahimi dado que sempre aqui defendi o “banho de humildade” a que NES o sujeitou.

 

MVP (Most Valuable Player): Podia nomear o grande maestro Oliver Torres (outra grande exibição!), mas Yacine Brahimi deixou tudo em campo. O argelino procurou sempre ajudar a equipa nos vários momentos do jogo, trabalhou em prol do grupo, deu tudo o que tinha e não tinha e – inclusive – fez duas preciosas assistências para golo.

 

Chave do Jogo: Os azuis e brancos cedo impuseram o seu jogo, mas pode-se dizer que o Arouca de Manuel Machado perdeu em definitivo a esperança de retirar algo deste jogo no minuto 15´do dito dado que foi nesta altura que Danilo Pereira marcou o seu belo golo. A partir daí só deu – ainda mais – Porto.

 

Arbitragem: A forma como Hugo Miguel e restante equipa de arbitragem começou o jogo fez-me crer que íamos ter mais uma daquelas arbitragens “à moda do Benfica”, mas cedo tal receio se desvaneceu. Hugo Miguel esteve bem durante todo o jogo apesar de ter exagerado um pouco na amostragem do cartão amarelo na segunda parte.

 

Positivo: Mais uma vez o grupo de NES. Há quem diga que NES só faz asneiras. Hoje vimos – outra vez - o culminar das asneiras de NES: um grupo unido a defender e a ataca. Uma equipa no verdadeiro sentido do termo.

 

Negativo: Comentadores da SportTv e Rádio Antena 1. Bem sei que há uma certa aflição nas hostes benfiquistas dado que este FC Porto está a praticar um futebol de excelência, mas haja imparcialidade e objectividade na hora de comentar e analisar um jogo do FC Porto.

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publicado às 23:21

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imagem de zerozero

 

Infelizmente não marquei presença no Estádio do Dragão para assistir ao Futebol Clube do Porto 2 x Clube Sport Marítimo 0. Questões familiares obrigaram-me a ter de ver o jogo via SPORTTV com a preciosa ajuda do rádio. E o que vi e ouvi reforçou tudo aquilo que já tinha dito num texto anterior onde analisei a prestação do Dragões ante o Famalicão… José Peseiro tem pela frente muito trabalho. Muito trabalho mesmo se quiser “colocar tudo nos eixos”.

 

A equipa Azul e Branca têm - ainda - muitos dos tiques “lopeteguianos” A defesa parece gelatina sempre que o adversário a força um pouco mais, contra ataques é coisa que não existe e quando são tentados “morrem” logo à nascença, o futebol Portista é demasiado lateralizado, vive-se á custa das jogadas individuais e existem Jogadores que estão a atravessar uma péssima fase no que à forma e confiança diz respeito.

 

Apesar de tudo vi aqui e acolá um ou outro ponto positivo. Agradou-me muito perceber que já não há a obrigação da defesa sair em posse seja em que fase da partida for. Sempre que um defesa se sentia pressionado e sem linhas de passe era pontapé na bola para onde estava virado. Prático, simples e eficaz quando tem de ser.

 

A ver vamos se na próxima jornada surgem mais algumas melhorias. Hoje venceu-se, não se realizou uma grande exibição (esta não esteve muito longe da apresentada na derrota caseira ante o CS Marítimo) e parece que existem alguns Atletas do FC Porto dispostos a tentar melhorar.

 

Não sei se é muito boa ideia Peseiro tentar modificar o tradicional 4x3x3 do Dragão para um 4x4x2. O 4x3x3 já está há muito implantado no Reino do Dragão e não creio que o José Pesieiro tenha, hoje em dia, plantel para esta mudança de fundo, mas vamos a ver até porque a coisa não correu muito mal.

 

E já agora só mais uma coisa. Péssima arbitragem de Jorge Ferreira. Ficou, pelo menos, uma grande penalidade por assinalar sobre Maxi Pereira, precisamente aquela em que o Uruguaio foi admoestado com um cartão amarelo por suposta simulação. Além disso, houve ainda dois foras de jogos mal assinalados, um para cada lado, quando os atacantes estavam em boa posição para seguirem em direcção à baliza, Aconteceu com Corona e depois com Edgar Costa. Efectivamente Vítor Pereira só nomeia “disto” para os jogos do Futebol Clube do Porto… Depois há quem fique muito admirado e ofendido quando uma boa parte da Nação Azul e Branca começa com a treta do “colinho”.

 

Chave do Jogo: Inexistente. Esta foi uma partida de futebol onde o futebol ficou à porta do Estádio. Tanto FC Porto como CS Marítimo não mostraram, em momento algum, serem merecedores da vitória final.

 

Positivo: Suk. Se há Jogador que quis mostrar serviço a José Peseiro foi o Sul-coreano Suk. Tendo entrado na segunda parte para render Aboubaka e colocou em sentido a defensiva Madeirense tendo, em tão pouco tempo, criado imenso perigo junto à baliza de Salin.

 

Negativo: Aboubakar. O Camaronês não esteve nos seus melhores dias. Muito em baixo de forma e nada confiante na hora de atirar à baliza. Espera-se mais, muito mais, de um Atleta da sua qualidade.

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publicado às 23:55


O mal era Lopetegui?

por Pedro Silva, em 10.01.16

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Imagem de zerozero

 

E pronto. Julen Lopetegui saiu do comando técnico do Futebol Clube do Porto e a equipa Azul e Branca marca 5 golos sem resposta ao seu vizinho do Bessa.

 

Coincidência? Talvez. Mas prefiro olhar para as coisas com olhos de ver e dentro de alguma razoabilidade. Isto porque é verdade que a equipa Portista parece ter mostrado outro á vontade, mas este à vontade só surgiu após o segundo golo Portista marcado por Corona. Até lá o futebol apresentado pelos Dragões não era muito diferente daquele em que Lopetegui insistia.

 

Ora isto para dizer que não há ainda uma mudança do estilo “da água para o vinho” no que ao Clube Azul e Branco diz respeito, mas já deu para ver que o Futebol Clube do Porto tenta mostrar um outro tipo de futebol. Um futebol mais adaptado ao plantel que tem à sua disposição. Um futebol que coloca em campo outras soluções que não a da posse pela posse e jogo pelas laterais.

 

Mas, repito, ainda é cedo. Muito cedo para se dizer que o problema dos Dragões era o Treinador Julen Lopetegui. E, já agora, lanço o apelo para que não se exija absolutamente nada a Rui Barros ou a quem lhe venha a suceder no comando técnico da equipa Portista. Isto de mudar de Treinador a meio da época pode resultar como não.… Por norma não resultam.

 

Uma nota final para os Comentadores de futebol que desvalorizam esta vitória Portista. É um facto que o Boavista FC está muito, mesmo muito, fraquinho, mas que eu saiba o Campeonato Português é composto, essencialmente, por estas equipas e para se ser Campeão há que as derrotar. É que o FC Porto não tem nunca a sorte de ter uma Grande Penalidade duvidosa a seu favor quando se encontra a perder por duas bolas a zero para poder iniciar a “remontada”…

 

Chave do Jogo: O lance que resolveu, praticamente, a contenda a favor de um dos Clubes participantes apareceu ao minuto 62´, altura em que Jesús Corona marcou o segundo golo dos Azuis e Brancos. A partir daí os Portistas tomaram conta por completo do jogo tendo dominado por completo um Boavista FC que simplesmente desapareceu de campo.

 

Positivo: Rui Barros. O Treinador do FC Porto (antigo Adjunto de Lopetegui) não inventou e esteve bem na gestão do esforço dos seis Atletas.

 

Negativo: A "tremideira" que tomou conta da equipa Portista até ao segundo golo. Tal problema ante uma equipa mais forte poderá ter co0mplicado, e muito, a tarefa dos Portistas.

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publicado às 21:59

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imagem de zerozero

 

“Hoje ficou demonstrado que qualquer um pode vir ao Dragão jogar de igual para igual com o Futebol Clube do Porto”. Salvo erro foi mais ou menos isto que ouvi o Treinador do FC Paços de Ferreira dizer na zona de entrevistas rápidas. Assim como também ouvi Julen Lopetegui dizer que deu instruções a Danilo para que es5te se encostasse aos centrais aquando da sua entrada para o lugar de André André.

 

Em suma; para Julen Lopetegui todo e qualquer adversário que enfrente é uma espécie de colosso do futebol que tem de ser olhado com um respeito tal (a roçar o medo) que se torna perfeitamente normal defender um tangencial 2 a 1 mesmo quando se tem no plantel Jogadores muito melhores que os dos adversários. Lindo! Claro que ninguém vai reparar nisto porque o Porto ganhou e ponto. Adiante…

 

Quanto ao jogo em si… O mesmo de sempre. A única diferença é que os Portistas desta vez demoraram 20 minutos a entrar em campo. Foi precisamente nesta altura que os castores chegaram á vantagem. A partir daí o Dragão reagiu mas fê-lo com a habitual lentidão de processos que venho criticando já vários meses. O Futebol Clube do Porto acabou por vencer com naturalidade mas poderia, e deveria, ter feito muito mais porque tem capacidade para muito, muito, muito, mas mesmo muito, mais do que isto que me mostrou em pleno estádio do Dragão.

 

Uma nota final: o facto de esta partida ter sido a primeira em que o FC Porto de Julen Lopetegui deu a volta a um resultado negativo e a conquista da Grande Penalidade diz-nos muita coisa.

 

Vamos lá a ver como vai correr o jogo em Londres. Relembro somente que o Chelsea perdeu hoje com um dos últimos classificados da Liga Inglesa e que Mourinho vai jogar uma época na próxima Quarta-feira.

 

Chave do Jogo: Esta surgiu ao minuto 29 do jogo. Foi a partir desta altura que os Dragões “despertaram para a Vida” começaram a tentar tomar conta do jogo. Conseguiram-no e acabaram por alcançar uma vitória natural que poderia ter sido bem mais “gorda” se Aboubakar tivesse estado inspirado e se os Azuis e Brancos tivessem uma linha de jogo que não passe pela “pasmaceira” habitual de que Julen tanto gosta.

 

Positivo: Sou da opinião de que não há muito de positivo nesta partida. Retirando o facto de os Dragões terem vencido e de terem alcançado a sua primeira reviravolta na era Lopetegui ~soa os únicos factos que merecem o rótulo de positivo.

 

Negativo: Ao contrário da maioria das pessoas eu não vou aqui criticar Aboubakar. Os Jogadores são Seres Humanos quem tem dias em que as coisas não lhe correm como desejado apesar de muito trabalhar e foi isto que aconteceu com o Camaronês. Já o estilo de jogo do FC Porto de Lopetegui que faz com que quem venha jogar ao Dragão de olhos nos olhos com o FC Porto é, sem sombra de dúvida, o ponto negativo desse jogo.

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publicado às 23:36


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